Sempre

14 Capítulo 14


Notas iniciais
Minhas queridas leitoras,
não me odeiem pelo acontecimentos do capítulo, viu?
- Obrigada a todas pelos comentários;
- Bem vindas novas leitoras e por favor comentem
-68 leitores! uhuhu1 Empolgada demais com isso. OBRIGADA msm!
Boa Leitura

CAPÍTULO 14

Arthur estava em seu carro voltando para casa depois do trabalho, quando sentiu a extrema necessidade de saber como Eduardo estava. Afinal ele era seu melhor amigo e apesar de tudo que tinha acontecido, ele sentia sua falta. Com o incentivo de Marina, ele bateu na porta do apartamento de Eduardo, no entanto não recebeu nenhuma resposta. Ele franziu as sobrancelhas quando olhou para o relógio sabendo que Eduardo já estaria em casa nesse horário e dia específico.

Arthur sabia dos horários de Eduardo mais do que ninguém e ver seu carro estacionado na garagem, quando subiu, deu a indicação de que ele estava em casa. Pressionando a campainha novamente, Arthur bateu suavemente.

– Edu? Abra a porta. Sou eu, Arthur. Nenhuma resposta.

- Humm, isso é estranho. — Ele murmurou antes de enfiar a mão na sua mochila e tirar as chaves que ele tinha do apartamento de Eduardo. Eram as chaves de quando ele morou lá, que por alguma razão desconhecida ele nunca tivera devolvido. Quando abriu a porta, Arthur espiou sutilmente, na esperança de não testemunhar alguma coisa que ele não queria ver.

– Edu. — ele chamou calmamente. Seu cabelo preto caiu suavemente para frente quando ele fechou a porta atrás dele e foi caminhando através do hall de entrada, em direção à cozinha.

Arthur não viu nenhuma evidência de qualquer tipo de vida na cozinha e nem nos quartos e então ele foi verificar a última porta. A porta que dava acesso à pequena sala de estudos. Parado ali em estado de choque, Arthur viu Eduardo agarrando Cecília no pequeno sofá, beijando-a apaixonadamente. As mãos de Eduardo apertando a cintura de Cecília, enquanto ela emitia um gemido agonizante. Ela estava com a blusa semiaberta e somente de calcinha. A propósito, uma minúscula calcinha.

Seu bom humor dos últimos dias tinha, agora, se dissipado feito fumaça no ar. Testemunhando algo que ele preferia evitar, todos os sentimentos que tinham sido engarrafados estavam de volta e a ferida se abriu novamente. Quando a mochila caiu no chão, o som do baque fez Eduardo parar o que estava fazendo e então ele olhou para trás com uma cara lavada.

– Arthur? O que você está fazendo aqui? — A questão era mais de curiosidade quando os olhos verdes de Eduardo fixaram-se em Arthur, enquanto Cecília estava mais constrangida pelo fato de que Arthur testemunhou o que eles estavam fazendo. Arthur olhou para o rosto de Cecilia, que estava cheia de vergonha antes olhar de volta para Eduardo.

– Eu estava pensando que talvez pudéssemos sair hoje, mas eu vejo que você já está ocupado. Então... Eu acho que falo com você em outro momento. – Arthur pegou sua mochila rapidamente e saiu em disparado pela porta. Ouvindo e ignorando Eduardo chamar seu nome, ele tentou manter sua raiva sob controle quando entrou no elevador. Em seguida, entrou em seu carro e dirigiu o mais rápido que podia.

Em poucos minutos, as lágrimas começaram a escorrer de seu rosto involuntariamente. Limpando-as furiosamente, ele estava chateado com o fato de que Cecília ainda tinha um poder sobre ele, mesmo depois de achar que já estava tudo superado. Ver Eduardo todo assim com Cecília... foi de cortar o coração. O coração dele. Talvez a maneira que Arthur expressou em seu rosto o quanto ele estava devastado, fez os dois amigos perceberam que ele não estava bem com a situação.

Suas mãos tremiam quando ele parou o carro, e estacionou na frente de outra casa. Correndo em direção ao portão, ele apertou a campainha muitas vezes antes de Marina abrir com um sorriso no rosto. O sorriso dela logo desapareceu quando viu que os olhos vermelhos de Arthur.

– Oh Arthur, venha aqui querido. Aconteceu alguma coisa? — Ela o puxou mais para perto e o abraçou, pressionando os lábios em sua bochecha. — Vai ficar tudo bem.

Isso é o que Arthur desejava que fosse, mas a realidade bateu na sua porta e praticamente disse a ele que seu coração ainda não estava pronto ainda para esquecer Cecília e que isso iria levar algum tempo para acontecer. Felizmente, Marina era paciente o suficiente para ficar por perto, enquanto ele tentava esquecer.

Cecília não sabia o que pensar quando Eduardo afastou-se dela e disse "Arthur? O que você está fazendo aqui?”. Seu coração parou quando sua mente ficou em confusão. Sua cabeça se moveu para ver que, de fato, Arthur estava parado com uma expressão de horror em seu rosto.

Arthur provavelmente não sabia que estava expressando suas verdadeiras emoções para os dois amigos, pela primeira vez. O que ela estava sentindo no momento? Vergonha? Culpa? Fosse o que fosse ela virou a cabeça para evitar o olhar dele quando o ouviu dizer: "Eu estava pensando que talvez pudéssemos sair hoje, mas eu vejo que você já está ocupado. Então... Eu acho que falo você em outro momento”. Seus olhos castanhos finalmente voltaram a fixar-se na figura de Arthur saindo em disparado, sendo seguido por Eduardo que deu um pulo e foi atrás dele.

Como Cecília poderia ser tão cega às afeições de Arthur para com ela? Isso estava estampado em seu rosto sempre que ele estava ao seu redor e ver que ele finalmente mostrou outras emoções do que a felicidade, ela pôde perceber que era tarde demais para se desculpar.

Tudo o que ela fez machucou Arthur, involuntariamente. Cecília estava tão cega por Eduardo que não viu Arthur. Ela observou quando Eduardo entrou de volta na pequena sala com uma expressão de culpa em seu rosto.

– Isso foi ótimo. — Sua voz trasbordava sarcasmo. Ela franziu os lábios quando ele caiu sobre o sofá. — O que devemos fazer? — Ele murmurou.

Cecília suspirou quando sua cabeça bateu no encosto do pequeno sofá.

– Nada do que você diga vai fazer ele se sentir melhor. Tudo o que podemos fazer é ser paciente e deixá-lo resolver seus sentimentos.

Eduardo zombou da ideia.

– Isso é besteira. Devemos ir falar com ele agora! Você não viu o olhar em seu rosto ou você estava muito ocupada olhando para as almofadas perguntando se eu deveria ter comprado de uma cor diferente? — Suas observações mordazes fizeram Cecília suspirar exausta e esfregar os olhos, quando pacientemente tentava explicar seu ponto de vista.

– Se nós formos atrás dele agora, ele vai dizer que quer ficar sozinho. Então vamos fazer isso, vamos dar um tempo a ele. Que seja por um dia ou mais, até que ele queira realmente falar com a gente.

Eduardo odiou a sugestão, uma vez que já tinha se passado quase uma semana desde que ele tinha conversado pessoalmente com Arthur. Ele não queria dá o braço a torcer, mas sabia que Cecília estava certa. Arthur precisava de seu espaço agora.

Depois de alguns minutos de silêncio, ele tamborilou os dedos na coxa de Cecília e murmurou:

– Seria horrível dizer que estou um pouco chateado que Arthur interrompeu o que estávamos fazendo?

Cecília suspirou em derrota.

– Você é inacreditável às vezes.

Quando Eduardo ficou de joelhos em cima do sofá e pegou as pernas de Cecília abrindo-as em volta de sua cintura, ele se inclinou para frente com um sorriso no rosto.

– Então, por que nós não ocupamos o nosso tempo com outra coisa enquanto Arthur está ponderando seus pensamentos? — Cecília queria combater Eduardo dizendo que era completamente irracional pensar sobre essas coisas quando seu amigo estava sofrendo. Observando seus olhos verdes ficarem mais escuros com a luxúria, conteve um gemido quando ele abaixou sua cueca.

– O que você queria dizer, Delegada Quentel? — Os lábios dele espalharam beijos de borboleta em seu pescoço e embaixo de seu queixo enquanto suas mãos começaram a viajar para o sul. Cecília gemeu novamente quando a mão dele alcançou sua intimidade, acariciando-a suavemente. Quando ela estava prestes a protestar que eles não deveriam estar fazendo isso, sua mente ficou em branco quando ele empurrou sua calcinha de lado e mergulhou dentro dela, sem aviso prévio, deixando-a sem fôlego.

Notas finais
Gostaram? Comentem por favor, quero saber a opinião de todas, se possível das 68 leitoras (é, eu sonho alto msm!).
Bjs, Nara