Sempre

11 Capítulo 11


Notas iniciais
Queridas leitoras,

gostaria de agradecer imensamente todos os comentários e opiniões.Eu ainda não consegui responder todos, pq estou estudando Calcúlo feito uma condenada, mas prometo que vou tentar responder a todos.

Eu fico imensamente honrada em dizer que eu tenho as melhores leitors do Nyah! Por que falo isso?

Porque vcs não são simplesmente leitoras que ficam sempre elogiando. Não, vcs elogiam, mas também criticam quando convém. Saben discordar quando a fic toma um rumo imesperado... E é por isso que eu penso ue vcs sao as melhores!

Obrigada! Eu fico realizada como autora quando minha fic consegui dividir opiniõe, sentimentos e como consequência gerar um dabate saudável.

Eu sei que nem sempre vou conseguir agrdar todo mundo, pois somos diferentes e pensamos diferente. No entanto, eu peço que vcs não desistam da fic e nem de mim, mesmo se algo não as agrdarem. Eu farei de tudo p, para não decepcioná-las.

Voltando a fic, capítulo grande (sorry não consegui fazer menor). Eu me esforcei muito para escreve-lo em meio aos meus estudos de calculo. Espero que gostem.

Ah, leitoras fantasmas apareçam, viu? Seus comentários fazem falta para mim. 52 leitores atée o momento1 Feiz demais!!

Obrigada e desculpa pelo texto gigante!

Boa leitura!

CAPÍTULO 11

Ela estava sendo infantil, ele pensou. Um dia havia se passado e nenhuma ligação. Nem uma única mensagem ou ligação de Cecília. Não que Eduardo tenha tentado entrar em contato com ela depois do que aconteceu. Pelo contrário, ele estava escondido debaixo de uma pedra, mas estava começando a ver que poderia sim acabar logo com isso, em vez de ficar sentado esperando que ela quisesse falar com ele.

Então ele fez o que achou que era apropriado. Eduardo não gostava de rodeios e mais um dia sem definição seria torturante. Ele mandou uma mensagem para Cecília.

Foi uma mensagem curta e simples. Eduardo esperava que ela respondesse, dando-lhe algum tipo de sinal se queria falar ou não com ele. Cecília respondeu de volta dez minutos depois: “Certo”. Foi simples, nada de especial e talvez soasse um pouco frio para ele. Justo para ele que costumava ser como uma pedra de gelo perante as mulheres no dia seguinte.

Sentado em uma das pequenas mesas do refeitório do hospital, Eduardo almoçava frango grelhado com salada. Ele estava com a mente focada no que precisava dizer para Cecília. Mentalmente se preparando para o drama que estava por vir, o coração pulou quando sentiu alguém vindo em sua direção. Uma vez que seus olhos pousaram sobre o ser encantador na sua frente, Eduardo de repente tornou-se tímido.

– Oi.

– Oi.

Eles ficaram presos na tensão que circulava em torno deles antes de Cecília lentamente perguntar se ele iria convidá-la para sentar. Eduardo sorriu quando pediu desculpas, levantando e puxando a cadeira para que ela sentasse. Ele ficou observando-a, enquanto ela colocava sua bolsa sobre a mesa.

Eduardo soltou um suspiro brando. Seu coração estava mais leve quando ela disse aquelas palavras que parecia tão certo, tão natural. Aguardando outras palavras a serem ditas, ele franziu a testa quando tudo o que ela fez foi ficar em silêncio.

Cecília sabia que deveria ter cautela com Eduardo. Ela o conhecia muito bem para saber que qualquer atitude ou palavra mal interpretada colocaria tudo a perder e então todo o seu plano viria por água abaixo.

– Pensei que você não fosse mais querer falar comigo. – Eduardo finalmente disse, quebrando o silêncio constrangedor.

Quando Cecília o encarou, um pensamento quase que imediato surgiu, fazendo-o relembrar os acontecimentos daquela noite e de quando ele acordou e a viu sentada pensativa na cama, ainda nua. Ele realmente não tinha ideia do protocolo a seguir naquela situação. Se fosse com outra garota ele saberia, mas com a sua melhor amiga era diferente.

Quando Cecília apareceu naquela noite em seu apartamento, ele nunca imaginou que iria acabar transando com ela. Não que ele não a achasse atraente. Não era esse o caso. Só que eles eram amigos, melhores amigos. Ele simplesmente nunca pensou nisso! Na manhã seguinte, Eduardo não tinha certeza se poderia enfrentá-la, caso ela decidisse que tinha sido um erro e de alguma forma isso estragasse a amizade deles. Ele não conseguia se arrepender. Tudo tinha sido maravilhoso e prazeroso. Ele sentiu tesão e na hora nem lembrou da amizade e como o ocorrido poderia destruir o bom relacionamento dos dois amigos. Ele suspirou aliviado, assim que ela deixou rapidamente o quarto. Ele não queria ter quaisquer conversas embaraçosas sobre como tinha sido divertido, mas talvez um erro.

Eduardo era o cara promiscuo que dormia com todas apenas por diversão, enquanto Cecília era o tipo de garota que recebia flores e era levada a um bom restaurante. Totalmente oposta do tipo de mulher que ele gostava de se relacionar.

Cecília não era como as outras garotas. Então de repente ele ficou com medo de que o silêncio dela durante o dia seguinte significasse o fim da amizade, ou que talvez ela esperasse algo a mais dele, algo que no momento ele não podia e nem queria dar.

– Não, claro que não. Eu jamais seria tão infantil a ponto de fazer isso. – ela respondeu, fazendo Eduardo desvencilhar-se de seus pensamentos.

– Eu realmente não sei o que deu em mim. Você chegou e invadiu meu pensamento e de repente eu me deixei levar... E eu quis você. – ele deu um meio sorriso. É tão repugnante assim não se arrepender de dormir com a melhor amiga? Para Eduardo não.

– Eduardo...

– Hmm. – foi tudo que ele conseguiu dizer.

– Eu só quero que você saiba que eu não me arrependo de nada disso. – ela disse baixinho.

– Estou feliz que você disse algo. Eu estava um pouco preocupado pensando que você iria se arrepender e isso fosse estragar nossa amizade.

– Eu não acho que eu poderia, mesmo se eu quisesse.

Eduardo estudou o rosto de Cecília por um momento antes de falar novamente, parecendo preocupado com a possível resposta.

– Então, o que isso significa agora?

Os olhos dela continuam a se mover sobre seu rosto, tentando encontrar as palavras certas para isso.

– Eu não quero um relacionamento, se é isso que te preocupa. – ela finalmente disse calmamente. Ele acenou com a cabeça ligeiramente e deu um suspiro de alivio.

– Você quer que isso seja... Tipo amigos com benefícios? — ele perguntou depois de um momento.

– Sim, eu realmente acho que tenho que ter um pouco de diversão na minha vida. E você é perfeito para isso, além do fato de sermos amigos. Então penso que é bastante razoável.

– É isso que você realmente quer? — Eduardo riu e revirou os olhos e esticou suas pernas sob a mesa do refeitório do hospital. Apoiando-se em suas mãos, ele sorriu.

– Isso é o que você realmente quer? – perguntou mais uma vez.

Essa não era a proposta que ela devia está fazendo a ele, deveria ser o contrário. Cecília não tinha o perfil de ter amigos com benefícios e se teve isso alguma vez, foi durante a faculdade

Cecília não era santa. Na verdade, ela era o oposto disso. Ela teve namorado e alguns casos, mas depois do último que ela teve, Cecília percebeu que não era assim mais tão jovem. Ela já estava com 28 anos e tinha uma estabilidade profissional que conseguiu após meses de estudo e dedicação. Então, ela percebeu que queria estabelecer-se com o cara certo, se casar, ter filhos, não exatamente nessa ordem, mas seria bom ter alguém para ir para casa, em vez de um apartamento vazio. Era assim que ela pensava, mas agora sua vontade era outra e Eduardo não podia acreditar que sua melhor amiga estava mesmo disposta a isso. Ela não estava olhando para o romance, ela estava buscando apenas diversão.

– Sim. Mas, só se você não dormir mais com Amanda. – Cecília confirmou severamente.

Eduardo teve que morder o lábio lembrando-se do sexo matinal que teve com a bela cirurgiã novamente. Levantando a mão direita e colocando-a para a esquerda sobre o coração, ele prometeu:

– Eu não vou dormir com Amanda ou qualquer outra mulher sem o seu consentimento. – disse encarando-a com aqueles olhos verdes hipnotizantes. – E O mesmo serve para você.

Era estranho que Eduardo tivesse regras sobre dormir com outras mulheres, já que seus outros relacionamentos eram bastante abertos. A única relação séria que ele teve foi quando estava na faculdade, e que durou apenas um ano. Fora isso, todas as mulheres eram apenas para se divertir e ele não tinha problema em “brincar” com aquelas que lhe interessavam. Agora que ele estava começando a ter um relacionamento aberto com Amanda novamente, Cecília apareceu e decidiu ter uma regra de benefício restrito.

Ele entendeu. Nenhum dos dois queria arriscar a outra pessoa expondo-as a todas as doenças sexualmente transmissíveis que existe e desde que a sua amizade de anos estava em jogo, ele não queria estragar isso. Eduardo não queria estragar a única amizade verdadeira que teve com uma mulher. De maneira nenhuma.

Cecília franziu a testa enquanto seus olhos castanhos corriam por seu rosto, algo lhe dizia que ele já tinha transado com Amanda hoje. Talvez fosse o brilho nos seus olhos. Entretanto, ela não deixaria que nada arruinasse o acordo, uma vez que até aquela manhã ele era um homem livre. Ignorando os murmúrios e olhares que estavam atraindo, uma vez que o lugar estava cheio devido a hora do almoço, ela colocou a mão em cima da dele.

– Eu ainda quero ser sua amiga, Edu. Não me trate como um de seus brinquedos e lembre-se que eu ainda sou a sua melhor amiga.

Ela deu-lhe um pequeno lembrete de que ela não alguém que ele pudesse brincar. Ela falou isso porque conhecia Eduardo com a palma de sua mão. Ao contrário de outras conquistas de Eduardo, ele sabia que a mulher na sua frente não era um brinquedo a ser deixado de lado como um nada. Ela precisava ser tratada como a amiga que ele conhecia e amava e não como uma qualquer. Esse jogo era perigoso e excitante.

Eduardo inclinou-se e beijou sua bochecha antes de responder:

– Isso nunca passou pela minha cabeça e eu tenho 15 minutos restantes do meu almoço antes de ir para a cirurgia novamente. – disse com um sorriso malicioso no rosto, levantando-se de seu assento. Ele afastou-se dando um olhar de volta para Cecília e sorriu quando ela sutilmente seguiu atrás dele.

(..)

Ajeitando o cabelo bagunçado, uma mão quente deslizou pelas suas costas antes de chegar em torno de seu quadril. O estreitamento repentino de seus corpos, quando ele se aproximou novamente de Cecília, pegando a parte de trás de sua cabeça para beijá-la na boca com satisfação.

– Quem diria, Ceci, que isso pudesse ser tão prazeroso e satisfatório. A melhor rapidinha que eu já tive.

– Eu faço o meu melhor. — Ela murmurou enquanto plantava outro beijo em seu pescoço antes de verificar seu relógio. — Você não tem cirurgia em cinco minutos?

O médico olhou para o relógio enquanto acenou com a cabeça positivamente. Ele levantou-se e vestiu de volta sua roupa azul de cirurgião. Arrumando mais uma vez o cabelo, ele colocou o bip de volta em seu quadril antes de dar-lhe outro beijo em seus lábios finos.

– Eu vejo você por volta das 20h?

Ele cantarolou em acordo antes de sair da sala de descanso dos médicos e Cecília saiu cinco minutos depois dele, evitando os olhares em seu caminho. Ela deu um sorriso encantador para algumas das enfermeiras e médicos antes de deixar seu coração desacelerar após o encontro que ela teve. Durante a faculdade, ela sempre teve olhos para Eduardo, que parecia inalcançável, e agora que ela o tinha de alguma forma. Só que ela tinha que ter cuidado para não ter seu coração pisoteado.

(...)


Mais um dia de trabalho tinha se passado. Eduardo lentamente se vestiu colocando roupas normais: calça jeans e camisa social branca. Ele pegou seu celular e leu a mensagem que dizia que Cecília estava esperando por ele na recepção do hospital. Eduardo reuniu todas as suas coisas e saiu do vestiário, esbarrando em Amanda no corredor.

– Ei! – Amanda o cumprimentou com aquele sorriso fatal dela. Eduardo sorriu de volta e acenou para ela. Amanda ainda estava em seu uniforme azul quando perguntou:

– Você já está saindo? Talvez a gente possa sair e comer alguma coisa. — Sugeriu.

O cirurgião balançou a cabeça se desculpando:

– Desculpe, mas eu não posso. Cecília está esperando por mim.

O sorriso desapareceu de seus lábios enquanto ela murmurou:

– Oh, tudo bem. — Seus olhos escuros percorriam em torno de seu rosto antes dela dar de ombros.

– Talvez em algum outro momento, então?

Eduardo sabia bem o que acontecia sempre que eles saiam e seus impulsos foram dizendo-lhe para adiar isso para outra ocasião. Mordiscando o lábio, ele olhou em seus olhos e respondeu:

– Sim, em outro momento.

– Ótimo. Até a semana que vem. – beijou suavemente no rosto dele antes de seguir para o vestiário.

Girando nos calcanhares, ele rapidamente foi para a recepção para ver Cecília sentada na sala de espera, resolvendo palavras cruzadas. Assim que abriu a porta de vidro se abriu, pela centésima vez naquela noite, os olhos castanhos de Cecília finalmente vislumbraram a pessoa que ela estava esperando. Um sorriso contagiante cresceu em seus lábios enquanto ele caminhava em sua direção e a cumprimentou com um abraço.

– Eu não sei quanto a você, mas eu estou morrendo por uma pizza. – Cecília sorriu.

– Você leu a minha mente.

Eles caminharam até o estacionamento. Cecília tinha ido até o hospital de táxi, então eles foram no carro de Eduardo. O trajeto até a pizzaria não durou 15 minutos e quando perceberam já tinham chegado.

Eles desceram do carro, estacionado há alguns metros do estabelecimento. Eduardo naturalmente caminhava ao lado de Cecília, com passos sincronizados. Instintivamente, ele agarrou sua mão enquanto continuava a falar sobre o seu dia para sua melhor amiga. Cecília olhou para suas mãos entrelaçadas, era raro eles fazerem isso, geralmente o faziam quando estavam andando a cavalo. Ver Eduardo demonstrar um pouco de afeto, fez a sorrir para si mesma e então ela reorientou a sua atenção para o belo homem ao seu lado.

– Eu estava pensando, já que eu tenho o dia de folga amanhã, podemos passar o dia fazendo o que você quiser fazer. Sempre que eu tenho alguma folga, Arthur e eu fazemos alguma coisa que eu escolho, e desde que Arthur não atende meus telefonas... eu acho que vai ser só você e eu amanhã.

Cecília franziu os lábios com o pensamento de Arthur ignorando seus telefonemas.

– Talvez ele esteja atolado de trabalho. – ela comentou.

A chance de Arthur não atender um telefonema era quase nula. Ele nunca se recusou a atender os chamados de Eduardo, nunca. Mas sabendo que desde que ela compartilhou a informação de que estava indo para dar mais um passo em sua amizade com Eduardo, Arthur, provavelmente só queria dar um passo atrás para que eles possam desfrutar o tempo que têm juntos.

Por alguma razão Cecília estava agradecida por ele dar um passo para trás, mesmo que ela se sentisse um pouco de culpada por estarem excluindo Arthur de suas atividades. Eduardo encolheu os ombros quando murmurou para si mesmo:

– Mesmo se ele estiver trabalhando horas extras, eu preciso ter certeza de que ele está bem. Vou ligar para ele amanhã de manhã bem cedo.

– Parece um bom plano. – ela consentiu.

Esta é uma das razões pelas quais ela gostava tanto de Eduardo. Debaixo de todo armadura que usava e dos muros que construia em torno de si mesmo, ele ainda era um homem doce e preocupado com os amigos.

Puxando-o para mais perto de seu corpo, ela soltou a mão dele para envolvê-lo em torno de sua cintura. Eduardo arqueou uma sobrancelha para Cecília dando-lhe um sorriso malicioso:

– Por que faz isso, Delegada Quentel? Se você continuar assim, eu vou ter que recompensá-la esta noite.

– Oh, querido, eu tenho certeza que você vai me recompensar. — Eduardo sorriu de acordo quando ele abriu a porta da pizzaria, onde eles iriam comer o que tanto desejavam. Na mente de Cecília parecia natural se comporta dessa maneira em torno de Eduardo. Felizmente, ele se sentia da mesma maneira.

Notas finais
Quero muitos comentários viu? Opiniões, dúvidas e críticas serão muito bem vindas!

Bjs, Nara