Semideuses e Hogwarts: o Prisioneiro de Azkaban
3 A parada misteriosa
A parada misteriosa
Harry só encontrou os amigos pessoalmente na última semana de férias, quando eles se hospedaram no Beco Diagonal para comprar seus materiais escolares.
Fora isso, o garoto passara seu tempo sozinho, fazendo coisas que os Dursleys jamais permitiriam. Fizera todos os deveres de casa, a maioria na Florean Fortescue’s enquanto tomava sorvetes, e saía para caminhar e olhar as lojas todos os dias, principalmente a nova Firebolt na vitrine da loja de vassouras.
O grifinório encontrara alguns de seus colegas de Hogwarts ocasionalmente, mas foi só no fim das férias que seus melhores amigos começaram a aparecer.
Rony estivera no Egito, Hermione na França, Piper nos Estados Unidos e os outros continuaram na Inglaterra, mas era Percy quem mais lhe mandara cartas e quando ele chegou a hospedagem bruxa com a mãe, a Sra. Jackson passou um bom tempo dizendo-lhe o quanto o que ele fizera fora arriscado. Ele não entendeu o motivo da preocupação dela, mas prometeu não fugir de novo.
Essa última semana foi engraçada, Leo, Fred e Jorge pregavam peças em todos e conseguiam boas risadas. No dia de pegar o Expresso de Hogwarts, o Ministério da Magia enviou seus carros para escoltar os estudantes até a Estação Kings Cross. O Sr. e a Sra. Weasley parecia os únicos a entender o motivo. Porém, os outros pais não prestaram objeções em relação à proteção extra que seus filhos receberiam.
O garoto passou toda a viagem de carro pensando, enquanto esfregava a sua cicatriz, na conversa dos pais de Rony que entreouvira na noite anterior. Ela explicava o motivo do Ministério estar participando tanto de sua vida naquele verão. O que não se encaixava era: por que ele importava tanto para um comensal da morte psicopata, fugitivo de Azkaban, e a razão de sua segurança ser tão alarmante a ponto de ser escoltado até a estação de trem.
Pouco antes de embarcar ele foi chamado pelo Sr. Weasley, que lhe contou tudo que já sabia, Sirius Black queria encontrá-lo, e o fez jurar que não iria atrás do bruxo.
Como chegaram em cima da hora para pegar o Expresso de Hogwarts, não havia nenhum compartimento totalmente vazio. Contudo, isso não foi um problema, Leo sentou-se com os gêmeos Weasley e Lino Jordan. Frank, Hazel e Piper encontraram alguns de seus colegas da Lufa-Lufa e Jason sentou-se com a Thalia. Percy, Annabeth, Harry, Hermione e Rony escolheram um compartimento quase vazio.
Um bruxo adulto, o primeiro que tinham visto no trem fora a mulher que vendia doces no carrinho, a maleta a seus pés indicava que ele era o professor R. J. Lupin, as garotas deduziram que lecionaria Defesa Contra as Artes das Trevas. O homem parecia dormir profundamente e não demonstrara ter percebido a presença dos jovens.
Aproveitando que o bruxo dormia Harry contou aos amigos sobre Sirius Black desejar encontrá-lo e estar informado de sua presença em Hogwarts, mas o fato de Dumbledore ser o diretor deixou-os mais tranquilos. Falaram de muitas coisas depois disso, Draco apareceu para importuná-los. O bisbilhoscópio de Harry emitia um apito abafado de dentro do malão.
Estavam na metade do caminho quando o trem parou, sem motivo aparente. Chovia e estava escuro, de repente, a temperatura começou a cair rapidamente. Algo estava muito errado.
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