Semideuses e Hogwarts: o Prisioneiro de Azkaban
4 Dementadores
Notas iniciais
Dementadores
(Percy)
Quando o trem parou, no meio da viagem, a temperatura começou a cair rapidamente. Repentinamente, todas as luzes apagaram, a única luminosidade vinha da janela.
– Fiquem onde estão. – disse o, agora desperto, Professor Lupin.
Ele levantou-se e empunhou a vrinha, encaminhando-se para a porta. No entanto, ela foi aberta por alguém no corredor. Uma criatura encapuzada e, aparentemente, flutuante nos observava.
Eu estava congelando, podia até ver a minha respiração se condensando. O monstro respirava ruidosamente. Olhei para Annabeth, encostada em um dos bancos, poucos minutos atrás estava extremamente animada com a volta das aulas e agora parecia tão triste. Percebi que eu mesmo me sentia infeliz, como se nunca tivesse vivido um momento de alegria.
A criatura tentou entrar no compartimento, felizmente, o professor foi mais rápido. Ele apontou-lhe a varinha, que emitiu um jato de luz prateada.
– Nenhum de nós está escondendo Sirius Black debaixo da capa. – disse.
Aquilo causou algum efeito, pois, quando voltei a olhá-lo, o monstro não estava mais ali. Porém, tinha mais a que me preocupar, Harry tinha desmaiado. O Prof. Lupin examinou-o e concluiu que ele estava bem. Então revirou sua maleta e pegou uma grande barra de chocolate, que repartiu entre nós. Depois, disse que iria falar com o maquinista e saiu.
(Annabeth)
As luzes logo voltaram e o Expresso de Hogwarts, lentamente, voltou a viajar. Já estávamos próximos da escola quando Harry acordou.
– O que aconteceu? Quem estava gritando? – perguntou confuso.
– Ninguém estava gritando, — Ron respondeu. – Mas você desmaiou porque foi atacado por um... – ele pensou um pouco. – Mione, o que o Professor Lupin disse que era mesmo?
– Um dementador. – disse ela.
– Isso. – falou satisfeito, como se ele mesmo tivesse lembrado. – Enfim, — ele disse que chocolate ajuda bastante. – pegou um pedaço que o professor tinha deixado e entregou ao amigo.
Harry sentou-se, recolocando os óculos, e comeu um pouco do chocolate. Ele recostou-se no banco, parecia bastante atordoado.
Não demorou muito para Malfoy vir incomodá-lo. Infelizmente, pra ele, o Professor Lupin apareceu. Posso dizer que Draco foi embora tão rápido quanto quando chegou.
Nós desembarcamos e as carruagens, guiadas por uma espécie de pégasus esquelético, nos levaram ao castelo. No meio do caminho ao Salão Principal, a Professora McGoagall nos abordou.
– Srta Granger, Srta. Chase e Sr Potter, me acompanhem por favor. – ao perceber nossos olhares confusos ela acrescentou. — Será rápido, vão estar de volta antes dos anúncios de começo de ano.
Nós a seguimos até a sala do professor Flitwick, onde eu e Hermione entramos, e ela continuou seu caminho com Harry.
– Boa noite, garotas. – ele cumprimentou sorridente. – Devem estar se perguntando por que estão aqui, a resposta é simples, vocês se inscreveram para todas as matérias, ou quase todas, e alguns horários se coincidem. Como as duas são alunas excepcionais, nós escrevemos ao Ministério da Magia e conseguimos um vira-tempo para cada uma. São artefatos mágicos poderosíssimos e tem o poder de voltar no tempo.
Eu já sabia a respeito dos vira-tempos e creio que Hermione também, só imagino o trabalho que o Professor Flitwick, a Professora McGonagall e o Professor Dumbledore tiveram para consegui-los.
– Vocês vão precisar deles para assistir a todas as aulas, uma volta é o suficiente para chegar a tempo da aula que vocês acabaram de perder. – explicou. – Mas existem algumas regras importantes, por exemplo, não podem contar a ninguém sobre isso, ninguém pode ver duas de vocês no mesmo lugar, ao mesmo tempo...
(narradora)
Depois de repetir várias vezes que estava bem para Madame Pomfrey e à Professora McGonagall, elas permitiram que Harry voltasse ao Grande Salão. No meio do caminho, encontrou Annabeth e Hermione, elas não falaram nada sobre sua conversa com o Professor Flitwick ele preferiu não perguntar, não precisava abrir espaço para que mais alguém quisesse saber como estava se sentindo.
Sentou-se entre Rony e Leo, bem a tempo de ouvir os anúncios de início do ano letivo. Dumbledore levantou-se de sua cadeira, alegre como sempre, e deu as boas vindas para os alunos.
– Como devem ter percebido no Expresso de Hogwarts, nossa escola vai hospedar alguns dementadores de Azkaban, por ordem do Ministério da Magia. – sua voz demonstrava que a ideia não lhe agradara. – Eles estarão em todas as entradas da propriedade, portanto, é essencial que nenhum aluno tente sair dos nossos terrenos. Não é de sua natureza o perdão, então não lhes deem motivos para fazer-lhes mal.
O salão estava silencioso e o clima tenso, nada que impedisse o diretor de voltar a sorrir.
– Agora voltemos às coisas agradáveis. Gostaria de apresentar o novo professor de defesa contra as artes das trevas. – o professor Lupin levantou-se sorrindo. – O professor Remo Lupin, que teve a bondade de aceitar o cargo e, como o Professor Ketteburn se aposentou, o nosso guarda-caça, Rúbeo Hagrid, será o novo professor de Trato das Criaturas Mágicas. – os alunos aplaudiram.
– Hey, — Leo chamou a atenção dos amigos. – Se liga na cara do Snape.
O professor de poções encarava o professor de defesa contra as artes das trevas, talvez com inveja, de mais uma vez não conseguir a posição, mas parecia mais que isso, era desprezo, talvez com um pouco de ódio também. As únicas outras vezes em que ele usava esse olhar era quando olhava para Harry. Nenhum dos alunos sabia o motivo daquele olhar, mas não devia ser nada bom.
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