Semideuses
13 Capítulo 13- Espio a conversa dos meus amigos
Já estava dormindo mas de alguma forma eu estava fora do meu corpo, era como se eu sonhasse com a realidade, o que era totalmente estranho.
Vi Ollie entrar no quarto estava realmente exausto mas ele olhou para mim e soltou um breve sorriso, como se eu fosse tudo que ele queria ver naquele momento. Ele puxou a coberta e me cobriu com carinho, em seguida acariciou meu cabelo e me deu um beijinho na testa. Meu coração acelerou, mas não sabia se era só o meu coração do sonho ou o do meu corpo também havia acelerado porque na hora ele deu uma pequena afastada achando que eu iria acordar. — Queria tanto que entendesse como esta sendo dificil para mim... Sempre que garotas me atraíam eu não me segurei e agora estou tendo que me segurar perto da garota que amo. Estou te protegendo, não tem noção do quanto, bloqueio minha mente o tempo todo para que Halastor não penetre nela, mas a verdade é que não quero vê-lo encostando um dedo em você. Por isso estou colocando minha vida no lugar da sua, me matando ele nunca mais te importunará. — Eu queria protestar mas estava dormindo ele não me escutaria. Andresa entrou no quarto e continha uma lágrima no olho direito, Ollie a olhou e ficou confuso. — Brigou com Guilherme ? — Ele sugeriu e ela negou com a cabeça. — Quero falar com você, mas antes... Tem certeza que ela esta dormindo ? — Ele assentiu verificando. — Sim, enfim o que é que quer comigo ? — Ele ainda estava bastante confuso. — Eu vim avisar que... Não conseguirei executar o plano que fizemos no baile. — Ele se mexeu desconfortável. — Mas... Você é a úncia capaz de fazer isso, sabe que me matar é a única opção. — Ela negou com a cabeça deixando uma lágrima cair. — É a opção mais fácil e a que não correremos risco algum. Mas eu não posso, minha conexão com Lana esta ficando cada vez mais forte, creio que seja porque estamos começando a ter uma amizade. — Ollie negou decepcionado. -Eu sinto o que ela sente Ollie, se eu te matar estarei matando ela e um pedaço de meu coração junto. Não dá... Ela é muito forte eu sei que é, mas não sei nem se eu suportaria. — Então ela realmente me ama ? — Andresa riu. — Você é muito lerdo, é lógico que sim ! É tão safado com garotas e quando se trata daquela que ama não consegue nem ler nas entrelinhas. — Ela deu um breve sorriso. — Qual é seu plano ? — Não posso te contar, Halastor vai descobrir mas posso dizer que o livro de feitiços dele ficará comigo. Bolarei uma forma de salva-lo sozinha, minha inteligência me ajudará com isso. Mas de forma alguma, quero que ela saiba que estou contra sua morte. Se descobrir ela vai querer ajudar e se quiser ajudar vai deixar de focar no que realmente importa, por mais que ela esteja preucupada com você, ela também esta com um grande foco em se tornar poderosa o bastante para o confronto final entre ela e Halastor. — Ollie olhou denovo para meu corpo e soltou novamente um breve sorriso. — Eu a admiro muito. Ela é forte, sobreviveu sozinha fora do Acampamento e não tomou decisões idiotas como eu. — Ele lamentou, queria estar acordada e lhe dizer que não me importava com isso, mas não podia acordar não ainda. — É uma garota incrivel Ollie, mas eu acho que vocês já levaram essa coisa de não ficarem juntos longe demais. Halastor vai descobrir que ela sente o mesmo por você de qualquer forma, isso não muda nada só adia a descoberta. — Não é tão simples Andresa... Mas na hora certa eu saberei o que devo fazer. — Ele suspirou. — Ela também saberá. Sabia que ela morre de medo de fazer algo que lhe afaste ? — Ele pareceu surpreso e Andresa sorriu assentindo, percebi que ela estava me ajudando, uma pena que não poderia agradece-la. Se eu falasse alguma coisa para algum dos dois entregaria que estava ouvindo a conversa e os dois desejavam que eu estivesse apenas dormindo. — Sério ? — Ela assentiu com um breve sorriso no rosto. — Ela realmente gosta de você, então tome cuidado esta bem ? Não quebre o coração de uma garota como ela. — Ela piscou e saiu nos deixando novamente asós. Ollie me olhou e então eu fui sugada, se é que uma "alma" pode ser sugada. Quando finalmente notei percebi que estava na sala do gigante onde as meninas estavam amarradas em um canto. Elas se entre olhavam nervosa e então eu finalmente vi o ciclope. Estava sentado a frente de um monte de tv que notei que eram camêras que davam em diferentes ângulos para o local onde estavámos. Ele observava sem nem mesmo piscar Andresa e Guilherme no momento, estavam na beira da cachoeira, mas notei que não possuía aúdio. Ele pegava humanos, casais mais especificamente e criava para si próprio tirando deles o que ele quer. Isso era absurdo ! — Senhor Lindro ? — Chamou Juliane com uma voz meiga e o ciclope a olhou. — Não acha o que esta fazendo cruel ? Ele negou com a cabeça. — Precisamos de filhos queridas esposas, aquele casal ali esta colaborando ! — Ele apontou para uma televisão e notei Guilherme e Andresa se beijando e então olhei para a televisão ao lado e vi eu deitada dormindo e Ollie deitando ao meu lado para adormecer também. — Mas esses dois... Terei que dar um jeito neles. Preciso que façam o bebê logo, e preciso de DOIS !!! — As duas estremeceram e então notei minha espada em cima de uma mesa perto do canto em que elas estavam. " Temos um plano " — Alguém falou em minha mente e então notei que Tatiane e Juliane é quem estavam conversando por conexão mas como eu estava ali me tornei um tipo de interferência capitando o sinal que havia ali entre as duas.
" É fácil falar, você tem o poder do todo poderoso Zeus e eu tenho meu charme que terei de usar para conquistar um monstro feio como ele. " — Eu soltei um sorriso, de certa forma elas pareciam bem, estava preucupada com elas mas agora via que quem realmente precisava de ajuda erámos nós quatro. Então fui sugada novamente e cheguei ao meu corpo levantei correndo e ofegante, com certeza a minha volta ao corpo deu uma espécie de choque. Ollie me olhou cheio de preucupação e acordou fazendo o maior esforço que podia. — Ei, está tudo bem ? — Ele pegou minha mão com carinho e eu assenti ainda ofegante. — Esta... Foi só um pesadelo. — Na verdade para mim tinha sido um sonho mas ele me obrigaria a contar então achei melhor falar que era só um pesadelo. — Vem cá. — Ele me puxou deitando junto com ele. Ficamos de frente um para o outro com os rostos próximos um do outro e ele acariciou bem devagar meus cabelos. — Volte a dormir, nada acontecerá. Eu prometo. — Eu sorri e me aconcheguei em seu peito nu, ele me abraçou e deu um beijinho na minha testa e foi assim que dormi, como se realidade fosse um sonho.
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