Semideuses
14 Capítulo 14- Somos animais para reprodução
Acordei e Ollie estava em pé na frente da cômoda e de costas para mim, devagar me sentei e ele me olhou sorrindo.
— Bom dia, foram entregadas roupas aqui durante a noite. Tenho certeza de que não faz seu estilo mas... Parece que nós somos o "casal dourado" e os dois são o "casal prateado". — Ele deu de ombros e eu peguei de sua mão o vestido. — Ham... Obrigada. — Agradeci ainda sonolenta e vesti o vestido por cima do biquini mesmo, totalmente cansada e sonolenta. — Parece que teve uma noite daquelas não é... — Ele vestiu sua camisa dourada e eu me levantei começando a abotuar para ele. — Com certeza foi, literalmente, uma noite daquelas. — Repirei fundo ainda abotoando os botões mantive os olhos neles. — Meio- sangues nunca apenas sonham. — Eu sorri. — Tem razão, fico me perguntando quando é que terei somente uma noite de sono... — Lamentei e ele riu. — Acostume-se, é muito pior quando você tem que bloquear a mente o tempo todo. — Ele piscou devagar parecia muito exausto, mas não pelo cansaço fisico e sim emocional. — CASAIS !!! Venham para fora !!! — Urrou o ciclope e eu e Ollie trocamos um olhar preucupado mas fomos para fora. Guilherme e Andresa já estvam ali horrorizados, então notei o gigante segurava uma corrente que prendia de um lado Tatiane e de outro Juliane, elas pareciam extremamente preucupadas o que me deixou assustada. — O que esta acontecendo ? — Sussurei para Andresa que engoliu em seco. — Eu não sei. Só sei que ele parece bastante nervoso com as meninas. — Eu suspirei. — Vocês tinham que me dar filhos !!! O acasalamento entre vocês demora demais !!! Perderam a primeira noite !!! — Ele estava realmente nervoso o que me deixou bastante nervosa de certa forma. — O casal da esquerda esta progredindo, mas preciso de FILHOS !!! — Ele apontou para Guilherme e Andresa com certa satisfação e eu e Ollie nos entre olhamos nervosos. — VOCÊS DOIS PRECISAM PELO MENOS SE BEIJAR !!! — Ele esbravejou apontando para nossa direção. — E porque é que acha que faremos o que você manda ? — Ollie o enfrentou e ele puxou Tatiane pela corrente a abraçou bem forte, ela sentia dor e eu sabia porque doía em mim mas ele não parava de aperta-la. — CHEGA ! — Eu gritei. — A gente fará o que quer esta bem ? Nos beijaremos e daremos um... Filho se for preciso. Mas por favor, deixe-as em paz. — Ele sorriu vitorioso e largou Tatiane que caiu fraca no chão. — Andem logo ! Se beijem ! — Ele bateu uma palma e eu me virei para Ollie nervosa. — Não deveria ser assim... — Ele comentou e eu assenti. Ele me puxou mais para perto pela cintura, era muito dificil fazer o que tinha que fazer, esperava que acontecesse em um momento especial e não dessa forma. — Não Lana ! — Gritou Andresa. — Não faça isso ! — Mas Guilherme a segurou. — Eu não posso... — Encostei meu nariz no dele e deixei uma lágrima escapar. Ele acariciou meu rosto, nos sentíamos confortáveis com a proximidade mas era dificil explicar, não coseguíamos nos entregar como deveria ser. " Preste atenção ao que tenho na cintura " Olhei para Juliane assim que a ouvi e notei em sua cintura a Poison, minha espada e não pude deixar de soltar um sorriso. Eu me afastei de Ollie e olhei para o gigante tomando a frente, ele pareceu ficar um pouco mais vermelho. " Bole algo Andresa, você é a mais inteligente entre nós. " Avisei Andresa pela mente. — Não darei a você o que você quer, e então ? O que fará comigo ? — Ele urrou de raiva. Notei as meninas conseguindo se livrar das algemas e da corrente, notei que elas já estavam com as chaves só precisavam de uma distração algo que estava dando a elas. — Cadê os meus cães por sinal ? — Perguntei me lembrando deles e o gigante apontou para fora das grades. — Eles cheiram a gente morta, assim como você ! — Eu sorri. — Obrigada, fico lisonjeada. — Dei de ombros. — Você e seu homem estão me atrapalhando demais !!! — Ele bateu o pé e então todo o lugar tremeu sobre nossas cabeças e pés. — Você disse que odeia cheiro de gente morta não é ? — Ele assentiu, era realmente grande mas era totalmente idiota. — Eu acho que vai ter que aguentar esse cheiro então... — Consegui usar a força precisa para evocar três guerreiros fantasmas daqueles que evocara na fazenda de Geríon mas senti uma certa fraquesa percorrer meu corpo. Eles me olharam e eu apontei para a alavanca debaixo da água, eles assentiram e pularam no rio, não sabia como mais pude vê-los nadando e chegando até lá a correnteza parecia não atingi-los. Estralei os dedos da mão direita e vi Tatiane correr uma onda de choque pelo corpo todo o que me deixou de certa forma maravilhada, mas quando o ciclope a olhou já era tarde demais ela lançou o raio e ele foi jogado a correnteza exatamente no momento em que as grades se abriram. Juliane pegou minha espada me mostrando e então saímos daquela maldita caverna e lá fora Tatiane passou para o nosso lado e assim que a vi dei-lhe um grande e apertado abraço.
— Você estava lá ontem a noite não estava ? — Perguntou Juliane me olhando e eu assenti. — Não sei explicar, mas estava. — Dei de ombros. Ela veio até mim e entregou a espada novamente a mim. — O ciclope era um grande idiota eu disse que gostava de cintos com armação para espadas e ele acreditou, mas ele não reparou que neste cinto estava a sua espada. — Eu sorri agradecida. — Obrigada, eu... Nem sei como agradecer. — Ela sorriu. — Um abraço já valhe, aliás quero um abraço com vocês três, se não se importam garotos. — Os dois negaram com a cabeça e juntas nós três atendemos o pedido de Juliane e nos abraçamos juntas. — Não conseguia usar meus poderes, estavámos separadas e isso os bloquearam. — Lamentou Tatiane e eu assenti. — Eu também não. — Ollie e Guilherme vieram até nós e Ollie pegou na cintura de Tatiane e Juliane. — Tudo porcausa da conexão empática. Mas vocês todas se saíram muito bem, a questão é: Vocês tem algumas roupas ? Porque não gosto nada do fato de andar de dourado pelas ruas. — Todos rimos juntos. — Não me sinto a vontade de andar de prateado por aí também. — Queixou-se Guilherme e eu comecei a sentir a presença de totó em algum lugar e assoviei. Totó apareceu ali e quando me viu abanou o rabo e colocou as línguas para fora. Eu fui até ele e acariciei sua cabeça. — Cadê a outra ? — Ele choramingou e imaginei que ela tenha se machucado ou algo do tipo, não conseguia sentir a prensença dela em lugar algum. — Bem, precisamos ir para São Francisco, será que ainda poderia nos dar uma carona ? — Ele assentiu com as cabeças e me virei para eles. — Transporte nós já temos. — Pois é, e eu tenho uma excelente novidade. — Juliane pegou uma mochila que estava nas costas que ainda não tinha a visto com ela. — Aqui estão a roupa de vocês quatro, bem... Estão sujas e algumas contém sangue mas é a melhor coisa que podemos conseguir no momento. — Nós quatro a olhamos e quase idolatramos ela. Mas simplesmente agradecemos e então partimos a caminho de São Francisco.
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