Notas iniciais
Bem, Karina, Deh e Andrea Neves. Vocês pediram, aqui está a continuação!! Espero que gostem.
Dividi em dois capítulos porque ficou grande demais (que novidade!! #sqn)

Boa leitura.

Anteriormente em NCIS....

Não peraí, tá errado!

Anteriormente em Criminal Minds...

Também não!

Anteriormente em Semana de Treinamento:

Na casa do Hotchners:

(...)Emily parou na porta da cozinha e olhava desolada a sujeira pelo caminho até que sua mirada parou na turma do outro lado, todos próximos da piscina e estranhamente pegajosos e verdes?!

E no meio de todos, estava Elena. Metade do corpo coberto com a coisa verde e a outra metade inchada e vermelha.

— O que vocês fizeram com a minha filha?!! – Ela gritou.

— Está mais para o que ela passou para todo mundo. – Jack tentou contornar a situação.

Quando todos se viraram, deram de cara com Hotch que olhava assustado para os filhos e para toda a equipe.

— O que é tudo isso? – Ele perguntou.

— Hera venenosa! – JJ disse tentando acalmar os dois. – Mas não tem ninguém correndo perigo aqui. – Ela pegou Elena começou a passar o restante da mistura nos braços e rosto.

— E como vocês esbarraram nisso? – Emily parou na frente da filha e começou a passar a inguento nela.

— Bem... – Reid começou.

— É que... vocês sabem... – Penelope deixou no ar.

— Não sabemos de nada, acabamos de chegar! – Hotch falou observando Jack, vendo se estava tudo bem.

— Semana de treinamento. Todo mundo. – Tara cortou o mal pela raiz.

— Vocês mandaram a minha filha para o meio do mato?! – Emily explodiu.

— Foi só por uma noite. – Derek disse.

— UMA NOITE?! – E todo o relaxamento das férias forçadas foi para o espaço. Depois que deu o tempo para que todos tirassem a mistura. Emily mandou um por um para casa, com a promessa de que só falaria algo quando estivesse mais calma.

Hotch deu uma boa conferida na filha, ela estava bem, um tanto inchada e vermelha, parecia um baby da família Dinossauro, mas estava bem e não corria nenhum perigo. Mas lógico ele não diria nada disso a ela.

— Nunca mais você vai entrar nessas roubadas da equipe! – Ele falou por fim, abraçando os filhos que estavam sentados no sofá. (...)

NCIS~CM ~NCIS~CM~

Na Casa dos Shepard-Gibbs:

(...)

Antes que qualquer um pudesse pensar em reagir, Jenny estava na porta da cozinha e Jethro estava desligando a máquina.

— O que está acontecendo aqui?? – A ruiva mais velha falou.

Lizzy iria tentar responder, mas só conseguiu bater os dentes de frio.

— Vocês têm cinco segundos! – Gibbs intimou a equipe.

— A versão curta: treinamento de sobrevivência, planejado e executado pela Ziva e pelo Morgan. – Tony disse.

Enquanto isso Jenny corria para a filha com uma toalha bem grande nas mãos.

— E precisavam afogar a minha filha? Afogamento simulado não está treinamento de agente federal! – Ela falou brava na direção dos seis.

— Estávamos tirando a lama dela. Ela quase afogou foi naquele lago de lama que tem no Estaleiro. – Abby falou mais o que precisava.

— Aquele em que treinam os Fuzileiros? – Gibbs perguntou encarando o time.

— Sim. – Foi Ziva quem respondeu.

E Jenny dava uma boa conferida na filha. Ela ainda estava com uma boa camada de lama pelo corpo, seu cabelo estava castanho escuro, ao invés de vermelho e ela tinha um pé calçado e outro sem tênis?! (...)

Levou um pouco de tempo e muita paciência para que Liz se visse sem toda aquela lama.

A lama tinha ido, porém tinha deixado um presente. Depois dos dois banhos frios naquela semana — não que ela tinha contado para os pais – o que ficou foi um resfriado. Dos bravos. (...)

Gibbs trocou um olhar com a esposa. Ah, a equipe dele iria pagar com juros e correção monetária por isso ter acontecido. (...)

Quanto à equipe. Bem, eles bolariam um jeito de pagar o que tinha acontecido. Azar o deles que Jenny e Jethro conheciam muita gente. Talvez mandá-los para a verdadeira semana inferno não seria má ideia...

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Uma semana depois na reunião mensal dos Diretores da Agências Federais:

— Bom dia, Diretor Hotchner!

— Diretora Shepard!

— Como está Elena, já se recuperou da hera venenosa e do ataque de alergia do “creme milagroso”?

— Não totalmente, ainda está um tanto inchada e vermelha, mas até o final do verão creio que ela vai melhorar. E Elizabeth? Melhorou o resfriado?

— Não. Tem uma semana que aquela lá só sabe espirrar e falar fanho.

A conversa entre os dois diretores não durou muito, logo Secretário de Estado, acompanhado pelo Porta Voz do Presidente chegaram e todos assumiram os seus lugares.

Depois de duas horas de uma longa explicação sobre como deveria ser o novo treinamento dos Agentes Federais, e como o Governo queria que cada um deles tivesse um pouco do treinamento especializado que as Forças Armadas tinham, a reunião foi encerrada.

Desde o meio da reunião da Diretora da CIA estava demonstrando um interesse ímpar, apesar de que os agentes sob o seu comando serem os mais bem treinados de todos, ela pareceu gostar do que ouvia. Por outro lado, o Diretor do FBI estampava um discreto sorriso no rosto. Ele já tinha a equipe perfeita para servir de cobaia no primeiro treinamento.

Assim que todos foram liberados para voltarem às suas funções, Shepard pegou o seu telefone e, sem olhar, buscou a discagem rápida.

Com dois toques a chamada a foi atendida:

— Oi Jen, o que foi?

— Jethro, não sei o quanto o seu diretor vai contar da reunião de hoje, mas eu tenho a certeza de que você vai adorar saber como poderemos fazer a equipe pagar pelo que fizeram com a Lizzy. – Disse a diretora ao entrar no carro que a levaria até Langley.

— E como seria isso? -

— Um treinamento especializado para os agentes federais, juntando as técnicas especificas de cada ramo das nossas forças armadas. Durante uma semana, em Coronado. – Ela tinha um sorriso no rosto.

— Interessante. Quando vai ser?

— Dentro de dois meses. Até lá, nenhum deles lembrará que você prometeu uma vingança.

— Não vejo porque não.

— Eu sabia que você iria gostar. Agora basta inscrever a MCRT como voluntária e escolher um líder ou uma líder.

— Deixe comigo, Jen. Eu sei o que fazer.

— Não esperava outra resposta. Tenho que ir, te vejo em casa.

— Até.

E a poderosa da CIA encerrou a chamada e não pode esconder o sorriso, aqueles cinco passariam pela mesma provação que sua filha. E ela esperava sinceramente que, pelo menos um, ficasse muito gripado para saber na pele o tanto que Liz estava sofrendo!

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Hotchner mal tinha pisado em sua sala quando começou a discar os números do ramal da esposa.

Normalmente ele se absteria de falar com ela, na verdade, os dois evitavam contatar um ao outro, deixando que toda a burocracia do serviço fosse passada conforme a cadeia de comando, assim, evitavam-se as fofocas de corredor e a conversa de que a BAU estava tendo favoritismo com relação as demais equipes, porém, hoje, hoje ele precisava conversar com a esposa e teria que ser pessoalmente.

— SSA Prentiss. – Ela respondeu à chamada.

— Emily, preciso que venha na minha sala agora.

— O que aconteceu com a Elena?

— Lena está bem. É outra coisa.

— Tudo bem, estou subindo. – Ela respondeu curiosa.

Nem cinco minutos depois, a secretaria anunciava a presença da Agente Prentiss.

— Vai me contar o que é tão urgente?

— Sente-se. – Ele tinha um ar de vitória, o que colocou a esposa em estado de alerta.

— Aaron, não estou gostando desse seu sorriso.

— Em, não tem nada de errado nem com a Lena, nem com o Jack. Mas terá para a sua equipe.

— Nem pense em nos separar. Você pode ser o diretor e meu marido, porém saiba que eu vou lutar para manter todo mundo lá! – Ela explodiu.

— Não vou separar nenhuma equipe, contudo, vou mandá-los, como cobaias, em um treinamento especial na Califórnia.

— Treinamento especial? Daqueles que poucos saem vivos?

Hotchner só balançou afirmativamente a cabeça.

— Estou gostando disso. Me diga que vai ter hera venenosa nessa coisa!

— Isso eu não sei, mas será durante uma semana. E eles não terão descanso. Somente duas equipes por vez, e o primeiro turno de treinamento será em dois meses.

— Quando eu inscrevo a BAU? – Prentiss disse com um sorriso diabólico.

— Dentro de um mês.

— Certo, mas o Chefe de Unidade tem que ir...

— Você vai estar de licença, Elena vai estar doente. Derek assume o seu lugar provisoriamente.

— Elena doente? Aaron, essa alergia dela não vai durar para sempre. E em dois meses ela já voltou às aulas.

— Elena vai estar doente. E você ficará tomando conta dela. Eu tenho uma reunião em Londres para ir nessa data.

— Se você está dizendo... – Emily concordou com o marido. – Finalmente alguém vai pagar pelo sofrimento da minha pequena.

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DOIS MESES DEPOIS.

— Bom dia a todos! – Emily cumprimentou a equipe do alto das escadas. -Preciso de todos na sala de conferência agora.

A equipe, já acostumada com estas reuniões de última hora, apenas seguiu as ordens e rumou para a dita sala.

Assim que entraram lá, se depararam com o Chefe de Sessão, já sentado à mesa de reuniões.

— Olha quem está de volta! – Rossi disse.

— Quem é vivo sempre aparece! – JJ cumprimentou o amigo.

E um por um, deram as “boas-vindas” ao agente que agora era o chefe de todos eles.

— Bem... – Emily chamou. – Temos um caso com pouquíssimas informações na Califórnia. Ao que tudo indica um assassinato dentro da base de Coronado.

— Isso é jurisdição do NCIS de lá. – Reid a cortou.

— Concordo. Mas tem ligação com dois outros assassinatos ocorridos em Los Angeles e San Diego. E todas as vítimas são civis. Os corpos das duas primeiras vítimas foram encontrados em rodovias federais. Nossa jurisdição.

— Ok, entendi. – Reid se convenceu da explicação.

— Vocês decolam em trinta. E Derek é quem irá como Chefe de Unidade dessa vez. Elena está doente, de cama e com febre. Aaron está em Londres. Vou ficar com ela. – Emily conseguiu colocar a sua faceta mais preocupada ao encerrar a reunião.

— Oun... melhoras para a Leninha! – JJ falou abraçando a amiga. – Diga a ela que vou trazer algo para ela.

— Quero informações da Little Princess em tempo real! – Morgan disse ao sair da sala. – Isso é uma ordem! – Ele abriu um sorriso e piscou para a amiga.

— Eu vou mandar! E se cuidem! – Ela viu todos eles se afastarem para o elevador e, assim que as portas foram fechadas, ela mandou uma mensagem:

E eles caíram na história. Estão indo para Califórnia nesse momento.

Ela não esperava nenhuma resposta, mas esta veio em menos de um minuto.

Terão uma surpresa que não vão esquecer.

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— Peguem as suas coisas. Aspirante à Navy Seal morto em Coronado. – Gibbs entrou na sala dos agentes com café na mão e passos rápidos, mas ao contrário das outras vezes, não pegou seu distintivo e arma para colocá-los na cintura. Ele apenas se sentou em sua mesa e abriu um dos relatórios que tinha sob a sua mesa.

— Uhn... Chefe... Coronado não é jurisdição do escritório de LA? – DiNozzo perguntou.

— Sim.

— Então a Equipe de Callen é quem vai... – Ziva falou se sentando.

— Não. Estão todos da equipe disfarçados em outra operação. Hetty perguntou se poderíamos cobrir esse caso para eles. Não vi empecilhos. Agora vão! – Ele ordenou.

Porém DiNozzo, David, McGee, Bishop e Torres pararam na porta do elevador e olharam meio desnorteados para o Agente Superior que se mantinha em sua mesa.

— Gibbs... – Torres o chamou. – O elevador.

— Só vocês vão dessa vez, Hetty vai passar o que precisam saber, já na base. Um jato particular irá levá-los até lá. Eu não vou. Elizabeth está passando mal e eu vou ter que ficar com ela, Jen está supervisionando alguma operação em algum lugar e não tem hora nem dia para voltar para casa. – Ele afirmou.

Os cinco encararam Gibbs com os olhos arregalados. Lizzy deveria estar muito mal.

— Nos dê notícias da Liz, Chefe! – DiNozzo gritou do elevador, já assumindo a pose de líder da equipe.

Assim que as portas se fecharam, Gibbs olhou na direção do elevador e exclamou:

— Como se vocês fossem ter tempo e forças para pegar em um telefone pelos próximos sete dias.

Para logo em seguida ligar para uma certa diretora.

— Me diga que eles já foram? – Jenny perguntou alegre.

— Acabaram de ir. – Gibbs respondeu com um sorriso de canto.

— Ótimo. Eles vão aprender algumas coisinhas nesta semana. Jantar às sete no nosso restaurante preferido para comemorar?

— Com certeza.

E a ligação foi encerrada.

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As duas equipes não sabiam, mas estavam sendo mandadas para o mesmo lugar e pelo mesmo motivo. Não o original do treinamento de cunho militar, mas por terem feito duas garotas sofrerem durante uma longa semana.

Cinco horas depois, dois jatos aterrissavam na base. De um deles, desceu a equipe da BAU, já pronta para conversar com qualquer testemunha e se separar em duplas para que pudessem resolver o caso com mais rapidez.

Do outro desceu a equipe do NCIS, todos já com as jaquetas e bonés indicando quem eram, Tony à frente, tomando o posto de líder.

Assim que pisaram no asfalto da pista, cada equipe foi recebida por um marinheiro e encaminhados para o escritório do Comandante da Base.

Faltando pouco mais de cem metros para a porta, as duas equipes se encontraram.

— O que vocês estão fazendo aqui? – Alvez perguntou para a equipe do NCIS.

— Eu poderia dizer: nosso trabalho, mas é óbvio demais! – Torres tentou brincar.

Os dois marinheiros que escutavam a conversa apenas trocaram um olhar e começaram a rir.

Já na porta, deram passagem para as equipes, que ainda sem entender nada, ficaram esperando por algumas informações.

— Agentes. – O Comandante Clark os cumprimentou. – Fico admirado que duas das melhores equipes de investigadores do país tenham se voluntariado para esse treinamento.

À menção às palavras voluntariado e treinamento, todos se entreolharam.

— Vou lhes explicar como vai funcionar essa semana, mas antes eu gostaria de que os líderes se apresentassem. Agente Morgan e Agente David, por favor.

Ziva deu um passo à frente, assim como Morgan.

— Senhor, com todo respeito – David começou – O Agente Sênior e líder da equipe é o agente DiNozzo.

— Não, agente David, diz nos papeis que recebi que você é a responsável pelos treinamentos de defesa pessoal da equipe, por isso você fica como líder aqui também. – Clark se explicou e Ziva se pôs ainda mais confusa. – Por parte do FBI é o agente Morgan, já que ele ainda é o responsável pela avaliação física de todo o Departamento de Análise Comportamental.

Tinha algo estranho nisso tudo. Muito estranho. Eles foram enviados para a Califórnia para resolverem um caso, e agora os querem em um treinamento militar?

Foi quando uma luzinha se acendeu nas cabeças de DiNozzo e de JJ.

— Mas é claro. Não há caso nenhum! – O agente de origem italiana falou. – Isso aqui é...

— A vingança que nos prometeram por termos deixado Elena e Elizabeth de cama por mais de uma semana! – JJ completou.

Reid ficou parado. Ele nem tinha feito parte daquilo. Tinha fingido uma lesão no joelho para se ver fora das loucuras que Ziva e Derek tinham inventado.

McGee e Bishop se encolheram. Alvez, Simmons e Torres se fingiram de fortes e observavam quietos à cena, Tara trocou olhares com JJ e suspirou resignada.

— Eles não estavam brincando mesmo. – Foi o que ela disse.

— Senhores, Senhoras, posso continuar a explicar o treinamento?

E, depois de perceberem que haviam sido enganados e que estavam pagando com juros e correção monetária o que as duas pestinhas passaram, os onze agentes nem queriam saber o que iriam enfrentar.

— E, por fim – o Comandante Clark falava – Os líderes serão responsáveis por suas equipes, a cada passo dado errado, cada menção à palavra “desistência”, serão vocês os responsáveis por cumprir a punição, juntamente com quem fizer a falta.

Derek olhou para a equipe BAU, já certo de quem poderia lhe dar mais trabalho. Ziva fez o mesmo e sibilou algo em hebraico, os demais não entenderam nada, mesmo assim, não deixaram de temer o que ela tinha falado. Com Ziva era sempre bom manter o pé atrás e as costas protegidas.

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Do outro lado do país, Elena, muito bem de saúde e com o uniforme do colégio entrava como se fosse a dona e proprietária do FBI, no andar reservado à BAU.

A garota de cabelos pretos deu uma olhada, depois deu outra conferida e não acreditou no que seus olhos viam.

As mesas das equipes estavam vazias, as malas de viagem deles não estavam ali, a sala do Tio D estava apagada e com a porta fechada, porém a sala da mãe dela estava acessa e a sua mãe estava lá dentro como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Elena subiu correndo as escadas.

— Mamãe! – Ela chamou já na porta. – Onde estão todos e por que a senhora está aqui? – Ela perguntou desconfiada.

— Estão em um caso na Califórnia.

— E a senhora não foi? Mas o Tio D foi? – Elena não se dava por vencida.

— Derek está me fazendo um favor.

— Tio D não faz favores assim, ainda mais se for para se afastar do Hank.

Emily tinha sido pega e sabia disso.

— Mamãe! Se a senhora não me responder eu vou procurar respostas na Segunda Instância.

Prentiss revirou os olhos, é claro que sua filha iria fazer algo assim.

— Estão em um treinamento.

— E por que a senhora não foi?

— Não é para mim.

— Mas é para toda a equipe e para o Tio D? – Elena bateu o pé e encarou a mãe.

— Treinamento militar especializado. Foram voluntários. Eu os inscrevi. – A voz de Hotch se fez ouvir.

Elena se virou para o pai, seus olhos se estreitando. Ali tinha coisa.

— Primeiro, como o senhor sabia que eu estava aqui? Segundo, eu não comprei essa? O senhor não é adepto à favoritismos, pai, assim, se isso fosse verdade, a mamãe também estaria na Califórnia. Assim, só me resta... – E Elena se pôs a pensar. Só tinha uma solução possível.

— Vocês não fizeram isso!? – Ela exclamou alto.

— Fizemos o que, Elena? – Prentiss questionou a filha.

— Vocês os mandaram para esse treinamento só porque Tio D me colocou em treinamento há dois meses!! Vocês são vingativos, muito vingativos. – Elena disse brava encarando os pais.

— Você ficou um mês se coçando, Lena.

— Não tinha como ninguém saber que eu tinha alergia àquela planta! Eu mal vou no meio do mato, mamãe! – Ela se defendeu — Traga eles de volta! – Ela pediu ao pai.

— Não posso. Ficarão lá por uma semana! – Hotch respondeu.

— Pai! O senhor sabe que tem gente lá que não vai aguentar esse treinamento! – Elena implorou. – Principalmente o Tio Spenc.

— Elena, todos eles vão aguentar. Agora pode parar de fazer cena. Temos que ir. – Emily cortou a filha.

— Não é cena! E se precisar, eu começo a fazer greve de fome só para que vocês os tragam de volta!

Hotch olhou descrente para Elena.

— Você, comendo porcaria do jeito que você come, quer fazer greve de fome, Elena? Já vou te dizendo que essa resolução não dura uma hora!

Elena bufou frustrada.

— Papai, isso não é justo! É a nossa família. E fui quem passei hera venenosa para eles, e não o contrário. – Elena tentava argumentar enquanto o pai a guiava para o elevador.

— Mas por que você ficou coberta da cera da hera, Elena?

— Porque eu sou estabanada e caí. Só isso!

— Não era para você estar no meio da floresta sozinha, no meio da noite! – Hotch queria cortar o papo.

— Não estava sozinha, a Tia JJ estava comigo! Isso tem que contar para alguma coisa! – Ela suplicava quando as portas se abriram e os três se dirigiam para o carro.

— Elena, não tem como voltar atrás, em uma semana eles estarão aqui. – Hotch encerrou o assunto ao fechar a porta do carro para a filha.

— Vai ser o fim de todos eles! – Ela falou sozinha.

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— Ué, cadê todo mundo? – Elizabeth disse assim que colocou os pés para fora do elevador na sede do NCIS.

— Eu estou aqui Liz. – Gibbs se fez ouvir.

— Eu vi senhor, mas cadê todo mundo?

Jethro encarou a filha. Como ela podia ignorar a presença dele dessa forma?!

— Estão na Califórnia. Temos um caso lá.

— Não é para isso que sem tem um escritório em Los Angeles? A turma da Hetty é quem toma conta da Costa Oeste.

Gibbs se estapeou mentalmente. Por que a filha tinha que lembrar dos mínimos detalhes?

— Papai?! – Ela não estava comprando o silêncio dele.

— Hetty pediu ajuda e o diretor os mandou para lá.

— E o senhor ficou? Vance perdeu a oportunidade de te tirar do pé dele? Não estou acreditando! – A ruiva disse dando uma olhada em volta à procura do Diretor do NCIS.

— Sim. Fiquei.

— Isso não é verdade. O senhor teria ido de qualquer jeito, Vance querendo ou não. Agora a verdade, cadê todo mundo?

Gibbs lançou para a filha a sua famosa encarada, porém Elizabeth nem se mexeu.

— Liz...

— Papai...

Gibbs suspirou. Lizzy cruzou os braços e fez bico. Não demorou e Gibbs cedeu. Só mesmo a filha dele para fazê-lo ceder tão rápido.

— Estão em Coronado. Um novo treinamento de agentes. Foram voluntários.

Lizzy estreitou os olhos, às vezes ela tinha o dom ficar idêntica à mãe.

— Voluntários?!— Ela perguntou incrédula. – Todos eles? Não. O senhor os colocou nessa!

Gibbs não se deu o trabalho de responder.

— Papai! Tim está fora de forma. Tony, nem se fala. Ellie vai quebrar uma perna! Os únicos que saem vivos disso são Ziva e Nick! Isso se o Nick não encontrar ninguém com dois metros de altura, pois ele é baixinho! Por que o senhor fez isso?

Gibbs apenas olhou o relógio, era tarde e estava na hora de encontrar com a esposa para o jantar. Assim, ele foi guiando a filha até o elevador, sem responder às súplicas da garota.

— Eu vou perguntar para a mamãe se tem como ela tentar trazê-los de volta. Isso é muita maldade.

— Sua mãe foi quem me deu a ideia. – Foi a resposta simples e direta que ele deu a filha.

— A MAMÃE?!!! POR QUE VOCÊS FIZERAM ISSO?! – Ela gritou. – Não me digam que isso tudo é uma vingança por conta daquele treinamento doido que a Ziva e do Derek inventaram? – Liz olhou para o pai e o sorriso que ela viu ali explicou tudo. – E depois o senhor fala que família toma conta da família! – Disse desolada.

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— Nós vamos morrer aqui! – Ellie sussurrou para Tim que tinha os olhos arregalados em direção à tela onde o Comandante Clark tinha acabado de explicar como o treinamento seria.

Dando uma olhada em volta, Tony pode ver a cara de assustados dos demais. Até Ziva, que já tinha feito parte do exército israelense estava um tanto pálida.

Sim, esse seria o fim.

Todos estavam em silêncio, um tanto quanto estupefatos e pensando nas possibilidades de sobrevivência, quando o celular do agente sênior da MCRT apitou. Uma mensagem tinha chegado:

Eu não sabia disso, juro! Os dois malucos e vingativos da minha casa não deixaram escapar nada nos últimos dois meses.

Tony leu a mensagem e deu um sorriso. Até que outra chegou:

Vocês vão ficar bem?

Calma Pestinha. Creio que vamos.

Ela não demorou para responder.

Crê?! Eu vou ter uma conversa com esses dois!

Não cace confusão com o Chefe nem com a Jenny. Você sabe o que é ficar de castigo por conta dos dois.

Argh!!! Isso não é justo!

A vida não é justa, Liz.

Vocês não precisavam morrer por causa de um resfriado!

Tony ponderou, era verdade. Contudo, como explicar isso para os pais corujas.

Ziva está adorando. Ela é a líder da equipe. É quem vai ter que aturar a maior parte dos problemas. Vamos sobreviver. Em uma semana a gente se vê.

UMA SEMANA!! Eu vou fazer a vida desses dois um inferno... Olá DiNozzo, creio que você tem mais coisa com as quais se preocupar do que ficar conversando com a Elizabeth. Tenha um bom treinamento. Jethro estará esperando vocês com uma pilha de casos em aberto.

Tony encarou o próprio celular. Jenny não estava mesmo para brincadeiras.

— O que foi? – Ziva perguntou.

— Jenny acabou de tomar o celular da Liz enquanto conversávamos. Deu até medo. A mulher é doida!

— Que bom que você mencionou sobre os celulares, Agente DiNozzo. – Clark, surgindo do nada, começou. — Todos me entreguem os aparelhos. É uma semana sem comunicação.

— Essa semana vai ser o inferno na terra! — Tim disse ao colocar o celular na bolsa.

— Ah, vocês não têm ideia. – Comandante Clark disse com um sorriso de um gato que comeu um canário.

Todos se entreolharam e engoliram em seco.

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— Tudo bem, qual é a pior hipótese que pode nos acontecer? – Tara ponderou do alto do beliche em que estava.

— Morte! – Reid respondeu.

— Falando sério... – Ela começou.

— Não sei... um traumatismo craniano, um pescoço quebrado. Vocês viram a loucura daquilo?! – Torres falou se levantando e andando de um lado para o outro.

— Não vai ser tão ruim quanto pareceu. – Ziva tentou acalmar a todos.

— David, você já foi do exército israelense. Nem tente nos acalmar. – Alvez falou.

— Você e Simmons também. Não vai ser tão ruim, gente. – A ninja tentou voltar a um termo comum.

— Nós não nos voluntariamos para nada. Isso não foi lá uma jogada muito limpa da parte de Hotch e Emily. – Matt disse.

— Nós não merecíamos isso! Ponto! – Ellie falou se jogando na cama. – Eles são vingativos...

Todos concordaram com a última parte.

— Uma semana sem comunicação. Uma semana em treinamento. Uma semana no inferno. Eu não lembro de ter me inscrito para sofrer desse jeito quando entrei no NCIS! – DiNozzo disse.

— Ninguém imaginava. Mas também, ninguém imaginava que duas encrenqueiras iriam cair de paraquedas nas nossas vidas. – Rossi falou, pegando a suas coisas e indo para a porta.

— Pode ir parando aí, Rossi. Vai para onde? – Derek perguntou.

— Embora. Hotch pode ser poderoso, mas eu ainda tenho mais contatos que ele. Boa semana para vocês! – E Dave se foi, deixando todos de queixo caído.

— Quem ele conhece? – JJ perguntou.

— Ainda dá tempo de alcançá-lo! – Tony correu para a porta.

— ROSSI! VOLTA AQUI! LIBERA A GENTE TAMBÉM!! – Onze agentes desesperados gritaram por ajuda.

— Arivederci!! – Foi o que David Rossi disse antes de subir em um Jeep e partir para bem longe de Coronado.

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Ainda estava de noite. Na verdade, era cedo demais para se dar “bom dia” e tarde demais para se dar “boa noite”, porém, os onze agentes pagadores de seus pecados estavam devidamente enfileirados, com um uniforme completo de treinamento que incluía, além da farda e coturno com biqueira de ferro, uma mochila pesando mais de dez quilos e um rifle que pesa mais ou menos dois quilos.

E eles nem tinham conseguido dormir. Pois de hora em hora algum ser sem mãe passava gritando dentro do alojamento.

Era a primeira noite e eles já estavam considerando jogar a toalha. Para o desespero dos dois líderes.

— Vamos começar bem. Estão vendo aquele caminho ali? – o Comandante Clark perguntou.

— SIM SENHOR! – Gritaram juntos.

— Podem ir. Nos vemos quando ele terminar.

Todos começaram a marchar.

— Quantos quilômetros são, senhor? – Ellie se atreveu a perguntar.

— Trinta.

— Trinta?!! — Ela disse pasma.

— E se a senhorita não começar agora não vai conseguir terminar antes do amanhecer. E para cada reclamação que eu ouvir, vocês terão que aumentar o ritmo das passadas.

Os demais concordaram e rumaram para o início do caminho.

Quatro horas depois, Ellie e Reid chegavam se arrastando à linha de chegada.

— Líderes. – Clark começou. – Vocês acharam quatro horas um bom tempo?

Ziva e Derek deram uma olhada para os dois que tinham acabado de chegar. Eles estavam só o trapo.

— Pode ser melhorado, com o tempo. – Foi o que Derek disse.

— Vocês não têm tempo aqui, Agente Morgan. É o agora. E já que vocês querem tempo, podem pagar cem flexões nesse exato momento. TODOS VOCÊS!

E lá foram eles para o chão.

Notas finais
Admitam, vocês escutaram as vozes dos dubladores quando leram os Anteriormente em...

Já volto com a parte dois e mais um pedido sendo atendido.
Eu tenho que ir pro céu depois disso!! (Brincadeira!!)

Obrigada por lerem!

xoxo