Sem as Linhas

14 XIII - A Velha e Obscura Estação de Trem


Notas iniciais
Oi pessoas lindas *-* Então, como prometi, postei antes do final da semana, certo? :} Jovens, eu estarei nesse final de semana na praia, por isso NÃO postarei, ok? Então fiquem bem deliciados e curiosos com esse porque só semana que vem. Aproveitarei o meu descanso por lá e escreverei bastante no meu caderninho para semana que vem (segunda ou terça, no máximo), estar postando o próximo capítulo dessa linda história... Bom, pessoal, eu estou amando escrever essa história e receber o incentivo de vocês (não digo todos pq existem fantasmas aqui e eu sei '-') e, simplesmente ela está tomando conta de mim, do meu ser. Estou mt feliz com isso, de verdade! E, estou aproveitando que estou de férias da faculdade pra escrever bastante. Desculpem-me, eu falo demais '-' (um papagaio ambulante =/) Espero bastante comentários sobre esse capítulo e recomendo uma dose moderada para os diabéticos de plantão, pq esse capítulo TEM! sisauishiusahsauhsa Bom, é isso... Deixa só eu dizer uma coisa: A fic vai começar a ficar mais triste, ein ... Então preparem os seus lenços HASUISHUSIHS Bom final de semana e até o próximo, queridos leitores ♥

~POV Fredi~

Uma brava chuva começara, eu pude ver pelas frestas de madeira do galpão onde estava, o qual antigamente era uma estação de trem. Algumas gotas de chuva começaram a escorrer sobre os meus fios de cabelo e decidi entrar de vez no galpão, em busca de Estefani.

A cada passo que dava, sentia minha respiração pesada, fazendo eu me sentir ofegante.

~POV Estefani~

Assim que me acordei do desmaio, ainda estava naquele lugar horrível, do mesmo jeito.

Alex não estava por ali, pude ouvir a sua voz falando com alguém pelo telefone, era a minha chance.

Alex era tão burro que não conseguia nem fazer uma vingança decente, porque simplesmente ele se esqueceu de tapar a minha boca, mas quando eu achei que poderia dar um grito alto o suficiente, ele apareceu.

Mas, depois de ficar tanto tempo encarando ele, pensei melhor: Não seria nada inteligente da minha parte se eu gritasse afinal ninguém iria me escutar e ele só ficaria mais irritado e eu me ferraria. Aliás, já estou muito ferrada, só que eu acho que ainda tenho alguma chance.

Ele sumiu de novo e eu ouvi alguns passos.

Revirei os olhos, lá vem ele de novo: Com as ameaças só para ver algumas lágrimas e depois rir...

Mas arregalei os olhos no momento em que vi quem se aproximara: Fredi.

–O-O-que está fazendo aqui? –Sussurrei gaguejando.

–Não é óbvio? –Ele perguntou sussurrando e largando um sorriso tímido.

Senti-me envergonhada, afinal eu sempre desprezava o seu amor, mas ele sempre me ajudava em tudo o que eu precisava.

–Conversaremos depois, deixa eu te ajudar. –Ele disse se aproximando de mim, procurando em meus pulsos a corda para desamarrá-la.

Antes de desamarrar a corda, senti os seus largos braços me envolverem em um abraço apertado.

Eu admito, estava com saudades do seu abraço e aquela era a melhor sensação.

Senti um alívio imediato no momento que ele soltou os meus pulsos. A região estava muito vermelha e momentos depois de ter libertado as minhas mãos, passei a mão no lugar, dando um escasso alivio na dor pulsante.

Quando Fredi estava prestes a começar a soltar os meus tornozelos da tortura, sentimos o olha de alguém sobre nós.

–Mas, que droga é essa aqui? –Disse Alex com a voz um pouco alterada, olhando para nós com o olhar fulminante.

–O que você pensa que está fazendo, desgraçado? –Perguntou Fredi, revoltado, falando sobre o ombro com Alex, sem sequer olhar em sua face.

–Eu estou dando o que ela merece, bastardo. –Ele respondeu se aproximando de Fredi, puxando-o para si pelo colarinho da camiseta, fazendo-o girar os calcanhares e obrigatoriamente olhar em rosto.

Olhei a cena incrédula.

Mas que droga é essa?

Fredi se desvencilhou das mãos de Alex e encarando-o falou:

–Eu vou te mostrar o que você merece filho da mãe. –Falou apontando o dedo indicador em direção ao rosto de Alex.

Em seguida, o rosto de Alex foi surpreendido por um soco nas maçãs do rosto. O mesmo se desequilibrou, mas não chegou a cair.

Na mesma hora, Fredi alisou a mão de dor, devido à força que colocou no soco e olhou pra mim, ainda sentada com os pés amarrados, e piscou.

–Ninguém aponta o dedo pra mim, desgraçado. –Disse Alex se recuperando do soco e olhando fundo nos olhos do Fredi.

Em seguida, Fredi foi quem sentiu o soco, mas não no rosto e sim na boca do estômago.

Ele caiu se rolando de dor, afinal Fredi tem gastrite, então tudo piora com um soco, principalmente a ardência que ele sente constantemente ali.

Num ímpeto, comecei a desamarrar as cordas dos meus tornozelos, mas sem deixar Alex perceber, pois o mesmo estava ocupando de mais socando o corpo do meu amigo, no chão.

Ao invés de gritar, resolvi levantar e pegar a primeira coisa pontiaguda que encontrei: Uma pedra meio acinzentada.

–SOLTA ELE! –Gritei o mais alto que pude ou o que os meus pulmões permitiram. – ALEX, EU JÁ DISSE PRA SOLTAR! –Gritei mais.

Ele parou ao ouvir a minha voz sobre o topo de sua cabeça, ao seu lado.

Fredi continuava com muita dor e eu, olhava-o com pena, me culpando a todo instante.

Encarei Alex mais uma vez.

–Ou o que você vai fazer? –Ele perguntou pra mim, olhando pra cima, ao lado de Fredi, no chão.

–Eu vou estourar essa pedra na tua cabeça. –Disse e a raiva transbordava dos meus lábios e olhos avassaladores.

Aos poucos Fredi foi se recuperando, pude o ver recobrando o seu fôlego e, apesar de ainda esfregar a barriga devido à dor muito forte, consegui se levantar.

Vi o Alex se levantando juntamente com Fredi.

–Você ainda vai ter o que merece Estefani. –Disse Alex, com a tentativa de me amedrontar, mas pude ver o pânico estampando em sua face.

–Que ironia! –Eu disse com a voz vitoriosa, sentindo-me livre das ameaças de Alex, finalmente. –Você quer colocar medo em mim com as suas ameaças, mas não consegue convencer a si mesmo de que é um fraco. –Ri, percebendo a convicção que falei aquilo a ele.

Fredi sorriu para mim, orgulhoso, arrisquei então, retribuir em um sorriso moderado, não me dando por vencida daquela longa batalha entre Alex, Fredi e eu.

Alex pigarreou, recobrando o baque da verdade nos seus ouvidos. Eu o desmascarei, então.

–Então, podemos terminar com o showzinho por aqui? –Perguntou Fredi alternando o olhar entre eu e Alex.

–Isso não acabou Inue. –Disse Alex olhando em meus olhos. –Nem pra você e nem para o seu salvador, ou seja, lá o que for. –Ele disse girando os calcanhares e saindo de nossa vista, rumo à saída do galpão.

Assim que senti que o perigo havia acabado, corri aos braços de Fredi e abracei-o, fortemente.

A abstinência do abraço de Fredi simplesmente era demais pra minhas pálpebras aguentarem, então, desabei em um choro, deixando o meu coração descompassado.

–Calma, Téfi, agora está tudo bem. –Ele disse me abraçando mais ainda e afagando o topo da minha cabeça, que batia nos seus ombros.

–Não, não está nada bem, Fredi. –Eu disse ao meio dos soluços. –Eu fui egoísta demais e olhe só agora, sempre acaba restando eu e você, sempre. –Eu disse, ou pelo menos achei que tinha dito afinal a minha voz estava muito embargada e não sabia ao certo se ele tinha conseguido entender.

–Está tudo bem sim, afinal você também me salvou Téfi. E, acabou provando pra si mesma e pra mim que não é tão egoísta quanto pensa, pois você também comprou essa briga pra você. – Ele disse afastando-se de mim, agora segurando os meus ombros e, abaixando-se à minha altura, olhando em meus olhos — Não aguentava mais ficar sem você. Isso simplesmente não existe, garota. –Ele disse rindo.

–Então... Você me perdoa? –Perguntei, sentindo o choro cessar, enquanto passava as mãos no rosto.

–É claro. Os amigos também perdoam. –Ele disse rindo e me abraçando uma última vez antes de me puxar para sair daquele lugar, caminhando ao meu lado, colocando o seu braço esquerdo por cima dos meus ombros.

...

Logo depois que cheguei em casa, Fredi ainda estava comigo e fez questão de entrar na minha casa. Estávamos meio molhados por causa da chuva que caía lá fora.

–Oi dona Júlia. –Disse ele sorrindo, pegando minha mão e girando-me para minha mãe ver que eu estava inteira.

–Frederico! Nem sei como te agradecer! –Ela disse, correndo para abraçar nós dois.

Senti os braços magros de minha mãe nos envolvendo, foi muito boa àquela sensação que há muito tempo eu não sentia. Deixei que os dois percebessem o ritmo das batidas de meu coração, entregando-me àquele momento divino.

–Muito obrigado, Fredi e mãe. –Eu disse com os olhos transbordando novamente mais algumas lágrimas para a minha coleção naquele dia.

–Pelo quê, filha? –Perguntou minha mãe.

–Por simplesmente existirem. –Respondi percebendo que a resposta iria entalar na garganta por causa da vergonha de expor os meus sentimentos, mas dessa vez não deixei ela me atrapalhar e falei o que pensei.

–Nós é que te agradecemos Estefani. –Disse Fredi, sorrindo com os olhos marejados.

–Por que você está chorando, idiota? –Perguntei, rindo.

–De felicidade, boba. –Ele disse rindo também.

E então, os três caíram na gargalhada, como há muito tempo não via e sentia isso.

Achei que nunca sentiria falta, mas agora vejo que realmente essas coisas são necessárias para o ser humano.

–Bom, mas vamos jantar alguma coisa bem gostosa, porque sua vida merece comemoração! –Falou minha mãe depositando um beijo em minha bochecha.

Durante o nosso jantar de pizzas congeladas – O que minha mãe melhor sabia fazer e meu prato preferido – contei tudo o que tinha acontecido na velha estação de trem — Na maior parte do tempo ela ficou de boca aberta, não acreditando muito na minha coragem e na de Fredi de enfrentar Alex, assim como também me dei por convencida de que ele era realmente tinha sérios problemas nas faculdades mentais.

Assim que terminamos o jantar e retiramos os pratos da mesa para colocar na lavadora de louças, minha mãe deu boa noite para mim e para Fredi e nos deixou a sós na sala da minha casa.

–Então, vamos fazer o que melhor sabemos? –Ele perguntou animadamente, sorrindo.

–O que? –Perguntei, já sabendo a resposta, mas queria ouvir de seus lábios.

–Ver alguns filmes e comer pipocas. –Ele disse atirando-se no sofá e alisando a barriga — mesmo que ela não fosse grande o suficiente para isso — demonstrando que a mesma estava cheia.

–Mas é claro! Estava só esperando você dizer. –Eu falei correndo para o segundo andar da casa, em direção do meu quarto para apanhar alguns DVDs, minha manta xadrez que nós dois gostávamos, alguns travesseiros e o colchão da minha cama para ficarmos mais à vontade.

Fredi correu atrás de mim e me ajudou a trazer as coisas para o segundo andar.

Colocamos o meu colchão de soltei no chão, ao lado do sofá, no mesmo sentido do mesmo, a televisão de plasma – que meu pai havia deixado para nós — ficava em frente ao sofá.

Cobri o colchão no chão com lençol e logo Fredi veio da cozinha com a pipoca: Uma doce pra mim e uma salgada pra ele.

Eu simplesmente odiava pipoca salgada e ele sabia disso.

Então, simplesmente colocamos o DVD pra tocar e nos atiramos lado a lado no colchão.

Depois que estávamos no meio da milionésima vez assistindo uma maratona de Velozes e Furiosos, Fredi pediu que eu fizesse brigadeiro e eu atendi o seu pedido.

Chegando com o brigadeiro na sala, devoramos o mesmo na panela, do melhor jeito possível.

Ele deitou-se do lado esquerdo do colchão e eu do direito, de forma que eu tinha a melhor visão possível da televisão.

Mas depois do dia exausto que eu havia tido, simplesmente não aguentei e caí no sono.

...

Ouvi um barulho estridente longe o bastante e estava louca pra quebrar aquele despertador.

Espera aí! Despertador?

Ah... Sim, hoje é quarta-feira...

QUARTA-FEIRA! Puta merda! OS JORNAIS!

Abri os olhos e me espantei assim que vi o braço de Fredi acariciando a minha barriga, por baixo da blusa e seu braço esquerdo por baixo da minha cabeça, de forma que o mesmo servisse de travesseiro e senti a sua respiração na minha nuca.

Que loucura que foi a noite passada...

Mexi-me e olhei para o rosto de Fredi, o mesmo abriu uma pequena fresta entre os seus pequenos olhos e me viu.

Ele nem se deu ao trabalho de perceber que eu estava atrasada e ignorando os meus movimentos de protestos, me puxou para si, formando uma concha com os seus braços fortes envolta de minha cintura e cabeça, dando-me diversos beijinhos no rosto.

Queria me livrar de seu aperto, mas o meu corpo me entregou: Meus pelos dos braços arrepiaram-se.

–Me deixa sair, Fredi. –Eu disse tentando me desvencilhar e levantar para entregar o jornal.

–Não, e você não quer. –Ele disse sorrindo e olhando em meus olhos logo em seguida.

Então, empurrei-o para longe, colocando as mãos sobre o seu peito. O seu calor e seu cheiro exalavam-se sobre o meu corpo e eu queria muito mais.

E é exatamente por isso que eu tinha que empurrá-lo e me afastar.

Mas que diabos! Eu tenho namorado Frederico!

Notas finais
Gente, desculpem-me o capítulo pequeno. Beijos e comentem ;) ♥ Até semana que vem!! o/ (ufa, finalmente um final de semana '-' kk)