Sem as Linhas

13 XII- A Vingança de Alex Springmann


Notas iniciais
Olá, tudo bem pessoas? Trago hoje mais um capítulo à vocês... É incrível como estou escrevendo rápido essa fanfic... Não consigo parar de ter ideias boas, simplesmente não consigo parar... Chega a dar medo O_O sisaiuhasuihas Pessoal... Talvez demore um pouquinho mais pra postar o próximo, quero dar um gostinho de suspense à vocês e gostaria de receber mais comentários o/ Um muito obrigado aos novos leitores o/ SEJAM MUITO BEM VINDOS! E, vamos lá, jovens, boa leitura *-* Beijos ♥

~POV Estefani~

Devo ter ficado desacordada por alguns bons minutos, não sei ao certo, mas aquele sentimento de perigo e medo ainda continuava dentro do meu peito, então logo que abri os olhos e me deparei em um lugar totalmente desconhecido, vi que tudo era real, que nada do que eu havia visto antes de ficar desacordada era um pesadelo.

Então, tudo começou a vir à tona: os homens, eu pedindo socorro com todas as minhas forças e minha memória se derramando sobre aquele lugar horrendo.

Vi-me presa naquele lugar escuro: ainda continuava no beco, mas agora estava com as mãos presas em minhas costas e meus tornozelos estavam presos de forma tão apertada que chegava a doer.

Comecei a me perguntar o que iria acontecer comigo nas próximas horas... Quem sabe um sequestro ou algo do tipo... Mas tudo isso não estava com cara de ser “por acaso”, estava com cara de algo mais pesado do que isso.

Minha boca estava vedada com fita e eu mal conseguia respirar com a força que foi colocada sobre os meus lábios. Sentia os mesmos secos e eu queria poder gritar, pedir ajuda, mesmo que tudo fosse em vão.

Minutos depois passei a observar um pouco daquele lugar: Com poças d’água, isolado de praticamente quase toda a cidade, escuro e o frio... Ah, o frio... Esse penetrava imperdoavelmente em minha pele, de forma que parecia que meus ossos quebravam pouco a pouco, chegando a doer.

Eu consegui virar o pescoço e ver que estava encostada em um portão de ferro, o qual os meus ossos das costas sentiam a todo o minuto a marca que faziam em minha pele. Aquela marca vertical e grossa do meu sofrimento por toda a extensão de minha pele.

O que fiz pra merecer esse sofrimento? É o que me perguntava a todo instante.

Ainda meio tonta e com a cabeça doendo devido à pancada que levei poucos segundos antes de desmaiar e o fio quente e espesso de sangue que escorria por minha face até chegar a meus lábios e sentindo o gosto de ferro entre os meus dentes, consegui sentir um cheiro familiar: Aquele doce cheiro masculino e a voz conhecida que dizia:

–Onde ela está? –Ele perguntava ao longe. Mal podia ouvir sua voz e eu sentia a minha respiração fraquejar, traindo os meus pulmões.

–Está lá dentro, perto da estação. –Disse um homem cujo a voz não identifiquei. –O que pretende fazer com ela? –Perguntou o homem.

–Isso não é da sua conta. – Rosnou a voz familiar.

–Mas ela traiu você, ela merece uma boa lição, se quiser, pode deixar que eu-

–Isso não é da sua conta! –Gritou o homem de voz familiar. – Sai fora daqui que eu cuido do resto! –Continuava gritando.

Ouvi vários passos se afastando e senti alguns se aproximando de mim, mas eu mal conseguia abrir os meus olhos direito, eu estava grogue demais com o efeito da pancada.

Mesmo sem ver o que ou quem era, senti ainda aquele cheiro doce, mas não conseguia acreditar naquilo que via, a partir do momento que consegui abri um pouco os olhos e apesar de estar muito escuro, parecia que tinha alguma luz e que essa machucava os meus olhos, tamanha a dor que sentia. Pisquei várias vezes para assimilar a situação em minha frente.

E, realmente não era alucinação, eu estava realmente vendo: Alex caminhava de um lado para o outro, ora me fitava, ora me ignorava e quando decidiu o que fazer comigo, percebi: Eu era a sua vítima.

Chegou bem perto do meu corpo, se abaixando, ficando à minha altura... Eu ainda continuava jogada no chão, com as costas grudadas naquele portão com os meus membros amarrados... Ele aproveitou o meu sofrimento e colocou as mãos em cima de meus pulsos, apertando mais ainda os nós que amarravam os mesmos.

Senti meu pulso latejar de dor e a raiva aumentava a cada segundo. Deixei algumas lágrimas escaparem, então ele olhou em meus olhos e falou:

–Quero que você sinta uma dor igual à que estou sentindo, Inue. –Ele soltou aumentando o tom de voz, enquanto eu apenas fitava os seus olhos apavorada e chorando mais ainda.

–E, cale essa boca! Pare de chorar! –gritou ele, ordenando e aumentando mais a pressão em meus dedos.

Arrancou com tudo a fita que tapava os meus lábios.

Gemi de dor.

–O que você quer Alex? O que eu fiz pra você? –Eu gritei desesperada.

–Você me traiu, Inue e vai pagar caro por isso agora. –Ele ameaçou.

–O que eu fiz seu maluco? –Eu atirei a pergunta no abismo entre nós dois. –Eu não te fiz nada! Absolutamente NADA! –Eu gritei na última esperança de conseguir me livrar dele.

–Você atrapalhou o meu esquema, Inue. Acabou com tudo. –Ele disse olhando pra mim, agora apertando com sua mão a minha coxa que estava tapada com a meia calça preta.

–Que esquema, idiota? –Eu perguntei com raiva dele.

–Agora eu estou sendo prometido de morte! Eu sempre fui responsável por tudo o que fiz, e dessa vez não será diferente, apesar de eu estar sendo chantageado pra fazer aquilo. -Ele disse e pude ver algumas lágrimas se acumulando em suas pálpebras. Eu passei a transformar o meu ódio por ele em pena. Queria realmente ajudá-lo, mas ele não acreditaria em nenhuma palavra minha.

–E-e-eu quero te ajudar, Alex. –Eu sussurrei, gaguejando. –Acredite, eu não fiz nada. –Larguei algumas lágrimas. –Eu só quero ser bem aceita naquela escola, só queria que você entendesse, por favor. –Eu disse olhando em seus olhos, suplicando por uma resposta positiva.

–Hahahaha! –Ele gargalhou alto. –O velho golpe: chantagem emocional. –Ele disse agora sussurrando. – Acredite, eu não sou tão idiota quanto você pensa. –Ele disse, por fim.

Convenci-me de que dali eu não sairia tão cedo, e tentei não entender mais aquele “esquema” que ele falou. Parecia que a cada minuto que passava a dor e o sangue que escorria por meu rosto, aumentava.

Então, eu desmaiei.

~POV Fredi~

Estava ficando maluco. Fazia umas duas horas que tentava falar com Estefani e ela não atendia o telefone.

Será que simplesmente estava me ignorando ou algo havia acontecido?

Meu celular vibrou em minha cômoda. Corri para atendê-lo:

Alô? –Eu disse.

Oi, é o Frederico? –Perguntou a voz familiar.

Sim, quem está falando? –Eu perguntei, estranhando uma ligação dessas a essa hora da noite.

Frederico, é a Júlia, a mãe da Estefani. Por acaso ela está com você? –Ela perguntou.

Ah, sim claro. A mãe da Estefani.

COMO ASSIM?

N-não, por quê? –Eu perguntei gaguejando.

Por que ela foi trabalhar hoje e eu não a vi mais desde a manhã. Ela não me ligou até agora pra avisar que iria ficar até mais tarde em algum lugar e eu ligo para o celular dela e ninguém atende. –Ela falou com a voz desesperada.

Meu Deus! Dona Júlia, será que algo aconteceu? –Perguntei pegando os tênis calçando-os, na mesma hora que peguei a carteira e saí porta a fora, sem rumo.

Eu não sei Frederico, mas você era a única pessoa que eu sabia que poderia confiar. E, eu não estou sentindo que algo bom aconteceu. –Ela disse, com um fiapo de voz.

Sim, pode deixar. Eu vou tentar encontrá-la. –Eu disse fazendo um aceno com a mão para um táxi, enquanto com a outra, eu segurava o celular.

E, o que eu posso fazer? –Ela perguntou.

Vai tentando ligar para ela, sem parar. –Eu disse, desligando o aparelho.

Dei o caminho ao taxista e pedi para ele ir o mais depressa possível.

Estava a caminho do trabalho de Estefani, no hotel Milano, um dos hotéis mais frequentados da cidade, próximo ao aeroporto e a uma estação de trem.

Queria refazer os passos dela.

Assim que parei em frente ao hotel, desci rapidamente e corri para a recepção, onde havia duas garotas, assim como há no turno da tarde a Estefani e a Beatriz, que também era a minha amiga.

–Por favor, moça... – Eu disse rapidamente e ofegante, atraindo muitos olhares para mim.

–Fale o que posso te ajudar? –Perguntou a morena olhando pra mim com os olhos arregalados.

–Você por acaso viu essa moça quando estava chegando aqui? –Perguntei entregando-lhe a foto 3x4 que eu tinha de Estefani na carteira.

A morena pegou da minha mão a foto e analisou.

–Hum, não. Acho que não. –Ela respondeu, negando com a cabeça e olhando pra mim.

Mas, eu me esqueci de mencionar que Estefani tinha cabelos vermelhos com as pontas azuis e não o seu ruivo alaranjado natural que ela estava usando na foto 3x4, de um ano atrás.

–Moça, esqueci-me de lhe falar, ela tem o cabelo todo vermelho com as pontas azuis, colorido artificialmente. –Falei na esperança de conseguir alguma resposta. Mulheres sempre reparavam nessas coisas...

–Não. Tenho certeza que não vi. –Ela disse, negando mais uma vez e empurrando a foto em minha direção.

–O que está acontecendo, Ana? –Perguntou a outra mulher que estava com ela no balcão quando entrei aqui agora há pouco.

–Esse rapaz está procurando por essa garota... –Ela disse apontando para a foto em minhas mãos.

A mulher que observou a foto cuidadosamente era bem mais velha que a morena que falou comigo primeiro.

–Ela tem o cabelo todo vermelho com as pontas azuis. –Acrescentei.

–Sim, eu a vi. Ela saiu daqui por volta das seis horas da tarde, quando o seu turno acabou. Seu nome é Estefani, não é mesmo?

–Sim... E, o seu nome qual é? –Perguntei intrigado.

–Joanna, prazer. –Ela falou esticando a mão para cumprimentá-la.

–Prazer, Frederico. –Eu apertei sua mão.

–Aconteceu alguma coisa à Estefani? –Ela perguntou olhando pra mim.

–Ela sumiu desde a hora que saiu daqui e ninguém a viu mais. –Falei observando o relógio atrás da Joanna. Passava das nove horas da noite.

–Espero que a encontre, Frederico. Poderia me ligar se tiver noticias? –Ela perguntou, estendendo-me um cartão do hotel com o seu telefone.

–Sim, claro. Será com muito prazer que avisarei à senhora. –Eu disse por fim, dando por encerrado o assunto.

Preciso correr e rápido.

–Tudo bem, obrigado. –Ela disse, dando um leve sorriso, mas o seu olhar de preocupação, permanecia no rosto, unindo de leve as suas sobrancelhas.

Saí pela porta giratória do hotel o mais depressa que pude, deixando o vento gélido de Porto Alegre à noite congelar os meus ossos.

Andei rápido pela região, mas não sabia ao certo aonde chegar e ir.

Olhei para o céu e pensei em Estefani: O seu sorriso meigo que tomava conta de todo o meu ser toda a vez que ela demonstrava ele pra mim.

Por favor, se é que existe justiça, eu preciso encontrá-la... Já que nunca poderei ter o seu amor pra mim, que, por favor, pelo menos ela esteja comigo... Eu preciso dela pra viver, pra sorrir, enfim... Eu a quero comigo mais do que nunca...

Ouvi uma música perto de mim...

E eu conhecia aquela música de algum lugar...

*Flashback On*

–Ah, por favor, quando é que você vai trocar essa músiquinha brega do seu celular? –Eu perguntei rindo, me mexendo no sofá de sua cada, buscando o seu rosto, enquanto ela olhava para a tela do aparelho.

–Sh... –Ela colocou o dedo indicador por cima dos lábios. –Eu não pedi a sua opinião, Fredi, além disso, eu amo essa banda. –Ela disse rindo, fechando o aparelho rapidamente.

–Quem era? –Perguntei encabulado, não queria demonstrar ciúmes.

–A minha mãe. –Ela disse, mas eu não acreditei muito.

–Por que você não atendeu? –Pressionei.

–Por que eu não to a fim de interromper o meu estudo intensivo pro vestibular, pra atender uma ligação. –Disse ela rindo, enquanto piscava pra mim, logo depois de empurrar o pacote de pipocas para o meu colo.

–Ah, sim claro. –Eu disse piscando.

Sempre seremos os amigos companheiros e cúmplices que ao invés de estudar olhávamos diversas vezes seriados americanos, alguma comédia ou algum romance “água com açúcar” que ela adorava.

*Flashback Off*

Corri para perto de onde vinha a música e achei o celular perto de uma lata de lixo.

Agora eu já sabia: Alguma coisa aconteceu com a Estefani, por isso o aparelho estava caído por ali.

Era a dona Júlia no telefone, atendi:

Alô, dona Júlia, sou eu, o Frederico. Achei o celular da Estefani perto de uma lata de lixo, uma moça do hotel disse que ela saiu de lá por volta das seis da tarde. –Despejei toda a informação ofegantemente.

Oi, Frederico. Tudo bem irei continuar tentando achar outros caminhos para tentar encontrá-la. – Ela disse e eu pude perceber a sua voz embargada.

Tudo bem, mais tarde a gente se fala. Se eu tiver qualquer novidade, vou lhe ligar imediatamente. –Eu disse, encerrando a ligação.

Quando desliguei o telefone, observei minuciosamente o lugar onde havia encontrado o celular e vi logo adiante uma poça d’água que se seguia por pés marcados no chão e uma marca molhada que parecia ter sido arrastada.

Logo, me deparei seguindo aquelas pegadas molhadas pelo chão.

Fui caminhando até que cheguei próximo a uma estação de trem abandonada, embaixo da estação nova, que havia sido construída há pouco tempo.

Não havia nenhum movimento ou sequer algum barulho ali embaixo, mas algo me dizia que ela estava ali e eu iria encontrá-la.

Notas finais
Espero reviews, ein. Previsão de próximo capítulo: Até o final dessa semana. Beijos e até o próximo ♥