Sem as Linhas

2 I- Segunda-Feira


Notas iniciais
Então... como eu disse, lá vai o primeiro capítulo. Espero vocês, leitores o/ Here we goes!

Os pés cansados de caminhar contra a não-realização de sonhos. Os dedos com a mesma intensidade e ardência de um refrão feito por um violão e os dedos conduzindo lentamente cada corda como os lábios dele tocavam nos meus... Cordialmente, como o meu amor por ele que, apesar da distância era mais forte do que qualquer problema, por mais que deixasse cicatrizes.

Nesta manhã, meus olhos procuravam continuamente no espelho, a aparência de alguém que se questionava sobre quem era... A audácia dos pensamentos e a insolência da mente. Senti meus olhos pegarem fogo, de uma certa forma quando eles encontraram metade de quem eu era...

Tudo de mim. Eu seguia meus 33% de min e meus 67% estavam com ele.

Se tudo estivesse quebrado poderíamos catar as peças e colar, fazendo com que se tornasse um quebra-cabeça, nossas vidas, um quebra-cabeça quebrado e mal-colado.

Dei um pulo inesperado da minha cama quando abri meu celular avistando:

...5:03 AM...

Estava na hora de levantar, mais um dia sem ele...

Mais um dia esperado infinitamente e quase sem paciência, às vezes um mau-humor repentino por ele não poder estar aqui, no momento que eu necessitava da presença dele e que meu corpo clamasse por ele, constantemente...

Coloquei meus pés no chão, abandonando o quente da minha cama e o mesmo vazio nela — o lugar que poderia ser dele -continuamente o lugar ficara ali, centenas de horas e dias, esperando por ele.

Fui em direção à cozinha, recorri rapidamente a um pedaço de bolo de chocolate com cenoura que a vizinha me dera...

Comi rapidamente, parecendo uma leoa que devastava a mesa, nem liguei, era segunda-feira e eu a odiava, demais.

Logo minha mãe chamava por mim desesperadamente pelo fato da minha ausência na cama e eu nunca acordava antes que ela, mas como eu que tive uma crise de ''turbilhões de pensamentos'' antes de dormir, estava sem sono algum... Subi rapidamente e ela tomava café como uma granfina, nada parecido comigo: uma leoa que devastava tudo.

Subindo as escadas, reparei minha auto-estima nada boa, muito menos para correr, que afinal é um péssimo sinal por que não me ajuda muito nos jogos de basquete que eu gostava e que eu jogava com prazer no último período de aula, na escola. Mesmo num sol que torrava inteiramente meu ser, até mesmo minha alma, ainda assim não perdia a paixão pelo basquete.

Olhei novamente para o espelho e repeti para mim mesma em voz alta:

''... Olá espelho, você transmite para mim todos os dias uma imagem que eu não gosto de ver... Como você vê eu odeio segunda-feira... Ah, como eu odeio, nem precisava existir, toda segunda-feira poderia ser feriado.

Vou tentar dar o melhor de mim hoje, para não morrer de sono e eu só tenho 16 anos mesmo...

Olá, eu sou a Inue... Estefani Inue...

Nome de "patricinha" mas, tudo bem...''

Abri a porta do meu armário com a mesma lentidão de sempre.

Escolhi um jeans muito velho, coloquei meu moletom cinza e largo que eu adorava, calcei um all star velho e imundo, que eu também adoro e passei os dedos pelos meus cabelos vermelhos com as pontas azuis...

Enchi meus dedos de anéis que destacavam meu esmalte preto e que este demonstrava meu estilo.

Peguei a velha mochila da Volcom, toda rasgada e suja, mas que tinha muito a ver comigo.

Coloquei meus fones de ouvido de ''ET'' como dizia a minha mãe, peguei meu celular simples e que este anunciava:

... 5:35 AM ...

Dei tchau para minha mãe e simplesmente peguei a estrada de a pé em direção ao ônibus.

Indo para o ponto de ônibus, que era longe, por sinal, logo avistei um nascer do sol e me deu uma profunda tristeza compulsiva por que havia me lembrado da música que eu havia feito para ele.

Notas finais
Até mais, pessoal. Beijos e obrigada por lerem *-*