Sem Tempo para o Amor
34 Lua de Mel - Parte II
Notas iniciais

SEM TEMPO PARA O AMOR
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CAPÍTULO XXXIII — LUA DE MEL — PARTE II
O som irritante do toque do meu celular ecoa pelo quarto, despertando-me assustado. Ao levantar a cabeça para procurar o aparelho, vejo minha esposa deitada de bruços com a costas desnuas, dormindo tranquilamente.
Suspiro e pego o celular, observando a mulher começar a se mexer, incomodada com o barulho. Sonolento, desligo o celular e me levanto. Visto minha cueca e meu short que estava jogado no chão e sigo para a varanda, onde poderia atender a ligação sem acordar Hillary.
Assim que garanto que não a atrapalharia, disco o número que é tão conhecido por mim e no segundo toque, não demoro a ser atendido.
— Que tipo de pessoa é você que liga para alguém às sete horas da manhã, mesmo sabendo que a outra pessoa está de férias e em plena lua de mel? – Questiono e recebo em resposta uma risada divertida.
— O tipo de pessoa que tem trabalhado mais para conseguir manter sua imagem limpa na mídia. – Responde Clint do outro lado da linha. – Sabe o quanto tem sido difícil apagar a memória das pessoas? Já é a segunda vez, Shawn. Vamos melhorar esse comportamento aí. Ao contrário dos filmes estilo MIB – Homens de Preto, eu não possuo nenhum aparelho que faz as pessoas se esquecerem que tiveram contato com os extraterrestres e nem que apanharam do marido ciumento de uma das mais famosas modelos do mundo. Por que você tinha que quebrar o nariz e os braços daqueles dois civis? Nunca te vi tão alterado. Não imagina como foi complicado convencer o rabugento do Nick Fury a deixar você impune.
— Não sei do que você está reclamando. Eu só pedi que você cuidar de alguns carrapatos da mídia e não para se livrar de corpos ou salvar a vida de seus parentes ou mesmo não sendo médico, realizar autópsias mesmo não sendo legista. – Resmungo e meu melhor amigo rir ainda mais. – Porque se vamos ser sinceros, os meus pedidos são muito mais fáceis de se cumprir do que os seus.
— Você se prende demais aos detalhes, Shawn. — Comenta Clint de forma despreocupada. – Além disso, você pode reclamar, mas no fim, sua vida se tornou muito mais agitada com a minha presença. Devo te lembrar que você só conheceu a sua esposa por minha causa? E você só se casou, porque eu te arrastei para Las Vegas e te deixei bêbado com a Hills. Se não fosse por minha causa, você não estaria na sua lua de mel hoje.
— Você não sabe brinca. – Resmungo e ele ri ainda mais. – Mas e então? Qual é o verdadeiro motivo de sua ligação? Eu te conheço o suficiente para saber que você não ficou realmente incomodado com o meu pedido.
— Você é tão esperto. É exatamente por isso que eu gosto de você. – Brinca Clint e eu me apoio no parapeito da varanda, observando o mar. – Tenho algumas novidades. Algumas notícias boas, outras nem tanto.
— O que aconteceu? – Pergunto, fechando os olhos para apreciar a brisa marinha que tocava meu rosto. Apesar do calor que se fazia mesmo sendo tão cedo, o vento era agradável e dava uma sensação de conforto.
— Haverá um novo processo seletivo na NASA. Assim como ocorreu anteriormente, serão cinco etapas, sendo a primeira uma prova escrita de conhecimento geral, a segunda é um teste prático sobre conhecimento astrofísico, a terceira será uma entrevista com alguns examinadores da NASA, a quarta etapa será a realização de um artigo científico e a última etapa será trabalhar com um profissional de reconhecido pela NASA. – Conta Clint, surpreendendo-me.
— O quê? Um novo processo seletivo? Mas isso é impossível. A NASA realiza seus processos a cada dois anos. O que aconteceu para eles realizarem outro processo alguns meses depois do primeiro? – Pergunto e Clint suspira, parecendo cansado.
— Você sabe que meus instintos nunca estão errados. Eu achei estranho você não ter entrado no processo seletivo desse ano, já que você tinha se saído tão bem em todas as etapas do processo, então resolvi investigar o que te levou a ser reprovado pela NASA. Descobri que alguns dos avaliadores foram comprados por alguns dos aprovados, que tiveram pontuação bem mais baixa que a sua. Quando eu apresentei as provas ao comitê executivo da agência, eles imediatamente demitiram os profissionais que entraram e decidiram realizar um novo processo seletivo. Isso será divulgado em alguns dias o público. Como fui a pessoa responsável por revelar o esquema, recebi essa informação em primeira mão e me ofereceram uma forma de compensar o ocorrido.— Explica Clint e eu encaro o céu azulado de Miami. – O que acha de se tornar um dos cientistas pesquisadores da NASA?
— Está me oferecendo um cargo por indicação? – Questiono, insatisfeito.
— Eles me ofereceram uma vaga, mas você sabe que eu não poderia trabalhar na NASA. – Responde meu melhor amigo e eu quase posso vê-lo dando de ombros. – Mas apesar de não querer, não sou idiota para não saber que é uma oportunidade única, então estou oferecendo a quem realmente deseja entrar na agência.
— Você sabe muito bem que eu detesto conseguir algo por indicação. – Resmungo e Clint ri, parecendo se divertir com a minha reação.
— Você está levando a sério demais a minha proposta. Se você se sente desconfortável por minha proposta, você pode apenas recusar. — Afirma o excêntrico bilionário, despreocupadamente. – Mas se você quer participar do processo seletivo tradicional, vai precisar preparar seus nervos.
— O que quer dizer com isso? – Ajeito minha postura e já me preparo para o pior.
Clint não é o tipo de pessoa em fazer tempestade em copo d’água. Ele também me conhece bem o bastante para saber as notícias que poderiam me afetar, então sugerir que eu preparasse meus nervos significava que eu não gostaria do que estava por vir.
— O processo seletivo dessa vez será muito mais difícil e rigoroso do que foi anteriormente. Eles chamaram os melhores especialistas em cada área que eles irão realizar os testes e entre os especialistas presentes está o seu adorado mestre, Richard Wright. E existe uma grande possibilidade de ele ser a pessoa com quem você terá que trabalhar na última etapa do processo seletivo. Então, não há garantias de que ele não irá tornar as coisas ainda mais complicadas para você.— Relata Clint e um suspiro frustrado escapa pelos meus lábios. – Além disso, dessa vez, o processo será por três meses em Washington DC.
— Todo o processo será presencial em Washington? – Indago, preocupado.
— Sim. Ao contrário do que ocorreu no início do ano, você não poderá mais fazer o processo seletivo à distância. Bom, de qualquer forma, você terá que se mudar para Washington DC, então pode ser uma boa você ir com essa antecedência para ir se adaptando com a cidade. – Responde Clint, mas isso só desperta mais preocupação em mim.
— Certo... – Murmuro, pensativo.
— O que foi? Você não parece muito feliz. É por causa do Richard ou isso tem a ver com a possibilidade de ficar longe de mim? – Brinca Clint e eu não consigo negar que isso também me preocupava. – O quê? Você realmente está deprimido por ficar longe de mim?
— Você é irritante, mas ainda é o meu melhor amigo. Ter você por perto torna as coisas mais divertidas. – Comento com sinceridade, surpreendendo Clint. De fato, não era com frequência que eu expressava meus verdadeiros sentimentos pelo excêntrico homem. – Além disso, gosto de estar em Hawkins nesse momento. Hills e eu estamos começando a aproveitar nossa vida de casados, temos a nossa rotina e nosso confortável lar. Preciso conversar com ela sobre a possibilidade de mudarmos nossa vida. Sendo um homem casado agora, esse tipo de situação não vai interferir apenas em minha vida, mas a de Hills também.
— Uau, quem diria que o casamento te tornaria alguém maduro. — Meu melhor amigo parece se divertir com o fato. – Mas você está certo. De qualquer forma, converse com Hills e coloque os prós e contras dessa decisão. Qualquer que seja a decisão que vocês tomarem, Naty e eu estaremos ao lado de vocês. Apesar de nossa diferença de idade não ser tão grande, eu o tenho como um filho, Shawn. Você faz parte da minha família, assim como Hills, então vocês dois não vão se livrar tão fácil assim de mim, mesmo que mudem para o outro lado do mundo. O que são seiscentos quilômetros para nós?
— Obrigado, Clint. – Agradeço, sentindo-me realmente tocado pelo apoio dado ao homem.
Como cresci sem uma figura paterna, mesmo com sua infantilidade e loucuras, Clint sempre foi o mais perto que tive de um pai. E talvez por ter me casado tão recentemente, eu estava ainda mais apegado ao homem e aos seus conselhos que tem me ajudado tanto a ter um casamento calmo e que me traz tanta felicidade.
— À propósito, sua mãe esteve em minha casa ontem e me mostrou o andamento dos preparativos para a sua cerimônia de casamento. Eu deveria pedir para ela adiar a data? – Pergunta Clint em dúvida. – Ela e Natalie estão tão animadas para a cerimônia. Começaram até mesmo a fazer os modelos do convite e a ver a questão da decoração com a ajuda de Elena e Damon. Acho que falta pouco para os dois abrirem uma loja de cerimonialistas.
— Ironicamente combinaria com os dois. Depois de tantos casamentos nessa família, eles já se tornaram experientes. – Comento, rindo. – E não precisa pedir para adiarem a data. Eu ainda tenho que conversar coma Hills sobre a possibilidade de mudança. Além disso, eu realmente gosto de me casar na primavera em sua mansão. Tenho certeza de que Hills ficará ainda mais bonita com as flores decorando aquele lugar.
— É adorável te ver tão apaixonado. Mas concordo que Hills ficará deslumbrante com uma decoração floral ao redor dela. – Concorda Clint, pensativo. – Quando vocês voltarem da lua de mel de vocês, podemos conversar melhor sobre os detalhes do casamento.
— Acho que ficaremos mais ocupados quando retornamos, já que teremos que no próximo fim de semana será o casamento de Carol e o professor Wright. – Conto e novamente pareço surpreender Clint.
— Pensei que tivesse desistido da ideia de ir ao casamento. Você vai mesmo a cerimônia de casamento desses dois? — Indaga meu melhor amigo, ainda surpreso.
— Eu não te contei? – Pergunto e logo após ouvir um “não” indignado do homem, acabo dando uma risada anasalada. – Não foi de propósito. Achei que tivesse contado.
— O que aconteceu para você mudar de ideia? — Indaga Clint com curiosidade.
— Hillary Leblanc aconteceu. – Respondo com humor. – Eu contei a ela toda a história sobre a Carol e ela ficou tão indignada que afirmou que gostaria de ir ao casamento apenas para mostrar que eu superei e que não poderia estar melhor. Minha esposa acha que é injusto eu me esconder quando eles foram os que erraram comigo.
— Ela está certa. Eu adoraria ver a cara de Carol e Richard quando você chegar acompanhado de Hills na festa. Tire muitas fotos. — Pede meu melhor amigo aos risos.
Sinto braços delicados e calorosos rodearem minha cintura e o aroma suave de jasmim me embriagar. Sorrio e nem preciso me virar para reconhecer minha esposa. Ela encosta seu rosto contra minhas costas e eu aperto seu braço com carinho.
— Acredito que com a presença de Hills, haverá muitas fotos do casamento na mídia, então não precisa se preocupar. – Respondo, puxando minha esposa para ficar de frente para mim. – Clint, eu vou desligar agora. A gente se fala depois.
— Tudo bem. Mande meus cumprimentos para Hills e não se esqueça de me contar o que decidiu fazer depois de conversar com ela. Até mais. – Despede-se Clint, desligando em seguida.
— Bom dia. – Cumprimento minha esposa, deixando um beijo demorado em seus lábios. – Dormiu bem?
— Bom dia. Dormi sim. — Responde Hillary de maneira preguiçosa. Ela já estava arrumada com os cabelos negros molhados, caindo como cascatas pelas suas costas. Ela sorri e se aconchega em meus braços. – Clint resolveu nos tirar da cama cedo hoje?
— Você sabe que ele não perde a oportunidade de me tirar do sério ou me incomodar. – Respondo e Hillary rir daquela maneira contagiante. Puxo-a para mais perto e escondo meu rosto na curvatura de seu pescoço, inspirando o perfume floral que tanto me conforta. – Temos mesmo que ir para a praia? Não podemos ficar aqui no ar-condicionado, assistindo séries e fingindo que o mundo não existe?
— Você é tão antissocial. O dia está lindo e perfeito para ir à praia. É claro que não podemos ficar aqui. – Retruca minha esposa, deixando um beijo em minha bochecha, antes de me afastar. – Agora vai se arrumar, que eu estou morrendo de fome. Quero descer logo para tomar o café da manhã e aproveitar esse dia incrível!
Incapaz de contrariar o desejo de minha esposa, suspiro e sigo para o banheiro para me arrumar. Mas enquanto me aprontava para enfrentar mais um dia complicado de temperaturas elevadas, luminosidade excessiva e interação com pessoas fora de costume, minha mente continuava a processar todas as informações passadas por Clint.
— ... e eu deveria colocar uma melancia na cabeça e dançar macarena no meio do salão de festa do zoológico. – Comenta minha esposa, enquanto descíamos para o restaurante do hotel.
— Tudo bem. Se você acha... espera. O quê? – Paro de andar, assim que saímos do elevador, e encaro minha esposa, tentando entender o contexto de sua frase. – Do que você está falando?
— Então você resolveu finalmente prestar atenção no que eu estava falando? – Ironiza minha esposa, cruzando os braços em claro descontentamento.
— Desculpa. Por estar tão concentrado em meus pensamentos, eu acabei ficando um pouco aéreo com a realidade. – Respondo, suspirando. Minha esposa me encara com preocupação e seriedade.
— O que está acontecendo? Eu sei que posso ter a tendência a falar demais, mas geralmente você se esforça mais para me ouvir ou participar da conversa. Hoje você está completamente disperso, como se estivesse fazendo tudo no modo automático. – Comenta Hillary, dando um fraco sorriso. – Está tudo bem?
— Por que não pegamos o nosso café da manhã primeiro? Eu preciso conversar sobre um assunto importante com você. – Sugiro e ela assente, concordando.
Assim que pegamos o nosso café da manhã, Hillary e eu seguimos para a região mais afastada do restaurante, para que tivéssemos uma conversa privada. Após confirmar que ninguém prestava atenção em nós, minha esposa me encara com seriedade.
— E então? O que aconteceu? – Pergunta Hillary, sem esconder sua ansiedade. – Esse mistério todo está me deixando nervosa.
— Clint me ligou para contar que a NASA vai realizar um novo processo seletivo. – Revelo e minha esposa me encara surpresa.
— O que aconteceu? Pelo que eu me lembro, você disse que o processo seletivo da NASA ocorre a cada dois anos. – Relembra Hillary, pensativa.
— Clint descobriu que o último processo seletivo foi fraudulento e apresentou provas ao setor executivo da NASA. Ao que parece, eles decidiram despedir todos que estavam participando desse esquema desleal e vão realizar um novo processo seletivo muito mais difícil e complicado que o anterior, que já não era um dos mais fáceis. – Conto e Hillary sorri, parecendo animada com a notícia.
— Que excelente notícia, Shawn. Isso significa que você poderá repetir o processo e finalmente será capaz de realizar o seu sonho. – Comemora a modelo com animação.
— Sim. – Respondo, menos entusiasmado.
— O que foi? Essa é uma notícia maravilhosa. Por que está agindo como se você fosse se jogar de um avião sem paraquedas? – Minha esposa indaga, encarando-me em dúvida. – Não está feliz com essa novidade?
— Estou. É só que... – Hesito, sem saber como explicar o que eu sentia nesse momento.
— É só que...? – Hillary me incentiva a continuar falando, enquanto pega em minhas mãos que estavam sobre a mesa. – O que se passa dentro dessa complexa mente?
— Para fazer o processo seletivo, eu vou precisar ficar em Washington DC por cerca de três meses. Caso eu passe, teria que me mudar para lá. Mas antes mesmo do processo seletivo começar, como será muito mais difícil dessa vez do que foi antes, eu ainda vou ter que começar a estudar mais de agora, tendo que diminuir a minha carga horária de trabalho. – Conto, mas a mulher não parecia se importar com essa informação.
— E o que tem isso? Se você acha que o seu emprego vai te atrapalhar a conquistar essa vaga na NASA, então apenas desista dele e se foque em seus estudos. Durante o tempo em que você estiver participando do processo seletivo, podemos alugar uma casa em Washington para ver como será a nossa adaptação e comprar nosso apartamento ou casa quando você passar. – Responde Hillary, dando de ombros. Ele bebe um pouco do seu suco de laranja e sorri de forma a me encorajar.
— Mas, Hills, se eu não trabalhar, você teria que arcar com as despesas da casa sozinha. E você tem o seu trabalho aqui na CIA e como modelo. Não seria justo fazer você mudar sua rotina para me acompanhar. – Argumento e ela bufa, frustrada.
— E qual é o problema de as despesas da casa ficarem comigo durante esse período em que você estuda e faz o processo seletivo? Podemos nos organizar para economizar e eu tenho ganhado cada vez mais com os meus últimos trabalhos. Tenho certeza de que não teremos problemas quanto a isso. Quanto aos meus empregos, você também não tem motivos para ficar tão preocupado. Há diversos polos da CIA espalhados pelo país, inclusive em Washington DC. Eu poderia ser a informante da S.H.I.E.L.D em Washington, então não seria tão complicado me mudar para lá. Em relação ao meu trabalho como modelo, eu não tenho um ponto fixo. Tanto é que eu viajo com frequência para a Europa para fazer alguns trabalhos. Na verdade, se pararmos para pensar, não vai mudar praticamente nada na minha vida em relação a minha vida profissional se nós nos mudarmos para outra cidade. – Garante Hillary, sorrindo com confiança.
— Então... está tudo bem para você que eu participe do processo seletivo da NASA? – Pergunto e minha esposa bufa.
— É claro que sim! Shawn, desde que eu te conheço de verdade, eu sei que você sonha em trabalhar na NASA e realizar pesquisas espaciais. Eu sou sua esposa e prometi estar com você seja nos momentos bons ou ruins. Nós estamos juntos para o que der e vier. – Afirma minha esposa, entrelaçando nossas mãos, enquanto sorri determinada.
— Mas se nós nos mudarmos, teremos que deixar para trás os nossos amigos, família e nosso lar. Está tudo bem mesmo? – Indago, ainda hesitante.
— Shawn, no momento em que nos casamos, você se tornou a minha família e meu melhor amigo. É claro que eu vou sentir saudades de todos, mas o meu lugar é ao seu lado. Eu não me importo se moramos em Hawkins, Washington DC ou Paris. Qualquer lugar em que estivermos juntos será o nosso lar. – Garante Hillary e vejo seus olhos brilharem intensamente.
Suas palavras me comovem e abrem meus olhos para algo que eu continuava a ignorar, mesmo quando Hillary havia desistido do divórcio. A minha insegurança ainda me fazia acreditar que nosso relacionamento é muito mais frágil do que realmente é.
Eu a amo e estou disposto a fazer qualquer por ela. Hillary é a minha melhor amiga, família e o meu lar. Não importa onde a gente esteja. E pela forma como ela me encarava e apertava minhas mãos, eu podia ver que ela se sentia da mesma forma.
— E então? Está pronto para enfrentar o nosso primeiro desafio como família? – Pergunta minha esposa, encarando-me em incitação.
— Tudo bem. Vamos fazer isso. – Concordo, correspondendo ao seu olhar. Ela ri e me deixa um beijo demorado em meus lábios. – Eu te amo.
— Eu também te amo. – Declara a linda mulher, encostando sua testa na minha.
Sorrio e a beijo novamente, sentindo-me pronto para enfrentar qualquer desafio que estivesse por vir, porque eu não estou mais sozinho. Eu tenho Hillary ao meu lado e isso é o suficiente para saber que posso realizar um dos meus maiores sonhos.
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