Sem Tempo para o Amor

18 Conversas entre Famílias


Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! Desculpa o atraso. Minha internet deu problema aqui e eu só consegui postar agora. Espero de verdade que se divirtam com o capítulo. Boa leitura...

SEM TEMPO PARA O AMOR

CAPÍTULO XVII – CONVERSAS ENTRE FAMÍLIAS

Shawn se aproxima a passos lentos. Seus olhos sempre fixos nos meus. Sentando-se ao meu lado na cama, ele sorri. Uma de suas mãos vai em direção ao meu rosto, colocando uma mecha de meu cabelo atrás de minha orelha. Em seguida, sinto o toque suave em minha bochecha, trazendo uma sensação de conforto e quentura.

Minha mente se encontrava completamente em branco, enquanto meu coração batia tão forte que era difícil de respirar. Seu rosto se aproxima do meu. Eu era incapaz de me afastar ou desviar o olhar. Cada átomo do meu ser desejava sentir mais de seu calor.

Nossos lábios se encontram de forma calma e gentil. Diferente das outras vezes, onde o beijo foi muito mais urgente e carnal, esse era amoroso e delicado. Era como se Shawn estivesse apenas aproveitando o momento e, de alguma forma, esse beijo parecia muito mais arrebatador que os outros.

Ele me tinha em seu completo domínio. Como uma marionete, conduzida pelas cordas, Shawn se assemelhava a um marionetista, controlando meu corpo sem que eu tivesse qualquer razão. Nossas bocas se completavam e me deixavam em uma espécie de transe que eu esperava nunca despertar.

Seu toque era alucinante. Suas mãos grandes e macias acariciavam meu rosto com tanta delicadeza que funcionava como uma espécie de tortura para mim. Ao mesmo tempo em que eu queria mais daquele lindo e eloquente homem, eu também me apaixonava ainda mais pelo cuidado que ele tinha comigo naquele momento.

Infelizmente, o celular de Shawn passa a tocar, despertando-me daquela loucura. Empurro-o, assustada com as reações de meu corpo e finalmente me dando conta de que beijar Shawn não era exatamente a melhor forma de conseguir o divórcio do rapaz.

— Alô. – Ele atende a ligação com os olhos fixos nos meus. Afasto-me, porque temia acabar caindo em tentação mais uma vez, e observo-o pelo canto dos olhos. Sua boca estava vermelha e marcada pelo meu batom e os cabelos que antes estavam perfeitamente penteados, agora se encontravam em um verdadeiro caos. – Sim. Sim. Mas, Owen, eu disse que você precisava registrar o desenvolvimento da matéria. Não. Não é desse jeito. Procura o arquivo B318. Ele está naquela pasta que eu salvei o registro da Betelgeuse. Não, não. Onde está o professor Calderwood? E o professor Guinan? Não. Não mexe em nada. Eu já estou indo para a universidade. Está bem. Obrigado.

Shawn encerra a ligação e começa a digitar freneticamente em seu celular. Por alguns instantes, ele parece se esquecer por completo da minha existência e algo me dizia que ele estava com problemas no trabalho. E enquanto eu tentava fazer com que meu coração se acalmasse pelo recente transtorno sofrido pelo beijo de Shawn, o rapaz volta a me encarar com seriedade.

— Eu preciso ir para o trabalho resolver alguns problemas. – Avisa Shawn, aproximando-se de seu guarda-roupa.

Para o desespero da minha mente pecaminosa, o homem simplesmente tira a blusa que usava sem se importar com a minha presença e procura alguma outra dentro do guarda-roupa bagunçado. Encantada com as costas largas, a bunda bem-marcada pela calça que usava e seu porte alto, tudo o que faço é ficar o encarando e imaginando como seria prazeroso sentir sua pele quente mais uma vez.

Assim que encontra a peça que deseja, o homem a veste e me encara por alguns instantes. Tento desviar o olhar para não deixar tão na cara que eu estava saboreando minha imaginação com detalhes de seu corpo, mas o riso anasalado e o olhar malicioso que ele me direciona deixa claro que ele sabia exatamente o que eu estava fazendo.

— Nós continuamos nossa conversa de onde paramos depois. – Ele pega uma jaqueta que estava sobre a cadeira de sua escrivaninha e se aproxima de mim. – Até mais.

E como se nós fossemos realmente um casal de recém-casados, Shawn deixa um selar delicado em meus lábios e sai. Pisco algumas vezes até entender o que tinha acontecido e me levanto de uma vez. Eu tinha vindo para pedir o divórcio e não para aceitar essa situação tão facilmente.

— Shawn, espere! – Peço, seguindo o rapaz, que para na sala para me encarar. Minha mãe e Susan estavam tomando café e nos encaram com curiosidade. – Eu estou falando sério. Você precisa assinar o divórcio.

— Não, Hillary. Eu não preciso e você também não. Nós dois sabemos que o motivo de você está aqui para pedir o divórcio não tem nada a ver com seus verdadeiros desejos. – Responde Shawn, vestindo a jaqueta. Ele me encara com seriedade e pega em meu queixo com delicadeza, fazendo com que eu encarasse seus olhos. E fazendo com que eu prendesse a respiração, ele se aproxima ainda mais. – A CIA não pode controlar a sua vida. Clint me avisou que Fury exigiria algo assim. Então, se ele tiver problemas para aceitar a minha resposta, mande-o me procurar.

— Shawn! – Resmungo, frustrada por ver que ele entendia a situação.

— Mãe, eu preciso ir ao laboratório. Aconteceram alguns problemas com a minha pesquisa e eu preciso resolver. Infelizmente, eu só devo conseguir retornar à noite. Se precisar de alguma coisa, ligue para o Clint. – Avisa o rapaz, virando-se para mim em seguida. – Você ainda está sem celular?

— Sim. – Concordo, suspirando. – Devo comprar um novo ainda hoje. Está complicado ficar sem celular por tanto tempo.

Shawn assente, indo até o aparador da entrada da casa, onde pega um bloco de notas e uma caneta. Ele escreve o número de seu celular e me entrega o papel, encarando-me com seriedade.

— Assim que tiver o novo celular em mãos, me ligue. Vamos jantar juntos e conversar sobre o nosso futuro com mais calma. – Responde Shawn, dando um sorriso gentil.

— Você realmente não vai mudar de ideia, não é? – Questiono, sabendo exatamente a sua resposta.

— Você sabe que não. – Afirma, deixando um beijo em minha testa. – Nos vemos à noite.

— Shawn, querido, você está indo para a Universidade do Giuseppe, correto? – Indaga minha mãe e eu a encaro desconfiada.

— Sim, senhora. – Confirma Shawn, surpreso.

— Como sabe onde Shawn trabalha? – Pergunto, desconfiada.

— Susan me contou que ele trabalha na Universidade de Pesquisas Cientificas e Tecnológicas Avançadas de Hawkins. Esqueceu que foi onde eu me formei? Giuseppe chegamos a pegar algumas matérias juntos na época. Pouco tempo depois ele se tornou o diretor de lá e nunca perdemos por completo o contato. – Explica minha mãe e eu suspiro, lembrando de fato que ela veio de Swansea, no País de Gales, para estudar moda na universidade onde Shawn trabalha.

— Que coincidência. A senhora é formada em qual curso? – Indaga Shawn com curiosidade.

— Moda. – Conta minha mãe, sorrindo nostálgica. – Eu adorava aquele lugar. Até hoje converso com alguns amigos que fiz por lá. Mesmo morando atualmente em Seattle, eu não consigo deixar Hawkins de lado justamente por causa de tudo o que vivi nessa cidade na época da faculdade.

— Parece ter sido uma época fabulosa. – Comenta Susan, dando um sorriso amável. Minha mãe assente, concordando. – Uma pena que nunca consegui fazer faculdade.

— E por que não? – Questiona minha mãe, encarando-a sem esconder sua curiosidade.

— Minha família não tinha muito dinheiro e precisei trabalhar. Quando ia começar a faculdade, acabei engravidando de Shawn e tive que me virar para criá-lo, então acabei desistindo de me tornar professora. – Responde a mulher e imediatamente viro-me para Shawn. Seus olhos exibem um brilho de culpa e Susan parece perceber também. – Mas não me arrependo. Meu filho foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida.

— Eu entendo. – Concorda minha mãe, encarando-me de maneira amorosa. – Mesmo que meus filhos estejam sempre testando formas de me fazer ter um infarto, eu também não me arrependo de tê-los.

— Nem me fale. Parece que eles fazem de propósito. Shawn sempre esquece de cuidar dele. Se eu não estiver brigando, ele esquece de comer e beber água. Provavelmente ele só viveria de café e fast food se fosse por ele. – Reclama Susan, encarando o filho com repreensão. Shawn suspira e balança a cabeça em negação.

— Deixa de ser exagerada, mãe. Eu... – Antes que Shawn continuasse a se justificar, seu celular vibra, anunciando que ele havia recebido uma mensagem. Ele encara a tela do aparelho e suspira. – Eu realmente preciso ir. O pessoal do laboratório está enlouquecendo depois que perderam um material importante de nossa pesquisa atual.

— Tudo bem. Vai com cuidado. – Pede Susan, encarando o filho com preocupação.

— Você se importaria de me dar uma carona até a universidade, meu genro querido? – Pergunta minha mãe e eu sinto vontade de enterrar minha cara no chão.

— Genro querido? Mãe, pelo amor de Deus! – Resmungo, frustrada. Mas tudo o que Shawn faz é rir, como se tivesse realmente adorado o apelido. – E como é que você pede uma coisa dessas assim? Você mal o conhece e já vai pedindo carona?

— Será um prazer ter a companhia da minha deslumbrante e encantadora sogra ao caminho para o trabalho. – Responde o rapaz, dando um sorriso galanteador. Sem acreditar na cara de pau de Shawn, dou um tapa em seu ombro e o lanço meu pior olhar.

— Não dá corda para ela. – Repreendo Shawn, que dá de ombros e ri. – Ela não vai sair do seu pé.

— Isso não me parece algo ruim. Imagina ter uma mulher incrível como a minha sogra no meu pé? – Brinca o rapaz, lançando-me uma piscadela. E é claro que isso anima minha mãe.

— Está vendo, sua mal-agradecida? Meu genro é um rapaz de bom gosto que ao contrário de você, sabe que eu sou uma excelente companhia. – Minha mãe entra na brincadeira de Shawn, agarrando o braço do rapaz. – Agora vamos, querido genro, porque eu sei que você está com pressa.

— Sim. Vamos. – Concorda Shawn, dando um sorriso gentil. Ele se vira para mim e rouba um beijo de meus lábios. – Até mais tarde.

— Shawn! – Repreendo meu agora marido e ele me lança uma piscadela, enquanto conduz minha mãe pelo braço.

— Tchau, mãe. Não faça nada que possa assustar Hillary. – Alerta Shawn, lançando um olhar sério para a mãe, enquanto abre a porta da sala para que minha mãe passasse.

— Quem você pensa que eu sou, garoto? – Resmunga Susan, cruzando os braços em desafio.

— Tchau, mãe. Te amo! – Despede-se o rapaz, pegando a chave do carro antes de sair de casa.

— Eu também te amo, garoto desnaturado. – Responde Susan, suspirando. Quando Shawn fecha a porta, ela dá uma risada anasalada e me encara com um sorriso doce. – Por que não se senta e toma café comigo? Creio que essa é uma oportunidade única para conversarmos mais à vontade e nos conhecermos melhor. Agora que somos uma família, quero conhecer mais sobre a minha nora.

— Eu...

Hesito, sem saber se é uma boa ideia ter essa conversa com Susan. Eu não queria decepcionar a mulher que parecia tão animada com o nosso casamento, ao informar que meu objetivo ao visitar Shawn essa manhã era o pedido do divórcio, ainda que eu tivesse a certeza de que ela já desconfiasse de minhas intenções desde o momento em que me reconheceu na entrada da casa.

— Ah, vamos, querida. Eu prometo que não vou de morder. – Brinca Susan, colocando café na xícara que ela havia trazido mais cedo para mim. Ela então estende a linda peça de porcelana e sorri. – Beba enquanto ainda está quente.

Suspiro, dando-me por vencida. Apesar de não conhecer tão bem minha sogra, algo me dizia que ela não era o tipo de pessoa que aceitaria um não tão facilmente. Sento-me ao seu lado no sofá e pego a xícara de café.

— Obrigada. – Agradeço e bebo um pouco do revigorante líquido. Surpreendo-me com o sabor. Não parecia em nada com um simples café. – Está uma delícia. Tem certeza de que isso é apenas café?

— Obrigada. Essa é uma receita que eu criei enquanto trabalhava como garçonete em uma cafeteria chamada Dylan’s Bakery, quando ainda estava grávida de Shawn. Infelizmente, ela fechou a uns vinte anos atrás. – Comenta Susan com um ar nostálgico. – Eu gostava do dono. Dylan foi muito paciente comigo. Sendo mãe solteira, não é fácil encontrar empregos que permitam que você falte para cuidar do filho doente ou porque ele se envolveu em alguma confusão na escola.

— Shawn se envolvia em muita confusão na escola? – Questiono, surpresa. – Ele parece ser o tipo de garoto que vivia preso no seu mundo e não se misturava muito com outras pessoas.

— Não que ele procurasse confusão. É que Shawn sempre foi uma criança diferente. – Conta Susan, dando um fraco sorriso. – Por ser muito mais inteligente do que as outras crianças e incrivelmente tímido, os outros alunos implicavam muito com o jeito retraído dele. Por não saber como se defender e ainda assim ter uma língua afiada, não foram poucas as vezes em que ele foi parar no hospital com ossos quebrados ou hematomas espalhados pelo corpo. Eu tentei muitas vezes ir à escola para tirar satisfações, mas no fim, nada adiantava. E então ele entrou na faculdade com catorze anos e as coisas melhoraram um pouco.

— Catorze anos? – Sussurro, sem acreditar que ele tivesse ido a faculdade sendo tão novo.

— Loucura, não é? – Comenta Susan, rindo humorada. – Mesmo sendo tão jovem, ele foi capaz de ir muito bem na faculdade. Foi lá que ele conheceu o Clint e passou a se tornar mais sociável.

— Aposto que tem muito orgulho de Shawn. – Bebo um pouco mais do delicioso café e Susan assente, dando um sorriso amável.

— Minha vida nunca foi muito fácil, sabe? Eu vim de uma família muito pobre. Tinha dias que nem mesmo conseguíamos dinheiro para comer. Minha mãe nunca teve uma saúde muito boa e meu pai era alcóolatra, então todo o dinheiro que ele ganhava no trabalho, gastava nos bares da cidade. Por causa disso, eu nunca levei os estudos muito a sério. Eu estava muito mais ocupada em ajudar a conseguir comida para colocar na mesa para alimentar minha família do que o diploma da faculdade. – Susan coloca mais café em sua xícara e posso ver a dor presente em seus olhos. – Quando eu terminei o ensino médio, eu passei a trabalhar com mais na esperança de um dia ser capaz de pagar a minha faculdade.

“Eu sonhava em ser professora de Literatura quando era criança, então estava empenhada em juntar dinheiro para pagar a mensalidade da faculdade. Demorou quatro anos, mas eu finalmente estava pronta para realizar o meu sonho. No entanto, em uma festa que fui com alguns amigos, eu acabei conhecendo o pai de Shawn. Nós nos apaixonamos e eu me vi presa em um relacionamento de tirar o fôlego.

Meses depois eu me vi grávida e completamente sozinha. Ele não quis assumir a paternidade e minha família me virou as costas. Então, tive que deixar o sonho de ser professora de lado e usar o dinheiro da faculdade para arcar com o pré-natal, o enxoval e as fraldas de Shawn. Ele se tornou minha prioridade. – Conta Susan e me sinto completamente comovida por sua história. – Não foi fácil e não foram poucas as noites em que chorei, sem saber o que fazer para pagar as contas. Sem estudos e mãe solteira, eu não conseguia empregos que me pagassem bem. Mesmo com a ajuda do dono da cafeteria, em alguns meses, surpresas aconteciam, como Shawn ficar doente ou alguma coisa quebrar. Então, eu me via tendo que escolher entre pagar alguma conta ou dar comida para o meu filho.

— Eu sinto muito por isso, Susan. – Lamento com sinceridade. Ela sorri e assente, agradecida.

— Deus me deu um filho incrível, Hillary. Shawn sempre foi muito inteligente, responsável e compreensível. Desde muito cedo, ele estudava mais do que qualquer outra pessoa para participar de competições acadêmicas que tivesse dinheiro como prêmio apenas para me ajudar em casa. Ele até mesmo aprendeu a investir na bolsa de valores de Nova Iorque e assumiu a responsabilidade de organizar as contas de casa. Nós passamos a ganhar melhor com os investimentos dele. E então, com apenas dezoito anos, ele comprou uma casa para nós. – Susan sorri orgulhosa e posso ver seus olhos cheios de lágrimas ao contar com carinho sobre seu passado. – Quando completou vinte e cinco, ele comprou essa casa, alegando que precisava de privacidade, mas eu sabia que essa foi a forma que ele encontrou para me incentivar a viver a minha vida.

— Shawn é mesmo uma pessoa incrível. – Comento, colocando a mão sobre a de Susan. Ela respira fundo, tentando controlar o choro. – E eu tenho certeza de que ele tem muito orgulho da mãe batalhadora que ele tem.

— Obrigada, Hillary. – Susan coloca a xícara de café sobre a mesa de centro da sala e pega em minha mão. – De verdade, muito obrigada.

— Não precisa agradecer. É apenas a verdade. – Respondo e ela nega, balançando a cabeça fracamente. Nesse momento, percebo que ela não se referia as minhas palavras. Seus olhos brilhavam com tanta doçura e gratidão que acabo ficando sem palavras.

— Sabe, Hillary, eu sei que Shawn pode ser difícil de lidar às vezes. Ele é um menino de personalidade forte e uma visão única no mundo e isso faz com que as pessoas o entendam mal. Quando eu ouvi da polícia que um caminhão o atropelou, eu me desesperei. Nem conseguia respirar. Foi como se o mundo inteiro aos meus pés tivesse se deteriorado, mas ao mesmo tempo, quando eu ouvi que ele estava fora de perigo, porque alguém o ajudou... — As lágrimas descem pelo rosto de minha sogra com intensidade e eu acabo me emocionando com as palavras de uma mãe que tem o filho como seu bem mais precioso. — Não há palavras para descrever a minha gratidão a você, Hillary. Eu realmente te agradeço demais. Sendo sincera, eu não mereço um filho tão bom quanto Shawn. Ele me tornou uma mulher forte e me deu motivos para lutar todos os dias. E de alguma forma, eu me sinto orgulhosa por saber que consegui criar tão bem aquele garoto.

"Ele é o meu orgulho. É o brilho da minha vida. O meu motivo de continuar viva mesmo quando o mundo virou as costas para mim. Foi Shawn quem sempre cuidou de mim e fez de tudo para que eu nunca me sentisse sozinha. Ele é o meu maior bem. E é por isso que..." — Susan funga e dá uma risada emocionada. — Eu estou muito feliz com o fato de que você o salvou e o escolheu para se casar. Acho que não há nada que eu possa dizer além de que estou muito feliz e que desejo toda a felicidade e sorte no mundo para a vida de casados de vocês. Obrigada por salvar Shawn e, por favor, cuide do cabeça de vento do meu filho. Ele pode ser desligado às vezes, mas possui um coração gigantesco.

Notas finais
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