Sem Tempo para o Amor

29 Conhecendo a Família - Parte II


Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! Depois de 84 anos, eu estou de volta. Quero pedir desculpas pelo desaparecimento, mas é que eu estava ocupada terminando meu TCC e só consegui voltar a escrever agora. Eu quero agradecer demais a AndreaNeves pelo comentário de incentivo no capítulo passado. Espero que gostem do capítulo. Boa leitura...

SEM TEMPO PARA O AMOR

CAPÍTULO XXVIII – CONHECENDO A FAMÍLIA – PARTE II

— Você não é bom o bastante para Hillary. – A declaração rígida do patriarca da família materna de minha esposa não me surpreende, afinal, o militar de quase oitenta anos já havia demonstrado seu desgosto sobre meu casamento com a neta desde que me viu. – Você nem parece homem de verdade.

— Vovô! – Hillary repreende o homem, enquanto apertava minha mão. Ela se vira para mim e sorri em lamento. – Não dê ouvidos ao meu avô. Para ele, apenas militares parecem homens de verdade.

— Na minha época, os mais jovens tinham respeito pela opinião dos mais velhos. – Resmunga William Beaumont, cruzando os braços em sinal de reprovação.

— Ah, por favor, papai. Se fosse assim, o senhor nunca teria se casado com a mamãe. O vovô sempre foi contra o casamento de vocês e mesmo assim, o senhor engravidou e fugiu com a mamãe para se casar. – Retruca Natalie, colocando-se atrás de mim, enquanto todos na mesa riem da lembrança da mulher. Ela coloca as mãos sobre os meus ombros e sorri. – O Shawn é um homem maravilhoso e a Hills o ama. Será que poderia deixar de ser amargurado e ficar feliz por sua neta ter encontrado uma boa pessoa para se casar?

— Obrigado. – Agradeço em um sussurro pela defesa de minha sogra, que nega e me lança uma piscadela.

— Mas o papai está certo, Natalie. Olha para os músculos desse garoto! E se acontecer alguma coisa? Quem será capaz de defender a Hillary? Aposto que ele nunca passou por perigo de verdade. Na primeira oportunidade, ele corre. – Afirma Theodore Beaumont, tio de Hillary, também me encarando como se fosse me matar a qualquer momento.

Troco olhares com Hillary, controlando a vontade de rir. Sinceramente, depois de ter visto minha esposa em ação, eu tenho minhas dúvidas se mesmo seu tio que é militar de patente alta na aeronáutica americana seria capaz de derrotar Hillary em uma luta corporal, então acho que ela seria quem defenderia a si mesma.

E não era como se eu nunca tivesse ficado de frente para o perigo. Eu sou um dos melhores amigos de uma das pessoas mais perigosas de todos os tempos. Clint foi capaz de derrotar a maior organização criminosa do mundo em menos de um mês. E não é querendo me gabar, mas eu o ajudei. Então, mesmo não sendo um exemplo de força e genialidade em luta, ao menos eu tinha a certeza de que não hesitaria em matar alguém que tentasse ferir a mulher que amo.

— Ai, de novo essa conversa. Mamãe, poderia dar um jeito nesses dois, por favor? – Pede Natalie, voltando para a cozinha.

— Oh, parem com isso, Ted e Will. Em que mundo vocês vivem? As mulheres não precisam mais ser defendidas. Elas podem fazer isso por elas mesmas. E Shawn parece ser um rapaz ótimo. Você mesmo viu o casamento deles. – Louise Beaumont repreende o filho e o marido, com seu sotaque galês carregado, e volta-se para mim. – Não se sinta ofendido pelas bobagens que meu marido e filho dizem, querido. Estamos felizes pelo seu casamento com Hills. Eu nunca vi minha menina tão feliz como ela tem estado desde que se casou com você.

— Obrigada, sra. Beaumont. – Agradeço, sorrindo para a mulher de cabelos grisalhos, olhos escuros e sorriso gentil.

— É por isso que eu te amo tanto, vovó. – Afirma Hillary, encostando a cabeça em meu ombro.

A avó de Hillary não parecia em nada uma senhora. Mesmo com as rugas aparecendo, ela tinha uma energia tão alto astral, que mais parecia irmã de minha sogra. Olhando para ela, eu entendia de onde vinha a beleza das mulheres da família. Ela com certeza deveria ser uma mulher muito atraente quando mais nova.

Suspiro discretamente e observo todos os olhares da família Beaumont sobre mim. Ao que parece, eu tinha a aprovação de todos, com exceção do avô de minha esposa e seu tio, que esperavam que ela se casasse com um militar. Mas, levando em consideração o tamanho da família de minha esposa, o resultado havia sido muito melhor do que o esperado.

— E, Shawn, você já foi casado antes? – Pergunta Christine, enquanto mexia suavemente sua taça de vinho.

— Não. Hillary é minha primeira e farei tudo o que estiver ao meu alcance para que seja a única esposa que terei em minha vida. – Respondo e os sorrisos junto aos suspiros das tias de Hillary parecem indicar que eu havia dado a resposta certa.

— E filhos? Você tem algum? Pretende ter quantos? – Questiona Christine mais uma vez e começo a entender que aquele era o tal interrogatório que eu teria que enfrentar.

— Tia Chris, por favor. Não começa a sua sessão de interrogatório digno de FBI. Nós fizemos uma longa viagem. – Resmunga Hillary, mas pelos olhares ansiosos que eu recebia inclusive de William e Theodoro, eu sabia que mais cedo ou mais tarde, o interrogatório iria acontecer.

— Eu não fiz nada demais. Só queremos conhecer mais de seu marido, querida. – Retruca Christine, encarando a sobrinha com repreensão. – Não pode nos julgar por isso. Você se casou rápido demais. Até imaginamos que você estaria grávida, mas como sei que é responsável e que jamais beberia nessa situação, logo descartamos a possibilidade. Ao menos nos deixe conhecer o seu marido que apareceu do dia para a noite.

— Está tudo bem, Hills. Eu não fico incomodado com as perguntas. E sua tia tem razão. Nós nos casamos muito rápido. É normal que estejam curiosos para saber quem sou eu. – Respondo, mas minha esposa não parecia muito animada.

— Mãe. – Chama a mulher, quando minha sogra volta a aparecer nos fundos da casa com uma nova travessa. – Estão começando a interrogação desnecessária. Por acaso precisa de ajuda na cozinha?

— Você sabe que não dá para fugir do interrogatório. – Responde Natalie, rindo levemente. Ela então se senta ao lado do marido, enquanto London e Gwen aparecem com mais outras travessas com as refeições para o almoço. – Além disso, já está tudo pronto. Só estamos esperando Grace e as crianças chegarem para almoçarmos.

— Droga! – Lamenta Hillary, sussurrando. Acabo dando uma risada de leve e me viro para a tia mais velha de minha esposa, que ainda esperava por uma resposta da minha parte.

— Eu não tenho filhos ainda. Pretendo ter um dia, mas ainda não é um assunto que Hills e eu tivemos chance de conversar. Levando em consideração a vida agitada que temos, talvez ainda demore um pouco para a gente pensar sobre ter filhos. – Respondo e me viro para Hillary, que assente concordando.

— Mas não demore demais para não ter filhos velha, Hillary. Se deixar para iniciar a maternidade depois dos trinta e cinco, você será mais avó do que mãe das crianças. – Alerta Morgan e Hillary bufa.

— Por Deus, tia Mor. Eu só tenho vinte e seis anos. Estou na minha melhor fase como modelo. Shawn está tentando entrar na NASA e está atolado com as pesquisas dele. Nós já pulamos a fase do namoro e do noivado, então nos deixe pelo menos aproveitar a nossa vida de casados. – Resmunga Hillary e Morgan suspira insatisfeita.

— E é exatamente por ser nova que você tem que ter logo. Acha que terá para sempre o corpinho de vinte anos? Quando menos se der conta, vai estar cansada e impaciente demais para ser mãe. Seu corpo também vai demorar a se recuperar e....

— Pois eu acho que eles têm que aproveitar muito antes de ter filhos. Vocês são jovens e lindos. Namorem muito. Viagem bastante. Não liguem para essas ideias retrógradas da Morgan. Vocês podem ter filhos quando quiserem e se quiserem. Não estamos mais no século XVI, onde o único objetivo de vida das mulheres é se casar, ter filhos e cuidar do marido. – Responde Gwen, interrompendo Morgan.

E é claro que esse conflito de opiniões acaba iniciando uma grande discussão de família sobre quem estava certa sobre a maternidade e o papel da mulher na sociedade.

Hillary e eu permanecemos quietos, observando a tudo com uma certa surpresa. Até mesmo os primos, a avó, o padrasto e a mãe de minha esposa haviam entrado na discussão, tentando defender seus pontos de vista.

Era tudo tão caótico que eu me sentia exausto só de ouvir a mistura de vozes elevadas e a mistura de idiomas, já que em determinado momento, eles também passaram a misturar o inglês com o galês. Eu já nem conseguia entender o que acontecia.

— Por que não vamos dar uma volta? – Sussurra Hillary contra o meu ouvido. – Vamos aproveitar que eles estão entretidos com essa discussão ridícula e fugir daqui.

— Mas e se pegarem a gente? – Pergunto com preocupação. Eu ainda estava me recuperando da vergonha de ter sido interrompido pelos irmãos mais novos de Hillary. Não precisava de mais uma ação para me deixar completamente sem graça diante da família de minha esposa.

— Quando minha família começa a brigar, eles esquecem de tudo que acontece ao seu redor e só param quando minha avó se estressa e passa a colocar todo mundo na linha. – Afirma a morena, dando aquele sorriso traquina. – Eu tenho certeza de que eles nem mesmo vão notar se a gente sair agora.

— Tudo bem. – Concordo, ainda que estivesse um pouco temeroso.

Assim, aproveitando a distração da família de Hillary, saímos discretamente da mesa e seguimos para dentro da casa.

Apesar de estar frio, os irmãos e primos mais novos de Hillary estavam na piscina, divertindo-se com a música alta que passava. O restante da família se encontrava no deck da casa ao lado da churrasqueiro, então a casa estava em completo silêncio. Um verdadeiro contraste com o clima intenso no lado de fora.

— Que alívio. – Suspira Hillary, fechando a porta. Ela sorri e pega em minha mão, conduzindo-me para a escada que levava aos andares superiores. – Vamos para o sótão. Quero te mostrar o meu lugar preferido dessa casa.

Seguimos de mãos dadas e em um silêncio confortável até o terceiro andar da casa, onde Hillary para no final do corredor e puxa uma escada retrátil do teto. Logo me vejo subindo até o sótão da casa, tentando imaginar o que minha esposa queria me mostrar.

No entanto, surpreendo-me ao ver que o lugar estava cheio de caixas e panos brancos, cobrindo o que imaginei serem móveis e decorações que não deveriam pegar poeira.

— Aqui é realmente o seu lugar preferido da casa? – Pergunto com leve tom de ironia. Ela dá uma fraca risada, continua a andar pelo sótão.

— Eu sei que parece estranho, mas logo você vai entender o motivo de viver aqui quando ainda morava aqui. – Responde a mulher, desviando de alguns obstáculos. – Depois que eu me mudei, minha mãe transformou o sótão em depósito, mas ele ainda tem seus encantos.

— Se você diz. – Murmuro, lutando para me livrar de algumas teias de aranha que haviam grudado em meus óculos.

— Aqui. Me dá sua mão. – Hillary estende a mão e assim que eu a pego, ela me puxa para ficar de frente para uma cortina marrom. – Está pronto para se impressionar?

— Olha, poucas coisas me deixam impressionado, mas você pode tentar a sorte. – Brinco e ela me encara com ironia, antes de rir e abrir as cortinas. Por fim, Hillary abre as janelas e uma brisa fria de outono acaricia meu rosto, enquanto traz um pouco de ar puro para o sótão.

— Certo, engraçadinho. E o que você tem a dizer sobre essa vista privilegiada de Seattle? – Ironiza Hillary, mas sou incapaz de lhe dar uma resposta, enquanto me deslumbrava com a linda vista do sótão. – Não é incrível?

— Sim. – Concordo, aproximando-me da janela.

Hillary não estava exagerando quando disse que era uma vista privilegiada. Daquela janela, era possível ver Seattle com sua famosa torre de observação, Space Needle, os prédios característicos da cidade e ao fundo o imponente Monte Rainier deixava tudo ainda mais mágico.

— O motivo principal de termos comprado essa casa foi por causa dessa visão de tirar o fôlego. À noite, com as luzes da cidade acessas, tudo fica ainda mais mágico. Sempre que eu me sentia ansiosa com alguma missão ou estava com algum problema que eu não encontrava a solução, eu vinha para cá com um garrafa enorme de café e passava horas sentada no puff, apenas observando essa visão. Era como se todos os meus receios desaparecessem de repente. – Conta Hillary, abraçando-me pela cintura. Deixo um beijo em sua testa e desvio o olhar para observar seus lindos olhos de galáxia.

— Até que esse lugar cheio de poeira e objetos esquecidos tem seus encantos. – Respondo e Hillary ri, dando um tapa em meu peito.

— Idiota! – Minha esposa exclama risonha. Ela então se afasta e retira um pano branco de cima de um puff grande que estava atrás de nós. – Vamos sentar um pouco e recuperar nossas energias. Teremos uma longa semana com esses loucos que eu chamo de família, então precisamos estar mentalmente preparados.

— Eles são divertidos. – Afirmo, sentando-me no puff. Hillary então se senta em meu colo e encosta a cabeça em meu ombro.

— E caóticos. – Complementa a mulher, fazendo com que eu acabasse rindo. – Apesar de tudo, a recepção foi mais amigável do que eu imaginava. Acho que sem a presença da praga da Madison, o ar fica muito mais puro.

— Você acha que eu causei uma boa impressão neles? – Indago com preocupação. Minha esposa me encara risonha e suspira.

— Está brincando? Eles te amaram! – Garante Hillary com sinceridade. Ela então me lança um olhar preocupado. – Espero que não tenha se sentido desconfortável com o interrogatório da tia Chris.

— Eu não me senti desconfortável. Não se preocupe. – Respondo, aproveitando para aspirar um pouco de seu perfume que me trazia tanto conforto. Hillary aperta mais uma abraço e aninha seu corpo no meu.

Por alguns minutos, permanecemos naquele silêncio confortável, apenas aproveitando a companhia um do outro enquanto observava a paisagem. Era tão relaxante, que parecia que havíamos apenas Hillary e eu no mundo.

— Você... realmente deseja ter filhos? – Pergunta Hillary, quebrando o silêncio. Desvio o olhar da janela para encarar a mulher, que carregava uma expressão pensativa.

— Bom, eu nunca pensei muito sobre isso. – Confesso, atraindo a atenção de Hillary. – Eu não tive um bom exemplo de pai. Quer dizer, eu nem mesmo tive um pai. A figura paterna mais próxima que eu tive foi Clint e temos que concordar que ele em muitos momentos tem alguns parafusos a menos.

— Eu entendo. Apesar de ter convivido de alguma forma com meu pai, não éramos próximos. Quando ele se envolveu com a HYDRA, nós tivemos que nos enfrentar. Ele não hesitou em atirar contra mim e eu acabei o matando. – Confessa Hillary com um tom amargo.

— Eu sinto muito por isso. – Lamento com sinceridade e ela dá um fraco sorriso, concordando.

— Obrigada. – Agradece, suspirando. – Quando paro para pensar sobre a maternidade, eu não sei bem como reagir ou pensar. Não é como se eu rejeitasse completamente a ideia, mas...

— Mas você tem medo de cometer os mesmos erros que seu pai? – Completo e ela assente. Acaricio o queixo de minha esposa, hipnotizado pelo brilho que eu tanto amo de seus olhos. – Eu sei como se sente. Na verdade, apesar de gostar de crianças, antes de te conhecer, eu nem mesmo cogitava me tornar pai. Mas... acho que gostaria de ter pequenos olhos de galáxias me chamando de papai.

— Eu tenho certeza de que você será um pai incrível. E eu penso que seria maravilhoso ser mãe de mini cópias sua. Mas acho que para dar um passo assim, toda a nossa vida teria que mudar. – Hillary suspira e morde o lábio.

— Bom, também não é algo que precisamos ter pressa. Como você disse, estamos em nossa melhor fase. Se tudo ocorrer bem, eu poderei entrar para a Nasa no início do ano que vem e eu sei que você está sobrecarregada com a jornada dupla com a CIA e a vida de supermodelo. – Respondo, acariciando os cabelos sedosos de minha esposa. – Talvez daqui uns três anos a gente possa começar a pensar sobre esse assunto. O que você acha?

— Parece bom para mim. – Concorda Hillary, sorrindo com doçura. Ela entrelaça os dedos com os meus livres. – Até lá, só temos que aguentar a cobrança sem fim de nossas famílias. Isso é fácil.

— Com certeza. Se você é capaz de salvar o mundo diariamente, eu tenho certeza de que será moleza ter que lidar com duas famílias intensas exigindo que tenhamos filhos durante anos. – Brinco e ela acaba rindo.

— Nada que a gente já não esteja acostumados. – Afirma bem-humorada. Sorrio e puxo seu queixo para beijar seus lábios com delicadeza. – Eu te amo.

— Eu também te amo. – Declaro, sentindo aquele calor único em meu peito e a sensação de que eu definitivamente era o homem mais feliz do mundo.

Voltamos a nos acomodar naquele momento confortável, apreciando a brisa de outono, a vista da cidade de Seattle e o calor aconchegante de nossos corpos unidos.

Infelizmente, nosso momento de tranquilidade não durou tanto quanto gostaríamos. De repente, um som agudo torturante ecoa pelo sótão nos assusta e quase nos ensurdece. Ao virarmos para trás, os irmãos de Hillary estavam na escada de entrada para o sótão com um megafone em mãos.

— A mãe está chamando vocês para almoçar. Tia Grace chegou! – Anuncia Jake com o megafone.

— Pirralho maldito! Você quer nos deixar surdos? – Grita Hillary, levando as mãos aos ouvidos. – Se eu pegar essa droga de megafone, eu vou quebrar ele na sua cabeça.

Jake e Joe riem de nossas expressões de dor e descem do sótão. Suspiro e sorrio ao ver o bico frustrado de minha esposa. Rio e deixo um rápido beijo em seus lábios, despertando-a de seus pensamentos.

— E lá vamos nós para o segundo round. – Comento e Hillary se levanta de meu colo com uma aura de derrota. – Vamos conhecer o restante da família e almoçar.

— Posso fugir? – Questiona Hillary com uma expressão desgostosa.

— Não.

— Tudo bem. Vamos acabar logo com isso. – Concorda Hillary, desanimada. – Está na hora de enfrentarmos um pouco mais de caos familiar. E que a sorte esteja ao nosso favor.

Notas finais
William Beaumont: https://i.pinimg.com/236x/da/bd/4b/dabd4b739835bfd1ed43f5bb17acc0b1.jpg Theodore Beaumont: https://i.pinimg.com/236x/d5/77/2e/d5772ea2dc55f7630e9188251974aadb.jpg Louise Beaumont: https://i.pinimg.com/236x/e4/9e/0b/e49e0b939010d79ab137846677644834.jpg Vista do sótão: https://i.pinimg.com/originals/f3/95/06/f395065b9d61dd23d48751b777d1d810.jpg oOo Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/DQH6eBvDIKuGz921wxomJC Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646 Instagram: @_cupcakesdalara