Sem Tempo para o Amor

30 Reencontro Indesejado


Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! Demorei horrores, mas tenho justificativa. Eu estava sem tempo, passei um tempo sem notebook e estou passando por um bloqueio criativo terrível. Não estou conseguindo escrever nada. Então peço perdão pela demora e imploro para que peguem um pouco leve comigo nesse capítulo, já que ele saiu depois de muita luta. E quero agradecer demais a AndreaNeves pelo comentário no capítulo. Espero que goste. Boa leitura...

SEM TEMPO PARA O AMOR

CAPÍTULO XXIX – REENCONTRO INDESEJADO

— O quão bom você é para se livrar de corpos sem que alguém suspeite de algo? Aposto que tem algum conhecimento, já que é o melhor amigo de Clint e o tem acompanhado há anos.

Sussurro para meu marido, enquanto seguíamos para os fundos da casa de meus pais, onde minha família nos esperava. A nossa frente, Joe e Jake se divertiam com o megafone em mãos, após ter a certeza de que havia cumprido o objetivo de estragar nosso momento e me tirar do sério.

Shawn desvia o olhar dos gêmeos e aperta nossas mãos, que estavam entrelaçadas. Ele me encara com aquele ar divertido e posso ver um sorriso discreto surgir em seus lábios.

— Podemos usar nossas habilidades para dar um jeito em meus irmãos. Eu sou uma discípula de Natasha Romanoff. Tortura é uma das minas especialidades. Então podemos combinar meus conhecimentos com a sua possível experiência com a ocultação dos corpos. Acho que esse é um final digno para esses pestinhas que insistem em nos atrapalhar e ainda me fazer perder toda a pouca paciência que tenho. – Continuo a argumentar, fazendo Shawn soltar uma risada divertida. – Estou falando sério.

— Apesar de não poder negar que tenho algum conhecimento sobre o assunto e ter realizado algo parecido no passado, acredito que existam formas melhores de ensinar uma lição aos seus irmãos mais novos. – Responde Shawn, deixando um beijo no topo de minha cabeça. Ele sorri e volta a me conduzir. – Podemos pensar em usar a ciência para pregar algumas peças neles. Por enquanto, vamos nos preocupar em recepcionar seus tios e primos.

— Eu realmente sou obrigada a ir? – Resmungo e meu marido me encara daquela forma séria que me dizia que eu não poderia fugir. – Os pestinhas já me tiraram do sério. Não sei se serei capaz de me controlar se tiver que lidar com as provocações de Madison.

— Eu estarei com você, então não se preocupe tanto. Além disso, você é a estrela do dia. Se Madison for tão dissimulada como você disse, então acho que sua prima irá se controlar um pouco mais com as provocações, afinal, ela seria repreendida e envergonhada na frente de toda a sua família. – Assegura Shawn, transmitindo um pouco da confiança que eu precisava naquele momento.

Ele estava certo. Madison sempre gostou de fazer o papel de santa na frente de nossa família. Definitivamente ela não arriscaria sua imagem de boa moça apenas para conseguir me fazer perder a compostura. Ainda assim, eu me sentia apreensiva por ter que lidar com ela.

A verdade é que todas as vezes que nos encontramos, a situação sai um pouco do controle, tendo em algumas ocasiões a presença de brigar envolvendo puxões de cabelo, unhas quebradas, arranhões e hematomas pelo corpo, gritaria, xingamentos e ameaças de morte.

Seguimos os gêmeos até os fundos da casa e para a minha infelicidade, a primeira pessoa que nota a nossa presença foi a mesma que eu desejava que estivesse no outro lado do universo.

Madison se levanta da cadeira em que estava sentada e abre um largo sorriso direcionado a Shawn. Como era de se esperar da desgraçada oferecida, ela nem mesmo fazia questão de esconder que estava devorando meu marido com os olhos.

— Os pombinhos chegaram. — Anuncia tia London ao conferir a direção em que Madison estava indo.

— Olá, supermodelo. Ou agora eu devo te chamar de senhora queridinha da mídia? — Questiona Madison com ironia.

— Você pode me chamar de sra. Kennedy. — Retruco no mesmo tom de voz. — Na verdade, preferiria que você não falasse comigo. É que eu não estou a fim de inalar o veneno que você espirra toda vez toda vez que abre a boca.

— Hillary! — Minha mãe me repreende, enquanto Shawn aperta minha mão em um alerta para que eu me acalmasse.

— Está tudo bem, tia. Eu já estou acostumada com a falta de educação da Hillary. — Afirma Madison, encarando-me como se estivesse realmente ofendida.

Deixo uma risada anasalada escapar e novamente sinto o aperto de alerta de Shawn mais uma vez. Desvio o olhar de minha prima para encarar meu marido, que praticamente suplicava para que eu me acalmasse com seus lindos olhos azuis encarando-me com preocupação.

— Fica calma. – Sussurra para que apenas eu o ouvisse. Bufo e assinto, dando de ombros.

É claro que eu estava irritada com a falta de senso de minha prima, por claramente estar desejando o homem que amo, mas não era como se eu fosse perder a compostura só por algumas provocações infantis de Madison. Enquanto ela mantivesse tudo verbal, eu conseguiria manter minhas emoções sobre controle.

— Está tudo bem. – Resmungo, enquanto observo meus tios e primos pedindo para que acalmássemos os ânimos e que éramos uma família, por isso precisávamos deixar as brigas de lado.

— A culpa não é minha. Hillary que implica com tudo. Só porque ganhou um pouco de fama, ela se acha a dona da razão e tenta ser sempre o centro das atenções. – Acusa Madison e dessa vez é tia Grace quem encara a filha em repreensão.

— Madison! Já chega! – Exclama tia Grace, recebendo um olhar indignado da filha. – Será que apenas um dia, vocês duas poderiam parar de agir como cão e gato? Eu estava morrendo de saudades de minha sobrinha que eu não vejo desde o final do ano passado e ansiosa para conhecer seu marido, então poderiam não tornar esse reencontro algo desagradável?

O clima se torna pesado e eu sabia que não era justo descontar o meu ódio por Madison em minha tia. Suspiro, cedendo. Decido deixar um pouco o orgulho de lado e me aproximo da mulher com um fraco sorriso.

— Desculpa, tia Grace. – Lamento, parando de frente para a irmã de minha mãe, que suspira e abre os braços. – Eu também senti saudades.

— Parabéns pelo casamento, querida. Eu espero que vocês dois tenham uma vida maravilhosa e um relacionamento feliz e duradouro. – Parabeniza tia Grace, apertando o abraço.

— Obrigada, tia. – Agradeço, afastando-me. Volto para o lado de Shawn e entrelaço nossas mãos. – Tia Grace, esse é o meu marido, Shawn Kennedy. Amor, essa é a Grace Hamm, a última tia que faltava você conhecer.

— É um imenso prazer conhecê-la, sra. Hamm. – Cumprimenta Shawn, estendendo a mão para minha tia, que prontamente o corresponde com um sorriso de satisfação.

— Digo o mesmo, Shawn. Peço que faça minha sobrinha muito feliz. – Pede tia Grace e meu marido assente, passando a me encarar com aquele lindo sorriso que sempre fazia meu coração errar algumas batidas.

— Farei o meu melhor. – Garante, intensificando o aperto em nossas mãos. Ele então parece notar o olhar de Madison sobre si e abre um sorriso desconfortável, enquanto estende sua mão para ela. – Olá, Madison. É um prazer conhecer você.

— Oi! Você é ainda mais bonito pessoalmente. – Exclama Madison, agarrando o pescoço de meu marido. Ela deixa um beijo próximo da boca dele e o abraça. Shawn me encara com os olhos arregalados, enquanto ainda apertava minha mão com firmeza.

E como se já não fosse sem-noção o bastante o fato de Madison estar praticamente convidando Shawn para uma noite de sexo selvagem, ela ainda tem a coragem de beijar e abraçar o meu marido como se tivesse alguma intimidade com ele.

Para tudo há um limite. Eu posso suportar provocações verbais, olhares irônicos e as atuações para conseguir a simpatia das outras pessoas, mas isso ia muito além do que eu poderia ignorar. Assim, tomada pelo ódio, solto a mão de Shawn e avanço contra Madison.

— Você ficou louca? O que você pensa que está fazendo? – Questiono furiosa, cravando minha mão no couro cabeludo de Madison. Puxo-a com toda a minha força de cima de Shawn, ouvindo os gritos de minha família.

— Me solta! Você está arrancando meus cabelos! – Grita Madison, debatendo-se no chão, enquanto eu arrastava.

— Se eu fosse você, a última coisa com a qual eu me preocuparia é com o meu cabelo. Eu vou te ensinar a nunca mais dar em cima de marido dos outros. – Ameaço, seguindo para a piscina da casa.

— Para já com isso, Hillary. Solta a Madison! – Exige minha mãe, tentando me fazer soltar minha prima, enquanto impedia meu punho de ir contra o rosto da garota.

Meu padrasto também tentava me puxar, mas quanto mais tentavam me separar de Madison, mais forte eu prendia os cabelos da vadia da minha prima. Os outros primos e meus irmãos assistiam a tudo com satisfação, porque sempre se divertiam em ver Madison apanhando.

Meus tios tentavam nos afastar também, mas tudo estava tão caótico que eu nem mesmo conseguia entender o que diziam. Não que eu realmente me importasse. Estava tão afetada pelo ódio e o desejo de acabar com Madison, que eu não era capaz de ouvir ou ver ninguém.

— Hillary! – A voz intensa de Shawn se sobressai sobre todas e de repente sinto meus braços perderem as forças momentaneamente. – Solte Madison, por favor.

O sussurro de meu marido e o cheiro de seu perfume me trazem um pouco de volta a razão. Os pais de Madison aproveitam que minha guarda havia abaixado e puxam a filha para longe. Shawn então me puxa contra seu corpo e pressiona meu rosto em seu peito.

— Sinto muito pelo que aconteceu. Eu vou levá-la para algum lugar onde ela possa esfriar a cabeça. – Avisa Shawn em voz alta para que todos pudessem ouvi-la. – Sinto muito mais uma vez.

Sem esperar pela resposta de minha família, ele me pega no colo em estilo princesa e me leva para dentro de casa. Eu estava tão atordoada, que tudo o que faço é me segura em seu pescoço e esconder meu rosto em seu ombro. E sendo tomada pelas intensas emoções, acabo chorando de raiva e frustração.

Eu me sentia tão envergonhada, magoada e furiosa com a situação que quanto mais eu pensava no que aconteceu, mais minhas lágrimas se intensificavam. Eu sentia raiva de mim por ter me descontrolado, de Madison por descaradamente tentar roubar meu marido, de minha família de não me deixar dar uma surra nela e até mesmo por Shawn ser tão encantador e apaixonante.

Shawn permanece em silêncio, pressionando ainda mais meu corpo contra o seu, como se estivesse me protegendo. Ainda era possível ouvir as vozes de meus familiares falando ao mesmo tempo, enquanto atravessávamos a casa. E a cada minuto que passava, mais raiva eu sentia.

De repente, Shawn ajeita mais o meu corpo em seus braços e ouço o barulho da porta da sala de estar sendo aberta. Imediatamente nos tornamos alvos do vento gélido de outono.

— Talvez devêssemos ir para o quarto pegar uma blusa de frio para você. – Sussurra Shawn e eu nego imediatamente.

— Eu não quero ficar mais nem um minuto por aqui. Não quero lidar com meus pais ou qualquer repreensão agora da minha família. Por favor. – Respondo com a voz embargada. Shawn suspira.

— Certo. – Concorda meu marido, fechando a porta atrás de nós.

— Pode me colocar no chão agora. – Murmuro, cansada. – Eu sou pesada.

— Você não é pesada. – Garante Shawn, deixando um beijo em minha testa. – Além disso, que tipo de marido eu seria se não fosse capaz de levar minha esposa nos braços quando ela mais precisa? Apenas descanse e me deixa cuidar da situação.

— Você não existe. – Suspiro, finalmente parando de chorar. Deixo um demorado beijo em seus lábios, sentindo-me mais calma. Suspiro e me aconchego nos braços de Shawn. – Obrigada.

— Agora só preciso saber onde podemos conseguir um táxi. – Sussurra Shawn, olhando em volta, enquanto andávamos pela rua da casa de meus pais.

Felizmente não havia ninguém para ver a nossa cena constrangedora. Ainda assim, eu acabo rindo do jeito adorável de meu marido. Sua expressão confusa e a tentativa de assumir o controle da situação fazia com que eu

— Se me colocar no chão, eu ensino o caminho. – Respondo e ele me encara insatisfeito. Deixo um beijo em sua bochecha e abro um fraco sorriso, deixando claro que eu estava melhor. – Não se preocupe. Eu já estou melhor. Apenas não quero lidar com a minha família nesse momento.

Após um suspiro frustrado, Shawn me coloca no chão assim como eu havia pedido e retira o seu casaco. Ele me encara com seriedade e tudo o que me resta é vestir o agasalho. Em seguida, ele entrelaça sua mão na minha e me permite guiá-lo pelas ruas próximas a minha casa até a região onde poderíamos pegar um táxi.

Felizmente, meu marido não insiste em manter um diálogo, respeitando o meu momento de esfriar a cabeça, sem cobranças de explicações ou repreensões. Eu sabia que havia extrapolado os limites e me deixado levar pelas minhas emoções. Também estava ciente de que bater em Madison foi infantil e inconsequente de minha parte, mas a verdade é que eu não me arrependia. Teria feito agido da mesma forma se pudesse voltar no tempo.

Assim que o primeiro táxi passa por nós, Shawn acena e abre a porta para que eu entrasse, assim que o veículo para a nossa frente. Ele entra logo em seguida, cumprimentando o motorista.

— Qual é o destino? – Pergunta o taxista, observando-nos colocar o cinto de segurança.

Shawn parece ponderar a pergunta por alguns instantes, encarando-me pensativo. Eu apenas dou de ombros, sem realmente me importar para onde iríamos. A verdade é que eu me sentia aliviada por simplesmente ir para longe de casa. Qualquer lugar era bom o bastante para mim.

— A praia de Golden Gardens Park, por favor. – Pede Shawn, surpreendendo-me com sua escolha.

— Como desejarem. – Responde o motorista, partindo ao destino solicitado.

— Golden Gardens Park? – Repito, encarando meu marido com curiosidade. Ele assente, aproximando-se para passar seu braço por cima do meu ombro e me trazer para mais perto de si. Aconchego-me em seu peito e ele deixa um beijo em minha testa. – Como conhece esse lugar?

— Eu pesquisei. Soube que é um parque com uma praia de areia fofa bastante agradável e que o pôr-do-sol é encantador. Clint também me contou que há um restaurante com uma comida deliciosa por lá. Como não almoçamos, imaginei que acabaríamos com fome, então é o lugar ideal para irmos para esquecer nossos problemas e aproveitar nossa lua de mel. – Explica meu marido, acariciando meu rosto.

— Meu marido é mesmo um homem confiável. – Comento, intensificando o aperto em torno de sua cintura. Ele solta uma risada anasalada e eu acabo deixando um bocejo escapar.

— Por que não dorme um pouco? Você não dormiu nada na noite passada e fizemos uma longa viagem. Não é tão surpreendente assim que esteja cansada. – Comenta Shawn, iniciando um relaxante cafuné em minha cabeça. Bocejo mais uma vez. – A viagem vai demorar, de qualquer forma. Estamos do outro lado da sinal e na hora do rush.

— Eu não quero dormir. – Sussurro, lutando para manter os olhos abertos.

Era estranho que depois de tudo, eu estivesse tão relaxada ao ponto de querer pegar no sono. Mas com o aroma envolvente da blusa de Shawn, junto ao calor de seus braços em volta de mim e o carinho recebido em minha cabeça, não demora muito para que eu perca a batalha, ouvindo apenas o sussurro de “bons sonhos” de meu marido antes de me entregar ao sono profundo.

Não sei ao certo por quanto tempo eu dormi, mas quando volto a acordar, Shawn já havia pagado o taxista e nos encontrávamos no estacionamento próximo a uma reserva florestal. Assim que descemos do táxi, sinto uma gélida brisa atingir meu rosto e o aroma de brisa marinha embriagar-me.

— Faz anos que não venho aqui. Eu costumava vir muito com a minha mãe quando criança para fugir dos meus irmãos recém-nascidos. – Comento, enquanto nos aproximamos de mãos dadas da reserva. – Era um dos poucos momentos em que minha mãe e eu nos entendíamos.

— Deveriam aproveitar o tempo em que estamos aqui para repetir a dose.

Sugere Shawn e eu dou de ombros, duvidando que realmente voltaríamos a fazer algo assim, depois de tantos anos. Meu marido parece notar meu desanimo e me puxa para mais perto, passando o braço por cima dos meus ombros. Entrelaço nossas mãos novamente e o observo pelo canto do olho.

— Estou realmente ansioso para ver o pôr-do-sol e observar as estrelas. Dizem que é uma visão espetacular. – Comenta Shawn, mudando de assunto.

— É realmente incrível. As pessoas gostam de fazer fogueira e ficar cantando ao redor. – Afirmo, relembrando das vezes em que estive na praia até o anoitecer. – As estrelas brilham aqui mais do que em qualquer outro lugar de Seattle.

Adentramos a floresta e não demora muito para ver a areia e ouvir as ondas do mar. Retiramos nossos calçados e passamos a andar pela praia em um confortável silêncio, aproveitando a visão deslumbrante do céu nublado e das poucas pessoas que se divertiam fazendo algum esporte na areia ou realizando piquenique em família próximo do mar.

Nós encontramos um tronco de árvore que servia como um banco mais afastado das pessoas e nos sentamos para observar o mar. Shawn coloca nossos calçados no canto do tronco e sorri, abraçando-me. Permanecemos assim até que um suspiro cansado escapa de meus lábios.

— Você está bem? – Indaga meu marido, encarando-me com preocupação.

— Estou. É só que... – Suspiro mais uma vez e observo o mar. – Esse encontro em família foi um verdadeiro desastre. Eu acabei me deixando levar pelas provocações de Madison e ela não vai perder a chance de se fazer de vítima. Todos vão me encarar como a vilã e farão essa semana um verdadeiro inferno.

— Podemos ir para Miami amanhã mesmo, se for o que você desejar. – Afirma Shawn com seriedade. Desvio o olhar do mar para encarar meu marido e me surpreendo ao ver que ele parecia estar dizendo a verdade.

— Mas você disse que não podíamos fazer isso. – Resmungo, relembrando o quanto eu tinha insistido para irmos direto para Miami, ao invés de passar uma semana conturbada com minha família.

— As coisas mudaram um pouco. Não quero forçar você a estar em um ambiente em que não se sente à vontade. Tenho certeza de que seus pais vão entender. – Conta Shawn, dando um fraco sorriso. Ele coloca uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha e acaricia minha bochecha.

— E a história sobre ser importante passar um tempo com a minha família, por mais difícil que ela seja? – Indago, observando os lindos olhos azuis de Shawn. Ele ri e entrelaça nossas mãos.

— Eu sou a sua família agora, Hills. – Responde meu marido, dando aquele sorriso confiante. – É claro que seus pais, tios, primos e avós sempre serão seus familiares, mas desde o momento em que nos casamentos, você se tornou a minha família e eu a sua. Nós prometemos estarmos sempre juntos, certo? Seja na alegria, tristeza, saúde ou doença, eu sempre estarei ao seu lado. Eu te amo, Hillary Leblanc Kennedy.

— Eu te amo. – Sussurro emocionada e não demoro a sentir os lábios doces e calorosos de Shawn sobre os meus, iniciando um beijo intenso, que me fazia sentir que a partir daquele momento, eu nunca estaria sozinha.

Notas finais
Madison Hamm: https://i.pinimg.com/564x/51/86/bc/5186bcd6bedeb0c54bf0659e2bb762c7.jpg Grace Hamm: https://i.pinimg.com/564x/cd/a9/aa/cda9aae7eaea6cbfcd9e897cdd9cc99d.jpg oOo Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/DQH6eBvDIKuGz921wxomJC Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646 Instagram: @_cupcakesdalara