Sem Tempo para o Amor

12 Casamento em Vegas


Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! Inúmeros imprevistos aconteceram e eu acabei postando atrasada. Mas enfim, aqui estou com um super capítulo para compensar vocês. Eu quero agradecer demais a 4ever Happy pelo lindo comentário no capítulo passado. Espero de verdade que goste do capítulo. E peço que LEIAM AS NOTAS FINAIS! Boa leitura...

SEM TEMPO PARA O AMOR

CAPÍTULO XI – CASAMENTO EM VEGAS

Nada parecia fazer sentindo a minha volta. Eu estava ciente de que tinha extrapolado no álcool e que estava acompanhado de Hillary enquanto tropeçávamos para subir a pequena ponte que levava até a capela de telhado azul, paredes brancas e um relógio de torre em pedras. A noite estava quente e eu não fazia ideia de que horas eram ou como conseguimos chegar naquele lugar.

— Vamos nos casar! – Comemora Hillary, assim que conseguimos entrar na capela. – Ei! Tem alguém aqui? Nós queremos nos casar!

Meu coração acelera ao ouvir a animação de Hillary ao proferir as palavras referentes ao nosso casamento. Eu nunca pensei de fato em me casar. Sendo sincero, provavelmente nunca faria isso se estivesse com todas as minhas faculdades mentais comprometidas. Hillary e eu não nos conhecemos muito bem, ainda que nossos melhores amigos sejam casados e que já tivéssemos vivido aventuras intensas juntos por causa de Clint e Natasha.

Ainda assim, eu não podia negar que desde que fui salvo pela linda mulher do caminhão desgovernado, alguma coisa dentro de mim havia mudado drasticamente. E durante todos esses meses que se sucederam, eu tentei ignorar esse sentimento avassalador que se espalhava e se aprofundava dentro de mim. No entanto, ter me encontrado com Hillary em Las Vegas e ter experimentado de seu beijo havia sido como a explosão de um átomo. Foi como se meu corpo tivesse sofrido um cataclismo cósmico inigualável, semelhante ao que o Universo sofreu em sua criação. Mágico e arrebatador o bastante para que não parecesse tão errado assim me casar com a linda mulher que segurava minhas mãos com tanta firmeza.

— Sejam bem-vindos a Graceland Wedding Chapel. – Uma mulher de cabelos encaracolados castanhos, olhos esverdeados e roupas sociais nos recebe com um sorriso contido. – Eu me chamo Jocelyn Brendon e sou a secretária da capela. Em que eu posso ajudá-los?

— Nós queremos nos casar. – Insiste Hillary, puxando-me para mais perto.

— Isso! – Concordo, porque eu não sabia bem o que dizer.

— Que notícia maravilhosa. – Comenta a mulher, encarando-nos com interesse. – E vocês já possuem a licença de casamento?

— Licença de casamento? – Repito, confuso. – O que é isso?

— Para que possam se casar em Las Vegas, é necessário que vocês compareçam ao Departamento de Licença de Casamento para solicitar o Marriage License, que é uma licença para realizar a cerimônia de casamento. O documento é expedido imediatamente no referido departamento. Com essa licença em posse, vocês podem se casar em qualquer capela de casamento aqui em Las Vegas. – Explica Jocelyn, pegando um panfleto para nos entregar. – O departamento funciona até a meia-noite e vocês não precisam se casar no mesmo dia. A licença tem validade de até um ano.

— Mas queremos nos casar hoje. – Resmunga Hillary, apoiando-se em meu braço. Abaixo um pouco meu rosto e sorrio ao notar a nossa diferença de altura. Eu gostava do fato de o topo de sua cabeça ser na altura da minha boca. Naturalmente sentia o aroma suave e envolvente de seu xampu.

— Nesse caso, vocês têm trinta minutos para chegarem ao Departamento de Licença de Casamento e solicitar a licença de vocês. – Responde a secretária, sorrindo prestativa. Ela faz sinal para que nós a seguíssemos e vamos até o lado de fora da capela. Jocelyn aponta para a avenida. – Felizmente, o departamento fica próximo daqui. Só precisam seguir por essa avenida principal e seguir por quatro quarteirões, virar à esquerda e depois a direita. Vocês verão um prédio bege rosado. Se pegarem um táxi agora, devem chegar em no máximo dez minutos.

— Então vamos lá! – Digo, apertando a mão de Hillary. Ela abre um largo sorriso e assente freneticamente.

Deixamos a capela em meio a tropeços e risos sem sentido, buscando algum táxi que pudesse nos levar ao departamento informado por Jocelyn. E quando finalmente conseguimos chegar ao local, pedimos para o taxista nos esperar e entramos no prédio. Um segurança no local nos orienta a buscar uma senha para sermos atendido. Nós nos sentamos em um dos bancos do departamento, ainda rindo sem nenhum motivo aparente.

— Sabe, Shawn, você é... – Ela ri e tenta ajeitar a alça de sua bolsa que continuava a cair de seu ombro. – Completamente diferente do que eu imaginei que você seria.

— E... – Soluço, sentindo o mundo girar um pouco. Por algum motivo, isso parece realmente engraçado para mim. Viro meu rosto e encaro as lindas galáxias que são os olhos da garota. – E o que pensou que eu seria?

— Não... sei. – Ela acaricia meu cabelo com fascínio. Hillary sorri e se aproxima mais para continuar a mexer em meu cabelo, bagunçando-o ainda mais. – Seu cabelo é tão macio. Parece... parece algodão.

— Você tem um cheiro muito bom. – Comento, inspirando o perfume que invadia meu olfato, enquanto ela brincava com o meu cabelo. – Você vai mesmo se casar comigo? A Carol disse que ninguém nunca me amaria.

— Carol é uma grande... vadia! – Grita Hillary de repente, assustando os dois casais que estavam próximos a nós. A modelo e espião se afasta e aperta meu rosto, levando-o para perto do dela. Seus olhos se fixam no meu. – Eu vou me casar com você, Shawn Kennedy. Irei me tornar a sra. Kennedy. Hillary Leblanc Kennedy não parece soar bem?

— Parece. – Murmuro com as bochechas pressionadas. Ela ri e deixa um selinho em meus lábios. Suspiro e a beijo mais uma vez, sem conseguir esconder o quanto eu já havia me tornado dependente de seus lábios, mesmo os conhecendo a tão pouco tempo.

— Você é fofo, Shawn. – Comenta Hillary, voltando a se sentar ao meu lado. Ela pega minha mão e entrelaça nossas mãos, sorrindo com aquela doçura que faz meu coração errar as batidas pelo que deveria ser a centésima vez apenas naquela noite. Ela encosta sua cabeça em meu ombro. – É confortável estar com você.

Abaixo meu rosto para encarar Hillary e ela parecia realmente confortável naquela posição desengonçada nos bancos de metal em que estávamos sentados. Sorrio e suspiro, passando o braço por cima dos ombros de Hillary, enquanto encosto meu queixo no topo de sua cabeça. E talvez fosse por estar com um teor elevado de álcool no sangue, mas era realmente confortável estar com Hillary, ainda que seja em uma posição extremamente desconfortável.

— Senha quarenta e cinco. – Grita a atendente e somente nesse momento, noto que os casais a nossa frente já haviam sido atendidos.

— Nossa vez! – Comemora Hillary, levantando-se de forma estranha. Ela me encara com uma careta estranha e depois ri, puxando-me pela mão. – Vamos nos casar, Shawn!

— Sim! – Concordo, compartilhando daquele mesmo sentimento de euforia.

Nós andamos em meio a tropeços até o balcão onde uma mulher de meia idade e expressão exausta nos esperava. Ela nos encara por alguns instantes, com seus grandes olhos azuis repletos de julgamento. Ela provavelmente sabia que estávamos embriagados e se questionava se devia falar alguma coisa ou não.

— Deixa-me adivinhar. Vocês querem uma licença para se casarem em alguma capela aqui de Las Vegas. – Comenta a mulher com tédio.

— Isso... Bertha. – Respondo, encarando seu crachá.

— Queremos nos casar hoje! – Grita Hillary, jogando-se sobre mim, gargalhando animada. – Eu irei me tornar a sra. Kennedy, Bertha.

— Nossa, que incrível. – Ironiza Bertha, com seu olhar entediante. Ela suspira e parece ser ainda mais entediada. – Seguindo os protocolos legais e o código de conduta do Departamento de Licença de Casamento, antes de dar o Marriage License eu devo confirmar que vocês estão sóbrios o bastante para terem certeza de que querem mesmo se casar.

— Nós queremos nos casar. – Afirmo tentando mostrar toda a nossa certeza, mas eu tinha certeza de que minha forma de falar deixava claro que estávamos longe de estarmos sóbrios.

— E nós não estamos bêbados. – Garante Hillary, rindo de forma escandalosa. – A gente quer se casar, Bertha.

A mulher nos encara com tédio e desvia o olhar para o relógio que havia na parede do outro lado da sala. Ela suspira e volta a nos observar, como se estivesse pensando se era mesmo uma boa ideia nos dar a licença para nos casar. Hillary e eu correspondendo ao olhar com expectativa.

— Quer saber? Meu expediente termina em dois minutos. Não sou eu que vou ficar tentando colocar juízo na cabeça de adultos embriagados. Vocês que se responsabilizem pelos atos de vocês depois que acordarem de ressaca e se questionando o que significa o anel no dedo dos dois. – Resmunga Bertha, mal-humorada. – Preciso do documento de identificação de vocês e que paguem a tarifa de setenta e sete dólares em dinheiro. E preencham esse formulário nos pontos marcados com “x”.

A mulher entrega uma folha com uma caneta. Puxo minha carteira do bolso da calça e Hillary pega os documentos que estavam em sua bolsa. Trocando sorrisos idiotas com a linda mulher ao meu lado, entrego meus documentos e o dinheiro a Bertha. Com dificuldade, preencho o formulário que ela entregou. Provavelmente, eles não entenderiam a minha letra, mas Bertha não parecia se importar.

— Aqui está. – Ela entrega um papel que imaginei ser o Marriage License.

— Agora estamos casados, Shawn? – Questiona Hillary, apoiando-se contra meu corpo.

— Não. Vocês apenas receberam uma permissão do Estado para que possam se casar. Precisam oficializar a união em qualquer templo religioso reconhecido de Las Vegas. – Responde Bertha, entediada. Ela se levanta de sua cadeira e faz sinal para que fossemos embora. – Saiam daqui. Eu tenho um filho pequeno me esperando em casa e eu não estou a fim de pagar hora extra para a babá. Boa sorte no casamento.

— Vamos voltar para a capela, Shawn! – Pede Hillary, dando pulinhos e quase acaba caindo no processo. Seguro-a e ela ri, apertando meus pulsos para se equilibrar. – Vamos logo, Shawn!

— Certo, certo. – Concordo, rindo. Viro-me para agradecer Bertha, mas ela já tinha desaparecido. – Vamos torcer para que o taxista ainda esteja esperando pela gente lá fora.

Saímos do departamento com a licença de casamento em mãos e eu me questionava o motivo de minhas pernas estarem tão instáveis. Eu não sabia muito bem o que se passava em minha mente. Aos poucos, eu já não sabia mais o que eu estava falando. Ainda assim, eu me sentia tão incrível e feliz por ter Hillary ao meu lado. Ela continuava tão linda e brilhante. A mais bela e calorosa estrela.

— Hillary! Hillary!

Alguns homens com câmeras aparecem quando deixamos o prédio do Departamento de Licença de Casamento. Paramos de andar e vemos que eles carregavam câmeras, tirando fotos nossa. Hillary ri e passa a pousar comigo. Encaro-nos confuso.

— Hillary, quem é esse homem que está acompanhando você? – Pergunta um dos homens, aproximando-se mais de nós.

— Esse é Shawn Kennedy, meu marido. Quer dizer, a gente vai se casar daqui a pouco vamos nos casar. – Responde Hillary de maneira embolada. Ela então beija a minha bochecha e me abraça.

— Shawn Kennedy não foi o homem que você salvou no acidente de alguns meses atrás? – Indaga outro homem, tirando fotos nossa.

— Sim. Ela salvou a minha vida e me deu uma nova chance de viver. – Respondo, afastando-me de Hillary para pegar em suas mãos. Ela sorri daquela maneira encantadora, que fazia meu coração acelerar. – E é por isso que eu usarei essa nova vida que ela me deu para me dedicar por completo a fazê-la feliz.

— Ah, Shawn. Você é tão amável. – Sussurra Hillary, parecendo emocionada. Ela pula, puxando meu pescoço em sua direção, e me beija com uma intensidade envolvente.

Aperto sua fina cintura, completamente dominado por aquele sentimento avassaladora que me fazia perder o ar. Nossas bocas se perdiam de forma lasciva. Suas delicadas mãos se misturam em meu cabelo, puxando os fios com dolorosa e sensualmente. Suspiro, sentindo Hillary me tirar a razão e iniciar um incêndio dentro de mim.

Era realmente incrível o efeito de seu beijo sobre mim. Isso me fazia lembrar as palavras de minha mãe que sempre me alertava que o amor é algo tão genuíno, que não se cobra nada em troca, apenas se dá, e não importa o que ganhará em troca, porque apenas pelo fato de você estar compartilhando deste sentimento o universo estará conspirando a seu favor. Que um simples toque era capaz de nos mostrar que a pessoa com quem estamos é quem nós desejamos ter ao nosso lado até o fim de nossas frágeis e preciosas vidas.

Eu costumava duvidar daquele pensamento. Como poderíamos decidir algo tão complexo quanto passar a maior parte de sua vida ao lado da pessoa com apenas um toque? Mas agora, aqui estou eu, compartilhando desse mesmo sentimento.

Ao me afastar de Hillary e encarar seus hipnotizantes olhos de galáxia, eu sentia cada átomo de meu corpo atraído pela mulher. Meu estômago se revirava apenas com a ideia de tê-la como esposa. E isso era tão irreal que mesmo com as palavras saindo de sua boca e a licença de casamento em minhas mãos, tudo parecia não passar de um sonho muito bom que eu estava vivendo.

— Vamos para a capela! Vamos nos casar! – Informa Hillary, puxando-me pela mão até o táxi que estava estacionado a nossa espera.

Os homens que tiravam fotos e nos questionavam vem logo atrás. Informamos ao taxista sobre o nosso desejo de retornar ao ponto de partida e não demoramos muito a seguir em direção a linda capela que havia nos recepcionado algum tempo atrás. Hillary cantarolava animada a marcha nupcial, enquanto me abraçava e fazia desenhos circulares em meu peito com os olhos brilhando em expectativas.

Assim que o carro para de frente a capela de telhado azul, Hillary é a primeira a sair. Pago o taxista, sem nem mesmo ter noção de quanto dinheiro eu havia entregado ao homem. Novamente, Hillary e eu somos abordados pelos estranhos que nos encontraram de frente ao departamento e, para nossa surpresa, eles haviam trazido mais amigos. Naquele momento, nós estávamos tão alterados, que nem mesmo nos importávamos com a presença deles.

Entramos na capela, sendo acompanhado pelos homens com as câmeras e assim como fizemos na primeira vez, Hillary anuncia em alto e bom som que estávamos ali para nos casar e que dessa vez, estávamos com a Marriage License, assim como solicitado. Não demorou muito para que Jocelyn aparecesse novamente com aquele sorriso gentil e animado, como se realmente estivesse feliz em nos ver.

— Muito bem. Agora que possuem o Marriage License, vocês apenas precisam pagar a taxa da capela que dá direito as alianças da cerimônia e podemos iniciar a cerimônia. O celebrante de vocês será o nosso amado rei, Elvis Presley! – Responde Jocelyn com animação. Hillary ri e bate palma, como se estivesse realmente impressionada com o nosso celebrante.

— Vamos então! – Adiantasse Hillary, puxando-me para entrar na capela.

— Espere. Você não pode se casar assim. – Respondo alarmado ao me lembrar de um detalhe importante.

— Assim como? – Pergunta Hillary, confusa.

— Vestida desse jeito. Minha mãe sempre disse que o sonho de toda mulher é se casar com um bonito vestido de noiva. – Explico, preocupado com o fato de Hillary se sentir decepcionada depois.

— Mas eu não tenho vestido de noiva comigo. Não posso me casar com essa roupa? É branco... – Ela encara a própria roupa e ri. – Ou quase. – Hillary aponta para a blusa branca com uma mancha vermelha, assim como seu short jeans curto claro. – Acho que não tem problema, Shawn.

— Quando você pensava em se casar, você não imaginava o seu vestido de casamento? – Indago, encarando Hillary com preocupação.

— Bem... sim, mas...

— Então precisamos de um vestido de noiva. – Afirmo, encarando Jocelyn.

— Se é o que desejam, nós temos alguns vestidos de noiva aqui para vocês comprarem. Não são os mais bonitos, mas ao menos poderão realizar o desejo de se casarem com as roupas tradicionais. – Comenta a secretária, sorrindo. Assinto, concordando.

— Então eu quero o vestido de noiva mais bonito de todos! – Responde Hillary, pegando no braço de Jocelyn, enquanto a arrasta pelo braço sem nem saber para onde ia.

Uma nova pessoa apareceu, conduzindo-me para escolher o meu terno de casamento. Assim que termino de me vestir, sou informado que Hillary havia escolhido a roupa dela e que já estava pronta para entrar. Realizo o pagamento da compra das roupas e da cerimônia e me posiciono de frente ao celebrante vestido de Elvis Presley.

— Você parece nervoso. – Comenta o homem humorado. Desvio o olhar dos estranhos que estavam sentados nos bancos da capela com câmeras e me viro para o celebrante. – Não quer se casar?

— Eu quero! – Afirmo com confiança, mas logo me encolho. – Mas e se ela não quiser mais se casar comigo?

— Ela parecia bem determinada a se casar com você. Não acho que ela mudaria de ideia tão fácil assim. – Responde o Elvis de mentira, sorrindo com sinceridade.

— Você é casado, Elvis de mentira? – Questiono e ele ri, parecendo se divertir com a minha pergunta. Eu o encaro ainda mais confuso.

— Sim. Com a mesma mulher há quase trinta anos. Longos e maravilhosos vinte e nove anos. – Conta o Elvis, sorrindo nostálgico. – Nós também nos casamos aqui em Las Vegas. Foi um casamento maluco, mas que de alguma forma acabou dando certo.

— Mesmo? – Pergunto e ele assente, concordando. – E a sua esposa não se arrependeu depois?

— Sendo sincero, ela ficou louca pela manhã. Não conseguia se lembrar de nada e estava surpresa com o anel em seu dedo. Foi uma ideia impulsiva. Mas depois, ela percebeu que realmente me amava e que eu era completamente louco por ela. Então, decidimos tentar de tudo para fazer dar certo. O resultado foi duas lindas filhas e um neto amoroso que adora a minha versão de Elvis Presley. – O homem sorri e faz sinal para que eu olhasse para frente. – E a forma como ela está sorrindo para você nesse momento me faz acreditar que vocês se amam e que esse casamento só depende da determinação de vocês para dar certo.

Viro-me para encarar a entrada da capela e no mesmo instante, a marcha nupcial se inicia. Arfo ao ver Hillary com seu vestido de noiva e um buquê de girassóis em mãos. Apesar do modelo ultrapassado amarelado e de renda, do buquê evidentemente falso e do cabelo preso de qualquer jeito em um coque malfeito, ela estava radiante.

Hillary sorria e a cada passo dado em minha direção, mais meu coração se apaixonava por ela. Aproximo-me e estendo minha mão. Ela a pega e me encara com nervosismo. Nós nos aproximamos do Elvis de mentira e ele inicia a celebração. Eu não conseguia parar de olhar para Hillary. Nem mesmo ouvia o que o nosso celebrante inusitado dizia. Meus olhos estavam completamente rendidos a beleza da mulher que conseguia ser deslumbrante até mesmo vestindo um vestido de babados, renda, flores simples e uma faixa branca que parecia ter sido colocada de última hora.

— Shawn Kennedy e Hillary Leblanc, vocês estão de acordo com a celebração dessa cerimônia e confirmam estar aqui por livre e espontâneo desejo de se casarem? – Indaga o celebrante e eu finalmente o encaro.

— Sim. – Respondemos Hillary e eu juntos.

— Muito bem. Então vamos aos votos de casamento. – Continua o Elvis de mentira. Ele se vira para mim e sorri. – Shawn, que tal dizer seus votos de casamento? Ou prefere que eu dite o modelo tradicional?

— Eu quero dizer os meus. – Respondo e ele assente, entregando o microfone para que eu declarasse os meus votos de casamento. Hillary coloca seu buquê no chão antes de pegar em minhas duas mãos e me observar com aquele ar envolvente.

— Hillary, Bernhard Riemann teorizou que a função zeta preveria a distribuição de número primos. Depois disso matemáticos do mundo todo passaram cento e cinquenta anos tentando comprar essa ideia. Mesmo algo como ondas gravitacionais, que começaram como uma hipótese de Einstein, foram observadas cem anos depois. Alguns dos princípios mais científicos do mundo são apenas comprovados depois de um instinto de alguém. Comparado a você, talvez eu não saiba nada sobre relacionamentos ou interações sociais, afinal, eu sou um completo nerd que se isola do mundo por medo de se machucar, mas pretendo passar a vida inteira para provar que esse amor que sinto por você é real. Você não casa porque o amor é provado. Você se casa para provar o amor. E é isso que eu quero ao seu lado, Hillary. Provar do amor e o motivo de todos parecerem tão felizes com a ideia de casamento.

Então, a partir de agora, tudo o que me deixar feliz, você será a primeira a saber. Se algo triste te acontecer, eu carregarei isso com você. Vamos compartilhar, dar apoio um ao outro. Eu espero que a gente seja o tipo de casal que é capaz de superar as dificuldades juntos, sendo melhores amigos, companheiros e eternos namorados. Prometo que não irá se arrepender por ter me escolhido. Que farei você ter orgulho de se casar comigo e que nunca vai se cansar de mim.

Você é a minha estrela brilhante, Hillary. A mais bela de todas e a que eu nunca me cansarei de observar e cuidar. Na saúde ou na doença, prometo te amar e te respeitar. Afinal, a partir de agora, para todo e sempre, nós seremos marido e mulher. Eu prometo que farei o meu melhor para te fazer a mulher mais feliz do mundo.” – Encerro meus votos e posso ver os olhos de Hillary cheios de lágrimas.

— Que romântico. – Comenta o Elvis, parecendo surpreso. Ele se vira para Hillary e a encara com curiosidade. – Hillary, gostaria de recitar seus votos ao seu futuro marido assim como ele fez ou prefere que eu dite os votos tradicionais e você os repitas?

— Eu quero fazer os meus votos. – Afirma a modelo, limpando as lágrimas dos olhos. Shawn, você é tão inteligente que eu tenho medo de parecer estúpida ao abrir a boca perto de você. Seu cabelo é macio e muito bom de acariciar. E eu adoro a forma como seus olhos brilham ao falar sobre coisas do espaço. Eles são tão bonitos e doces, assim como você. Desde a primeira vez que nos encontramos, eu disse a mim mesma que não me aproximaria de você de novo. Que nunca seriamos nem mesmo seríamos capazes de sermos amigos com tamanha diferença de humor e personalidade.

E então tivemos Clint e Naty. O casal mais estranho, excêntrico e incomum que eu conheço. Eles nos fizeram conviver praticamente todos os dias por um mês. Ainda assim, sempre parecia ter uma barreira entre nós, então voltamos a nos separar após a festa de ano novo e casamento deles. Mesmo que o marido de minha melhor amiga fosse o seu melhor amigo, nós raramente nos encontrávamos e quando ocorria, no máximo que acontecia era a troca de cumprimento.

Achei que permaneceríamos assim para sempre. Mas tudo mudou depois do acidente. Você foi tão gentil e seu sorriso era tão bonito quando veio falar comigo no hospital. E coincidentemente, voltamos a nos encontrar aqui em Las Vegas. Novamente, fui surpreendida ao me dar conta de que você era completamente diferente do que eu pensava.

Você é tão incrível e doce e fofo e lindo e perfeito para mim. E é por isso que eu devo me casar com você. Então seguindo os seus votos, eu prometo ser fiel, te amar e te respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.” – Declara Hillary com o rosto manchado pelas lágrimas. Sorrio emocionado e limpo seu rosto com carinho. – Eu te amo, Shawn Kennedy.

O Elvis de mentira nos estende uma cesta com alianças estranhas. Pego a aliança de Hillary e coloco em seu dedo anelar esquerdo, enquanto ela faz o mesmo com o meu dedo. Sorrimos, ansiosos para finalmente oficializar aquele casamento.

— Então, diante do poder que foi concedido a mim, eu vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.

E então nossos lábios se chocam de forma eufórica e faminta. Com minhas mãos em sua cintura e nuca, eu saboreava suas reações e entrega ao beijo. Eu queria mais. Queria saborear mais do sabor de Hillary. Queria ter a certeza de que tudo não era apenas um sonho e de que de fato eu tinha aquela linda mulher como minha esposa. Assim, ansiando termos a nossa lua de mel, eu me afasto, pronto para levá-la para o hotel.

— Shawn, espere um pouco. Os padrinhos precisam assinar a certidão de casamento para que a cerimônia seja oficializada. – Informa o Elvis de mentira, quando eu pego a mão de a Hillary e a puxo para irmos embora.

— Padrinhos? – Pergunto, confuso.

— Sim. Eles são a testemunha do casamento de vocês. – Informa o celebrante e Hillary me encara com preocupação.

— Natasha não está aqui. – Responde a garota, desanimada.

— Nem Clint. – Murmuro, chateado. Sorrio então ao lembrar que ele pelo menos estava na cidade. – Eu vou ligar para ele.

— Isso! – Hillary se alegra. Apesar de não termos o casal completo, ter Clint era melhor que não ter ninguém.

— Droga! – Resmungo ao ver que o celular não ligava. – Está descarregado.

— Droga! – Repete Hillary, desanimada. – E agora?

Olho em volta e vejo que a capela continuava cheia daquelas pessoas desconhecidas com câmeras apontadas para nós. Em minha mente alterada pela bebida, eles eram as pessoas que estavam tirando foto da cerimônia. Aquelas pessoas também pareciam felizes pelo nosso casamento.

— Por que não chamamos eles? – Pergunto, apontando para um casal que estava bem na primeira fileira de bancos da capela.

— Boa ideia. – Responde Hillary, puxando-me até o casal, que nos encaravam com curiosidade. – Sejam nossos padrinhos.

— O quê? – Balbucia a mulher sentada com os olhos arregalados.

— Sejam nossos padrinhos. Você e ele. – Insiste Hillary, apontando para o rapaz que estava ao lado da mulher de cabelos loiros.

— Precisamos de padrinhos de casamento para nos casarmos de verdade. Sejam os nossos padrinhos. – Explico ao casal que se encaram surpresos.

— A gente? Padrinho de casamento de vocês? Por que logo a gente? – Indaga o homem, recuperado do susto.

— Porque não temos padrinhos de casamento. – Responde Hillary como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. – Sejam nossos padrinhos de casamento. Por favor... Qual é o nome de vocês mesmo?

— April. – Responde a mulher, parecendo não acreditar em nosso pedido.

— Peter. – Informa o homem, incerto sobre o que deveria fazer.

— Certo. April e Peter, por favor, sejam os nossos padrinhos. – Peço e depois de uma rápida troca de olhares, eles concordam.

A certidão de casamento é assinada e tiramos algumas fotos com nossos padrinhos. Respondemos algumas perguntas e quando finamente temos em mãos a nossa comprovação de que estávamos casados, Hillary e eu seguimos para o hotel, ansiosos para consumar o nosso casamento.

[...]

Com Hillary em meus braços assim como ocorreu quando ela estava completamente embriagada, entro em minha suíte. No entanto, dessa vez, a linda mulher estava acordada e com os olhos parecendo em chamas. Sorrio e a coloco em minha cama. Afasto-me apenas para fechar a porta, mas sou surpreendido pela presença dela atrás de mim assim que me viro para retornar a cama.

Sem dizer nada, Hillary fica na ponta dos pés e abraça meu pescoço. Sorrindo com malícia, ela me beija de maneira ardente e com total controle da situação. Os lábios entreabertos pressionaram os meus eroticamente. Sua língua tocava, serpenteava, acarinhava e provocava a minha, trazendo a promessa de algo mais doce e enlouquecedor.

Seus dedos deslizam pelos meus cabelos, enquanto o arco de seu pé deslizava pela minha panturrilha, instigando-me. Um desejo intenso percorreu aquela região, tomou conta de todo o meu corpo e quase me fez perder o equilíbrio.

Ela se afasta e me fita diretamente, como se estivesse lendo meus olhos. Os lábios dela brilhavam, a respiração estava irregular e seus olhos demonstravam o lampejo da mesma fome que eu sentia. Assim, afundo minha mão na nuca de Hillary e inclino a cabeça dela para o lado, beijando-a com ainda mais luxuria.

Enquanto minha boca se deleitava com a dela, damos alguns passos em direção a cama. Assim que chegamos, joga-a e a observo por alguns instantes. Mesmo com aquele vestido terrível para alguém do mundo da moda, ela estava tão sexy e intrigante.

Beijo seu rosto e queixo. Em seguida, meus lábios percorreram o pescoço e inspiro seu delicioso perfume. Hillary arqueia as costas e suspira longamente. Ainda deliciando-me do sabor de sua pele sensível, deslizo minhas mãos por suas costas até encontrar os botões de seu vestido. Suspiro por ver que teria que desabotoar vários. Eu não confiava em minha coordenação motora nesse momento.

— Algum problema, marido? – Sussurra Hillary com o tom de voz provocante. – Não é capaz de lidar com alguns botões?

— Ah, eu com certeza posso lidar com isso. – Respondo, virando seu corpo na cama. Ela arfa diante de minha ação repentina e me encara por cima do ombro em desafio. Afasto seus cabelos e passo a desabotoar calmamente cada um deles, aproveitando-me para beijar a pele nua de seu ombro.

— Rápido. – Sussurra, apressada. Rio contra sua pele e posso ver seu corpo estremecer. Ela choraminga. – Por que está me torturando assim?

— E qual seria a graça de apressarmos as coisas? – Sussurro contra seu ouvido. Passo a língua de leve pelo lóbulo de sua orelha esquerda e deslizo pelo pescoço, mordiscando a pele sensível delicadamente.

— Shawn... – Hillary suspira em um misto de sofrimento e prazer. – Não seja tão mal comigo.

Sorrio e finalmente desabotoo todos os mais de dez botões. Retiro o vestido com expectativa e a viro para mim mais uma vez. Hillary usava uma lingerie branca de renda que a deixava incrivelmente sensual. Sinto um calor em minha virilha.

— Você é linda. – Sussurro, voltando a beijá-la com excitação.

Hillary suspirava e se remexia em meus braços, enquanto minhas mãos deslizavam pelos seus joelhos e coxas até alcançar o elástico de sua calcinha. Afastamo-nos e voltamos a nos encarar, em uma conversa silenciosa. Eu a amava como nunca fui capaz de amar qualquer mulher. Eu a desejava como nunca desejei ninguém antes. Eu queria me afundar nela e nos unir de forma carnal e espiritual.

— Eu te quero tanto. – Murmura Hillary, com as pernas entrelaçando minha cintura. Suas nádegas vão de encontro a minha pélvis e eu sinto o ar desaparecer por alguns instantes. E a situação piora quando a mulher passa a se mexer, enquanto exibi uma expressão nada pura, mordendo o lábio inferior. – Parece que alguém está tão animado quanto eu.

— Como você pode ser o meu inferno e o meu paraíso? – Questiono, arfando em seguida com um movimento mais ousado de Hillary.

Ela me beija e eu sinto como se ela quisesse me devorar e sem saída, acabo me deixando derreter no desejo quente e atordoante. O beijo passou a se tornar cada vez mais voraz, enquanto minhas mãos a tocavam, acariciavam moldavam seu corpo, causando-lhe remores. Ela então passa a desabotoar minha calça e a puxa para baixo. De repente, sinto as suas delicadas mãos pressionarem minha virilha. Um tremor intenso e inesperado me invadiu.

Afasto-me e me desfaço de minhas roupas. Quando volto a me deitar sobre Hillary, beijo-a com ainda mais euforia. Minhas mãos passam a deslizar por suas costelas e meus polegares passam a subir por suas costas até encontrar o fecho de seu sutiã. Livro-me da peça de roupa e me dedico a acariciar e experimentar seus seios.

Hillary arfava, suspirava e apertava meus cabelos com autoridade, controlando meus movimentos de maneira possessiva. Desejo, admiração e amor percorriam por minhas veias até atingir meu coração e pulsavam entre minhas pernas. De repente, ela me puxa para um beijo selvagem e bruto, abraçando meu quadril com ainda mais intensidade.

Eu já me sentia no limite ao ter tantas provocações de Hillary em minha virilha. As mãos de Hillary percorrem meu tórax e param em meu peito. Nós nos separamos e ela me encara com um brilho diferente em seus olhos, enquanto sentia as batidas de meu coração, que se tornam ainda mais rápidas com o toque de Hillary. Era como se ele tivesse reconhecido sua dona e agora fosse incapaz de se manter longe.

— Ele está batendo forte. – Sussurra quase como um segredo.

— Você é a única capaz de deixá-lo assim. – Respondo e ela sorri, iluminando meu mundo.

Seus lábios se chocam contra os meus com outro beijo ardente. As postas de seus seios roçavam contra o meu peito. Sem suportar mais o incomodo tecido de sua calcinha, passo a percorrer meus lábios pelo seu queixo, pescoço, seios, barriga e finalmente alcanço a peça de roupa que me atrapalhava naquele momento.

Encaro os olhos negros e brilhantes de Hillary. Ela sorri de maneira perigosa e ergue o quadril, enquanto desço sua calcinha de renda. Livro-me de minha cueca e sinto o olhar de Hillary sobre o meu corpo, enquanto mordiscava os lábios, parecendo satisfeita com o que via. Isso faz meu ego inflar e meu corpo se aquecer ainda mais.

Mergulho-me para dentro dela e a encaro, extasiado com aquela sensação arrebatadora. Ela geme e crava suas unhas em minhas costas. Recuo levemente e empurro de novo até estar completamente dentro dela mais uma vez.

Hillary abraça meu quadril mais uma vez e se move. Movo-me lentamente no início e, então, mais rápido. A cada investida, mais meu corpo implorava por mais. Seus gemidos de prazer serviam como uma linda melodia para meus ouvidos. Ela era incrível. Era quente e macia. Cada parte de seu corpo era perfeito. Seu rosto se tornava ainda mais sexy enquanto delirava de prazer, completamente entregue a mim.

Um fogo se espalhou pela minha pele e os músculos de meu corpo se contraíram involuntariamente. Em meio a loucura e ao estremeço de prazer, desfaço-me enquanto Hillary grita meu nome e um profundo e gutural gemido escapa de minha garganta. Naquela que seria apenas a primeira de muitas vezes que faríamos amor naquela noite.

Notas finais
Vestido de casamento: https://i.pinimg.com/564x/1d/9f/1b/1d9f1bd4232de052a7ba7ea75ea0c41b.jpg oOo Meus amores, amanhã (28/02) irei realizar uma live sobre os Romances Mensais pelo Instagram. Peço que assistam! Será as 20:00 no perfil @_cupcakesdalara . Vai ser bem divertido e teremos participações especiais. Então é isso. Espero que tenham gostado do capítulo e até breve. Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/BbOG6KJnuHy2dQIs1sC9Ss Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646 Instagram: @_cupcakesdalara