Sem Reservas
2 Sem rumo
Notas iniciais
Olá meus amores!
Escrever esse capítulo foi bem difícil pra mim, expressar os sentimentos da Rose num momento tão difícil e doloroso foi complicado, e até um pouco estranho... Espero que gostem do capítulo, e quem puder, deixe um comentário, fico muito feliz quando comentam, pois sei que estão acompanhando e gostando.
Boa leitura amores!
—Moça, chegamos.- O homem na direção disse assim que paramos em frente ao prédio grande e mórbido, que agora abriga o corpo da minha irmã.
—Sim.- respondi sem saber ao certo do que o taxista estava falando, não consigo focar.—São 20 dólares.- ele disse—o quê?—A corrida.—Oh, sim. Desculpe, aqui está.—Obrigado. Desculpe perguntar, mas você está bem?—Na verdade, nem eu sei.—Está passando mal? Se quiser eu posso chamar uma enfermeira.—Não é isso. É aqui.- eu disse colocando a mão no lugar do coração.—Desculpe, não entendi.—Está doendo tanto, uma dor dilascerante, nunca vai passar.—Você está bem mesmo? Não estou entendendo onde quer chegar.- ele disse com olhos agora assustados, me olhando pelo retrovisor do carro parado.—Não, mas vou ficar. Irina não gostaria que fosse assim, não gostaria de e ver assim. Preciso ser forte, por ela, e por Anna.- eu disse descendo do carro e acenando para o motorista que fico confuso me olhando de longe.Enquanto meus passos ecoavam do estacionamento à céu aberto em direção ao hospital, eu fitava o céu agora recoberto por um densa camada de nuvens negras, apenas uma estrela brilhava, era um brilho ofuscante. Lembrei-me das histórias que nos contam quando crianças: "As pessoas boas viram estrelas quando se vão."—Boa noite senhora, deseja alguma informação?- A recepcionista pperguntou assim que entrei no saguão.—Minha irmã, preciso da minha irmã.- respondi constatando o que eu mais queria no momento.—A senhora sabe em qual ala ela está?—No céu. — respondi.—Como?- ela perguntou assustada, com certeza pensando que eu não estava em posse de minhas faculdade mentais.—Desculpe, ela sofreu um acidente, não está mais entre nós.—Eu sinto muito. Há algo que eu posso fazer?—Pode trazê-la de volta?- perguntei sem humor e ela me olhou com tristeza.- Desculpe, eu não queria ofendê-la, estou um pouco nervosa.—Eu entendo, não há do que se desculpar. —Bom, eu preciso falar com doutor Peter, ou Edward.- eu disse.—Qual o seu nome?- ela perguntou.—Rosalie Hale.—Doutor Peter está na ala de emergência, cuidando de uma garotinha acidentada, fica no segundo andar, fim do corredor.- ela disse me passando um crachá de vistante com meu nome impresso.—Minha sobrinha. Ela é a acidentada.—Eu sinto muito.- A recepcionista tornou a dizer.Coloquei-me a andar apressadamente até a ala de emrgências, como ela me indicara, talvez quando visse minah sobrinha, o pedaço que agora faltava em meu peito, o buraco deixado por Irina se preenchesse, talvez ela fosse a cura, talvez não.Um homem bem apessoado, de jaleco branco, com uma prancheta na mão e olhar preocupado passou por mim, li o nome bordado com letras bonitas no bolso do jaleco, Peter.—Desculpe, você é o doutor Peter não é?—Sim, sou eu.- ele respodeu com a expressão cansada.—Sou rosalie Hale, tia da Anna.- disse estendendo a mão.—Eu à estava aguardando. Eu sinto muito por sua irmã.—Ouvi muito isso hoje.- Constatei deixando uma lágrima solitária rolar por minha bochecha esquerda.—Sei que não deve estar sendo fácil, mas você precisa ser forte, pela Anna.—Como ela está?—Fisicamente tem apenas algumas escoreações, nada muito grave. Mas psicológicamente não posso dizer o mesmo. Tivemos que sedá-la após o atendimento, ela gritava muito, pedia pela mãe, dizia que a mãe estava sorrindo para ela.—Oh meu Deus.- respondi incrédula. Não tenho a mínima ideia de como se cuida de uma criança, e não sei sequer o que farei com Anna, como irei contar sobre sua mãe? sobre a nossa Irina?—Ela ainda não sabe que a mãe faleceu.- ele disse como se desvendasse meu pensamento anterior.—Não sei como contar.—Aconselho a senhorita ir com calma, se quiser posso ajudá-la.—Eu não sei, preciso pensar. É tudo tão novo pra mim.- suspirei.—Entendo. Sei como pode ser doloroso perder alguém.- ele disse e olhou para o teto como se olhasse para o céu, passou os dedos sobre a reluzente aliança dourada que estava em seu dedo.—Não sei como passar por isso.- confessei.—Tem que ser forte, por sua sobrinha.- ele afagou meu ombro.—Não sei se consigo.—Sei que este é um momento difícil, mas preciso que seja muito forte, há outra coisa que ainda precisa fazer, e isso vai doer.—E o que seria?—O legista está esperando alguém da família fazer o reconhecimento do corpo para liberá-lo para o sepultamento.—Não sei se posso.- respondi sincera.—Eu te ajudo, vamos. Você precisa fazer isso, sei que é difícil, sei melhor do que imagina.- mais uma vez ele passou o dedo pela aliança.—Desculpe doutor, mas você diz que sabe como é. Você perdeu alguém.- eu disse enquanto caminhávamos em direção ao elevador, parando em frente ao mesmo assim que chegamos.—Minha esposa, faleceu há dois anos. Foi muito súbito, ninguém esperava.—Eu sinto muito.- respondi sincera.—Eu também!- ele exclamou cansado assim que chegamos ao subsolo, na porta dupla a palavra "necrotério" me fez chorar tanto que pensei que não conseguiria mais andar, parei e fiquei estática apenas lendo e relendo a palavra, sem coragem, sem querer continuar.
—Seja forte.- Doutor Peter disse enquanto segurava meu ombro me guiando em direção à sala fria.—Não quero vê-la assim.- disse chorosa.—É rápido.-ele disse me encorajando mais uma vez.As grandes portas se abriram revelendo uma sala fria, uma mesa de metal postada no meio, onde podia-se notar que um corpo estava lá, apenas coberto por um lençol branco.—Doutor Marcus, esta é Rosalie Hale, veio realizar o reconhecimento.—Oh sim, preciso que assine esta papelada antes.- ele disse me passando a prancheta, meus olhos ainda estavam cravados na maca prateada, no lençol branco, na mecha de cabelo loiro pendendo caindo para fora dela, sem dúvidas era o cabelo de minha irmã, aquele tom único de loiro herdado dos cabelos de nossa mãe, aquele brilho inconparável, ainda estavam ali, só que agora, sem vida, sem movimento.—Rosalie, quanto mais cedo terminar isso, melhor será. Tome, você precisa preencher a papelada.- Doutor disse passando as folhas e a caneta para minhas mão trêmulas.Preenchi tudo num átimo, pensando nas palavras do doutor que eu mal conhecia, mas que estava se mostrando um bom amigo para mim, me apoiando e dando forças, não sei se conseguiria terminar o que vim fazer se ele não me encorajasse a cada vacilada.—Aqui está.- entreguei a papelada ao legista.—Está certo. Se aproxime da maca por favor.—Não sei se consigo.- eu disse pezarosa.—Vá Rosalie, despeça-se dela, você precisa disso para seguir em frente. Lembre-se, por Anna.- Doutor Peter falou com sua calma e gentileza me guiando para frente da maca.Assim que o legista puxou o lençol revelando o rosto pálido de Irina, não me contive mais. As lágrima me cegaram por um instante, tudo que eu havia segurado durante o caminho estava caindo de meus olhos agora, toda a dor se manifestando, toda a sensação de perda.Passei minha mão por seus cabelos, por seu rosto sem vida, nunca mais veria o verde inebriante de seus olhos, olhos tão verdes como os de sua filha, nunca mais ouviria sua voz e seu orgulho enquanto ela me falava da filha em suas ligações diárias. Nunca mais trocaríamos confidências, nem ouviria seus conselhos, nem sentiria seu perfume ou a ouviria reclamar das frescuras que era obrigada a comer na minha casa.—Já chega, está tudo certo por aqui. Vamos!- Doutor Peter segurou meus braços me levando para fora da sala, eu continuava a procurar o corpo de minha irmã com os olhos, o corpo inerte e frio deitado ali, esperando que ela se levantasse, que dissesse que era mais uma de suas brincadeiras, que ainda estava viva, e bem. Esperei, procurei, e nada aconteceu, nunca aconteceria.—Rosalie, sente-se, vou buscar água para você.- Doutor Peter disse assim que saímos do elevador e entramos numa sala vazia.—Tome, aqui tem um calmante.- ele disse me passando um comprimido branco.—Não quero calmante, só quero ela de volta.—Eu sinto muito, isso não será possível.—Eu sinto muito.- repeti irônica.- É tudo que todos dizem, isso não vai trazê-la de volta.- disse gritando alto e arremessando o copo plático quase vazio na parede.—É só o que podem dizer.—Eu sei.- disse cansada.Encostei minha cabeça na parede quando me sentei em uma poltrona num extremo do quarto e doutor Peter ficou me observando sentado na maca, acho que fiquei tão histérica que ele pensou que eu surtaria á qualquer momento. Massageei minhas têmporas agora de olhos fechados, tentando tirar a imagem de Irina da minha mente, desisti. É inútil, nada nunca poderá apagar isso.Senti quando mãos tocaram meu joelho, abri os olhos, Edward estava ali.—Rose..- ele disse e me abraçou, chorei com minha cabeça presa na curva do seu pescoço, chorei muito, chorei por tudo, chorei durante muito tempo.—Edward, o que eu faço? Como vou vier sem ela?—Você tem que ser forte, sua sobrinha vai querer saber da mãe, ela vai precisar de alguém que cuide dela daqui em diante, ela precisa de você.- ele disse tirando uma mecha de cabelo do meu rosto.—Mas não sei se posso. Todos me pedem para ser forte, mas eu não consigo.—Você pode, você consegue Rose. Você é uma mulher forte e dicidida, eu sei disso. —Mas agora eu estou sozinha.—Não diga isso, todos estamos com você. Minha família te adora, minha mãe a tem como uma filha também, e nem pense em dizer que não é verdade, pois você conhece a dona Esme.—Sim, ela é muito boa comigo.- eu disse sorindo fracamente.—Então, deixe que nós a ajudemos, estamos todos dispostos a estar perto de você. Minha mãe inclusive já está vindo para cá, ela quer te ver.—Não precisava tê-la chamado Edward.—Precisava sim, você precisa entender que não está sozinha nisso, você tem amigos que vão te ajudar.—Obrigada! Vocês são muito bons comigo.- eu agradeci e o abracei em seguida. Foi bom saber que não estou sozinha, que tenho pessoas ao meu redor, que mesmo não tendo laços sanguíneos, se importam comigo e que estão dispostos a passarem por isso juntos à mim.—Pode contar comigo também Rosalie, sei que não nos conhecemos bem, mas criei uma feição por Anna assim que a vi, e quero ajudá-las no que precisarem.- Peter, até então em silêncio ,se manifestou pela primeira vez desde que Edward chegou.—Obrigada, doutor!- agradeci aquele homem simpático, que sequer me conhecia e me tratou tão bem e com tanto carinho.Edward e Peter foram chamados para suas respectivas alas. Assim que ambos me deixaram no quarto de Anna, partiram, me deixando sozinha e pensativa olhando a menina de cabelos loiros avermelhados que dormia pesadamente. Horas se passaram, o dia já estava amanhecendo quando Esme chegou, me deu um beijo no rosto e ficou ali comigo, em silêncio, fitando a menina desacordada.—Ela é linda!- Esme falou.—Sim. E se parece tanto com ela.- disse me referindo à minha irmã.—Como ela está?- Esme perguntou preocupada.—Peter esteve aqui algumas vezes duarnte a madrugada, disse que ela está bem, que acordará a qualquer momento.—Querida, e como você está com isso tudo?—Ainda não sei Esme. Parece que a ficha não cai, que Irina vai entrar à qualquer momento por essa porta e rolar de rir da minha cara de boba, como sempre fazia quando me pregava uma peça. Mas isso não vai acontecer.—É difícil, eu sei. Mas não se esqueça, minha família é sua família também, não está sozinha.- ela disse passando a mão por meus cabelos.—Eu agradeço muito Esme, e fico muito feliz em saber que me considera parte da sua família.—Desde que te conheci, soube que era especial, você tem muita luz dentro de si, acho que por isso me identifiquei tanto com você.- ela disse sorrindo.Ficamos em silêncio por mais um tempo, eu de costas para Anna, fitando a janela, a paisagem urbana e movimentada de Nova York, uma cidade tão cheia, que agora parecia tão vazia para mim. Ouvi um barulho na maca, me virei e deparei-me com os imensos olhos verdes de Anna me fitando, o pensamento parecia estar longe.—Você se parece tanto com a minha mãe. — ela disse.—Oi anna.- falei segurando o choro.- Como se sente?—Estou bem. Cadê minha mãe?- ela perguntou.Troquei um olhar significativo com Esme, que me afagou os ombros, não tive coragem de olhar para minha sobrinha e deviei o olhar para a janela novamente.—Ela morreu não é?- Anna disse já chorando.Não me contive e chorei também.—Tia, cadê ela?- ela perguntou novamente.—Eu sinto muito querida!- Corri e a abracei, nós duas choramos por muito tempo ao que pareceu.Esme que antes no encarava em silêncio, agora havia se junta do à nós, dizendo que tudo ficaria bem, falando palavras de conforto e acarinhando-nos. Agradeci mentalmente à Deus por ter colocado pessoas tão boas como a família de Esme em minha vida, só assim conseguiria ter forças para passar por isso.
Notas finais
Me Desculpem se houveram erros de português, eu estou escrevendo pelo celular e às vezes algo passa despercebido.
Espero que tenham gostado, se emocionado...
Por favor, comenteeeem, adoro ver você participando pelos comentários.
Até a próxima ♥
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