Notas iniciais
Espero que gostem desse capítulo. Boa leitura amores ♥

POV- autora

A menina, sobrinha de Rose, não pôde sequer despedir-se do corpo sem vida da mãe, já que ela ficara no hospital por quase sete dias se recuperando das lesões leves que havia sofrido no acidente. Quando acordou, depois de saber da mãe, a garota reclamara apenas de uma leve dor na cabeça, sua tia imediatamente chamou um médico para avaliá-la, ele recomendou repouso absoluto, além de deixá-la algum tempo em observação.

No segundo dia, Ana estava mais abatida que o normal, recebera com dificuldade e raiva no dia anterior a notícia que a mãe havia partido, não quis alimentar-se, recusava-se à falar com a tia, que estava cada vez mais preocupada sentindo-se impotente e triste mediante a situação pela qual ambas passavam. Durante a noite, Ana dava os primeiros sinais de fraqueza, passou mal, ainda assim negou a comida que ofereciam, e quanto mais o horário do enterro se aproximava, mais a garota perdia a vontade de fazer qualquer coisa, ela sabia que era a última vez que o corpo de sua mãe estaria presente e visível à seus olhos, mas ela não poderia ir, e muito menos queria ir. Ana preferia lembrar-se de sua mãe como antes era, tão cheia de vida, com aquela alma solta e apaixonada, não queria vê-la morta, pois lá seria apenas um cadáver, apenas um corpo inerte em uma caixa de madeira.

No sétimo dia de internação, Ana estava mais forte. No terceiro dia, após a volta de sua tia do velório e enterro, a garota já havia voltado à comer e conversava animadamente com Peter, ambos trocando figurinhas sobre lugares que já tinham visitado e sobre seus filmes preferidos, ela até sorria de vez em quando, sempre tímida segurando um urso de pelúcia velho em uma de suas mãos.

Rose ficara um longo observando-os da porta, observando como a sobrinha ria fácil com seu amigo médico. Sim, amigo, era assim que Anna se referia à Peter, como um grande amigo que cuidou dela. Rosalie se encantara pelo rapaz, mas não de maneira que o visse com outros olhos, era puramente agradecimento pelo que tudo que o rapaz fizera por elas dese o primeiro instante, pela gentileza e pelo carinho que ele demonstrara desde o primeiro momento. Ela sabia que se alguém além dos Cullen poderia ajudá-las, esse alguém era Peter, ele entendia a dor das duas, sabia como era perder alguém, como o luto se apodera dos corações dos que amam aqueles que partem.

Quando a menina recebeu alta, todos no hospital se alegraram e um a um iam ao quarto despedir-se dela. Alguns levavam balões coloridos, outros chocolates e brinquedos, além de darem cartões com seus números profissionais e pessoais para manterem contato. Sem dúvidas, Anna havia conquistado todas as pessoas daquele lugar, de diferentes setores e especializações daquele hospital. Todos se comoveram com a história da menina que perdera a mãe, mas Anna sempre estava forte, sempre sorrindo, mesmo sem aquela vivacidade de antes. Mas a menina havia tomado uma decisão, decidira ser forte como a mãe sempre lhe pareceu ser, decidiu que não era certo ficar triste para sempre, pois pensava que assim sua mãe também ficaria triste.

Na saída do hospital, enquanto Rose empurrava a cadeira de rodas´com uma mão e com a outra segurava todos os presentes que Anna havia ganhado até o carro, surpreendeu-se quando viu que todos os Cullen que ela conhecia, exceto o misterioso filho mais velho, estavam lá aguardando-as com sorrisos gentis e reconfortantes no rosto.

—Rose, querida!- Esme lhe abraçou ternalmente, depois segurou o rosto da loira e observou-a por um tempo antes de virar-se para a garota que observava tudo em silêncio.

—Anna, meu bem, como você está?- Esme pediu à garota passando a mão pelo cabelo loiro avermelhado da menina.

—Estou bem dona Esme, minha cabeça não dói mais, e eu ganhei muitos presentes.- ela disse sorrindo, o que arrancou sorrisos de todos os outros ali.

—Princesa! Você não pensou que iria embora sem antes me dar um beijo não é?- Edward falou saindo de trás da mãe.

—O tio Peter disse que você não tinha vindo hoje, pensei que não ia te ver tio Ed.- a menina falou olhando-o com admiração.

Ela passara à admirar seus dois novos amigos médicos. Todos os dias ambos lhe visitavam, levavam lápis de cor, desenhos e eles coloriam e brincavam juntos, faziam de tudo para que a menina senti-se confortável perante os últimos acontecimentos trágicos. Rosalie, ficava imensamente feliz e agradecida, já que apenas ela e Esme, que também estava lá todos os dias no horário de visitas, já não conseguiam animar tanto a garotinha.

—Eu não fui, para te esperar aqui quando saísse, você é minha melhor amiga, não te deixaria ir embora assim.- ele disse pegando-a no colo e recebendo um abraço.

Enquanto Edward, Bella e Alice brincavam com a menina, Rosalie falava com Esme e Carlisle que insistiam que elas passassem alguns dias em sua casa para que pudesse ajudá-la no período de adaptação. A loira agradeceu muito por aquelas pessoas estarem tentando ajudá-las tanto, mas negou a oferta. Disse que ficariam apenas dois dias com eles, por insistência de Esme que dizia que precisava ensinar Rose à cuidar de uma criança, além das adaptações que ela mesma, sendo uma grande arquiteta, se ofereceu para fazer no apartamento da chef de cozinha.

Sendo assim, depois de colocar todas as coisas dela e da sobrinha no porta-malas do carro de Alice, elas seguiram para a casa dos Cullen, onde um banquete às esperava. Naquele dia, Rose abriu uma exceção à sua regra de não comer outra comida que não fosse a sua, precisava dar o exemplo à Anna, precisava que a menina senti-se segura ali e que comesse para fortalecer-se.

—Está tudo com aparência muito boa, Esme.- Rose elogiou a amiga, acreditando que ela mesma que havia cozinhado tudo.

—Obrigada querida! Mas creio que que mereça esses elogios não seja eu, meu filho quem fez tudo.- ela disse orgulhosa.

—Edward?- A loira perguntou confusa enquanto ajeitava a sobrinha na mesa e logo em seguida puxava uma cadeira para si.

—Não, Edward como cozinheiro é um excelente médico.- Bella disse debochando do noivo.

—Engraçadinha!- O rapaz de cabelo castanho avermelhado disse roubando um beijo da noiva e recebendo um sorriso em troca.

—Foi nosso outro filho quem cozinhou tudo isso, ele está de volta.- Carlisle disse sorrindo.

—Ele cozinha bem, mas não como você Rose.- Alice disse enquanto discava o número do marido no celular.

—Acho que teremos que discutir sobre isso.- Um homem entrou na sala de jantar com uma travessa fumegante nas mãos.

Quando Rose o encarou, ficou pasma observando como é bonito, alto, cabelos negros, olhos azuis tão claros como o céu, e aquele sorriso que me fez perder o ar, com covinhas inocentes estampadas em seu rosto.

Alice mostrou-lhe a língua e pôs-se a falar com o marido que estava dirigindo rumo à casa dos Cullen para o almoço em família.

O rapaz assim que deixou a travessa em cima da mesa, sentou-se ao lado esquerdo do pai na mesa, lado a lado com Rosalie e passou a observar as visitante com olhar curioso que ia da tia à sobrinha.

—Olá, eu sou o Emmett. -ele disse sorrindo ternamente para a garotinha que lhe sorriu de volta e estendeu a mão.

—Sou a Anna, muito prazer. E esse é Puff, meu ursinho.- a menina disse fazendo menção ao urso velho que carregava.

—Nossa, mas o Puff é tão bonito! Eu posso brincar com vocês depois?- o grandão com alma de criança perguntou.

—Claro. Brincar de que?

—O que você acha de brincarmos de esconde-esconde?

—Lá fora?

—No jardim da dona Esme.- ele disse lhe lançando uma piscadela.

—Tá bom.

—Mas então, você tem que comer tudinho, aí brincamos!

—Mas eu não quero comer. — a menina disse fazendo birra.

—Meu amor, você tem que comer.- Rose disse mantendo a calma e passando segurança pra menina.- Olha só, está muito gostoso.- ela completou, dando uma garfada na macarronada que tinha acabado de servir-se.

—Está muito bom mesmo!- Emmett disse colocando o garfo no prato da loira e servindo-se da macarronada dela.

Rosalie, cheia de manias e regras, odiava que tocassem na comida em seu prato, o que a fez por um momento olhar com raiva ar Emmett que engoliu seco e olhou para baixo como uma criança depois de levar uma bronca. Anna observando a cena riu e também serviu-se uma garfada do prato da tia, que não teve outra opção a não ser rir também.

Assim as horas se passaram, almoçaram sorrindo e ouvindo as histórias de Emmett e suas andanças pela Europa. Ele estava encantado pela garotinha e pela linda mulher que agora é sua responsável. Ele permanecia sempre lhe direcionando sorrisos e a olhando, sempre que podia lhe perguntava algo, afim de saber sobre sua vida.

À medida que horas passaram, eles se retiraram um à uma da mesa para retomarem seus afazeres, e como Emmett havia prometido, levou a pequena Anna para brincar nos jardins da casa, ambos se divertiram muito, correram e brincaram durante todo o dia. Rosalie apenas os observava da porta que dava saída para o jardim, de tempos em tempos acenando para a sobrinha que ria alto das palhaçadas do grandão.

Sem dúvidas Rosalie poderia se considerar muito sortuda, graças à sua irmã e seu incetivo, ela havia tornado-se uma grande chef, graças à sua carreira fora para a cidade de Nova York aventurar-se na gastronomia da Big Apple, e graças as oportunidades que o trabalho lhe trouxe, ela conquistara uma família do coração que especialmente nesse momento lhe ajudava e confortava à ela e a sobrinha.

Notas finais
Espero que tenham gostado.. Por favor comenteeeeem ♥ Se puderem deixem uma recomendação também ♥ Até a próxima amores!!!