Sem Reservas

1 Notícia inesperada


Notas iniciais
Oi amores!
Aqui estou eu com mais uma Fanfic RosEmmett.. Espero que gostem e comentem bastante.
A ideia para essa fic, eu tirei de um filme bem legal.
Enfim, boa leitura à todos e me digam o que acharam, se está faltando algo, ou mesmo se está bom assim.
Deixem muitos Reviews, assim deixarão meu coração cheio de alegria e com mais vontade de postar cada vez mais rápido rs

—Alô.
—Oi Rose, é a Irina.
—Irina, você não deveria falar no celular enquanto dirige.
—Eu já disse isso pra ela tia.- Minha sobrinha que não vejo há pelo 5 anos disse ao fundo.
—Deixem de implicância vocês duas. Rose, estamos chegando, o trânsito está muito ruim, mas a gente chega!
—Estou esperando vocês. Irina, o que vocês querem comer?
—Sabe que eu não sei?!- rimos.- Sei lá rose, faz qualquer coisa, mas não faz esses pratos chiquetérrimos seus não hein?! Eu e a Anna gostamos de sustância, não é filha?!
—Verdade tia Rose, sustância é bom!- Anna respondeu com sua voz fina e deliciosa como tilintar de sinos.
—Vocês são muito exigentes. Vou tentar fazer algo simples pras minhas menias, podem deixar.
—Simples significa "sem frescura" Rose. Agora eu tenho que desligar, te amamos. Diz tchau pra tia Rose Anna.
—Tchau tia rose, nós te amamos. Até mais tarde!
—Tchau meninas, juízo!Também amo vocês.


Ouvi o sinal de fim de ligação. Minha irmã desmiolada estava vindo me visitar pela primeira vez em dois anos, já minha sobrinha eu não via há 5, pois sempre que Irina vinha, deixava Anna em Columbus com uma amiga, ela dizia que Anna ainda não tinha idade para viagens longas. Sorri ao pensar em Irina e em seu bom humor, desde que nossa mãe faleceu em nossa adolescência, Irina cuidou de nós duas, nunca deixou que nos abatêssemos ou desistíssemos de algo, graças à ela eu resolvi ser chef de cozinha, e graças à nossa mãe eu aprendi tudo que sei.
Deixei meu celular sobre a bancada da cozinha e me coloquei a procurar ingrediente para um prato que todos dizem ser o melhor, o prato que me consagrou e me tornou a melhor chef da cidade, codorna com trufas. Muitos se perguntam qual a diferença da minha codorna para as outras preparadas pelos outros chefs, é simples, eu tenho um segredo que nunca revelo, um toque especial e único que apenas eu sei.
É incrível como cozinhar me faz feliz, como estar cozinhando me deixa leve e alegre, como se meus problemas desaparecem da face da terra, como se fosse apenas eu e minha cozinha, meu dom de colocar meus sentimentos em cada prato que faço. Nem mesmo a terapia, que sou obrigada pela minha chefe a frequentar, me deixa tão calma como quando estou na cozinha do restaurante, ou mesmo a de minha casa.
Minha chefe é uma excelente pessoa, lutou muito para me trazer para Nova York e me tornar a responsável pela cozinha do Palais Sophistiqué, seu restaurante francês. Lá eu mando em tudo e todos, desde os pratos mais simples aos mais complexos, desde a apresentação e acompanhamentos às cartas de vinhos. Me orgulho muito em dizer que sou a melhor da cidade, a crítica me venera, os turistas me amam, os clientes brigam para ter uma mesa todos os dias, todos em busca de experimentar os refinados pratos de Rosalie Hale.
Assim que terminei os pratos de minhas meninas, fui me arrumar para ir ao restaurante, durante a semana eu já havia passado as instruções para Irina de como chegar ao meu apartamento caso ela chegasse na cidade antes do fechamento do Palais. Pegue minha bolsa, meu cachecol e um casaco grosso, tranquei a porta de meu apartamento e fui em direção às escadas, meu objetivo hoje é chegar o mais cedo possível no restaurante para adiantar as coisas.
Quando terminei o primeiro lance de escadas e estava chegando ao segundo, ouvi o barulho de uma porta abrindo, pensei que hoje passaria despercebida por meu vizinho que insiste em me convidar para sair. Eu não saio com pessoas que morar no mesmo lugar que eu, tenho inúmeras regras para isso de sair, ou namorar.
—Rose, boa tarde!
—Boa tarde, Jacob!- eu disse educada.
—Sabe, tem um restaurante novo aqui perto, um Tailandês. Você gosta de comida Tailandesa?
—Jacob, você sabe que eu não como fora de casa.
—Não tem problema, eu posso pedir pra entregar.
—Eu não como outra comida que não seja a minha.
—Então o que você acha de eu ir ao seu apartamento e você cozinhar pra nós?- ele perguntou com um brilho nos olhos que quase me fez ceder, mas "lembre-se das regras Rose" repeti mentalmente.
—Jacob, você é um amor, mas eu não saio com pessoas que moram no mesmo lugar que eu, você sabe.
—Ah, as regras.
—Isso, as regras.
—Tudo bem, um dia eu ainda consigo.- ele riu e me lançou uma piscadela fechando a porta em seguida.
Quando saí tive sorte, um táxi passava em frente ao meu prédio, consegui pegá-lo e instruí o motorista à me deixar no restaurante. Chegando lá, Dayse estava na recepção conferindo a reservas.
—Rose, hoje estamos lotados.
—Que bom Dayse, eu adoro quando esse lugar está cheio.
—Você sabe que eu também não é?! Mas Rose, eu gostaria de te pedir um favor hoje.
—Dependendo do que for Dayse, talvez eu possa ajudar.
—Tem dois clientes especiais que vem hoje, o casal Cullen, eles querem te ver.
—Ah não Dayse, você sabe que eu não falo com clientes.
—Mas eles são importantes, são nossos melhores clientes, você sabe.
—Mas você sabe que não sou sociável.
—Hoje terá de ser, sem mais desculpas.
—Tudo bem, só faço porquê você é minha chefe e pode me demitir.
—Se você não fosse a melhor eu já teria feito isso.- ela disse rindo
Mostrei a língua para ela e segui para minha cozinha. Todos já estavam lá, alguns conversando, outro limpando as bancadas ou lustrando as panelas, mas quando me viram, um silêncio se instalou, era sempre assim, eu chegava e todos paravam de fazer o que faziam, como se tivessem medo de mim.
—Podem continuar o que estão fazendo, só começamos a trabalhar daqui a 20 minutos.- eu disse tentando dispersar o clima pesado que ficara no ambiente.
—Tudo bem chef, nós só estávamos falando sobre o cardápio novo que você montou.- Julie, minha funcionária mais confiável disse.
—E o que acharam?
—Estávamos falando sobre como o cardápio está requintado, e com seu toque ficará melhor ainda.
—Claro, claro. Bom, vou pra minha sala resolver uns problemas com entregas e fornecedores, lembrem-se, você tem 20 minutos pra colocarem a conversa em dia ou continuar o quer que estivessem fazendo, nada mais. estejam preparados quando eu voltar, hoje está cheio.

Assim que entrei em minha sala, coloquei-me a ligar para todos os meus fornecedores, nos que trabalhavam legalmente e até o que trabalhava ilegalmente. Jean é um vendedor de especiarias raras, ele fornece as melhores trufas que se pode encontrar em toda Nova York, mesmo em épocas que não são propícia para colheita, ele as consegue, mas nunca revela de onde elas vem.
Liguei também para John, confirmei se meus peixes já haviam sido pescados, todas as manhãs de quarta-feira e domingo, eu ia ao porto, procurar os peixeis e frutos do mar mais frescos e especiais, tudo sempre do melhor para colocar em meus pratos, afinal, eu nunca faria um prato que fosse menos que perfeito. Quando há criticas sobre meu tempero ou ponto de carnes e afins, eu procuro saber que é que está por trás da reclamação, eu sei que nunca erro, nunca me distraio, nunca erro em um grão de açúcar a mais em um sobremesa, ou um grão de sal a mais em um prato salgado, nada nunca foge ao meu controle, tudo sempre realmente perfeito.
Assim que terminei as ligações e confirmações com meus melhores fornecedores, voltei para minha cozinha, todos estavam impecavelmente prontos, eles conheciam a mim muito bem, sabem de minhas exigências, odeio atrasos, distrações principalmente.
—Todos prontos?- perguntei.
—sim chef.- responderam em uníssono.
—Ótimo! Vamos abri em.. 3, 2, 1. Vamos lá.
Julie, agora é responsável pela distribuição de pedidos e organização das praças, ela sempre fora especialista em sobremesas, mas agora está fazendo trabalhos mais leves, não que organizar as praças ou distribuir e direcionar os pedidos dos clientes num dia como hoje seja fácil, mas ela está com 8 meses de gestação, e trabalhar rápido numa cozinha como a nossa com uma barriga tão grande, torna-se uma tarefa quase impossível.
—Duas codornas com trufas na mesa 3.- ela gritou.
—Estão saindo.- respondi.
—Um pato ao molho de laranja e um petit gateau na mesa 7.
—O pato está pronto.- John, um mestre em carnes gritou.
—Petit gateau pronto.- Jane, agora responsável pela sobremesa respondeu.
—Jane, deixe sobre o balcão da rose, ela gosta de conferir todos os pratos antes.
—Chef...- Jane se aproximou com a sobremesa perfeitamente montada.
—Perfeito.- respondi.
—Melissa, mesa 7 pronta.- Julie chamou a garçonete que agora estava na bancada de Geórgia conversando e mal prestou atenção.
—Melissa.- chamei e ela ainda não havia respondido.
—Melissa.-chamei novamente.
—Sim chef?!- ela respondeu.
—Mesa 7 pronta, fique atenta e pare de conversar agora, não gosto de distrações enquanto temos tanto trabalho.
—Desculpe chef.- ela disse pegando os pratos e se retirando para entregá-los.
A cozinha está uma verdadeira loucura hoje, estamos correndo o máximo possível para entregar tudo à tempo e estávamos nos saindo bem.
— Rose, os cullen querem te ver.- Dayse disse adentrando a cozinha.
—Dayse, isso está uma loucura hoje. Não pode mandar a Julie?
—Rose, você sabe que eles querem você, e que são muito importantes, então vá agora. e pelo que vejo, vocês estão se saindo muito bem, está perto do horário de fecharmos e todos estão muito satisfeitos lá fora, então vá lá e mostre que além de boa cozinheira também é uma pessoa educada.
—Tudo bem , eu vou.- disse desanimada.
— ao menos sorria.
abri um sorriso falso para minha chefe e fui em direção ao restaurante, lá encontrei a simpática senhora Esme Cullen uma legítima dama da alta sociedade de Nova York, sempre está bem vestida e sorridente, tão simpática! encontrei também seu marido, Carlilse Cullen, um famoso médico, sempre muito requisitado, mas também muito simpático e atencioso.
—Querida, tudo estava maravilhoso hoje, como sempre!- Esme me disse assim que me aproximei e me puxou para um abraço tão gostoso quanto abraço de mãe, ela muitas vezes me lembrava minha mãe. Apesar de ser muito rica e conceituada como a ótima arquiteta e decoradora que é, mostra uma simplicidade singular.
—Que bom que gostou Esme, quando soube que vinha, fiquei muito feliz!
—Nosso filho que não me escute, mas você faz os melhores pratos do mundo.- Agora Carlisle se manifestou me dando uma abraço singelo de lado.
Eles já haviam dito que o filho também é chef, que está em uma busca "espiritual" pela Europa, lá ele aprendeu muita coisa da cozinha européia, principalmente da cozinha italiana. Disseram também que em breve ele estará de volta e que ficariam muito felizes se um dia eu for almoçar em sua casa para que possamos nos conhecer. Seu outros dois filhos, sua nora e seu genro eu conheço. Alice é a filha mais nova, estudou moda, é uma estilista relativamente famosa, acaba de entrar no mercado, é casada com Jasper, um advogado renomado. Edward seu filho do meio, seguiu os passos do pai, é neurocirurgião, noivo de Isabella Swan, uma crítica literária em acenção. Já o filho mais velho também é chef, estudou fora por anos, nunca nos vimos, ele raramente vem à Nova York. Das poucas vezes que fui à casa do Cullen, à convite de Esme e Carlisle, apenas os filhos mais novos estavam.
—Obrigada Carlisle, é uma honra para mim que vocês apreciem tanto a minha comida.
—Querida, você tem mãos de fada.- Esme disse segurando minhas mãos, o que me fez sorrir.
—Quando nosso filho vier, queremos que você nos faça uma visita. Imagine que maravilhoso seria Carl, ter a Rose e o Emm cozinhando juntos para nós.
—Seria ótimo. Mas agora vamos Esme, vamos deixar a Rosalie trabalhar.
—Tudo bem. Me dê um abraço querida, e não se esqueça da nossa proposta, será sempre muito bem-vinda em nossa casa.- Esme disse e em seguida me abraçou se despedindo. Carlisle concordou e fez o mesmo, fiquei observando enquanto saiam do restaurante e o manobrista entregava a chave à Carlisle.
Eles sempre foram muito receptivos comigo, desde que eu vim para Nova York e eles começaram a frequentar o Palais, me trataram muito bem e criaram laços comigo, foi bom saber que não estava sozinha nessa cidade tão grande.
Voltei para a cozinha e Dayse foi me parabenizar por ser tão educada com os cullen. Mesmo eu não gostando de sair e conversar com clientes, eu não seria mal educada com eles, são pessoas tão boa que nem em um milhão de anos eu faria isso.
Continuamos nossa rotina de preparação de pratos sofisticados, Melissa, Tyler e Mike, os garçons, entravam e saiam sem parar, até que os cliente foram se dispersando e o movimento diminui nos permitindo respirar. O telefone tocou enquanto eu montava minha última sobremesa do dia, gritei para que atendessem.
—Cozinha do Palais Sophistiqué.- Melissa atendeu e escutou atentamente, depois de alguns segundos se virou para mim com o olhar assustado e me chamou.
—Rose, é pra você.- ela disse.
—Estou ocupada, anote o recado.
—Acho melhor atender, é sobre sua irmã.
Pela expressão de Melissa e a urgência do telefonema, eu já meio que entrei em choque, algo estava errado com minha irmã. E sua filha? Melissa não disse nada sobre a Anna. Corri e tomei o telefone das mãos trêmulas de Melissa.
—É a Rosalie, pode falar.
—Senhora, eu falo do Mercy, sou Peter, preciso que venha para cá. É sobre sua irmã, Irina.
—O que houve? Ela está bem?
—Sinto muito, mas ela sofreu um acidente de carro e não resistiu, teve um traumatismo craniano e faleceu no local do acidente. A filha dela está aqui, está desacordada, mas está bem. Não conseguimos encontrar nenhum outro familiar da menina, encontramos seu número na discagem de emergência do celular da sua irmã, como não atendeu, um médico daqui que te conhece e conhece sua irmã, doutor Edward, disse que trabalhava no Palais e nós conseguimos o número daí. Precisamos que venha preencher uma papelada.
Meu Deus. foi só o que consegui pensar. As lágrimas agora corriam livremente por meu rosto, eu não acredito que perdi minha irmã, meu porto seguro, minha melhor e única amiga. fiquei em silêncio por longos minutos, todos na cozinha pararam o que faziam e me olharam, uns com olhar assustado, outros com pena, Melissa já devia ter espalhado o assunto da ligação.
—Estou indo.- Respondi para o homem no telefone que me passou os dados da ala em que Anna está no hospital e desliguei.
—Rose, não se preocupe com nada, pode tirar o resto da semana de folga. Eu sinto muito querida!- Dayse disse enquanto afagava meu braço.
—Meu pêsames Rose. Pode contar comigo se precisar, e eu já chamei um táxi pra você, está aí fora.- Esta foi Julie.
—Obrigada, foi só o que respondi antes de retirar a Doma e o avental e pegar meu casaco e bolsa no escritório para sair correndo.
Ainda não acredito, a ficha não cai. Nunca mais verei o sorriso doce e terno de minha irmã, nunca mais estarei perto dela e de sua aura linda, por quê?!

Notas finais
Espero que tenham gostado desse primeiro capítulo, logo teremos mais!
Comenteeeem por favor ♥ ♥
Até a próxima amores!!