Sem Mim...

5 Cap 5 - Azarath, Metrion, Zinthos!


(To meio P da vida kkk ai arte ajuda a desabafar e tirar do peito kkk \o era pro final ser feliz mas gora n sei mais nada kkk Quem me conhece e ta esperando uma reviravolta feliz… boa sorte. To de ovo virado kkkk)

Desperta com um aroma delicioso, vendo que seu relógio havia sido desligado.

Olha em volta e logo reconhece seu próprio quarto como ele sempre foi: cortinas blecautes bloqueando as janelas, paredes pintadas de azul, tapete roxo e móveis em preto. Tudo perfeito em seu mundinho particular. Sua linda e perfeita estante de livros e a penteadeira com velas.


— Rae? — o sorriso marcante dele… espera. Não estava tão marcante. Faltava algo em seus lábios. Algo continuava…

… errado.

— Me fez o café da manhã? — pergunta ao tirar os cabelos do rosto e se sentar. — Vai ficar mesmo me mimando?

— Vou. — sorri saudoso ao se sentar a seu lado e lhe entregar a torrada na boca, ela sorri e corresponde mas morde seu dedo de propósito.

— Eu sei me virar. — brinca ao olhar o conteúdo do prato. — Eu to melhor. Foi uma bolada, não um tiro de canhão. — responde e ele sorri.

— Verdade. O Vic ser um ciborgue foi mesmo uma viagem. Você era uma super vilã mesmo? Achei maneiro. — diz ao roubar uma torrada do prato dela a fim de a tirar uma reação, adorando ver seu biquinho de raiva. — Como eu era?

A pergunta a fez ter uma dor forte na cabeça.

— Foi um sonho idiota. — responde irritada virando o suco de uma vez. Não gostava nada do que sonhou, pensar nisso a dava vontade de chorar. Essa realidade era muito melhor que aquele pesadelo.

Era isso.

Só um pesadelo.


Com isso ela tenta se animar, e esquecer tudo o que havia “sonhado” por conta da concussão.

Passando os dias ali junto do namorado ouvindo suas histórias, uma versão bem menos fantasiosa da impressão que tinha de tudo. Sem poderes, sem grandes vilões, combates e nada disso.

Na verdade o que ela sonhou ser Slade o Exterminador nada mais era que o antigo diretor da escola e que implicava muito com o grupo, pelo que aprontavam e foi demitido por má conduta. Assim como Terra, que não era uma super vilã, só era a ex -namorada de Garfield e ela morria de ciúmes da loira, que não morreu tragicamente como ela parecia desejar. Apenas terminaram a relação.

Em suas memórias, tudo parecia ser muito mais incrível, e o jovem louro desmistifica tudo, tirando esse filtro de fantasia para o mundo real. Contando a ela o que “realmente aconteceu” a fim de a ajudar a fazer a ponte entre o que lembrava e a realidade,

Mas mesmo assim, aquilo parecia…

… errado.


— Gar…? — murmura o apelido deitada no colo do garoto enquanto viam um filme de terror, a pedido da mesma. Ele a olha curioso e ela leva a mão a seu rosto. Tinha algo errado, só não sabia dizer o que era. — Eu… já consigo me lembrar de tudo. Como te conheci e vim morar com o meu pai. Como eu… odeio ele e por que no meu sonho ele virou aquele demônio; e até entendo… por que eu mesma me via como um… mas eu… — ele a interrompe com um beijo gentil.

— Ei. Seu pai não é você. Já te disse isso um bilhão de vezes. E podemos ficar na minha casa se te fizer sentir melhor ficar longe dele.

Era bom ter a companhia, e não negava que suas palavras e comportamento eram muito agradáveis em todos os aspectos. Mas se sentia estranha. Aquilo era… bom até demais. Em demasia, como se aprendesse neste sentimento perfeito.

E se sentia estranha ao… se sentir desconfortável por tudo estar perfeito demais.


— Eu to ficando maluca. Vou… tomar um banho. — murmura e ele apenas acena que sim, pausando o filme.

Não fazia sentido o que sentia. Era natural ele estar sendo zeloso depois do que ouve; e era natural ela gostar deste carinho. Então por que sentia que estava errado?


Em seu pesadelo ela tinha um poder, um que não desligava por nada mesmo tentando: sua empatia. Podia sentir o que as pessoas sentiam e compreender seus sentimentos. Mas lógico que uma pessoa real não tinha poderes.

Ela sabia que o namorado a amava e se preocupava por suas expressões e fala, e nada mais. Como toda pessoa. Isso era normal, isso era…

… errado.

Por que?


Passa a mão no espelho embaçado. Lembrando que o homem disse sobre que a conheceu no futuro, ele disse que ela teria amigos. Que por ser uma empata não podiam esconder a verdade ou apagar suas memórias pois as memorias eram ligadas às emoções.

Ele a contou… que ela teria um namorado… um garoto… verde.

Ele disse que o garoto era verde.


Novamente uma dor excruciante a faz agachar no chão frio do banheiro.

Associava isso à cacetada que tomou e à concussão.

Logo tudo voltaria ao normal. Normal… Por que não conseguia sentir que aquilo era normal?


— Rae? — a voz preocupada dele a traz de volta dos pensamentos.

— Já to saindo. — responde ao abrir a porta, tentando disfarçar. — Esta tudo bem mesmo eu ficar na sua casa uns dias? — pergunta se virando afim de não o dar chance de analisar algo e ver que não estava muito bem.

— Claro que sim. Meus pais te amam. — a frazer apesar de dita com carinho e gentileza, a soa como em um filme de terror mal renderizado com algum defeito no audio.

Ela para de andar e o olha, e algo tripila como se visse suas orelhas longas como um goblin moverem-se confusas, mas ao piscar ele estava “normal”.

— Rae? Você não parece bem. — diz preocupado ao se aproximar e por a mão em sua testa.


Nesta hora a campainha toca, e ele se vira e vai atender sem pestanejar; quase como se precisasse de uma desculpa para ficar longe dela.

Mas ela espantas estes pensamentos; afinal não tinha motivos para tal “neura”, já que o garoto estava sendo um namorado perfeito e carinhoso nestes dias.


— Amiga. — o tom usado só podia ser resumido como “de patricinha”. — Desculpa ter demorado tanto, mas eu não soube do seu acidente. Como está? O Gar ficou te monopolizando só pra ele.

Ela se vira se deparando com uma garota de longas madeixas brilhantes e reluzentes sem conseguir lembrar de onde ela era ou quem era. A maquiagem bem feita e roupas de alta costura, nada nela dizia um motivo sequer para terem qualquer relação de amizade.

— Eu trouxe aquele livro que estava louca querendo. — a moça diz ao erguer uma sacola que trazia com sigo com um logo que a prende a atenção de uma forma que mal pode fingir. — Como está se sentindo? — pergunta com um tom preocupado, mas Raven não consegue de forma alguma se lembrar quem era ela.

— Muito obrigada. — desconversa ao pegar a sacola, dando toda atenção ao item contido ali.

Um livro enorme de todas as forças, grossura e largura; beirando o ridículo. Olhou novamente para a jovem a sua frente que sorria com gloss nos lábios, não vendo como ela havia erguido com tanta facilidade tal objeto.


— Trouxe o seu favorito também. — completa uma frase que não havia começado ao deixar um copo de uma cafeteria sobre a bancada e se dirigir a sala indicando desejar conversar; e ela por sua vez apenas pega o copo e olha para a porta da frente sentindo falta do namorado pela ausência estranha.

— Sabe onde ele foi? — pergunta direta e a garota parece sorrir, algo que a soa estranho. — Ele? Diz o Gar? Dá um tempo pro cara, sabe como cansa cuidar de alguém? Ele foi gastar uma energia na academia. — da de ombros. — Logo ele volta. Vamos aproveitar e falar de magia e as coisas que adoramos. — sorri empolgada ao tirar um bloquinho da bolça e desenhar sobre ele uma runa.

Os olhos de Rachel param sobre o desenho por um momento, antes da dor de cabeça a atingir.


— I-isso não ta me fazendo bem. Vamos… ver T.v. — impõe e a garota bufa, jogando o corpo com raiva conta o encosto do sofa.

— Você nem abriu o meu presente. — reclama fazendo bico, e Raven suspira pegando o copo e sorvendo um gole antes de abrir o livro.

Mais uma vez a dor passa como uma onda em sua cabeça e sua vontade era de largar aquele livro.

Besteira.

Ficar olhando bobeiras como brincar de magia.

Tinha de se concentrar nos estudos…


Mas a garota a olhava, e então abriu para não fazer desfeita. Se deparando com paginas em branco.

— Gostou? — a moça pergunta animada, mas ela não consegue dizer o sabor da bebida que havia acabado de tomar, nem se estava quente demais ou fria.

Confusa e preocupada ela se levanta.

Pensando que era culpa da concussão e o médico errou. Estava muito mal e precisava de análise médica.

Mas a garota sorri de forma sórdida.


— Não conseguiu ler? Nem sentir o sabor? O que comeu esses dias aqui, que o Gar te vez era lindo mas qual era o sabor? — indaga se levantando e caminhando na direção da garota que encosta na parede tremendo essa aproximação súbita. — Acorda! — grita ao por as mãos nos ombros da mesma e a chacoalhar.

— Do que está falando? Me solta. — a empurra em uma tentativa falha de afastar a amiga.

— Acorda. — volta a impor, e nessa hora a mão de Garfield a puxa de perto de Rachel.

— O que está fazendo? — indaga furioso, mas a garota sorri de uma forma maliciosa.


— Que fofo que você esta. — comenta ao olhar para Rachel. — É assim que o ve? Que prefere ou… não. Foi por isso que deu pane? Ele está diferente de quem você conhece; não? Ele está errado. Não? — afirma e o garoto irritado a arranca de perto de Rachel como se a protegesse.

Mas a garota se mantém sorrindo e rindo.

— Sai daqui. — ele ordena se pondo entre elas, mas a garota o ignora por completo.


— Eu entendo. De verdade. Já passei muito por isso. — suspira ao falar com Rachel. — É bom demais. Um paraíso sempre. Mas… isso *&%$#@!*&

Ela dá um pulo do lugar ao a voz sórdida e maliciosa da garota falhar a conexão.


— Rae. — a voz dele a cobra atenção. — Vamos voltar ao médico, você não está nada bem. — ele impôs ao se afastar e pegar um casaco por conta da chuva que caía lá fora, e ela só começava a notar agora. Afinal pode ter caído de repente.

— T-tah. — murmura ao pôr o casaco.

— Raven. — o apelido a faz olhar para a garota de imediato. — Eu sei como é bom. Mas nada disso é real. Você precisa acordar e sair daqui. — impõe com um tom preocupado. — Qual é o meu nome? O que tinha no livro? Não se tem como ler em sonhos Raven!


— Para de ser louca. Esta assustando ela com essa brincadeira idiota. — mas ele novamente se entrepõe. — O seu nome é Zatanna, e para de zuar a Rae. — completa ao agarrar o braço da namorada e a tirar dali.

Mas ela fica olhando para a menina. Zatanna? Não se lembrava deste nome; ou lembrava? Quando ou como conheceu ela? Por que ambas gostavam de magia e ocultismo…


— Vai ficar tudo bem. — ele entra no elevador a abraçando contra seu corpo. — Esquece o que essa maluca falou, você só não esta bem.

— Eu… sei. — tenta acreditar no namorado, afinal não tinha motivos para duvidar de nada.

Mas não conseguia deixar de sentir que estava tudo… errado.

Muito errado.


— Fala sério. Desceu correndo as escadas pra fazer cena? — ele já impõe a versão que era mais lógica assim que a porta abre e Rae poe os olhos na garota.

— Não. Nada é real, eu só fiquei onde estava. — da de ombros ao os seguir pelo corredor. — Raven, está me vendo como ela; mas sou eu. Me veja.

— Chega. — ele se impõe revoltado. — Eu não bato em mulher, mas está provocando muito. Isso não tem graça alguma.

— Ui. Vai bate. — o provoca. E ela quase reconhece este jeitinho petulante.

O sorriso debochado, a forma de por as mãos nos bolsos… toda a pose e a panca de marrento. Isso, marrento, e não marrenta. Toda a forma de ela se mover eram masculinas.

— Isso, esta rompendo. Usa seus sentimentos Raven. — diz deixando que ele saisse pela porta em direção ao táxi. — Por ele aqui foi burrice. Ele, justamente seu namorado, alguém que voce tem muitos sentimentos. Sentimentos são memórias Raven, lembra de como ele é. quem ele é.


— Vai ficar tudo bem. Devia ter me dito que estava com dores de cabeça. — diz ao fechar a porta, mas ela nunca demonstrou as dores perto dele. Como ele soube logo agora? — Ignora essa maluca. Vai ficar tudo bem. — sorri gentil.

Tudo que ele dizia fazia muito sentido. Então por que sentia que ela, a maluca quem falava a verdade? Se nada que ela dizia era lógico.

Por justo ele ali? Ele? Seu namorado… Garfield Logan… Não. Ele tinha um apelido, outro nome; ela o chamava de outra forma. Havia se acostumado a o chamar de Gar apenas depois do namoro… mas ela o chamava de outro nome.

Qual era?

Lembrar de como ele era… Senti que tinha algo faltando que ele estava errado. Mas o que?


Justo ele… ?

Lembrou dos amigos dele, nada neles a deixou tão incomodada quanto em Garfield. Seu sorriso e suas mãos. Tinha algo errado, algo faltando.

Fechou os olhos e deixou as emoções a tomarem.

— Rae? — a voz dele a chamava de volta exigindo que ela parasse com aquilo. Quase em desespero. — Rae!

A voz dele era idêntica. Idêntica ao que? Então o problema era sua aparência?


Lembrou das longas orelhas, pensou ser fofo e associou a um goblin, não a um elfo. Goblins… eles… eram verdes!


Abriu os olhos e se viu sentada em um banco de uma praça.

O garoto a seu lado estava chorando.

— Por que fez isso? Por que está tentando sair? Você não quer ficar aqui? COmigo?


Ela vinha calmamente andando para a praça.

— Ela quer ficar com o verdadeiro *$. — a voz da garota novamente falha ao citar o nome que ela não conseguia lembrar. — E também com %*$ e os idiotinhas do seu grupo fofo e tosco.

Ela encara a garota mais uma vez. Quem era?

— John? — pergunta e ela sorri. Um vento cortante a faz precisar virar o rosto e quanto olha novamente era ele parado ali. Com a mesma pose arrogante.

— Finalmente está me vendo.

(Em uma das versões conta que John era para ser gêmeo, mas matou seu irmão ainda no útero e esse ato foi que levou sua mãe a óbito. Isso é bem parecido com o professor X, que viu que o irmão seria muito poderoso que ele e o matou, sei que tem versões onde o irmão aparece como mulher e essa que foi pro filme alias. Achei legal usar o personagem nem que fosse um pouco, já que a obra será bem curta. Professor x pra quem não sabe é o Xarles Xavier ok.)