Sem Mim...
6 Cap 6 -🔞Yu Mo Gui Gwai Fai Di Zao!🚫
(Sim, se você reconheceu o título parabéns teve uma boa infância. E escreve assim mesmo em xines. s2 Desenhando caso não tenha ficado claro: a obra traz uma crítica a pessoas que pegam algo que já tem uma identidade específica e fodem essa coisa em prol de uma ideal maluko. Eu não tenho nada contra fazer uma coisa nova em prol de um ideal. Mas não pega um vampiro e transforma em fada. Tá ligado? Existem obras que são pesadas e outras não são. Se você odeia terror, é só não ver. Não precisa converter o personagem foda em uma bosta tiola que agrada outro publico. Não estraga um personagem bom em filme fazendo ele ser o que ele nunca foi.)
— Só você pode se libertar. — a voz dele vinha em meio a piedade. — Eu sei… esse mundo é perfeito e tem tudo que você quer; principalmente não tem o que não quer. Não tem a realidade horrível que vivemos. Mas viver em uma doce mentira sempre vai parecer melhor que encarar a realidade. Seja forte porra!
As palavras dele doíam muito.
Mais que qualquer porrada que já tomou.
— Rae. Não precisa ser assim. — ela volta a abraçar como se pudesse a segurar ali com ele. — Fica… fica comigo. — súplica, fazendo seu coração doer.
Os dias ali foram perfeitos.
Os melhores dias de sua vida; sem se ver como um demônio. Sendo apenas uma garota normal, onde sua maior preocupação era suas notas e planejar o futuro.
Onde seu pai era apenas um babaca não… Não o que? Um demônio destruidor de dimensões e conquistador de realidades.
Era isso que ele era.
A imagem de Trigon vem a sua mente, o ser colossal de pele vermelha com chifres diversificados e seis olhos sobre sua face distorcida pelo mal.
Levou as mãos ao rosto sentindo que suas sobrancelhas não eram exatamente o que pareciam, e sim olhos fechados em sua testa.
— Não, não. — não queria acreditar.
Seu corpo tremia com a dura realidade.
Estava presa nas ilusões de um inimigo que a deu um mundo perfeito de seus sonhos.
— Rae, fica comigo. Por favor. — mais uma vez ele suplica.
Ela se sentia bem ali, sendo guardada em seu abraço gentil.
Mas não podia. Ele não era real.
— Eu vou. — diz ao sair de perto dele. — Mas eu vou… te achar. O você real. Vou me lembrar quem é. Como você é e onde está. Qual é seu nome… o nome que eu não lembro. — diz ao se afastar e o garoto surta indo pra cima dela, mas antes de a tocar tudo se desfaz e ela volta a realidade destruída pelo chilique da garota.
— Bem vinda a merda da realidade. — o jovem louro a seu lado sorri ao limpar o suor de sua testa; mostrando que teve de fazer muita força para entrar na ilusão e a localizar.
— Obrigada… pelo resgate. — diz sem graça, por ter caído em tal armadilha. Se lembrando como ele havia reagido ao despertar, entendendo que sim: ele realmente já tinha experiência com esse tipo de armadilha mental.
Limpando uma lágrima por deixar seu namorado dos sonhos para trás. Aquela vida perfeita de colegial, comum sem poderes.
— Não precisa agradecer. Ela queria te guardar como um ícone de colecionador, no mundinho que ela acha melhor. — ele murmura raivoso olhando a garotinha que parecia procurar algo inconformada e revoltada. — Você não é um brinquedo pra ela pegar como seu personagem favorito e fazer o que quiser com você. — bufa como se levasse para o pessoal.
Mas ela nota um detalhe, ele não estava fumando nem xingando tanto.
— Desgraçado! — a garota grita ao ver que Raven estava fora de sua iluzao. — Eu fiz ela feliz. Tudo estava bem. Ia ser uma fofa história romântica do jeito certo! Os titãs são novos, eles têm de ter histórias legais assim! — grita esperneando como se fosse a coisa mais séria do mundo.
Mas ele nada faz, apenas fica olhando esse drama; enquanto todo o mundo parecia ruir e ser destruído por ela.
Raven pode ver as pessoas se abraçando de medo já cansadas de chorar de pânico.
— O que vamos fazer? — pergunta recordando de como usar seus poderes; convertendo suas roupas a seu marcante manto em tom anil, e o collant de um azul escuro quase roxo com o cinto em esferas vermelhas com o adorno e correntes douradas.
— Nada. — responde de forma traumática para ela. — Não importa se você é a pika grossa. Nada é mais forte que essa coisa. — afirma olhando a garotinha que gritava rompendo o céu como se rasgasse igual uma folha de sulfite desenhada.
— Então… por que me tirou de lá? — grita revoltada com lágrimas nos olhos. Sentindo a magia que dominava suas emoções começarem a se descontrolar. — Lá eu podia ser normal! Podia sentir! — grita revoltada e ele a olha por cima do ombro com tom de desdém.
Mas ela não tinha como entender seu plano, ela não passava de uma isca para a garotinha olhar e dar atenção e não perceber o que John fazia.
Afinal ele só era parecido com o feiticeiro malandro por ser seu irmão gêmeo não nascido.
PUFF
— O que está havendo aqui? — a vozinha ranheta e fanha de criança, rompe o momento dramático dela, a fazendo olhar.
O traje largo parecia ter sido comprado em uma loja de fantasias, barato e grande de mais para aquela criança. Os dentes marcantes da troca pela idade o davam um tom fofo, e ele levitava de ponta cabeça olhando todo aquele caos.
— Eu não acredito! Você quebrou tudo? — ele grita revoltado no ouvido dela. — Arruma agoraaaaaaa!
— M-mas eles são maus! Fizeram tudo errado! — ela retruca o grito chorosa ele cruza os braços bufando.
— Você que estragou tudo. Eu não vou mais ser seu amigo. — responde revoltado e ela se pões a chorar.
— Nauummmm! Eu só tava arrumando.
— Eu não pedi pra arrumar nada. Você estragou tudo que eu gosto! Eu não mexo nos seus desenho, bestas e mudo eles! — responde revoltado, e ela só sabe chorar. — Eu não vou mais ser seu amigo. Você estragou tudo! — falar irritado e batendo o pé.
— Nãumm pu fa vor… Eu arrumo. Eu arrumo! Mas tava feio.
— Eu gosto assim! — é a vez dele fazer o chilique.
— Que porra é essa? — Raven murmura fazendo o garoto a seu lado rir.
— Coisa do John. Eu não tenho a menor ideia. Ele me pediu para fingir ser ele enquanto ia fazer algo, só precisava de você pra distrair ela.
— Ele… foi chamar esse garoto? Pra que? — pergunta frustrada, logo vendo o verdadeiro John se aproximar.
— Bat-mirin é o único que poderia a conter. — da de ombros se dando por rendido. — Ninguém gosta quando alguém mexe nas suas paradas. — afirma ao tragar um cigarro, e logo ela o vê tomar a sua forma adulta deixando o semblante de um adolescente. — Lembrou? De tudo? — a frase dita a faz focar nos olhos azuis do mesmo, e logo é inundada por memórias; ruins terríveis e outras boas. Muito boas.
Com seus amigos seu time, que ela conheceu no futuro.
Seu corpo também toma a forma mais velha e ela lembra o nome de todos eles.
— O Beast Boy, Mutano… é verde. — ri ao olhar para o louro que havia comentado a cor do garoto no início de tudo. — Zatanna é a sua namorada. — murmura pensativa. — Deviam se casar logo. Ter uma família.
— Aff, não me enche. — cora ao virar o rosto e olhar a briga titânica infantil e besta que se passava no céu.
Algo simplesmente aterrador.
Um ser tão poderoso sem maturidade alguma para conversar e compreender as coisas que fazia.
Capaz de rasgar a realidade, por um simples capricho.
Nada parecia pior que alguém com tamanho poder, de mudar vidas mas o minimo discernimento de como o usar.
E em um piscar de olhos ele desperta em um bar sujo e escuro, com um copo em uma mão, amassando um maço de cigarro com a outra.
— Lar doce lar. — murmura ao soprar a fumaça dos pulmões, olhando um bêbado caído à mesa do lado todo vomitado, e provavelmente cagado.
Se levanta tirando notas amassadas de seu bolso ao pagar a conta e caminha nas ruas enfeitadas por prostitutas e pichações indecentes. Seu mundo tinha voltado ao normal.
Seu mundo.
Parou um pouco para refletir sobre o que viveu. A chance que perdeu de salvar as pessoas e mudar seu destino.
O passado sempre o atormentava, o impedindo de ter um futuro. Mas ela… Raven não deixava quem era mudar seu destino; escolheu a luz.
Bufou e caminhou para a porta encantada que surgia à sua frente.
Vasculhou gavetas e armários até encontrar algo que desejou esquecer um dia ter comprado; e escondido tão profundamente que esqueceu tal sentimento de esperança.
— Ta bem. Vamos dar uma chance a… apenas tentar. — diz ao abrir a caixa empoeirada e destruída vendo um lindo anel de noivado.
(P-po-por hoje é só pessoal. \o Brincadeiras a parte espero que tenha agradado. Bjs.)
Fale com o autor