Sem Destino
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Nesse capítulo é só apresentação simples das personagem e início da estória.
(ponto de vista: Beatrice)
Eu acho que deveria agradecer por poder estar acordando para mais um dia de vida, porém só o fato de pensar que meu dia será o mesmo dos anteriores já me deixa desanimada. A única coisa de “diferente” é que hoje é sábado e eu não tenho aula, mas então me lembro de que isso acontece todo sábado. Porém, nada disso vai me abalar, graças ao meu namorado eu não preciso me preocupar com nada porque ele torna minha vida mais que perfeita.
Descendo as escadas já posso escutar de novo aquele noticiário sobre esses babacas que querem criar uma vacina para curar todas as doenças, que já estão em estágio final e blá, blá, blá. Mas isso não importa pra mim, de novo. Afinal, essas coisas nunca dão certo, não é mesmo? Não tão cedo, pelo menos.
Minha mãe continua fazendo suas coisas habituais, assim como minha irmã e também meu cachorrinho, que por sinal está se espreguiçando, adoro vê-lo fazendo isso. Pego minha coisas e vou tomar banho, logo estarei com meu amor. Depois de me arrumar e prender o cabelo em um coque. Sigo para a cozinha para poder comer alguma coisa, mesmo sem muita vontade. Como o que minha mãe preparou e vou até o jardim para brincar com meu cachorrinho, Tyler, que já está sentado com o rabo balançando esperando que eu lhe dê alguma coisa, enquanto aguardo meu namorado.
O dia está bonito, sem nuvens, sem muita gente na rua, quase não tem barulho, e isso é um tanto quanto estranho em uma cidade como essa. Mas não vou me perturbar com isso, até porque eu sempre quis que fosse assim, não é!?
Depois de alguns minutos escuto uns assovios e olho para o portão e meu namorado, Adam, está encostado nele sorrindo pra mim, enquanto eu me aproximo. Quando chego perto do portão, ele se afasta um pouco para que eu possa passar e logo me pega pela cintura, me envolvendo um abraço aconchegante e me dá um beijo. Como eu queria que o tempo parasse agora e pudéssemos ficar assim para sempre. Combinamos hoje de ir até a casa dele para assistir um filme, dessa vez um de terror, daqueles de zumbi sabe!? Mas eu nem lembro o nome, com certeza eu nem vou assistir o filme, nem gosto desse tipo de coisa. Mas filmes assim dão mais oportunidades para que eu e Adam possamos ficar beeem abraçadinhos.
- Tudo bem com você, meu amor? – Adam afrouxa seu braço da minha cintura, e desaproxima um pouquinho o rosto do meu, dando ainda para sentir o toque leve de seus lábios próximos ao meu, e seu hálito quente envolvendo meu rosto.
- Agora está tudo perfeito. – Lhe dou mais um beijo e lhe aperto em meus braços. Ele sorri, e passa seu braço apenas um braço pela minha cintura, e nós vira para que possamos seguir nosso caminho até sua casa.
Depois de um tempo de silêncio, ele me dá uma beijo no rosto e comenta sobre a mesma coisa que eu já havia pensado:
- Nossa, hoje está tudo muito calmo, não é!? – Ele se vira para mim, olha em meus olhos e depois da um pequeno sorriso, olhando ao seu redor. Poucos carros passam, alguns animais como cachorros e gatos, algumas crianças passando com seus pais, mas nada comparado a qualquer sábado anterior.
- Eu pensei sobre isso antes de você vir até aqui. Mas do que importa, está bem melhor assim não é!? – Com a minha mão que está em sua cintura, eu remexo um pouco os dedos com o intuito de lhe fazer cócegas, mas paro rapidamente após ele dar algumas gargalhadas e depois revidar.
Um pouco antes de chegarmos a sua casa, vemos um grupo de pessoas um pouco assustadas, olhando para os lados e comentando sobre algo que estava passando no noticiário, enquanto se despedem umas das outras rapidamente e seguem para suas casas para se proteger de algo. Adam e eu nos entreolhamos e pensamos a mesma coisa: quando chegarmos em sua casa, veremos o que está acontecendo.
Entramos em casa e Adam logo se prontifica para ligar a TV, enquanto eu já estou sentada no sofá, olhando atenciosamente para a tela. Ele senta-se ao meu lado com o controle remoto em uma das mãos e com a outra me envolve e me dá um beijo na testa. Não falamos nada até que ele mude para o canal do noticiário.
Segundo o âncora do noticiário, aconteceram pelo menos nas últimas horas dez mortes ainda sem explicação. Foram encontrados corpos mutilados – ainda não sabem quais foram às armas para tal feito – Em várias partes do Estado. E o mais estranho é que após algum tempo os corpos somem assim como quem estava cuidando dos mesmos.
“Não sabemos sobre o que se trata, mas seja lá quem está fazendo tudo isso, está procurando por mais. Dez corpos foram localizados, mas não se sabe se ainda existam mais vítimas deste agressor. Então recomendamos à todos que procurem não sair de casa, ou se forem tomem bastante cuidado com as ruas. Também tranque bem as portas e janelas e não atendam nenhum estranho em suas casas. Não sabemos o causador de tudo isso! E agora mais notícias sobre a vacina…”
Então o âncora da TV voltou a falar sobre o assunto que eu ouvira de manhã, sobre a vacina que estavam criando. Que assim como eu pensei, não está dando certo. Fizeram testes em animais, mas não funcionou, porém eles conseguiram uma cobaia humana, pois talvez a vacina não funcione em animais. Mas o mesmo, após algumas horas de agonia faleceu e foi enterrado.
Onde essa pessoa estava com a cabeça a se submeter à uma experiência que já havia matado animais, porque não humanos!?
Mas não é isso que interessa, e lembro-me disso após perceber que Adam estava em pé trancando as portas e janelas e me olhando um pouco assustado.
- É melhor prevenir, não quero que nada aconteça a você. – ele se aproxima de mim, me levanta do sofá e me dá um abraço bem apertado, sussurrando em meu ouvido que me ama.
De repente uma lágrima escorre de meu rosto, sinto um nó na garganta e um aperto no coração. Não sei o porquê, mas eu me apertei mais nos braços do Adam, com medo e sussurrei em seu ouvido:
- Não importa o que aconteça, eu sempre estarei aqui, nunca me esquecerei de você e sempre serei tua. – Ele tentou me puxar para olhar em meus olhos, mas eu não permiti, apenas enxuguei as lágrimas e lhe dei um beijo, profundo e cheio de amor.
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