Sem Compromissos
10 Capítulo 09 - O gato de Schroedinger está vivo
Notas iniciais
Capítulo 09 – O gato de Schroedinger está vivo
Passando-se mais uma hora no bar, Castiel achou já ser o bastante de bebidas por um dia. Não que ele fosse fraco para o álcool, porém todas as indagações e perguntas feitas por Charlie o deixaram, no mínimo, intrigado.
Ele é amigo de Dean.
Ele gosta do jeito ranzinza do loiro.
Assim como da maneira tola que ele ri com uma piada.
Ou como Dean o faz querer rir das piadas bobas dele.
Gosta de poder contar absolutamente tudo a ele.
Gosta da confiança que possuem.
Mas Dean e ele são melhores amigos declarados desde o ensino médio.
E tudo funciona tão bem com a sua vida desse jeito.
Então eles fizeram sexo, uma, duas três, quantas vezes mesmo? Castiel nem mais se lembrava. E desde a segunda noite, após a pequena aposta silenciosa, nenhum deles arrumou uma desculpa para engajar nessas “atividades”.
Contudo eles continuaram a amizade de antes, como se nada tivesse mudado, mas era como se o sexo fosse uma adição maravilhosa ao que eles já tinham.
Por tudo que há de mais sagrado neste mundo! Castiel precisa dormir e esfriar a cabeça!
Parando na entrada de seu apartamento, o moreno encosta a testa na porta por alguns minutos, repassando todas essas coisas na sua mente, incapaz de entender o que acontecia com ele, em nomear que tipo de relação ele e Dean tinham; pois eles de repente pareciam tão mais do que amigos...
– Isto é complicado... – Castiel murmura para si mesmo, respirando fundo e entrando em casa.
No momento em que ele tranca a fechadura e remove seu casaco, Dean aparece esbaforido na entrada, estufando o peito apressado, cabelos bagunçados e a mesma roupa de mais cedo.
– Merda, Cas! Onde diabos você estava?! – ele pergunta, brutamente.
– Fora. – ele rebate, pendurando o sobretudo ao lado da porta.
Enquanto isso, Dean revirava os olhos.
– Oh, duh! Eu fiquei te ligando por umas três horas! Eu até mesmo falei com o Gabriel para perguntar sobre você!
Castiel franze o cenho, olhando para o loiro confuso, ainda que com feições curiosas. E Dean apenas fala sem parar, perdido nas próprias palavras:
– Cas você saiu daqui depois do que disse, e eu só-merda! Tudo veio tão errado na minha cabeça, e eu não sabia onde você estava; fiquei preocupado e eu queria falar com você de novo; dizer que sentia muito e—
– Dean.
O interrompendo, Castiel se aproxima dele, parando na sua frente. O loiro move os olhos dum lado a outro, incerto.
– Cas, eu...
– Tudo bem, Dean.
Com isso, apenas aquelas palavras pareceram desconstruir todas as barreiras erguidas naquela noite. E respirando aliviado, Dean deixa sua cabeça cair a batendo contra o ombro de Cas, logo recebendo um gentil afago em sua nuca.
– Desculpe ter sido um babaca, eu sei que você só queria ajudar. – Dean fala, ronronando enquanto Castiel massageia seu cabelo.
– Obrigado. – Castiel responde – Mas eu também devo me desculpar. Não era meu dever dizer nada a Lisa, mas sim o seu.
– Acho que nós dois fizemos besteira, uh?
– Creio que sim.
Dean esfrega a bochecha sobre o ombro do moreno para levantar seu queixo e se encontra com o par azul o encarando com a mesma quantidade de apreço que ele tem por seu amigo. Saber que Castiel estava lá ao seu lado, não importasse o que... E Cas sabia o quanto Dean o apreciava e se preocupava com seu bem estar.
Quem fecha a distancia entre eles primeiro é Dean, roubando um rápido beijo de Castiel.
O menor não se assusta, mas também não se move, sem compreender porque Dean o beijou, afinal, não havia nenhum contexto para tal ação, nada palpável as suas prévias dúvidas. Era apenas uma briga como qualquer outra que tinham.
Ainda assim parecia tão certo concertar as coisas desse jeito, ao tocar e confirmar ao outro que haviam se aceitado, que o pior tinha passado e eles apenas... Queriam ficar juntos.
Erguendo uma mão instável, Castiel toca com a ponta dos dedos o queixo de Dean, e devagar chega mais perto, juntando seus lábios outra vez. Os olhos se encontram em um segundo, e no outro há um novo beijo, onde a timidez inicial do moreno o abandona.
Dean o segura pela cintura, fechando seus olhos e puxando Castiel para si, e Cas põe os braços ao redor do pescoço do maior, tornando o doce beijo em algo apaixonante.
São todos os níveis de correto, e nenhum deles conseguia entender como eram capazes de ficar no mesmo cômodo sem se tocar. E é bizarro, completamente insano, e tão perfeito.
Dean começa a enfiar as mãos por dentro da blusa de Castiel, puxando os botões aos poucos, enquanto Cas tira rapidamente a camiseta que o loiro vestia, o deixando com o peito exposto. As unhas do moreno o arranham do abdômen ao tórax e Dean consegue só grunhir, não querendo largar da boca do menor.
Recostando as costas de Castiel numa parede ao lado do quarto, Dean termina de abrir a camisa social, parando por tempo o bastante para ver a perfeição que é o corpo do moreno, tornando a beijá-lo no pescoço, na clavícula e, Deus! Por todos os lugares possíveis!
Dean continua o empurrando para o quarto até jogar Castiel de bruços na cama. O moreno se ergue pelos cotovelos, mas sente o peito de Dean caindo sobre suas costas no mesmo instante, ficando preso debaixo dele.
Uma mão do loiro o envolve pelo pescoço, subindo os dedos até sua testa e arrastando o cabelo para trás enquanto o beija debaixo da orelha. Involuntariamente, Castiel empina o quadril, sentindo no meio de suas nádegas o volume de Dean batendo contra ele.
– Quero você sem roupa, agora.
Dean murmura na ponta de seu ouvido, e Castiel geme, concordando, entreabrindo os lábios e sentindo Dean por as mãos na barra de sua calça, as puxando para baixo.
Ele deixa o moreno apenas com a blusa de botões aberta, e enquanto está atrás dele, vendo a cintura de Castiel levantada na sua direção, ele não se contenta a apenas olhar, mordendo uma banda, depois a outra, sentindo Castiel se remexer no colchão, e finalmente ele afasta os dois belos e redondos pedaços de carne, beijando com a ponta dos lábios o meio do períneo de Castiel e descendo com a língua até encontrar a abertura dele.
– Dean!
O moreno enrosca os lençóis nos dedos, cerrando os olhos e afastando as pernas sem nem perceber, grunhindo o nome do loiro várias vezes conforme ele lambia, beijava e sugava levemente sua entrada, apertando as nádegas com as mãos ávidas a querer provar mais dele.
– Eu nem sabia que gostava disso até te ouvir gemendo, Cas. – Dean fala entre uma lambida e outra.
– P-por quê?! – pergunta o outro numa voz rouca e quebrada.
– Porque é tão bom... Te ver... Desse jeito. – Dean fala, arranhando os dentes sobre o anel, lambendo e sugando, pondo a língua devagar ali dentro enquanto Castiel se desfaz mais e mais sobre o colchão, com os músculos relaxando e ficando à mercê das investidas da molhada língua de Dean.
– E-eu também gosto–ah! Q-quando você faz isso! – o moreno grita.
– Gosta, é?
– S-sim...
Com uma última lambida, Dean escala as costas do menor, levantando a blusa branca e beijando a coluna dele até chegar a sua nuca, beijando abaixo da orelha de Cas, enquanto ainda massageia cada uma das bandas dele.
– Se você não tivesse falado, eu não teria adivinhado Cas.
Dean implica com ele, ouvindo uma risada quebrada vinda do outro debaixo dele.
– Você... Realmente quer fazer piadas nesse momento?
O loiro ri.
– Não pude resistir. – sorrindo, Dean puxa Castiel pelo queixo, o fazendo virar a cabeça para trás, beijando-o – Mas é sério o que eu disse.
Nisso, Castiel abre os lábios, rindo de leve.
– Podemos continuar agora, ou tem mais algum comentário adicional?
Parecendo pensar um pouco, Dean estica o canto da boca para o lado, deslizando a mão até a cintura de Castiel e a erguendo devagar até que ele recoste sua ereção sobre as nádegas de Castiel.
– Só quero dizer que vou te foder agora, e que você vai adorar cada minuto disso.
Num veloz movimento, Dean vira Castiel na cama, deitando-se no meio das pernas dele e roubando um beijo, acariciando as coxas do moreno que ao mesmo tempo se ergueram no colchão e ficaram ao redor da cintura de Dean.
– Isso não foi uma piada. – Castiel fala, pondo uma mão sobre o rosto de Dean.
– Não era ‘pra ser.
No lugar do riso, os dois trocam olhares de querência. Castiel leva os dedos do maxilar de Dean até sua boca, passando-os sobre os lábios do loiro, que beija cada um deles, sugando a ponta do anelar de Cas e o soltando logo em seguida.
O brilho esverdeado deles parecia ainda mais intenso do que antes, e Castiel pensava simplesmente em como Dean podia ser tão maravilhoso com ele... Apesar dos estouros da sua personalidade esquentada, Dean preocupava-se com seu bem estar, sentia-se mal por tê-lo magoado, e muito mais do que isso: Dean queria sempre o fazer sentir-se bem – fosse na cama, fosse fazendo o jantar em seu apartamento todas as noites, ouvindo suas reclamações do trabalho, assistindo aqueles programas na televisão antes que começassem a dormir um no ombro do outro do sofá; e Dean toda a vez amolava Castiel sobre o seu rosto cansado. E os dois iam discutindo em meio às implicâncias até o quarto, onde acabavam debaixo dos lençóis. Se parecia tanto com o que Charlie falara.
– Você vai me foder agora, Dean?
A boca de Dean se entreabre ao ouvir Castiel falando aquilo com a voz tão grave e mandatória. No mesmo instante, Castiel não se conteve ao pôr o dedo mais fundo ainda na boca de Dean, o vendo ser sugado, com os lábios do maior se envolvendo ao redor das falanges.
– Vou sim.
Dean fala, beijando Castiel, e ele segura o cabelo de Dean, bagunçando-o enquanto o maior mordisca seu pescoço, já apanhando o lubrificante que fica ao lado da cama de Cas e o espalhando por sua mão. Ele a encharca, sabendo que Castiel gosta quando fica molhado e aberto a Dean.
O primeiro dedo passa com facilidade pela entrada do menor, e Castiel contorce o corpo no colchão com a primeira invasão em sua abertura. Mas o prazer logo toma o lugar do desconforto, e Castiel apenas arfa, antecipando com os dedos de Dean o volume dele, mordendo os lábios enquanto se deixa relaxar nos toques, beijos e os dígitos de Dean o tesourando e alargando com o cuidado que sempre o faz.
– Você já esta aberto, Cas.
O loiro fala, parecendo impressionado, ao passo em que o menor apenas concorda com a cabeça.
– Eu quero você, Dean.
Beijando o meio do peito de Cas, Dean para com os olhos na frente dele, tocando o membro rijo do moreno, sentindo as primeiras gotas de pré-gozo caindo da fissura da glande, ouvindo o grunhido de Castiel quando o faz.
– Ansioso, uh? – Dean implica.
Como Castiel poderia mentir sobre isso? Ele sempre está pronto, sempre tem vontade de estar com Dean em qualquer momento do seu dia.
Ele sabe que se distrai no trabalho pensando sobre o amigo andando em seu apartamento enquanto escuta suas fitas no rádio da sala, sem camisa, apenas a calça jeans frouxa, cantando as letras que sabe de cor. Castiel sente-se ansioso porque ele quer acabar aquela tarde no escritório e correr para casa onde irá encontrar Dean e tão-somente ficar com ele.
– Sempre Dean.
Ele fala, e o loiro ergue o canto da boca, girando com facilidade seu pulso dentro de Castiel, sabendo que ambos estavam mais do que prontos.
Ajeitando-se no meio das pernas do moreno, Dean se alinha sem dificuldade alguma, já conhecendo cada centímetro, cada dobra e detalhe do físico de Castiel. Os movimentos de ambos é quase coordenado: Castiel abrindo as coxas e erguendo a cintura do colchão enquanto Dean encosta sua extensão na entrada dele e se enterra ali como há muito queria fazer.
Os dois se abraçam, respirando descompassados juntos, gemendo juntos, movendo num acorde quase idêntico.
Quando Dean começa a entrar e sair de Castiel novas gotas do fluido transparente saem da glande de Cas, caindo na mão de Dean e ele não consegue se controlar quando leva seu dedão à boca para sentir o gosto. Castiel choraminga com a cena, e os olhos verdes descem a ele. Dean entorta um sorriso, enfiando seu falo lentamente nele enquanto lambe o dedão, vendo Castiel sofrer entre o prazer da visão e gemidos engasgados ao respirar apressado.
Ao passar a língua na ponta do dedo, Dean desacelera o ritmo de suas estocadas, permanecendo imerso, sentindo o anel constringir ao redor de sua base enquanto sua outra mão massageia a coxa de Cas em gentis arranhões.
– Você quer provar? – Dean pergunta num sorriso lascivo.
Abrindo os olhos em êxtase, Cas balança a cabeça inúmeras vezes.
– Uhum!
Castiel apenas ronrona em anuência, abrindo sua boca e pondo a língua para fora num convite enquanto seus olhos brilham em desejo. Dean para de se mover por um instante para se concentrar na tarefa de espalhar o fluído de seu dedão sobre o lábio inferior de Cas, circulando sua boca e arrastando os dígitos pela língua. Castiel geme enquanto Dean desce a mão novamente para recolher mais do delicioso líquido, e Castiel o suga outra vez, lambendo cada dedo limpo e os sorvendo devagar.
Castiel sente seu próprio sabor nos dígitos deslizando na carne inchada da língua enquanto ele chupa e os mordisca com um olhar faminto. Olhos azuis estão perdidos num borrão negro onde Cas vê apenas Dean, sente apenas seu corpo e toques, fazendo-o estremecer na cama com cada músculo retraindo em sinais elétricos de prazer.
Aquilo está matando Dean, pouco à pouco, assistir Castiel engolindo o seu pré-gozo que brilha em seus dedos. Ele não sabia que ver alguém lambendo sua mão poderia lhe dar tanto tesão. Mais ainda, Dean está certo de que ele poderia parar de se mover e gozar apenas observando Cas e sua face carente ao sorver seus dedos, ronronando feliz com as bochechas afundadas pela sucção.
Tirando os dedos e os trocando pelos toques de seus beijos, Dean se enterra outra vez em Castiel, o abraçando e ficando cada vez mais perto, aproximando seus corpos num abraço.
Dean enfiava e rebatia suas coxas nas nádegas de Castiel, esticando seu torso e segurando firmemente os joelhos dele, meio dobrados sobre o peito do moreno. Ele gemia a cada estocada, precisando segurar o lençol atrás de sua cabeça.
Dean via os dois bíceps tencionados do moreno com o movimento forçado, e Dean apenas lambia os lábios com essa visão; do corpo de Castiel sendo desenhado por cada linha dos músculos definidos dele, o peito estufado, os braços enrijecidos, e a linha do pescoço tensionada e ressaltada na pele, sem contar o formato de “o” de sua boca, lançando os gritos roucos de prazer no ar.
Dean grunhe sem nem perceber.
Alinhando-se outra vez dentro de Castiel, Dean conseguia sentir exatamente aonde estava o atingindo, sem contar que a maneira com a qual Castiel se rebatia na cama era uma dica perfeita. Dean o acertava naquele lugar gostoso que fazia Cas estremecer, vibrar e se desfalecer.
– Dean, Dean, ah-D-Dean!
– Isso... Cas, assim!
Dean fechou os olhos em meio aos urros por mais do moreno, inclinando seu quadril para cima e sabendo que estava lá, que ele havia conseguido levar Castiel a loucura só de entrar nele e o estocar fundo, bem fundo, mordendo o lábio inferior em meio a um sorriso, e sim, ele acerta, sempre, sempre, sempre.
Arregalando bem os olhos, Castiel quase perde a voz quando sente o calor em seu baixo ventre crescer:
– Ouah! Dean, Dean, oh meu—
Açoitando Castiel, o membro de Dean atinge todos os cantos do interior dele, o preenchendo por dentro e o deixando cheio com seu volume, com a rigidez do membro que acerta cada local que o leva à loucura em tesão, êxtase e prazer, apenas prazer.
Num rouco grito que faz Castiel retorcer as mãos nos lençóis, Castiel grunhe e urra, revirando os olhos por trás das órbitas e pálpebras fechadas, partindo os lábios e deixando o som de seu orgasmo tomar conta do cômodo.
Arfando o cansaço em rápidas baforadas, Cas abre devagar os olhos para encarar o torso suado de Dean acima dele.
– Ah… E-eu acabei de… — Castiel murmura, parecendo surpreso e confuso.
– É. – Dean afirma com um sorriso.
Bufando uma meia risada, Castiel lambe os lábios secos.
– Você está bem orgulhoso de si mesmo, uh?
– Bastante.
Sem forças para evitar o sorriso, Castiel mostra os dentes. Dean o acha lindo quando o faz, suado desse jeito, completamente exausto e sorrindo com essa alegria. Ele se deita sobre o moreno, beijando-o devagar e balançando o quadril para frente, ouvindo-o gemer.
– Dean! – Castiel grunhe, fechando os olhos ao ter o músculo golpeado pelo loiro.
– Quero te fazer gozar de novo, Cas.
Os olhos azuis do moreno se abrem em surpresa.
– E-eu nunca, Dean, eu nunca fiz—
– Sh. Só deixa rolar, Cas.
– Ah!
Numa outra estocada, Dean preocupou-se em manter o mesmo ângulo, o mesmo ritmo ao entrar e sair, açoitando numa rapidez moderada, porém constante. Ele se concentrava em acertar a pequena protuberância no canal de Castiel que o fazia estremecer debaixo dele. As coas do menor tremiam com o repentino esforço, e Dean curvada os joelhos dele e deslizava para dentro.
– Dea-Dean! Dean! Deaaan! I-isso é muito! Muito!
– Cas, relaxe.
Colando o peito com o do menor, Dean o segura dos dois lados da cintura, bem abaixo do osso ilíaco. Ao morder o lábio inferior de Castiel, Dean o sente envolver seu pescoço com braços instáveis. Suspiros apressados saíam da garganta do moreno, e isso apenas incentivava o seu objetivo de exaustar Castiel ao máximo.
E não tardou muito para isso acontecer.
Num alto arquejo, Castiel arranhou os ombros de Dean e ajustou os quadris para receber a ponta do membro de Dean em seu interior, cedendo — como seu amigo pedira — ao prazer, e mesmo que ele já tivesse gozado sobre seu abdômen, o loiro conseguia ser preciso nos carinhos, nos beijos e lambidas, e principalmente no entra e sai o levando à loucura.
– Gah-Dean! Mmm-mais rápido, ah... Ah! Mais rápido, por favor!
– Cacete, Cas!
Sem saber ao certo o que ativou o gatilho em Dean – se foi a voz rouca, ou as palavras, o jeito animalesco que Castiel se contorcia, constringindo seu falo, ou a simples visão dele destruído debaixo dele; não importava, ele ó soube que foi o bastante para fazê-lo puxar o moreno para si, o envolvendo e estocando uma vez mais antes de se derramar dentro dele, sentindo o mesmo líquido quente de Castiel atingir a pele dos dois.
Quando Dean recupera patê de suas forças ele se depara com o olhar perdido de Castiel, a boca carnuda dele entreaberta e apenas ar passando por ela.
– Você está bem aí embaixo?
Dean implica, vendo os orbes azuis girarem até ele de maneira cansada, porém extremamente satisfeita. Demora mais que dois segundos para Castiel suspirar num meio sorriso, levando uma mão para a nuca do loiro e acariciar os fios de cabelo dali.
– Maravilhosamente bem, Dean.
Há uma vermelhidão se apossando do rosto de Dean que não possuiu relação alguma com o esforço físico do sexo. Ele tão somente absorve as palavras de Castiel e se sente, de certa forma, completo – sem entender o porque.
– Eu nunca... Essa foi a primeira vez que eu me senti tão satisfeito, Dean. – Castiel admite, ainda absorto e em êxtase.
Com um sorriso de orgulho, o loiro morde o lábio inferior.
– O que posso dizer? Eu conheço minhas habilidades.
– E eu adoro cada uma delas.
Dean tem um momento de lucidez com as palavras do moreno, sendo capaz de apenas corresponder ao rápido beijo. Mas há tanto mais que Dean consegue apreender nesse gentil toque dos lábios, uma gama de sensações emanando dele e de Castiel que o fazem sentir-se leve e perturbado ao mesmo tempo.
E antes que qualquer pergunta, indagação ou suposições se formulem ele beija o moreno, acabando com o oxigênio restante nos pulmões dos dois, e empurrando para o lado a conversa que poderia ter acontecido ali.
Era melhor assim, para Castiel e ele.
– Vou pegar uma toalha ‘pra você, Cas.
Dean fala, saindo da cama e deixando um Castiel extasiado para trás.
Enquanto olha para o teto e o ventilador girando devagar, Castiel pensa novamente nas palavras de Charlie.
No que ele estava se metendo? Tudo isso com Dean, essas duas semanas de... Irrealidade. Se algo mais acontece, se uma palavra errada fosse dita o que eles possuem – da amizade ao sexo – tudo o que são poderia se perder.
Mas do que Castiel tinha mais medo era o fato de que ele já quase não se importava com isso.
– Pega!
Dean gritou, jogando a toalha até ele. O pano úmido caiu sobre o peito do moreno que tratou de limpar os vestígios do sexo dos dois.
No instante seguinte, Dean pulo na cama, arrastando-se sobre os lençóis até chegar ao lado de Castiel e abraça-lo.
– Sabe, acho que você estava certo, sobre o que falou com a Lisa.
Ele fala, e Castiel franze o cenho, virando o rosto de imediato.
– Estava?
– É. Eu quero pensar mais no que eu quero, em ser... Feliz. – ele diz tentando não encarar Castiel, afinal, só mesmo uma maratona na cama com seu amigo para desinibir suas barreiras.
Contudo, Castiel notou, claro:
–Você sendo piegas, Dean? – brinca, vendo o loiro revirar os olhos.
– Oh, cale a boca!
Os dois riem, entrando numa pequena disputa de cócegas, se enroscando um no outro, arfando, se beijando devagar e finalmente aninhando-se para dormir – Dean não mais se incomodando por ter os braços de Castiel ao redor dele.
Passando as unhas sobre o cabelo de Dean, Castiel o faz se esfregar contra seu peito feito um gato procurando por mais da gostosa sensação no couro cabeludo.
– Só para constar, eu estou bem feliz agora...
Dean murmura, entrando no mundo dos sonhos. Provavelmente, nem se lembrará do que acabou de dizer amanhã, no entanto, Castiel tem certeza de que terá essas palavras gravadas na mente; ainda que não compreenda se essa felicidade de Dean se remete apenas a esse momento na cama deles ou se significava algo mais.
Porque Castiel sabia que algo havia mudado para ele.
Castiel abraça mais ainda o corpo de Dean, sussurrando antes de dormir:
– Eu acho que o gato está vivo, Dean.
Continua
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