Sem Compromissos

20 Capítulo 19 - Feels like the very first time!


Notas iniciais
Eu demorei? eu demorei! Mas acho que valeu à pena! Depois de brigar tanto com minha cabeça p que ela conseguisse colocar o que eu queria no papel, acho que enfim consegui! Desculpem os erros de portugues eu mal revisei dessa vez! xD Kissus e boa leitura!

Capítulo 19 — Feels like the very first time!

Passava um pouco da meia noite – depois do pequeno acidente com o café — quando eles enfim regressaram ao quarto. Ao invés de se afundarem nos braços um do outro, trocando carinhos animados e promessas que os fariam subir pelas paredes, Dean e Cas deitaram-se devagar no colchão, enlaçando os corpos um no outro, perdendo-se em beijos gentis e lentos.

Dean mordia o lábio de Castiel vez ou outra, ganhando acanhados grunhidos do menor em resposta. As mãos do moreno subiam e desciam nas laterais de sua costela, traçando padrões meigos e aconchegantes sobre a pele. Volta e meia, Dean acabava soltando uma breve risada, que induzia os dois a pequenos ataques de risos – sem que as bocas se descolassem, claro.

Agora que eles sabiam o que sentiam um pelo outro, que as confissões, pretextos e perdões ficaram no passado, era como se o tempo fosse apenas um detalhe e eles pudessem imergir no calor um do outro sem aquela afobação de antes, sem a exaltação do puro e simples sexo. Porque é muito mais do que sexo – sempre foi.

— O que.... O que você quer, Cas?

Pergunta Dean, ainda de olhos fechados, estourando beijos no rosto de Cas e o apanhando pela cintura para trazê-lo mais perto.

— Você. Só quero você.

Ele responde convicto, dobrando os cotovelos debaixo dos braços de Dean e arranhando de leve as costas dele, da maneira calma e firme que o loiro aprecia. O maior grunhe, partindo os lábios e pedindo permissão com sua língua para abrir a boca de Cas.

O recebendo com gosto, o moreno lambe o céu da boca de Dean, suga a carne da língua, começando a abandonar toda a tranquilidade de antes para imergir nas carícias mais ébrias e apaixonadas.

Porque eles são apenas humanos, e há um limite até onde conseguem ficar juntos sem aprofundar os toques.

Com a resposta ávida de Castiel, Dean rebola sua cintura para frente, encostando o seu volume no de Cas. Eles tinham as calças jeans os cobrindo, mas ainda assim gemeram com essa sutil colisão, começando a arrastar as pernas uma entre as outras, emaranhando as coxas e roçando com mais força e vontade. No tecido das boxers havia uma mancha molhada e escura sobre a ponta dos falos, onde deixavam parte do pré-gozo escapar, incapazes de controlar a euforia que é se abraçarem desse jeito novamente.

— Quero te abrir devagar... – Dean fala baixinho, descendo os dentes pelo maxilar de Castiel, depositando beijos abertos ali e continuando o caminho até seu pescoço – Te deixar marcado até amanhã, com você se lembrando cada vez que anda que eu estive dentro de você.

— Sim, sim Dean!

Castiel se remexe na cama, arfando camadas de ar quente sobre o rosto de Dean a cada jura que o maior faz na ponta de seu ouvido, cingindo bem os olhos e partindo os lábios conforme deixa sua voz inundar o ambiente de gemidos.

O loiro instiga ainda mais o corpo já complacente de Castiel, arrastando os dedos sobre seu peito desnudo, escorregando o rosto por sua clavícula, sugando acima do osso marcas vermelhas, continuando pelo declive no meio do peitoral definido, até chegar na altura do mamilo esquerdo.

Erguendo os olhos negros que possuem uma pequena ponta do verde aparecendo, Dean enxerga o parco brilho azul nas írises do moreno, mostrando a ele seus dentes num meio sorriso ao lamber seu lábio superior como se fosse um animal selvagem prestes a devorar sua presa.

Castiel joga a cabeça para trás instantes depois, soluçando sua voz rouca ao ter um mamilo beijado por Dean.

— Deus! – eleexclama, entranhando as mãos nos cabelos cor de areia e coagindo Dean a continuar.

Obedecendo ao pedido de Cas, a boca do maior se abre e começa a sugar e soltar a pele rosada, vendo-a se tornar rígida a cada acanhada lambida. Os dedos sobre o couro cabeludo de Dean o puxam de leve, e ele sabe que é um sinal para que vá com mais vontade; mais força.

Chupando dessa vez, Dean engole o mamilo inteiro, ouvindo os sons desarmônicos de Castiel toda vez que a protuberância sensível é sorvida. Sem soltá-lo, ele suga com vontade, como se pudesse puxar algo dali de dentro, rodopiando a língua na pontinha ressaltada enquanto o mamilo ainda fica dentro de sua boca.

O corpo de Castiel se move em desespero, afastando as pernas e permitindo que Dean caia no meio delas, sentindo o peso firme da extensão do loiro bater contra a sua. Eles começam a procurar por mais dessa fricção, rebolando os quadris, pressionando fortemente as virilhas, lançando grunhidos de encanto no ar.

A garganta de Dean murmura os gemidos, enquanto ele ainda se preocupa em chupar o mamilo de Castiel. Ele mordisca a pele de leve, e nessa hora as costas do moreno saltam da cama quando ele arqueia sua coluna.

Dean usa essa vantagem para abraçar a cintura dele, o mantendo no lugar, sem nunca, jamais parar a intensa sucção, ficando com as bochechas finas ao sorver mais e mais o mamilo.

— D-Dean, Dean, Deeeeean!— Castiel grita, quase sem fôlego – E-eu vou gozar assim, p-para, por favor! AH!

Pego de surpresa pelas palavras do menor, Dean dá uma última lambida na protuberância, vendo como ela fica vermelha e estufada, orgulhoso de si mesmo pelas marcas que deixa ao redor do mamilo.

— Você é tão sensível assim, Cas? – indaga num tom lascivo.

— Ngh.... Vo-você sabe que sim.... E já faz tanto tempo.

Os olhos fatigados e concupiscentes de Castiel afrontam Dean com uma cobiça sem igual. O loiro fica estático, com as mãos paradas sobre a cintura do moreno, contemplando a visão de Castiel devastado: os seus fios negros esparramados pelo colchão, sua boca carnuda e cheia de sangue pulsando vermelho, e seus olhos perdidos num frenesi de tesão. Dean tem certeza de que conseguiria fazer qualquer coisa – o que quisesse – com Cas, e ele nem ao menos reclamaria.

— Estamos usando muitas roupas.

Dean quase rosna, colocando os dedões no cós da calça de Castiel, começando a puxá-la para baixo. Ele faz isso enquanto estala beijos nos pedaços de pele que aparecem: no baixo ventre de Cas, sobre os pelos escuros mais abaixo da barriga, na parte interna do início da coxa esquerda, sua virilha, evitando ao máximo tocá-lo em seu sexo, deixando que a expectativa faça o trabalho de colocar o moreno num nível sublime de carência.

O plano de frustrar Cas funciona segundos depois quando ele silva impaciente cada vez que sente um beijo tão perto e ao mesmo tempo longe de seu membro.

— Pare de brincar, Dean!

Castiel demanda, bufando quando pela terceira vez Dean passa sua boca por cima de sua extensão, mas nada faz.

— Ansioso, uh? – implica o maior.

— Já deixei bem claro que quero você dentro de mim.

— Hmm... Tudo ao seu tempo, Cas.

— Oh, pelo amor de—Você também quase não se aguenta!

— Aguento melhor que você.

— Ah, é mesmo?!

Usando toda a força que possuiu, Castiel segura Dean pelos ombros e o joga na cama. O loiro solta um grunhido de surpresa ao ter as posições invertidas, pronto para colocar Cas de volta no seu lugar, mas toda a razão e coerência de pensamentos é perdida no instante em que Castiel remove sua calça, a deixando na altura das coxas, abocanhando sua ereção ao mesmo tempo.

— Porra! Cacete Cas!

— Mmmm....

Ele ronrona. Céus, ele ronronou com metade do falo de Dean enfiado na sua boca – e graças a Deus por Cas não ter um reflexo na sua garganta, porque ele consegue fazer a ponta da glande tocar o fundo dela sem dificuldade alguma.

— C-Cas!

Dean aperta bem seus olhos, jogando a cabeça para trás sobre o travesseiro e deixando-se levar pela maravilhosa sensação das bochechas de Castiel se fechando ao redor do roliço membro, em como ele fica tão belo com as costas arqueadas, jogando as nádegas no ar.

A língua dele passa pela fissura no meio da extensão, sorvendo mais e mais, não parando de descer e subir sua cabeça, segurando a base do membro e o apertando de leve a cada nova sucção, e Dean acha que vai morrer ali e agora, num orgasmo inumano de tão bom e majestoso.

— E-eu vou gozar...

Ele sussurra, mordendo o lábio inferior, incapaz de retesar seu prazer por mais alguns instantes. Seus olhos rodam dentro das órbitas com a queimação tomando conta do baixo ventre.

Nessa mesma hora, Castiel o solta com o som de “pop”, e Dean entreabre os lábios em confusão. Seu volume continua vermelho, inchado e quase dolorido, com o gozo preso dentro dele, mas Dean nem ao menos se importa com isso.

Ele só consegue enxergar a bela visão do rosto de Cas, como suas bochechas estão coradas e seus lábios carnudos parecem saltar ainda mais sobre a pele pálida, repletos de saliva; brilhosos.

— Cacete...

Xinga, porque Dean já não sabe mais usar palavras coerentes. Sentando-se na cama ele põe uma mão na nuca de Castiel e o puxa até si o beijando, sentindo o gosto salgado do seu pré-gozo sobre a língua do menor e gemendo junto dele.

— Já está desesperado o bastante? – Castiel pergunta em meio ao ósculo, abraçando o pescoço do maior e se sentando sobre seu colo, rebolando de leve.

— Mais que desesperado. – admite num suspiro.

— Bom.

Num meio sorriso, Castiel continua a mordiscar e beijar Dean, satisfeito por estarem finalmente sem peças de roupas os cobrindo.

— Você me quer? – Castiel pergunta, e ele consegue ouvir a bufada de impaciência de Dean.

— Isso é meio óbvio, não?

— Como? Como você me quer, Dean?

Okay, a pergunta faz o cérebro do loiro rodar trezentos e sessenta graus. Há tantas possibilidades, tantas posições que ele gostaria de experimentar com Cas. E só de imaginar que eles podem se aventurar em cada uma delas sem receio algum o coloca perto do limite outra vez.

— De quatro. – Dean fala em meio ao beijo, puxando o cabelo de Castiel para trás até que seus olhares se encontrem – Eu vou te abrir com a minha língua.

As pupilas de Castiel se dilatam ainda mais com essa afirmação, ele se vê concordando várias vezes com a cabeça feito um tolo, até se desvencilhar do colo de Dean.

Primeiro, ele fica de pé ao lado da cama, de costas à Dean, o encarando por cima do ombro de maneira provocativa. O loiro leva a mão à base de seu membro, o apertando e evitando de gozar antes da hora, aproveitando a visão do corpo de Castiel, das suas costas bem construídas, das pequenas cozinhas que ele tem acima de cada banda redonda; ou ainda as pernas grossas e fortes. Dean engole seco, ficando sem ar algum.

Enquanto isso, Castiel rodeia as beiradas do colchão, parando na ponta dele, ainda de costas. E então, ele se deita devagar, espalhando as pernas sobre o lençol, começando a subir os joelhos e erguer a cintura para o alto até que, finalmente, afasta as coxas o máximo que pode.

Castiel fica mais do que satisfeito quando escuta o som quebrado que sai em meio a um grunhido da garganta seca do loiro.

Dean quase engatinha na cama tamanho é o seu desespero para alcançar Castiel. Quando para atrás dele, suas mãos o seguram pelos quadris e o puxam para mais perto. Seu membro arrasta no meio das nádegas, e os dois silvam com o encontro, mas ainda não era a hora – eles queriam muito mais.

Com movimentos circulares, as mãos de Dean massageiam cada uma das bandas carnudas, as afastando devagar e depois as soltando, descobrindo e escondendo o anel rosado de Cas.

O moreno morde os lábios em expectativa, apertando bem os olhos ao sentir os movimentos de Dean sobre a cama. Baixando sem pressa seu rosto, Dean passa molha sua boca com a língua a partindo e deixando a carne sair, usando a parte molenga e flácida do meio dela para dar uma longa lambida que vai do períneo até o final da abertura.

— Ah!

Castiel geme, entranhando os dedos no lençol. Sua testa fica recostada no travesseiro e ele se permite apenas sentir o contato molhado e quente da língua de Dean, apertando bem os olhos e gemendo pequeno.

Grunhindo satisfeito com as reações do moreno, Dean se perde na carícia no primeiro instante que o sabor de Castiel o atinge. É como um manjar, algo que faltava dentro dele e que só agora havia conseguido de volta, numa mistura única que apenas ele tem o direito de sentir – porque Castiel lhe pertence.

— Adoro seu gosto; adoro, adoro!

Diz contra a pele do anel, e numa comoção possessiva Dean interrompe as doces e calmas lambidas, agarrando com força as nádegas de Castiel e as afastando, passando a afundar seu rosto no meio das pernas do moreno. Sua boca se parte num grande “O” até que consiga englobar a entrada, estocando a ponta de sua língua no seu interior e sacudindo o restante da carne no lado de fora, abrindo mais e mais o apertado anel.

— Ngh-ah! Ah—Dean! Dean!

Com um punho fechado Castiel o bate contra a cama, sentindo as pernas falharem ainda mais, espalhando-se para os lados. É a pressão das mãos de Dean sobre sua cintura que o mantém no lugar. Os dígitos do maior se afundam na pele do moreno, cada dedão puxando as nádegas e esticando a pele ao redor da abertura que é lambida, sugada, recebendo beijos acalorados de Dean.

Castiel entra numa litania de soluços contínuos, arfando entrecortado.

— Ah;ah;ah... D-Dean….

Abrindo os lábios, Castiel começa a rebolar sua cintura no mesmo ritmo das lambidas. Soltando uma de suas mãos do lençol, Cas a leva até o cabelo cor de areia na nuca de Dean, segurando-o enquanto se move para cima e para baixo.

Dean vibra um ronronar da sua garganta assim que percebe que Castiel está praticamente cavalgando seu rosto, ditando a velocidade, o quão forte os beijos sobre o anel devem ser, ou mesmo onde sua língua deve tocar, acatando aos seus pedidos silenciosos e se mexendo ao bel prazer do moreno.

Pressionando os lábios, Castiel se aproveita da língua de Dean o máximo que pode, quase rasgando os lençóis. Mas ele nem se importa, concentrado apenas no delicioso deslize da carne de Dean sobre sua entrada, o acertando nos lugares certos, abalando cada um dos seus mais sensíveis nervos que ligam cada célula de seu corpo, o deixando trêmulo. Ele pode sentir o pré-gozo na fissura de seu membro, uma atrás da outra as gotas caem e formam fios transparentes que vão até o colchão.

Deaaaan!

— HMMMmm.!

A resposta ao grito de Castiel vem na forma de gemidos, uma vez que Dean só consegue se concentrar no trabalho de namorar o anel de Cas como se fosse sua boca. A cada vez que sua língua entra e sai da abertura, Dean se sente caminhando à linha do seu limite.

Deus, fazia tanto tempo desde a última vez que ele sentiu prazer – que ele esteve com Castiel de uma maneira certa – que a vontade de chegar ao ápice é quase triplicada.

Contudo, não é assim que ele quer terminar a noite, para nenhum deles. Começando a afastar a boca devagar, Dean tenta acalmar o moreno, afrouxando o aperto sobre sua cintura e o massageando no mesmo lugar.

— Cas, Cas, ei.

— Ah... Dean! – ele reclama na mesma hora que se sente solitário, tentando fazer o loiro voltar ao serviço de lamber sua entrada, mas Dean o deixa preso pela cintura.

Antes que escute um novo protesto, Dean se esgueira pelas costas do menor, deslizando todo seu tronco pela espinha dele, deitando-se e se encaixando nela.

Castiel arqueia sua coluna, sentindo o cabelo molhado de suor ser gentilmente puxado de sua testa e os dedos de Dean acariciam o seu couro cabeludo. A barba mal feita do loiro resvala em seu ombro, subindo com beijos por seu pescoço, maxilar indo parar em seu ouvido.

— Vou gozar a qualquer minuto Cas, e eu quero fazer isso dentro de você.

Castiel geme na mesma hora incapaz de usar sua voz, conseguindo apenas concordar devagar com a cabeça. Molhando seus lábios, Castiel respira fundo e vira seu queixo até conseguir ficar frente a frente com Dean, grunhindo ao notar a vermelhidão e inchaço na boca dele.

Igualmente inebriado está Dean com a expressão de puro êxtase em Cas. Suas pupilas dilatadas e cheias de desejo ocultavam a coloração azul, enquanto um bafo quente saía junto da respiração pesada.

Ainda perdido no meio das sensações gostosas, Castiel estica a face para frente e captura a boca de Dean, beijando-o doce e lento, saboreando cada pedaço dele.

— Assim... – o moreno murmura – Quero ficar assim... Com você atrás de mim.

— Mmmm... Cas....

— Na escrivaninha, segunda gaveta. – ele indica entre beijos, sentindo a risada de Dean contra seu lábio.

— É, eu ainda lembro.

Dean se vira até a cabeceira da cama, apanhando o pequeno pacote de lubrificante. Ao se virar na direção de Castiel, ele o vê de joelhos, espalmando uma mão sobre sua virilha. Aproximando-se devagar, o maior o abraça, encostando a ponta da glande no início de suas nádegas. Na mesma hora, Castiel fecha seus olhos e repousa a cabeça sobre o ombro de Dean.

— Começando sem mim? – ele pergunta, e Castiel apenas balanças sua cabeça.

— Nunca.

— Bom. Você quer, uh.... – Dean se embola nas palavras, sentindo as bochechas arderem.

— Ficar de quatro? – completa Cas por ele, achando graça da pequena vergonha do maior.

— É.... – Dean suspira, beijando abaixo da orelha dele.

— Okay.

Castiel curva seu tronco para frente, mas antes que comece a apoiar as mãos no colchão, Dean o puxa de volta contra seu peito, ganhando um olhar confuso das íris azuis.

— Ainda não.... – Dean fala contra seu ouvido.

— Dean... Ah!

Castiel solta pequenos choramingos ao sentir os dedos molhados de Dean com o lubrificante afastando a nádega direita e esgueirando o anelar pelo meio das bandas, massageando sua entrada.

— Seus gemidos deviam ser proibidos, Cas. – Dean fala numa voz provocativa, mordendo o pescoço do moreno.

Em resposta, Castiel arranha suas unhas na coxa de Dean e as desliza depressa até o meio das coxas do loiro, apertando a base de seu membro. A voz rouca de Dean enche o quarto, fazendo o menor rir.

— Os seus podem ser classificados da mesma forma, Dean.

— Não seja esperto.

— Com você não preciso.

Grunhindo, Dean cola seu torso ainda mais nas costas do menor:

— Menos papo, mais gemidos Cas.

Antes de rebater, Castiel fica com um soluço preso ao ter a ponta da falange do primeiro dígito forçando sua entrada. Dean permite o dedo escorregar de acordo com as vibrações do círculo rosado de Cas, mas ao perceber que não há quase resistência nenhuma ele geme baixinho na ponta da orelha do moreno, arrastando um segundo dedo junto do anelar.

— Ah! T-tão bom....

Murmura o menor, mordendo a ponta do lábio carnudo e girando os quadris para trás procurando pelos dígitos de Dean. Ter uma fricção maior do que a língua do loiro o fazia perder parte do juízo, entregando-se ao ritmo das falanges entrando e saindo. Castiel abre ainda mais suas pernas empinando as nádegas para trás e, ah! Ele sente a extensão de Dean o tocando na sua fenda, bem como continua a se deleitar com a invasão dos dígitos dele.

— Tão aberto Cas. Tão macio. – Dean elogia a cada moção de seus dedos, beijando o ombro de Castiel enquanto o abraça na altura do peito para o manter no mesmo lugar.

— Você me abriu muito bem com sua boca. – responde o moreno, notando como o corpo de Dean treme na mesma hora.

— Sério Cas, seus gemidos, sua voz.... Você é uma provocação ambulante.

— Hmmm.... Devo usar essa voz só com você?

Um grande calor invade o peito de Dean com aquela sentença. Puta merda, é claro que Cas só podia ter essa voz quebrada de sexo só com ele! Mordendo o lóbulo da orelha do menor, Dean arrasta seus dentes por ali, tornando a reassumir seu controle possessivo sobre Cas:

— É.... Só eu posso te ouvir assim.

Afirma o loiro na mesma hora que curva seus dedos no interior de Castiel, ganhando grunhidos e tremores dele assim que acerta o nódulo de nervos e tecidos dentro dele.

Castiel ainda tenta dizer algo mais, porém francamente ele havia se esquecido o que eram palavras. Sua voz voltou àquele timbre rouco cheio de soluços e gemidos, entregando-se ao bel prazer das vontades de Dean. Ele só sentia os espasmos tomando conta de cada fibra de seu ser, mexendo-se de tal maneira sobre a cama que ele parecia dançar sobre o colo de Dean.

Quando o terceiro dígito veio unindo-se aos demais, alargando Castiel ainda mais, ele quase perde a compostura e cai para frente, sendo amparando por Dean.

— Você está bem? – o loiro pergunta preocupado, afastando parte dos fios negros de seu cabelo que caíam sobre os olhos.

— Sim.... – responde Cas após certo tempo, arfando para recuperar o fôlego.

— Bom.

Dean o beija em sua nuca e o retorna devagar a mesma posição, tornando a girar seu punho, separando dois dedos um do outro para assim afastar as paredes do apertado canal.

A cabeça de Castiel se recosta no ombro do maior uma vez mais e sua boca fica entreaberta, sugando o ar que consegue por ela enquanto suas mãos prendem-se às coxas de Dean e lá ficam, arranhando e cravando sobre a pele dele – não que Dean se importasse com aquilo.

Na invasão seguida do quarto dedo, Castiel não aguentou, rompendo o silêncio e derramando grito após grito de êxtase, pois a largura de ter quase a mão inteira de Dean dentro dele fazia com que as pontas dos dígitos batessem a toda hora no mesmo lugar prazeroso dentro de si; era quase como ter o falo de Dean já ali, estocado até o fundo.

Suspirando, Castiel vira seu rosto para o lado, buscando entranhar os dedos nos cabelos de Dean e o puxar a um beijo desesperado:

— Chega Dean, e-eu não aguento, por favor! – ele pede com os lábios colados nos do maior — Já faz tanto tempo!

— Shhh…. Deixe eu cuidar de você, Cas. – acalmando-o ao remover sua mão devagar do moreno, Dean o vê inalando o quanto consegue de oxigênio, engolindo seco logo depois.

— Dean....

Em meio aos beijos abertos no pescoço de Castiel, Dean consegue fazê-lo respirar normalmente de novo, e só então ele diz as palavras mágicas que o moreno tanto queria ouvir:

— Pode ficar de quatro agora.

Castiel concorda num grunhido de satisfação – e Dean acha que o ouviu dizer um baixo “finalmente” por entre os dentes, rindo um pouco.

A coluna de Cas se enverga para trás e suas mãos escorregam para frente, começando a descer seu rosto mais e mais, mantendo as costas curvadas e as nádegas bem inclinadas para cima. A visão provoca todos os tipos de calores em Dean: a pele firme de Cas, a carne gorda das duas bandas redondas, mas a melhor parte foi enxergar nitidamente o anel de rosado e brilhante com o lubrificante oscilando em expectativa, apenas esperando ser preenchido.

Uma vez que sua face está colada nos lençóis, Castiel consegue recobrar parte dos sentidos perdidos em meio à névoa de volúpia. Se Dean soubesse o quanto ele consegue destruir as suas barreiras, o tornando um ser em busca dos seus toques, seus beijos e das mais diversas carícias. Ah! Se Dean soubesse o quanto Castiel adorava a farta e estufada extensão entrando e saindo dele, com certeza eles teriam sérios problemas para conseguir sair do quarto.

Atrás de Castiel, Dean respirava fundo ao apoiar a palma na cintura do menor, massageando com carinho os músculos de Cas, o relaxando aos poucos e cuidadosamente. Ao ver o sutil rebolar dos quadris do moreno ao tentar ir para trás em impaciência, Dean soltou um pequeno riso, parando com as provocações por ali.

Alinhando a ponta da glande sobre a entrada de Castiel, mas não avançando, Dean esperou até ouvir um baixo gemido necessitado do menor, deslizando duma só vez seu membro pela fissura aveludada, complacente e tão convidativa. As paredes foram se abrindo pouco a pouco, invadidas pelo volume enchendo o interior de Castiel com uma carne pulsante e rija; centímetro por centímetro, enterrando-se nele.

Dean, ao parar com a sua virilha tocando as coxas de Cas, geme em uníssono com o moreno.

O abdômen de Dean se contrai diversas vezes em meio à sua respiração, segurando firmemente a cintura de Cas numa das mãos, com a outra palma parada sobre a base de sua coluna, procurando por uma espécie de sustento para se manter de joelhos. Da mesma forma acabada e sem fôlego está Castiel, apertando os lençóis por entre os dedos, arfando baforadas de ar quente e se tornando quase um boneco moldado às vontades de Dean.

Deus, como eles sentiram falta disso! Da simples e crua conexão os deixando na margem do desespero; no prazer de uma explosão em ondas suaves e intensas de deleite, sacudindo feito as cordas de um instrumento sendo tocado gentilmente pelo músico.

Segundos se passaram com eles na mesma posição, acomodando-se um ao outro entre respirações. Engolindo seco, Castiel remexe com cuidado suas nádegas, ouvindo um longo silvo vindo do maior.

—.... Pode se mexer…. – ele fala numa voz lânguida.

— E-eu estou tentando. – responde Dean, apertando os lábios numa fina linha, se concentrando ao máximo para não gozar ali e agora.

Dean sentia-se.... Em casa. Voltando para o lugar da onde nunca devia ter saído: dentro de Cas, ao lado de Cas, junto dele em todos os momentos de sua vida. Estático, com seu volume alargando o moreno, Dean só consegue pensar em quente, apertado, quente, delicioso!

A primeira vez que tenta uma fraca estocada o faz sugar ar pela boca:

— Deus; porra!

—De-aaannn!

Ronronando o nome do loiro, Castiel alcança seu objetivo ao sentir um segundo abalo, com o falo de Dean saindo pela metade e voltando com força. O interior de Cas recebe Dean relaxado, mais do que carente, adaptando-se ao volume ao envolve-lo com a carne pulsante do apertado canal, até conseguir o sugar por inteiro. A sensação de ter Dean atrás dele é tão diferente – tão mais fundo e denso. É como se estivesse sendo partido em dois, e isso não é nem um pouco desconfortável – é exatamente o oposto.

Ficar cheio, estufado com Dean é uma impressão única de pertencimento, e Castiel não poderia desejar ter essa intimidade com mais ninguém.

As pernas de Dean fraquejam a cada nova investida, estupefato com a delícia que é o corpo de Castiel; na destreza que o anel róseo chupa seu volume até o talo. E oh, Dean sabe que ele não é nem um pouco pequeno, ficando maravilhado com a capacidade fenomenal de Cas em conseguir o acomodar tão bem sem sentir dor alguma.

Claro, Dean sempre se preocupa em deixa-lo o mais preparado possível, mas ainda assim é espantosa a força com a qual a fissura absorve a extensão mais e mais, como se aquilo não fosse o bastante.

Merda, Dean vai acabar caindo para trás se continuar perdido nessas ondas constantes de êxtase.

Procurando por um ponto de equilíbrio ele desliza as duas mãos pelos flancos de Castiel, apoiando seu peso sobre elas e parando apenas na altura de seus ombros. Lá, ele envolve suas mãos ao redor dele, ficando envergado para frente, porém sem encostar o peito nas costas de Cas,

E, ah! Ele consegue ter uma boa visão das duas bandas roliças sacudindo cada vez que ele as açoita, grunhindo perdido numa visão turva.

Em meio ao cáustico reboliço ascendendo em seu peito, Castiel arrasta uma palma no meio de seu abdômen, apaziguando essa sensação que é boa a necessitada ao mesmo tempo, seguindo por esse caminha até passar por seu umbigo, gemendo baixinho ao tocar seu sexo. Ele dá algumas poucas bombeadas, com o próprio pré-gozo escorregando por entre as falanges dos dedos.

Mas ele quer ir além, ele precisa tocar e sentir algo mais do que si mesmo. Deslizando mais e mais, ele chega à parte de trás de seu falo, arranhando de leve as unhas no seu períneo.

— Ah!

Ele choraminga baixinho, fechando os olhos e apertando os lençóis ao encaixar seus dedos ao redor de seu anel, sentindo por entre a fissura dos dígitos a base da extensão e Dean entrando e saindo de si.

A carne escorregadia com gozo e lubrificante flui com facilidade por entre suas falanges, e Cas tem de manter os dedos abertos e afastados para não atrapalhar o vai e vem frenético de Dean, batendo contra suas nádegas e o entupindo por dentro.

Sentir a ligação entre os dois corpos é quase como uma droga, levando Castiel a uma overdose magnífica. O limiar da inconsciência aproximava-se dele cada vez que Dean estocava numa força moderada e contínua, expandido o canal e o deixando cheio; completo, em meio à soberba da sensação gostosa do falo que usava e abusava dele; violento e amável ao mesmo tempo.

— Mmmm Tão bom! – Castiel soluça as palavras, passando ele mesmo a empurrar sua cintura para cima, seguindo os movimentos de Dean.

— Oh, porra! C-Cas! I-isso é incrível!

Dean fala entre uma respiração e outra, sentindo quando as nádegas do moreno açoitam contra sua extensão, com ele mesmo se empalando no falo, indo mais rápido do que Dean.

— Sexy, t-tão sexy Cas!

— Ah-ah! M-mais! Mmm!

Castiel pede, sendo ele quem aumenta o ritmo, apertando os joelhos contra a cama ao forçar os quadris para cima, fazendo a ereção de Dean entrar e sair, entrar e sair, mais, mais, mais!

— T-tão bom, v-você é tão bom Cas! Q-quero você, só você!

Dean fala incoerências rente ao ouvido do menor, impossibilitado de permanecer firme atrás dele.

— Você faz t-tão bem Dean!

Oh, merda, esse timbre quebrado entre os gemidos de Castiel é a pura perdição. E Dean estava pronto para ir ao inferno.

— Porra!

Ele xinga, reunindo forças para se erguer mais uma vez, segurando Castiel na junção de suas coxas e o fazendo parar as reboladas. Antes de poder protestar, Cas grita, berra o mais alto que consegue, pois Dean sai de uma só vez até a ponta e entra de novo nele, circulando a virilha em todas as direções até conseguir encontrar a protuberância dentro de Castiel que o faz molenga e complacente ás suas investidas.

Os olhos do moreno reviram e ele volta a tremer sobre a cama, balançando o corpo no mesmo acorde das investidas sem trégua – entra e sai entre a e sai – o anel róseo aberto recebendo Dean; a extensão do maior alargando as paredes por dentro, e o meio roliço do gordo falo escorregava por sobre a sua próstata, aumentando o calor borbulhando no baixo ventre.

Segurando seu próprio membro, Castiel empurra a base para baixo, bombeando-a de leve, sem precisar de muita fricção para chegar ao limite.

—..... Gozar.... Vou gozar Dean.... – ele praticamente sussurra por entre os lençóis da cama, perdido demais no êxtase para se dar ao trabalho de usar a voz direito.

— Porra-Cas! Tão bom, tão bom! S-senti tanto sua falta!

— Ngh.... Eu também Deaaaaann!

Grita Castiel, arfando entrecortado ao deixar o prazer estourar para fora, lambuzando seus dedos e a cama de branco.

— Cacete; Cas, Cas, CAS!

— Ah!

Por entre os gritos de Dean, Castiel sente as mãos dele apertando a pele gostosa de seus quadris ao bater contra sua virilha uma, duas, três, quatro vezes mais e enterrar o volume estufado por inteiro, jorrando um atrás do outro os jatos de gozo dentro do moreno, o enchendo com o calor do líquido viscoso.

Entre os grunhidos combinados, os dois tentam recuperar parte do fôlego antes de conseguiram se mover e se deitar.

Suados, sem oxigênio suficiente, Dean e Castiel apenas conseguiram unir as mãos, cansados demais para mover algum outro músculo.

Eles terminaram quase juntos, em menos de vinte minutos. Céus foi apenas vinte minutos? Da maneira quase aflita que eles se esfregaram um no outro pareceu demorar séculos até conseguirem uma ponta de alívio.

Era quase como se essa fosse a primeira vez deles.... Bem, de certa forma, foi, ao menos no que constava na compreensão de Dean. Por que hoje foi a primeira vez que se entregaram um ao outro sabendo exatamente o que significavam um ao outro.

Quem diria que Dean seria tão sensível assim, uh? Só falta pegar sua agenda e marcar um círculo vermelho em volta data, a enchendo de corações ao redor da folha com os dizeres: “primeira vez com o Cas!”

Credo, ele estava ficando deprimentemente sentimental. Talvez tenha sido todo o incansável sexo.

“Talvez”, ele pensa, mas no fundo sabe que a saudade, o desejo inumano de um pelo outro fora o real motivo de tanta euforia. Ele mal conseguia dobra os dedos dos pés!

— E-eu acho que você me quebrou, Cas.... – comenta Dean, rindo um bocado ao tentar respirar fundo.

—... Mmmm....

—“ Mmm”? Isso é tudo o que você consegue dizer. — implica o maior pensando que ele também deve ter esgotado o moreno.

—.... Cansado.

— Ah, eu consegui cansar você, uh Cas?

Abrindo os olhos com uma pequena fúria alojada neles, Castiel suspira, voltando todas as suas armas contra Dean:

— Minha bunda está entupida, dolorida e muito satisfeita com as suas estocadas Dean, o que drenou todas as minhas energias. Por essa razão eu gostaria de conversar apenas amanhã. Agora trate de vir até aqui, me abraçar, e me beijar até que eu durma.

As bochechas de Dean ficam ardidas e vermelhas no mesmo segundo. Claro, uma pequena onda de orgulho se apossa dele ao pensar o quão “cheio” dele Cas deve estar agora.

— Dean!

— Ah, desculpe, desculpe!

Rindo do pequeno bico que Castiel faz, Dean aconchega o moreno em seus braços, pondo o queixo acima de sua cabeça. As mãos de Cas se juntam na frente de seu peito e ele começa a se aninhar feito um gato manhoso no aperto de Dean, ronronando contente quando o loiro puxa o cobertor para cima deles, os colocando dentro de um casulo quente.

— Isso é bom.... – murmura o moreno.

— Confortável?

— Muito.

— Ótimo.

Beijando-lhe a testa, Dean começa a afagar sua nuca, massageando o couro cabeludo enquanto mantém uma palma sobre a cintura de Cas, entrelaçando suas pernas nas dele, ouvindo um suspiro alegre escapar do moreno.

— Dean? – o chama fraco, já com os olhos fechados.

— Sim?

—.... Não fuja amanhã de manhã.

Quando Dean afasta um pouco sua cabeça para encarar Castiel, o menor já adormeceu, deixando a respiração bater contra a clavícula do outro. Dean o puxa para ainda mais perto, querendo o proteger de todas as inseguranças, esquecer dos conflitos e mergulhar junto de Castiel no que a vida os reservar dali para frente.

— Nunca Cas. Nunca. – ele diz enquanto beija várias vezes a testa do menor, depositando uma promessa em cada estalo dos seus lábios.

Dean jamais iria fugir disso de novo.

Continua

Notas finais
AHhhhhh vocês acharam que iam se livrar dessa fic rápido? pensem de novo pq eu tenho plot p poder seguir por mais alguns capítulos! eu quero mostrar um pouco mais a relação deles, então eu acho que vocês vão curtir bastante os próximos capítulos ;) Vamos ter desafios brigas (de novo), e reconciliações (oba!) Pq, a vida eh assim, n eh pq vc começa a namorar que tudo se resolve e ponto final! Vamos continuar a explorar esses dois! hehehehe eh isso aí, esperando pelo comentários de vocês ;) kissus amorecos!