Sem Compromissos

7 Capítulo 06 - O pote de desculpas está vazio


Notas iniciais
Oieee! Adivinha quem voltou? =3 Sim, a tia Yume o/ Venho presentear v6 com mais um pouco de destiel gratuito, e esses dois vão começar a evoluir um pouco nesse cap. tb! hahaha Só digo uma coisa: meus lemons sempre ficam grandes! (não que vocês tenham algo contra isso, nééé??) Kissus amores, e boa leitura!

Capítulo 06 — O pote de desculpas está vazio

A terceira vez que Dean e Castiel acabam fazendo sexo é envolto numa atmosfera acomodada e doméstica, tão simples que nenhum deles percebeu; nem quiseram nomear a conexão natural que começou a se desenvolver durante estes dias que Dean estava acampando no apartamento de seu amigo.

O que aconteceu na noite em que Dean terminou sua ex-namorada, uma semana atrás; tão perdido, confuso e necessitado — quase como um bicho de pelúcia, pronto para ser abraçado – foi algo completamente não planejado. Ainda, o álcool realmente não ajudou a apaziguar a querência do seu corpo que tinha se acalmar no calor de outro; e seu amigo estava logo ali, parecendo tão belo debaixo da luz baixa da noite, com apenas aquele roupão escondendo seu corpo – e a tatuagem na sua costela.

Tudo se dissolveu numa noite de amigos bêbados dando um ao outro uma “mão” (mais do que uma mão, mas ainda assim...).

Para a sorte de Dean, Castiel não era uma pessoa que facilmente se ofende. Na verdade, ele foi o adulto maduro, explicando como amigos podem acabar em situações como aquela sem que isso cause problemas futuros. Eles não precisavam sentir-se envergonhados. Eram dois adultos, capazes de verem sexo como apenas isso: sexo. E se acontecesse entre dois amigos que se importam um com o outro além do prático desejo humano, melhor ainda.

É com este pensamento que eles acabaram dormindo juntos pela segunda vez. Em realidade, foi mais uma espécie de discussão divertida entre amigos, mas ainda assim aconteceu. E, oh, Dean se lembra de cada detalhe. Okay, ele gravou algumas das coisas que fez quando bêbado – especialmente o incrível prazer – mas na segunda vez, quando ele foi espertamente enganado pela astúcia de Cas, Dean sentiu e aprendeu muitas coisas novas.

Como, que Castiel gosta de ter seus ombros massageados na parte de dentro da escápula. Que ele ronrona quando a pele debaixo da orelha é beijada, ou ao lado do seu pescoço perto do pomo de adão. Ele também descobre que Castiel gosta que sua cintura seja puxada com força quando fazendo sexo, não o bastante para machucar, mas sim para sentir a ponta do membro de Dean batendo bem fundo, para poder esfregar na sua próstata e gozar sem ser tocado – o que é sexy ‘pra cacete.

Dean também sabe agora que Castiel parte seus lábios no meio da noite quando ele dorme de barriga para baixo, o fazendo ressoar em pequenos e (porque não?) fofos roncos. Ou que as linhas do lado de seus olhos aumentam quando ele sorri para Dean de manhã para lhe dar um “bom dia”, na sua voz rouca de sono.

Castiel gosta de se aconchegar perto de outro corpo, mas como ele sabe que Dean é um pouco reservado com os toques, fora da atividade sexual, claro, o moreno só precisa de um braço descansando sobre o peito de Dean para começar a dormir. Também, Castiel entorta os dedos dos pés quando tem as costas coçadas, murmurando contente.

São coisas como essas que Dean é familiar agora, coisa que ele pode adicionar na lista do que ele gosta sobre seu amigo.

E é exatamente porque eles são amigos – amigos, adultos e conscientes — que o que eles fizeram nessas duas vezes foram situações altamente exclusivas, especiais e de ocasiões únicas; onde eles foram levados pelas circunstâncias, ponto final.

Então, é claro, quando eles estão sentados no sofá de Cas assistindo uma maratona de Dr. Sexy para alcançar o último episódio, tudo parece normal como antes, apenas os dois como sempre às quintas-feiras à noite, vendo um de seus shows regulares na TV. Eles costumavam fazer isso o tempo todo, com pipoca e cerveja sobre a mesa, não há nenhuma diferença no ambiente caseiro.

– Não posso acreditar que ele transou com ela!

Dean diz abruptamente, ganhando alguns acenos de Castiel, que está sentado ao lado dele no sofá, vestindo apenas uma camiseta branca e um par de shorts folgado.

– Eles têm muito em comum. – Castiel pondera após um tempo.

– Ah, qual é, Cas! Você não pode realmente torcer por ele!

– Não estou. Apenas comentei que eles possuem o mesmo interesse, então é fácil imaginá-los em um romance.

– Dr. Sexy tem que ficar com a Jane.

Castiel inclina sua cabeça para o lado, franzindo o cenho.

– Explique sua teoria.

Dean se vira no sofá para encarar Cas com um discurso já preparado na cabeça.

– Jane o conhece desde que eles começaram a praticar no hospital, e eles compartilharam um monte de coisas, cometeram alguns erros, claro, mas eles são amigos, e ela o entende assim como ele entende ela. Não há ninguém tentando mudar o outro!

– E a nova interna? Tina?

– Ela está pedindo ao Dr. Sexy que mude de ramo da… Sei lá, da coisa médica que ele faz a vida toda dele!

– Hm, eu entendo seu argumento. Mas ele parece mais confortável com a Tina.

– Confortável não quer dizer feliz. Quero dizer ele só está...

– Confortável?

Eles trocam um rápido olhar antes de começarem a rir alto.

– É, bem. Dr. Sexy precise de alguém que o aceite como ele é. – Dean conclui.

– Eu concordo com você.

– Claro que você concorda, eu sou o esperto.

– Oh, é mesmo?

– Sim. Sou tão esperto que vou pegar mais pipoca porque eu sei que você quer mais para a segunda metade do seriado.

– Você não é apenas esperto, mas também um vidente, Dean Winchester.

Dean deu risadas ao levantar-se do sofá e ir para a cozinha para colocar o novo saco de pipoca no micro-ondas.

– Eu me apresento aos sábados na garagem com meu show de leituras da mente. – Dean brinca do outro lado da cozinha de Castiel, que o vê da sala pelo layout aberto do apartamento.

– E o que você descobriu até agora, oh, grande vidente?

Castiel bebe sua cerveja, observando como Dean facilmente anda em torno de sua cozinha, como se ele fosse uma parte dela, balançando em torno de cada canto de seu apartamento de uma forma natural. É como se Dean sempre pertecesse lá, junto, com Cas.

Ele arregala os olhos azuis um pouco, sacudindo essa ideia da cabeça dele. O que ele estava pensando?

– Eu sei que Bobby está tentando esconder que está saíndo com a Ellen do Roadhouse.

Dean começa a falar, fazendo Castiel tossir e voltar á realidade.

– Você andou espionando o Bobby? – Castiel pergunta.

– Vidente, Cas. Lembra?

Concordando com ele num meio sorriso, Castiel escuta o som do micro-ondas anunciando que a pipoca estava pronta bem na hora do fim do comercial.

– Depressa Dean! – ele o chama, ajustando suas pernas em cima do sofá para que Dean passe entre ele e a mesinha de centro, sentando-se ao seu lado.

– Okay, okay!

Uma vez que Dean se ajeita, Castiel põe as duas pernas sobre as coxas de seu amigo; no entanto o mais impressionante da situação é que Castiel não estava pensando quando colocou as pernas na altura do joelho de Dean. Castiel se vê surpreendido por seu próprio comportamento, porque isso não é algo que ele faz usualmente com seus amigos – não é algo que ele faz com Dean.

Contudo, Dean não se afasta do toque nem parece incomodado. Ele apenas leva o pote de pipoca à Castiel, e repousa as costas no sofá na maneira mais cofortável possível.

Dando de ombros, Cas pega um pouco da pipoca e relaxa. Eles está lendo demais nas estrelinhas. Eles estão apenas se divertindo, como sempre o fazem vendo televisão.

Quando o show está terminando Castiel acaba com a pipoca e estica seu corpo para frente a fim de por a tigela sobre a mesa de centro. O movimento chama a atenção de Dean, que remove os olhos grudados no seu programa favorito para olhar Cas. A blusa branca que ele está usando levanta um pouco, revelando a base de sua coluna.

Pelo o que pareceram anos, Dean encara o pedaço exposto de pele, notando agora que as pernas de Cas estavam repousadas em seu colo e que uma de suas mãos foi parar em cima do joelho do moreno.

Involuntariamente, a mão de Dean começa a entrar em ação, parando nas costas de Cas antes que ele volte ao seu lugar. Os dedos esfregam a barra da camisa a levantando devagar e começam a arranhar de leve a coluna dele. Cas, por sua vez, deixa um rápido murmuro de satisfação escapar, quase ronronando feito um gato sendo acariciado.

– O que está fazendo? – ele pergunta com uma sobrancelha erguida e olhando por cima do ombro.

– Coçando suas costas.

– Por quê?

– Eu não posso ser legal? – Dean responde com um meio sorriso – Além do mais, você gosta, não é?

Castiel engole um riso quando a mão de Dean começa a se mover para cima e para baixo sobre a sua espinha, e ele fecha os olhos aproveitando a boa sensação, relaxando seu corpo no toque. Ele escuta um pequeno riso, mas o ignora porque o carinho em suas costas é muito bom.

E então sua blusa começa a ser removida sem pressa por Dean, que ainda massageia sua pele. Sem nenhum protesto, Cas permite que ele enrole o tecido da camisa até o início das omoplatas.

Virando a face para o lado e endireitando um pouco seu tronco, Castiel vê Dean enquanto ele tem seus orbes verdes fixados num ponto específico seu.

– Perdeu algo? – Castiel indaga, vendo um rápido sorriso em Dean.

– Estou vendo sua tatuagem.

– Oh, pensei que já a tivesse analisado.

– Não me canso de fazê-lo.

O tom de brincadeira de repente muda para algo mais denso. Castiel deixa seus lábios partidos enquanto Dean começa a deslizar seus dedos para o lado até chegar ao design da tatuagem. Na mesma velocidade que a mão de Dean se move sobre as costelas do moreno, Castiel vira seu corpo, trocando as pernas de lugar que ainda descansavam sobre o colo de Dean, e as dobra em cima do sofá.

A movimentação de ambos é precisa enquanto que automática – como se estivesse gravado na memória de seus músculos.

Entre uma respiração e outra eles permanecem se encarando numa espécie de disputa silenciosa, realizando uma situação completamente absurda acontecendo ali: o fato de que não havia desculpas ou razões para o que estavam fazendo além da pura vontade de tocar um ao outro.

Dean pisca uma última vez antes de jogar seu corpo para frente e se deitar sobre Castiel; e Cas simultaneamente moveu suas pernas para os lados, dando acesso à Dean, envolvendo suas coxas ao redor da cintura de seu amigo.

O beijo foi intenso e bagunçado, com os lábios querendo cobrir um ao outro, línguas lambendo o contorno das bocas, lutando para aproveitar o sabor que agora partilhavam.

A língua de Castiel é maior e macia enquanto a de Dean é quente e sedutora, explorando cada curva da boca de Castiel, sugando a carne em rápidos chupões e então retornando ao beijo que não deixava nenhum espaço entre eles.

Castiel continuava a abraçar o pescoço de Dean, inteiramente ajustado debaixo dele, enquanto Dean balança sua cintura para frente e para trás. Cas consegue sentir sua ereção esfregar contra o fino tecido das roupas que eles usam.

Quando ele escuta um grunhido abafado vindo de Cas, Dean começa a descer suas mãos por seu torso, apertando as maravilhosas coxas ao redor de sua pélvis e as balançando de acordo com o ritmo de seu corpo, gemendo em satisfação com a pressão sobre seu membro, já molhado dentro da boxer.

Seguindo a linha da costura nos shorts de Cas na altura de suas coxas, Dean puxa levemente a barra, escorregando-a pela quente pele da virilha dom moreno, e com a ponta de seu dedão Dean consegue sentir o falo cheio e pronto para continuar.

Castiel murmura em concordância, quando o macio toque dos dedos de Dean esfregam sua extensão, balançado os quadris ainda mais em busca de fricção. Isso faz Dean sorrir com os lábios ainda pressionados nos de Cas.

Ele continua a puxar o short, sendo cuidadoso para não machucar Castiel, e então finalmente Dean alcança sua tarefa de não remover as roupas do moreno, mas sim puxar a barra do short para o lado, prendendo o membro de Cas para fora do tecido – mas com a cintura e pernas ainda dentro do short.

– Dean!

Cas deixa a cabeça cair para trás no braço do sofá deixando sua boca formar um “O” enquanto Dean envolve sua mão ao redor da base de seu falo e a move para cima e para baixo, beijando o maxilar e o peito de Cas. Sua outra mão brinca com um mamilo, apenas para ter certeza de que Castiel está completamente e unicamente destruído antes de Dean entrar nele.

– Deus—Dean! N-não!

– Não o que? – ele pergunta num sorriso.

– V-você sabe-ah! Meu mamilo, você sabe que eu—

Baixando sua cabeça Dean gentilmente esfrega sua barba mal feita no meio do peito de Cas, arrastando seus lábios sobre a pele rosada do mamilo, mas o instigando apenas com sua respiração quente.

Castiel choraminga com suas mãos escalando os ombros de Dean, apertando e empurrando ao mesmo tempo, incerto se queria aproximar ou tirar Dean de perto dele.

Ele continua a incitar Cas com promessas de um beijo sobre seu mamilo, esfregando a boca ao redor dele, mas não o tocando, e isso é o bastante; Castiel não vai permitir ser feito de tolo assim.

As duas mãos agarram a face de Dean e logo Cas envolve sua tentadora boca num beijo sem ar. Dean nem consegue corresponder porque Castiel está sugando o oxigênio de seus pulmões, quase comendo sua língua ao rodopiar com força o interior de sua boca. Dean geme, e rebola os quadris, incapaz de mover suas mãos ou mesmo beijar Cas de volta.

Ele apenas permite que seu cérebro se desligue com a força dominando ele, essas mãos que acariciam gentilmente e puxam o cabelo em sua nuca. Cas é surreal. Como ele pode ser tão dócil e feroz num beijo?!

Engasgando em busca de ar, Dean sai do ósculo, arfando. Um fio de saliva segue seus lábios e se parte no meio da pequena distância entre eles numa cena obscena. Os olhos de Cas, Dean vê agora, já estão cobertos de negro, os lábios vermelhos e inchados; brilhando com a saliva, conforme Cas tentava se recompor – em vão – e Dean pôde imaginar que ele mesmo está na mesma situação.

– Dean... – ele respira o nome numa voz pesada e rouca.

– Eu vou... Cas, eu quero-

Castiel fecha seus olhos beijando Dean de novo, mas dessa vez é mais doce, devagar e gentil.

– Só venha, Dean.

Seus olhos se encontram quando Dean descansa sua testa sobre a de Cas. Ele balança a cabeça, pois palavras não podiam ser ditas com sua voz instável. Num rápido encontro de lábios, Dean começa a beijar o corpo de Castiel; a linha de seu pescoço, descendo numa única lambida a sua clavícula. Após algumas mordiscadas tentadoras ele deposita beijos em seu peito, e então Dean abre a boca e suga um dos mamilos duma vez, ouvindo um único gemido quando Cas arqueia sua coluna no sofá, sendo necessário que Dean o segure com os dois braços ao redor de sua cintura para não deixar o moreno cair.

– Dean, você—Isso é incrível!

Dean ronrona, mordiscando; sorvendo o mamilo uma última vez, continuando a descer o caminho de antes, lambendo os gomos do abdômen de Cas, mordendo-os. Ele para sobre o elástico do short, puxando devagar com os dentes e erguendo os olhos para se encontrar com Cas quando ele deixa a barra esticada bater contra a pele, esfregando o rosto agora na virilha conforme seu queixo resvala contra a cabeça da extensão de Cas.

Castiel grunhe, balançando seu corpo no sofá. Suas mãos param no topo do cabelo de Dean, enrolando seus dedos ali quando a língua de Dean sai da boca para lamber as pequenas gotas de pré-gozo caindo da fissura, no entanto o principal objetivo dele não está ali.

Ele não põe Castiel em sua boca, oh não. Ele quer explorar mais, fazer de Castiel uma completa desordem, e para isso ele já tem um plano formado.

Segurando o tecido esticão do short de Castiel, Dean o puxa ainda mais e consegue ver a pequena entrada logo abaixo do períneo, que dá uma pequena vibração em expectativa. Castiel tem a respiração descompassada ao se perguntar se Dean vai realmente fazer o que ele pensa que está prestes a acontecer.

Olhos verdes preguiçosamente olham para Cas, e um sorriso torto aparece no rosto de Dean.

Sim, os olhos verdes dizem tudo á Castiel. Ele vai fazer.

Castiel nem ao menos tem tempo de protestar ou tentar dizer palavras coerentes. Sua língua derrete no mesmo instante que seu cérebro se parte em pequenos pedaços que só conseguem comandar seu corpo a sentir prazer, sentir deleite quando Dean lambe a sua entrada oh, tão mensurado, deixa sua língua macia sobre o anel enrugado enquanto a ponta endurece no toque tentando vagamente invadir Cas.

–Oh.meu.Deus.Dean! I-isso é-isso é-GAH!

Ele movimenta-se bruscamente no sofá, Dean envolvendo sua cintura enquanto a outra mão mantém o short afastado na lateral para que sua língua possa correr sem o tecido no caminho. Não parecia nada diferente de quando ele engoliu Castiel antes; de verdade. E ainda bem que Cas é uma pessoa muito-uh-limpa, mas a pele dali parecia mais... Macia, quase como veludo... Céus, era incrível!

Dean pôs a língua para fora e lambeu ali, tentando aos poucos invadir o músculo.

Castiel apenas gemia, jogando a cabeça dum lado a outro e as mãos não podiam aguentar ficar paradas, apertando o cabelo de Dean e o empurrando para ir mais fundo no meio de suas pernas.

Bem, quem é Dean para não obedecer ao silencioso pedido?

Ele, então, esfrega um dedo na abertura usando sua própria saliva para escorregar a ponta para dentro – ouvindo um grunhido vindo de Cas – e no segundo seguinte ele empurra o músculo para o lado enquanto sua língua lambia o espaço que se abria a ele, enfiando a sua carne molhada dentro e permitindo que metade dela descansasse no interior escaldante, apenas explorando, balançando como uma onda para cima e para baixo com seu dedo abrindo o local apertado mais e mais, permitindo que sua língua escorregue sem problema algum.

Castiel tornou-se um amontoado de gritos e sussurros de encorajamento; com suor escorrendo da testa conforme ele tentava recobrar o controle nos movimentos de sua cintura que queria mais do que aquela fricção superficial.

– Você está bem ansioso. – implicou Dean ao lamber a entrada.

Irritado pela audácia clamada por ele, Castiel apertou o cabelo cor de areia ainda mais e empurrou Dean para frente com vontade, com a quantidade certa de força para induzir Dean a partir seus lábios e beijar sua abertura como se fosse sua boca, lambendo e gentilmente sugando, e Dean grunhia com os sons vindos direto da garganta ao ser comandado por Castiel desse jeito voraz. A verdade é que, Dean gosta de uma ação mais bruta, então ter sua boca sendo coagida a sorver a linda e avermelhada entrada de Cas era nada mais do que esplêndido.

– Você também. – Castiel conseguiu dizer, ouvindo um pequeno riso vindo de Dean. Ele ergueu seu torso e limpou a pequena linha de saliva que escorria pelo canto de sua boca com as costas da mão.

Castiel continuou deitando conforme Dean pressionava devagar o dedão sobre a entrada de Cas, apenas instigando, mas não entrando.

– Desse jeito, Cas?

Dean pergunta uma vez que abaixa seu corpo para se deitar sobre o peito de Castiel. Ele, por sua vez, agarra o pescoço de Dean e o puxa a um beijo, sentindo a língua dele encharcada e macia contra a sua, causando um calafrio gostoso na sua espinha.

– Me abra para você, Dean.

Ele sussurra na ponta da orelha do maior, mordendo o lóbulo, fazendo a audácia de Dean tremer num abafado ‘filho da mãe’. Ele riu sentindo a mão de Dean vir até sua boca, os dedos traçando o formato dos lábios carnudos. Logo Castiel entendeu o que ele queria, abrindo a boca e cobrindo cada dedo com sua saliva.

Aquilo fez Dean grunhir alto, seus quadris balançando e pressionando para baixo ao mesmo tempo para aplacar a necessidade latejante dentro de sua boxer. Uma vez que ele sentiu a umidade em seus dedos, Dean os moveu ao meio das coxas de Cas, ainda não removendo o short dele, mas o esticando para o lado e escorregando um dedo para dentro dele.

– Coloque outro. – Cas respirou para fora, e seu peito estufou descompassado – Eu estou relaxado da sua língua...

– Porra, Cas!

Dean precisava xingar porque ele não sabia outra maneira mais plausível de dizer o quanto aquelas palavras mexiam com ele, o deixavam louco e completamente perdido nos braços de Castiel. Ele não sabia o que era. Dean não fazia ideia de como, mas Cas conseguia o destruir por inteiro, o tornar uma pessoa carente e necessitada da presença do moreno; e a excitação dele crescia ainda mais.

– Isso Dean!

Castiel disse em meio a um sorriso ao sentir a ardência do segundo dedo entrando nele. Dean não perdeu tempo ao tentar encontrar a pequena protuberância de tecido dentro de Cas, esfregando os dedos sobre ela rapidamente. Castiel se agitou debaixo dele e precisou agarrar o encosto do sofá com uma mão enquanto a outra foi parar acima de sua cabeça, cravando as unhas no braço acolchoado. Dean quase riu orgulhoso de si mesmo por já conseguir encontrar os pontos de prazer em Cas sem nem ao menos se esforçar para isso. Era como se ele tivesse mapeado o corpo do moreno na ponta dos dedos, e ele só precisasse seguir as linhas, os relevos, e então Dean era capaz de tornar o tão centrado Castiel em apenas um corpo buscando por prazer.

E ele adorava ver Cas desse jeito.

– Pronto para o outro? – Dean perguntou; a voz já rouca.

– Sim...

Foi tudo o que Castiel disse, e a permissão fez Dean escorregar o terceiro dedo, ouvindo Cas murmurar ‘sim’ diversas vezes. A cintura do moreno já se movia para baixo de encontro aos dígitos de Dean, rebolando, querendo mais do que aquilo. Dean afastou dois dedos e fez o canal se abrir mais e mais, sentindo que já poderia colocar até mesmo um quarto ali dentro, e nessa hora, junto do alto gemido de Castiel que invadiu o apartamento inteiro, ele sabia que o moreno estava pronto.

Tirando os dígitos devagar de dentro dele, Dean pôs a mão sobre seu boxer e começou a descê-lo até o meio de suas coxas – tomando cuidado para não soltar o short de Cas.

– O que... Está fazendo? – o moreno perguntou com o olhar perdido numa nuvem turva ao encarar Dean.

– Quero te foder assim.

Foi tudo o que Dean disse, puxando o short de Castiel e o deixando ainda no corpo do moreno, revelando a ele apenas o falo do menor e sua entrada – tão rosada e pronta, que Dean nem ao menos conseguia se conter.

Ele segurou a ponta de sua extensão sentindo seu próprio pré-gozo nela, esfregando as gotas transparentes até o meio de seu membro, suspirando com a gostosa sensação ao se tocar. Mas ele queria muito mais do que aquele contato. Quando Dean tinha o seu falo bastante molhado, ele mordeu o lábio inferior ao tocar a glande na abertura de Castiel. Os dois respiraram fundo, e então ele entrou duma vez, afundando, parando apenas quando chegou à base.

Castiel jogou a cabeça ainda mais para trás e partiu os lábios num alto gemido. Suas mãos agarraram-se ao tecido do sofá e suas pernas envolveram a cintura de Dean mais acima, enroscando-se na parte debaixo de sua coluna, querendo o trazer para mais perto. Dean deixou os lábios partidos e olhou para o homem completamente entregue debaixo dele. Descendo os globos verdes ainda mais ele parou sobre a conexão deles, bem no meio da perna de Cas, e grunhiu com a bela visão.

Era tão indecente, a maneira com a qual ele tinha o short de Castiel afastado no meio das pernas dele, mas ainda assim ele ainda estava o vestindo. A extensão do moreno estava cheia, pulando para fora pela lateral da peça de roupa, e mais abaixo Dean podia se ver enterrado em Castiel – a abertura dele igualmente bela ao aparecer do lado de fora do short que deveria cobri-la.

– Dean, se mexa, se mexa! – Castiel pediu em sua rouca voz, tremendo sua entrada ao redor do membro do loiro.

– Ah, Cas! Cacete!

Dean estocou pela primeira vez, fora e dentro, gemendo junto de Castiel quando o fez. A mão que prendia o short dele também conseguia segurar parte da coxa do moreno, e a outra, bom, a outra mão ele usava para sentir todo o resto do corpo perfeito de Castiel.

– Lindo... Lindo , Cas, porra! – Dean falava os elogios sem nem ao menos perceber. Ele apenas estocava; se enfiava em Cas e sentia o corpo dele tão bem alinhado com o seu, os dois juntos, uma coisa só, o mesmo calor as mesmas sensações e o batimento ritmado nos peitos; o suor escorrendo de sua testa e caindo sobre o pescoço de Cas, sua boca ficando salgada ao beijar os fios negros do cabelo do moreno, era tudo igual, eram as melhores comoções que Dean podia sentir; que Cas podia ter!

Dean deixou seu torso reto, apenas movendo a cintura para frente e para trás, sentindo-se sair até a metade de seu membro e depois voltar com força sendo completamente engolido por Castiel. Ele puxava o short com a mão, que já havia começado a ficar com as juntas brancas tamanha era a força com a qual ele agarrava e afastava o tecido. Ele só queria se enfiar em Castiel, ele só queria sentir aquela entrada escaldante o sorvendo mais e mais, soltando os gemidos altos enquanto se deleitava com a bela visão de Cas debaixo dele se contorcendo, da maneira com a qual ele gritava arranhado, ou como suas mãos prendiam-se no sofá como se aquilo fosse seu único ponto de realidade naquele momento. Porque os dois flutuavam na linha do fantástico naquele instante.

– Dean, Dean! M-me toque, oh, p-por favor me toque!

– Cas… Cas!

Descendo seu corpo, Dean deitou-se sobre Castiel arfando pesado contra o pescoço dele. Os finos dedos do moreno soltaram a barra do sofá e começaram a se engalfinhar nas melenas claras de Dean enquanto ele desceu a mão livre para o baixo ventre de Cas, encontrando apenas com o tato a ereção palpitante e rija dele.

Deean!

Castiel grunhiu o nome, mordendo o ombro do loiro e quase se engasgando com os gemidos uma vez que ele havia começado a bombear sua extensão com a pressão perfeita de seus dedos, combinados com as rebatidas de Dean dentro dele, que acertava o volume no lugar certo quase sempre, levando Castiel a um estado de letargia e soberba.

– N-não dá! Cas, eu vou—Não dá mais; e-eu—

– Ah!

Castiel nada disse apenas entreabrindo os lábios e se abraçando ainda mais em Dean, trazendo o homem a um apertado abraço onde não havia espaço nem para eles respirarem, onde eles ouviam pelas costelas o retumbar da adrenalina pulsando no peito, onde só havia calor, suor e o encontro de duas pessoas em busca de prazer. Castiel apenas gemeu enquanto se sentia ser preenchido por Dean num forte jorro; o líquido entrando e se espalhando por todos os lados da apertada entrada, com Dean grunhindo com sua boca colada ao vão no pescoço de Cas e empurrando a cintura para frente, tal como se fosse capaz de se afogar ainda mais nele.

O moreno nem ao menos percebeu que havia se derramado entre os dedos de Dean. Seu corpo por inteiro apenas o remexia em espasmos; as terminações nervosas aproveitando os resquícios finais do clímax ao ouvir as arfadas preguiçosas de Dean rente ao seu ouvido.

E era uma sensação tão harmoniosa, ter o amigo sobre ele, dentro dele, o possuindo e se deixando ser envolto por Castiel dessa maneira, que Cas não pode evitar sorrir.

– Você está me fazendo perder os quilos extras...

Dean comentou numa voz letárgica após algum tempo apenas descansando, e Castiel riu fraco.

– Posso dizer o mesmo. Minhas horas extras na academia já podem ser cortadas.

Erguendo-se devagar, Dean ficou com o rosto próximo de Castiel, vendo os olhos azuis ainda presos numa névoa quase negra.

– Academia? – ele indaga.

– Três vezes por semana. E eu corro aos sábados de manhã.

– De manhã? Cas, Cas... Precisamos arrumar um exercício matinal melhor ‘pra você.

Penando por alguns instantes, Castiel sorriu torto e disse com toda a petulância que tinha:

– Acho que já encontrei um.

Nisso, Dean riu junto dele, dando um lento beijo no moreno, saindo devagar de dentro dele e se sentando no sofá.

– Seria uma boa hora para tomar um banho. – comentou o loiro.

– Pois eu irei primeiro.

– Ei!

Dean tentou alcançar Castiel, mas o moreno já estava de pé ao lado do sofá.

– Pensei que as visitas tinham mais direitos! – ele brincou tentando fazer um ‘bico’ com a boca, parecendo chateado.

– Dean, você não é mais visita nessa casa há muito tempo.

Os dois riram outra vez – sendo que Dean quase gargalhou ao ver que Castiel lutava para manter o short preso na cintura, já que ele havia quase destruído o elástico da roupa.

– Exijo ter um short novo. – o moreno disse.

– Como se você não tivesse gostado.

– O fato de eu ter apreciado ou não, não muda o fato de que tive uma peça de roupa arruinada.

Dean rolou os olhos balançando a cabeça.

– Você é muito dramático!

– Apenas o suficiente. Agora, se me der licença, irei ao meu banho.

– E eu vou ver o que temos ‘pro jantar.

Ao ir até a cozinha, Dean pode observar Castiel andando até o quarto em direção ao banheiro. Ele estava realmente arrasado, com as roupas tortas, o cabelo desgrenhado e completamente suado. Não que ele estivesse em condições melhores. Deus, ele nem sabia com estava de pé naquela hora. Tinha sido muito bom, muito bom mesmo.

E o melhor de tudo, era poder depois ficar á vontade com Castiel, comendo o jantar ou apenas vendo um bom programa de televisão. Tudo acontecia mais simples, de um jeito tão tranquilo e aberto. Não havia meias verdades entre eles. Os dois se conheciam durante anos e, bom, a única revelação que Dean teve recentemente foi a de que Castiel é um Deus na cama (ele nunca vai dar o gostinho ao amigo de saber disso, óbvio).

Ao ver Castiel sumindo dentro do quarto, Dean se apoiou no balcão da cozinha e sorriu consigo mesmo. Ele gostava daquilo tudo. Não, ele não estava falando do sexo – que era muito bom, por sinal. Ele se referia a essas horas tolas em que eles podiam ser apenas amigos se divertindo, para então se tornarem dois animais em busca de prazer um no outro; e melhor ainda era saber que depois não havia nenhum tipo de inconveniente ou vergonhas. Era apenas... Natural... Era o que Dean queria num relacionamento.

E então ele balançou a cabeça, tirando essas ideias da mente.

Ele devia ainda estar ‘alto’ do seu orgasmo. Castiel e ele são apenas amigos curtindo um tempo de qualidade e se divertindo juntos, não há nenhuma chance... Não que ele queira uma chance!

Suspirando, Dean apanha alguns congelados da geladeira e os põe sobre o balcão decidindo o que eles vão comer antes de dormir, e ele tenta a todo custo não deixar que mais ideias desse tipo surjam em sua mente. Afinal, foi Castiel quem disse que aquilo tudo entre eles era sem compromisso algum.

Certo?

Continua

Notas finais
Hey people! O que estão achando? Os dois vão começar a se desenvovler mais agora, hihihi Tanto o Dean como o Castiel sempre foram mto amigos, mas nunca pensaram nas coisas de outro jeito! Agora eles vão começar a se questionar sobre isso! Quis sair daquela historia manjada de que um já era apaixonado pelo outro. Os dois nessa fic crescem juntos, e eu espero conseguir demonstrar isso! estão gostando? espero q sim! kissus amores! obs: Tia Yume, e "nosso mês de Setembro"?! Calma, antes que v6 venham me bater saibam q tá quase pronto o cap! Eu já postei "não me deixe ir", então v6 já sabem q eu to indo devagar c as histórias =p tenham fé, paci~encia, e mto amor p tia Yume! agora sim, kissus e até daqui a pouco com mais atualizações!