Sem Compromissos

4 Capítulo 03 – Para que servem os amigos? sexo ocasional às vezes


Notas iniciais
Olha quem está aqui x3 isso mesmo, a autora favorita de vocês! (olha a modéstia xD) eu estive meio lenta esses dias, saindo por causa das férias, mas eu tb tive um tempinho p escrever, então aqui está o 03 capítulo dessa fic mara q eh os dois se pegando o tempo todo xD espero que curtam essa fic! Estou tentando focar a personalidade deles nos pontos principais da série, a cabeça dura do Dean, a compreenssão do Cas! Espero que estes pequenos detalhes possam ser vistos! e que eu n extrapole demais xD obs: Vou atualizar 'Nosso mes de Setembro' hj tb, mas 'Não me deixe ir' ainda está sendo escrita, pq ela eh mais longa e eu tenho q ter certeza que tudo se encaixe no final sem erros! anyway, boa leitura amores ;)

Capítulo 03 – Para que servem os amigos? (sexo ocasional às vezes)

Uma dor de cabeça excruciante está clamando presença no crânio de Dean bem acima de seus olhos. A luz da janela não ajuda também. Ao menos ele está numa cama e não desmaiado num banheiro enquanto vomita o estômago para fora. Cara, quando foi a última vez que ele ficou acabado assim?

Ao menos tem um calor gostoso ao lado de Dean, um belo corpo que ele abraça. O cabelo negro e o cheiro o lembra de gotas de chuva e... Açúcar talvez? De qualquer forma, é bom, e Dean cheira e beija o pescoço exposto abaixo do cabelo curto.

Bêbado, numa cama, com alguém gostoso ao seu lado? Yup, definitivamente a melhor ressaca que ele já teve.

Tem um gemido doce vindo dessa pessoa que se mexe na cama e balança os quadris para trás, atingindo Dean e seu volume desperto pela manhã. Ele murmura em concordância, alegre por começar o dia com algum exercício muscular, começando a mover sua pélvis para cima e para baixo, notando que ele está nu – assim como a outra pessoa. Seu membro já está derramando um pouco de pré-gozo, e com a pele escorregadia ele brinca com a ponta na fissura dessas nádegas, procurando por um delicioso lugar onde encaixar seu falo guloso.

Gemendo, a pessoa pressiona as nádegas na glande de Dean, e o movimento o faz sentir uma entrada molhada. Sua extensão dá um abalo interessante e começa a devagar forçar passagem, até que Dean ouve um grunhido.

– Shh. Está tudo bem...

Ele diz, beijando a pele abaixo da orelha, abraçando o corpo ainda mais e o puxando para perto. Dean escuta um macio e baixo ‘sim’, rindo, pensando que a misteriosa pessoa deve estar ainda dormindo.

Gentilmente ele entra, ouvindo um pequeno silvo vindo do outro. Dean beija e dá sussurros de encorajamento conforme continua, com seu falo entrando numa quente e úmida entrada, um pouco apertada, mas que o suga uma vez acomodado.

– Oh... Porra!

Praguejando, Dean vai para trás e para frente devagar, agarrando uma das coxas à sua frente e a levantando para ganhar mais espaço, empurrando-se dentro e fora, e logo ambos gemidos e murmúrios envolvem o cômodo por inteiro com sons de sexo. Ele afunda até a base de seu membro, aumentando a velocidade, não se importando em estar tão perto do fim.

Indo mais fundo numa estocada, sendo sugado, e um gemido engasgado vem de Dean quando ele goza em quentes jorros, um atrás do outro, respirando pesado por um tempo.

Ele beija o pescoço suado, ouvindo o mesmo gemido de alguém que acabou de ter um incrível orgasmo, e sorri ao saber que ainda que meio acordado conseguiu dar prazer ao outro.

– Hmm... Tão bom...

– Sim... Bom, Dean.

Essa voz.

É um tom grave e rouco que Dean tem certeza já ter ouvido antes. Mais que isso, é a voz de um cara. Não há erro nisso. Arregalando os olhos, Dean engole seco e sua espinha gela. Só há uma maneira de ter certeza… Ele escorrega uma mão sobre as costelas dessa pessoa, indo para cima.

Sem peitos.

Ou talvez seja apenas um peito liso. Ele continua seu caminho de descobrimento, arrastando os dedos à virilha. Tem um pouco de pelos, mas okay, algumas gostam de deixa assim... Ele então continua, e continua, até sentir algo realmente molhado e quente.

– Dean…

Ele — a pessoa – geme seu nome, e Dean engasga. Ele continua seguindo para baixo nessa umidade, e ali encontra uma... Protuberância. Isso não pertence ao corpo de uma mulher, Isto é- Isto é...

O corpo se mexe novamente virando-se para encarar Dean, e nesse instante ele está em puro choque.

–Olá Dean.

Ele diz enquanto o encara e Dean não consegue formar uma sentença, pois aquele ali na cama com ele não é apenas um cara – que ele acabou de foder – mas é alguém que ele conhece, é seu amigo, é-

Merda, ele acabou de dormir com Castiel!

Dean quer ao menos gritar, e ele o faz. Sua boca se abre, mas não há som saindo dela. Ao invés disso ele sente algo o puxando para fora de seu corpo, como uma força invisível, e antes que ele possa fazer alguma coisa ele respira fundo, acordando – de verdade – dessa vez.

Foi apenas um sonho. Deus! Dean apenas respira aliviado. Sua cabeça dói um pouco, mas ele está aliviado. Está de ressaca pela noite passada, mas aliviado. Ele está na cama de um estranho, mas está aliviado, pois ele não fez algo estúpido, ele não foi esse tanto de um babaca para fazê-lo. Ele está aliviado, ele está bem. O dia pode finalmente começar porque Dean certamente não passou a noite com-

Um pequeno ronco ao lado de Dean o alerta de que ele não está sozinho na cama. Com um braço sobre a cabeça protegendo seus olhos da claridade da manhã, Dean o abaixa devagar, girando o pescoço. E há uma pessoa do seu lado. Ele não pode olhar. Não, ele tem zero de coragem para faze-lo.

Isso é a merda de uma fantasia infantil. Foi apenas um sonho – um sonho que o deixou molhado, okay, mas ainda sim um sonho – com o seu melhor amigo e ele... Fazendo... Merda! Dean não pode olhar, não pode!

Mas que inferno, Dean não é supersticioso! Ele sonhou que fez sexo com Castiel, mas e daí? Isso não quer dizer que ele vai se virar e ver Cas ali-

Cabelo escuro.

Longos cílios.

Barba mal feita sobre o maxilar.

Um par de lábios meio partidos, com pequenos roncos saindo entre eles...

Esta face é... Merda. Porra, cacete, não! É-é Castiel! Merda… É Castiel pelado- ele está pelado?!

Dean levanta o lençol sobre eles – é, pelado, os dois nus como vieram ao mundo. Merda!

O que é isso?! Algum tipo de ‘sonho estranho virando realidade’?! Seria melhor se ele tivesse sonhado que tinha uma conta gorda no banco – não, não, não, ele tem de ter foco porque, oláaa! Sem tempo para mudança de tópicos.

Não aconteceu, certo?! Foi uma alucinação! Ele nunca iria fazer isso com Castiel! Bem.. Não que Cas fosse desagradável, nem nada, mas Dean não curte caras... Na maioria das vezes. Foram apenas beijos por diversão, mãos bobas e algumas outras coisas após algumas cervejas, nada de mais. Cacete, Dean nunca dormiu com um cara antes!

“Até agora”. Uma voz em sua cabeça o lembra, e Dean está em pânico.

O grande problema não é que ele transou com outro cara – o que, olá! É um gigante assunto para uma discussão posterior – no entanto o que está causando uma onda de culpa em Dean é o fato que ele o fez com seu melhor amigo! Meu Deus! Como ele permitiu que as coisas terminassem desse jeito?!

Vejamos, noite passada... Lisa o deu um pé na bunda. Dean veio ao apartamento de seu amigo. Eles beberam, conversaram, flertaram- WHOA! O que?!

Dean pisca, sentando na cama e encara Castiel, que ainda dorme enquanto Dean luta contra a dor de cabeça para se lembrar.

Foi Dean... Ele quem iniciou. A tatuagem, os toques fáceis, como Dean abordou Cas e o prendeu na parede, o pedido que fez ao seu amigo porque estava... Triste.

Engolindo seco, Dean esfrega as mãos sobre seu cabelo tentando decifrar o que devia fazer agora. Ele acabou de transar com Cas. O que vai acontecer entre eles? Cas ficará furioso? Eles vão falar sobre isso? Vão fingir que nada aconteceu?! Dean irá perder uma das poucas pessoas que tem em sua vida por conta do erro de uma noite?!

Ele não consegue. Dean não quer que Castiel sinta-se culpado após Dean ter praticamente o compelido a ir para a cama, usando a técnica do cão abandonado "eu acabei de levar um pé na bunda". Você não faz isso com alguém com quem se importa, você não usa um amigo dessa maneira e Dean com certeza não devia ter feito isso com Castiel.

Engolindo uma bola de vergonha, ele se levanta da cama na ponta dos pés, procurando por suas roupas. Ele encontra um par de calças de moletom, as coloca para não andar pelado. A chuva da noite passada ensopou suas roupas, mas elas já deviam estar secas na varanda, ele só precisa chegar até elas em silêncio, se vestir e ir embora. Se Castiel se quer o perguntar sobre ontem ele vai negar até a sepultura. Dessa forma eles podem continuar sendo amigos. Não há necessidade para destruir a amizade, e Dean pode ser aquele guardando a verdade. Está tudo bem, Castiel não precisa sofrer com o remorso, Dean vai-

– Dean? Onde você está indo?

Talvez ele deveria ter andado mais devagar.

Castiel está desperto na cama, esfregando um olho enquanto o outro observa Dean com uma mão sobre a maçaneta da porta. Sua cabeça não tem resposta alguma pronta, e ele apenas balbucia incoerências.

– Ah-Eu...Uh... Cas, eu-

Juntando um mais um, Castiel tem tudo desvendado em menos de um segundo. Ele suspira, pondo seu pijama e se levantando.

– Você está saíndo? Realmente? Isso não é um comportamento maduro, Dean.

Aqui vem. A bronca, a conversa sem fim sobre como Dean tem problemas, como ele usou Cas abusando da amizade deles para aliviar seu próprio estresse. Primeiro Lisa e agora isso. A sua vida está fenomenal...

Castiel anda na direção dele e por alguma estranha razão Dean está pronto para receber um soco, para ser chutado para fora. Ele até mesmo fecha seus olhos, mas então há uma mão tocando seu ombro gentilmente.

Com incerteza ele abre uma pálpebra e está surpreso por ver – não um Cas zangado – mas ao invés disso tem o princípio de um meio sorriso nos seus lábios.

– Cas...

– Sim Dean. Nós passamos a noite juntos, se isto é o que seu cérebro vem ponderando mesmo após as óbvias pistas.

Dean não consegue respirar.

– Cas, cara…Merda. Cacete, eu-

–Acalme-se Dean, está tudo bem.

– Não Cas, não está!

– Dean...

– Merda Cas! Eu sin-

– Dean, pare. – Cas balança seu ombro, e Dean compele ao seu pedido – Não diga que sente muito.

Ganhando um pouco de estabilidade, Dean respira fundo.

– Mas cara, o que eu fiz com você...

– Você fala como seu eu não estivesse no mesmo quarto ontem a noite. Eu consenti.

– Mas... Eu fiz por causa de Lisa e-

– Dean, o que aconteceu entre nós foi uma assistência mútua. Você estava bêbado e aliviando seu estresse após um termino, e eu, bem, estava bêbado e tendo um bom momento.

Castiel dá um meio sorriso, tentando apelar para o lado divertido de seu amigo, contudo Dean parece bastante perturbado com a ideia de que ele, de alguma forma, forçou Castiel.

– Cas, cara, eu nunca... Quer dizer, eu sei que não sou totalmente contra-mas eu nunca dormi com um cara.

– Então estou aliviado que tenha o feito com alguém conhecido.

Dean pisca duas vezes em confusão.

– O que?!

– Eu ficaria preocupado se você iniciasse sua primeira experiência com um estranho, poderia ter sido terrível.

Dean dá de ombros, pensando com o lado racional de seu cérebro.

– Acho que sim...

– Adicionando o fato de que não usamos nenhuma proteção noite passada.

Um grande medo escala a face de Dean conforme ele se lembra. Sua pele fica pálida, e ele segura em seu cabelo começando a ter um pequeno ataque de pânico.

– Meu Deus, Cas! Eu sou um babaca estúpido! Eu-merda! Porque eu bebi tanto?! O que vamos fazer, o que-

– Dean! – Castiel agora põe ambas mãos nos seus ombros para fazê-lo o encarar – O quanto te conheço, sei que você não esteve com mais ninguém além de Lisa nestes últimos dois anos, assim como ela, certo?

Dean concorda, pensando consigo mesmo.

– Eu-Sim, quer dizer, ela falou sobre esse cara, mas eu sei que ela não fez nada enquanto ainda comigo...

– Bom. E eu posso lhe garantir que estou saudável. Meu último exame foi há três meses, e desde então não tive nenhum encontro. Então, como pode ver, não há razão para alarde.

– É, eu acho...

– Não dedique muitos pensamentos sobre isso, Dean. Nós somos amigos, e isso não muda nada.

Surpreso, Dean o encara nos olhos, incerto de como proceder, o que falar, se ele deveria sentir-se aliviado ou mais culpado pelo fato de Castiel não o culpar.

– Então o que? Chamamos isso de um caso de uma noite? – pergunta ele numa última tentativa de compreender o que está acontecendo.

– Eu prefiro o termo: amigos ajudando um ao outro.

Dean dá um riso seco, esfregando uma mão nervosa em sua nuca.

– Nós ainda somos amigos Dean? — Castiel indaga franzindo o cenho em consternação.

– Claro que somos Cas, é só... Eu não sou bom com ‘manhãs seguintes’. Especialmente com esta situação, sabe?

– Podemos apenas tomar café da manhã como sempre o fazemos.

Imaginando um prato cheio com a comida de Castiel é algo que Dean altamente aprecia.

– É... Eu gostaria disso.

Talvez Cas esteja certo. Talvez fosse apenas uma coisa de momento, onde Dean estava um pouco vulnerável querendo conforto, e como seu amigo falou, poderia ter sido muito pior com um estranho.

– Eu vou usar o banheiro. Pode fazer o café? – Castiel pergunta ainda não totalmente desperto, bocejando.

– Claro.

Na cozinha, Dean escuta o som da máquina preparando seus cafés incapaz de impedir a correnteza de pensamentos e imagens da noite passada.

Ele e Cas beberam, as suas confissões da vida com Lisa, sua reclamações, a tatuagem... Deus, Cas tinha uma tatuagem num lugar tão erótico. Não, erótico não! O que seu cérebro está fazendo?!

De repente, há memorias dos gritos, beijos, toques e línguas se encontrando, dedos arrastando-se sobre a pele; sons de gemidos que Dean tem certeza que nunca irá esquecer.

Tem também algo quente, dolorido até, que se espalha por seu peito num calor sem igual com a memoria de Castiel aberto para ele, recebendo Dean dentro dele sem reservas, causando um estranho reboliço em seu estômago. Um bom reboliço, tirando o fato de que ele se sente um merda por ter usado Cas para aplacar sua tristeza.

Ele esfrega ambas as mãos no roto quando Castiel aparece na cozinha, sua voz chamando por Dean.

– O café está pronto? – ele pergunta e Dean apenas levanta os olhos o vendo já pronto para o trabalho com a blusa social e as calças escuras, usando uma toalha ao redor do pescoço para secar as gotas de água que caem do cabelo molhado.

– Está.

– Bom. Eu farei algumas panquecas. Deve ficar pronto em dez minutos. O banheiro está livre para você.

– Certo; okay, obrigado.

Cas balança a cabeça, mas Dean mal o vê, avançando depressa para a segurança de um ambiente fechado. O banho é rápido, porque ele não quer prolongar sua estada no apartamento de seu amigo, não após o que ele fez... Porra! O que Cas deve pensar dele agora? Ele pode perdoar Dean? Ele irá?! A amizade deles está acabada? Não, merda, Dean não pode fazê-lo! Ele não pode deixar dezessete anos de amizade acabar assim; por causa da sua própria estupidez!

Procurando por alguma coragem, Dean deixa o banheiro pronto para bombardear Cas com um milhão de desculpas quando o maravilhoso cheiro de comida atinge seu nariz, e seu estômago ronca.

– Você vai juntar-se a mim logo, Dean?

Castiel acorda ele do pequeno transe, rindo. Dean limpa sua garganta seguindo o caminho até a cozinha e sentando na frente de Cas, que está lendo o jornal com um prato de panquecas do outro lado.

Dean não se atreve a olhar para ele, pegando alguma comida, enquanto as palavras que ele planejava dizer começam a retornar a sua cabeça. Após a primeira mordida nas panquecas e um pequeno elogio, Dean tem sua força de volta e mesmo que esteja envergonhado, ele engole isso garganta abaixo e abre sua boca para falar... Mas é interrompido por Castiel no mesmo momento.

– Você pretende recuperar suas roupas da casa de Lisa? – ele pergunta – Minhas roupas cabem em você; no entanto, temo que não tenha muitos pares sobrando.

– Uh... é, quer dizer, a Lisa está trabalhando hoje e Ben tem a escola... Eu posso passar lá e apanhar algumas coisas antes que eles voltem.

– Certo. Você ainda tem minha chave reserva?

– Eu tenho, mas...

– Algum problema?

"Um milhão de problemas!" Dean pensa enquanto seus olhos dobram de tamanho. Castiel não está mesmo incomodado, nem um grama enfurecido?

– É só, uh... – Dean tosse, ajeitando-se na cadeira – Certeza de que me quer aqui?

– Eu não tenho preocupações, a não ser que você esteja planejando ficar com Sam.

– Oh, não. Eu preciso o evitar por um tempo. Não quero ser recebido com um monte de conversa emocional de merda.

– O que for melhor à você.

Mas e quanto ao que for melhor à Castiel? Ele pode realmente agir tão... Normal?

– Cas, v-você está cem por cento certo de que eu posso ficar?

Pondo seu garfo na mesa, Castiel abaixa seu jornal e encara seu amigo inclinando a cabeça ao lado na sua usual expressão confusa. Uma luz deve se acender sobre sua cabeça, pois suas feições tornam-se rapidamente de dúbias para um pouco envergonhadas.

– Se está se referido a noite passada eu... Não tenho problemas nem arrependimentos sobre isso.

– O que?! Sério?!

Castiel prende seus olhos nos verdes de Dean.

– É o que estou lhe dizendo Dean. Agora, termine seu café da manhã.

Dean abre sua boca como se tivesse algo a mais a dizer; contudo ele não tem ideia alguma do que adicionar na conversa, uma vez que Castiel pôs um ponto final nela. Eles comem quase em completo silêncio por longos minutos, e para quebrar a tensão Dean pega metade do jornal que Castiel já leu para desviar-se dos seus olhos

– Tem uma maratona do Dr. Sexy hoje. – comenta ele, tentando achar uma desculpa para falar.

– Oh, acho que perdi os últimos capítulos.

– Você quer... Assistir mais tarde?

– Se você me guiar quanto ao que perdi.

– Claro, Cas.

– Certo.

Pelo resto da manhã os dois continuaram com estes tópicos tolos. O sentimento inicial que os deixou desconfortáveis os abandonam, e eles voltam às piadas e conversas de sempre.

O relógio gira até as sete e trinta, e se Dean não quer Bobby reclamando na sua orelha ele precisa de apressar, assim como Castiel, quem tem um longo dia à sua frente no escritório com as demandas dos livros neste outono.

Antes de ir ao trabalho, entretanto, Dean para na porta, não encarando Castiel. Ele esfrega sua nuca nervosamente. Cas o observa com a cabeça inclinada e testa franzida, até finalmente Dean respirar fundo e num suspiro o perguntar:

– Nós estamos okay, certo Cas?

Ele fita seu amigo com um brilho quase desesperado, temeroso de que ele possa ter dito algo ou mesmo feito coisas estúpidas por causa de um término, e que tenha ferrado com uma das suas melhores amizades. E por causa desse medo ele continua a falar sem freios.

– Quero dizer, o que nós fizemos, não digo que não foi bom-oh, acredite, foi muito bom mesmo; e eu não curto caras, quer dizer, eu devo, até certo ponto, mas eu nunca transei com um, e é só... Com nós sendo amigos e tudo o mais, eu meio que, sabe, como nós fazemos isso? O que esta noite vai se tornar, o que-

– Dean.

Castiel agarra seu ombro com força acordando Dean e o fazendo parar com a boca semiaberta.

– Eu compreendo que esta situação não foi orquestrada por nenhum de nós, mas sim uma consequência do momento. Somos dois adultos que, numa hora de necessidade e mútua concordância, sentiram a vontade de iniciar uma... Atividade física. Mas isto não muda nada entre nós.

Completamente destruído pelo discurso, Dean pisca sem parar, com ainda uma pontada de dúvida batendo na cabeça.

– Você... Você tem certeza Cas?

– É claro, Dean. Amigos, às vezes, se envolvem nestas ‘noites sem compromissos’, e ocorre mais do que você pensa. Não é nada que um par de adultos não saiba lidar. Como aleguei: eu estou feliz que você tenha decidido ocupar seu tempo comigo ao invés de descontar suas frustrações num estranho.

Dean libera uma grande quantidade de ar que ele nem sabia estar guardando. É como uma pedra sendo removida de suas costas e um dos seus piores medos se esvai.

– É, certo, Eu... Valeu de novo, Cas.

– Sem problemas.

Dean suspira, enfiando as mãos nos bolsos da calça.

– Te vejo depois do trabalho?

– Retornarei às seis.

– Legal, eu saio do Bobby às cinco, então eu faço o jantar.

– Parece um bom plano. – Castiel sorri ternamente, e Dean não pode evitar retornar o mesmo olhar a ele.

O dia começa com Dean não se sentindo como um pedaço de merda quando deixou a casa de Lisa ontem, e pelo o que importa, ele tem seu melhor amigo para agradecer.

Continua

Notas finais
e aí? o que acharam da manhã seguinte? eu paticurlamente me foquei no desespero que o Dean tem as vezes com certas coisas sem necessidade e, claro, a compreensão e calma do Cas ;) estão gostando? está divertido? =3 esses dois ainda vão ter mais cenas picantes, hehehe e claro os amigos vão meter o bedelho xD ha! kissus e té breve amores!