Seize The Day
5 Why now?
Notas iniciais
O resto do mês foi tranqüilo, eu via o Brian poucas vezes e nem fazia questão de olhá-lo, eu tinha me aproximado muito do Rox e da Feh podemos dizer que estavam fazendo uma irmandade, o Rox e a Feh tinham ficado em um bar que a gente foi e tinham começado a namorar, estava feliz por ver os dois juntos eram meus amigos, e queria o melhor para eles.
Estava voltando da escola, e minha mãe tinha ido me buscar coisa bem estranha ela quase nunca ia me buscar. Mas preferi nem me importar com isso.
- Oi mãe – eu disse com um sorriso ao entrar no carro
- Oi filha, como foi à aula? –minha mãe disse com seu olhar protetor
- Há o mesmo de sempre – disse ligando o rádio tocava uma musica que eu não estava gostando, mas não me importei
O silencio tomou conta do carro e só se ouvia o grito fino da Lady Gaga no rádio, minha mãe de repente abaixou o rádio.
- Filha preciso conversar com você sério – minha mãe disse cabisbaixa.
- Fala mãe – disse preocupada, olhando-a começar a mexer a boca para falar
- Filha o câncer do seu pai voltou e dessa vez é maligno – minha mãe disse me fitando para ver minha reação
Senti meus olhos encherem de lágrimas, eu ouvi bem o que minha mãe disse?
- Mãe, não brinca com essas coisas – eu disse aos prantos, eu amava tanto meu pai, ele podia estar longe às vezes, mais eu ainda o amava como sempre amei como sempre vou amar.
- Filha, não significa que ele vai morrer, olha para mim – minha mãe disse me segurando pelo queixo e enxugando minhas lágrimas que insistiam em cair.
- Mãe, me leve para meu pai, não quero mais conversar – eu disse encostando minha cabeça na janela e colocando meus fones, precisava de música e coloquei Wake Me Up When September Ends do Green Day.
Minha mãe parou em frente há um hospital que eu conhecia muito bem, meu pai já esteve aqui há um tempo atrás.
- Mãe preciso de um tempo sozinha com meu pai, não precisa se preocupar eu tenho dinheiro e vou para casa depois – disse batendo a porta com pouca força.
Cheguei à portaria e pedi o numero do quarto do meu pai era o quarto 120. Aquele corredor parecia nunca ter fim, até que chegou a porta. Entrei sem ao menos pensar duas vezes eu amava meus pai demais e queria tira-lo dali. Olhei o quarto vi meu pai na maca, com aparelhos que o ajudavam a respirar e muito fraco. Meus olhos encheram de lágrimas, comecei a chorar muito, mas senti um abraço de alguém muito forte. Quando olhei para ver quem era, senti uma raiva imensa era Brian com um olhar triste, me abraçando.
- Me larga, seu louco – disse me soltando de Brian que parecia nada surpreso com minha reação
- Me desculpa, é que... Você parecia precisar de um abraço – ele disse se afastando
- Não foi nada eu só me assustei me desculpe também, mas você poderia me dar um tempo com meu pai? – eu disse com o olhar ainda molhado
- Tudo bem Glendha, olha consertei sua guitarra – ele disse saindo apontando para mesa
Olhei para a guitarra estava impecável, mas era meu pai que importava agora. Sentei na cadeira ao lado do meu pai, e peguei sua mão apertei com todas as minhas forças, lágrimas caiam do meu rosto sem me perdoar, a dor que eu sentia em ver meu pai daquele jeito sem poder ajudar era horrível, eu o amava tanto não poderia perdê-lo agora, ele tinha que me ver tocar guitarra, tinha que me acompanhar até o altar da igreja, tinha que ver seus netos nascerem, tinha que viver mais, não podia me abandonar agora. Adormeci na cadeira, mas despertei um tempo depois com meu celular tocando era o Rox. Atendi e ele estava com uma voz alegre.
- Oi Glen, como você e seu pai está? Eu passei na sua casa para te buscar para ir ao shopping comigo e sua mãe me disse, olha eu sinto muito mesmo, mais tarde eu passo ai com a Feh, mas como seu pai está?
Juntei todas as forças que eu tinha, mas minha voz ainda saiu tremula e rouca.
- Oi Rox, eu estou bem e meu pai está dormindo aqui no hospital mais não está nada bem, não sinta, ele vai sair dessa como da outra vez, tudo bem eu te espero,manda um beijo pra Feh
- Vai sim Glen, eu to com você nessa e vou estar sempre como eu te disse, eu te amo tchau.
- tchau Rox – desliguei o celular e fiquei pensando em como o Rox e a Feh tinham se tornado especiais para mim, principalmente o Rox ele era como um irmão para mim, eu faria qualquer coisa por esse cara ele me acompanhava em tudo , não via mais minha vida sem meus melhores amigos do lado.
O tempo passou já eram 16h30min da tarde e eu não tinha almoçado ainda, meus olhos estavam vermelhos e inchados, estava horrível.
Ouvi alguém bater na porta, e a porta rangeu. Era o Rox e a Feh com flores para o meu pai, nos ficamos conversando por um tempo eles me fizeram me sentir querida como sempre fizeram, mas tiveram que ir embora. Eu estava morrendo de fome, não tinha comido nada e já eram 19h00min, mas não iria sair de perto do meu pai por nada. Conformei com a fome e decidi ir deitar. Me deitei no pequeno sofá e guando estava pegando no sono, acordo com Brian cheio de sacolas fazendo barulhos infernais que faziam minha dor de cabeça aumentar.
- Pra você – ele disse me dando um lanche e um suco – se você comer tudo vai ter sobremesa – ele disse rindo, me vendo pegar o lanche com uma rapidez incrível
Eu estava devorando o lanche e Brian me fitava de um modo estranho, mais um modo misterioso e muito atraente.
- Obrigada Brian – eu disse dando a ultima mordida no lanche
Por que esse louco se importou comigo? Eu o trato tão mal.
- Não foi nada gat... Glendha – ele disse sorrindo e tirando da sacola uma barra de chocolate ao leite.
Arregalei meus olhos, eu amava chocolate.
- Só te dou se você dividir comigo – ele disse se sentando ao meu lado.
Nós comemos o chocolate inteiro e ficamos conversando sobre várias coisas Brian me ensinou um pouco de guitarra, até eu sem conseguir mais abrir os olhos adormeci ali mesmo no sofá e pior ao lado de Brian.
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