Notas iniciais
Eu to com muita dó dela :/// Reviews????????

Brian POV on

Acordei de madrugada, e percebi que tinha dormido no sofá com Glendha, ela iria me matar de manhã, mas resolvi não mexer com aquela morena agora de madrugada ela poderia dar um escândalo maior ainda e acordar todos os pacientes, e poderia ser expulsa do hospital, ou podia até mesmo ser presa por aquela lei de perturbação. Aquela morena era fogo, não era como as outras era única, mas ela me odiava então eu tinha que desistir dela. A fitei mais uma vez, estava de frente para ela, umedeci meus lábios e fui chegando perto e selei seus lábios bem de leve, para ela não acordar.

Voltei a dormir sorrindo, adormeci feliz até de manhã, quanto fui acordado por gritos e chutes, mas acordei somente pelo baque do meu corpo contra o chão.

Brian POV off

Acordei sentindo a respiração de alguém que estava dormindo ao meu lado, mas quando abri meus olhos era Brian que canalha.

- BRIAN ACORDA SEU CACHORRO – gritei e o chutei – BRIAN QUE MERDA, SAI DE PERTO DE MIM – o chutei mais forte e ele caiu no chão assustado.

- Que tipo de louco é você, pra dormir do meu lado? – o fitei enraivecida – você não tem amor à vida é? – disse me sentando ao sofá

- Calma ai gata – ele dizia arrumando sua roupa e colocando seu Ray-ban preto – você estava muito cansada então decidi não me mexer para você não acordar ele dizia me encarando – Eu vou até a cantina, vai querer alguma coisa? – ele disse saindo do quarto e me olhando

- Sim um café bem forte – disse olhando para meu pai, que agora estava acordado – Pai você acordou – eu disse feliz mais triste por velo no hospital

- Sim querida – ele disse com a voz fraca – Você e Brian formariam um belo casal – ele disse sorrindo

- Aff pai, por favor, eu e o Brian juntos nem no inferno – eu dizia indignada com meu pai – Mas pai como você está se sentindo hoje? – eu dizia sorrindo

Passaram dois meses e eu ia todos os dias ao hospital, meu pai estava piorando muito tinha passado por uma cirurgia para tentar tirar o tumor do cérebro, mais ele já estava muito avançado em dois meses ele tinha aumento de tamanho e já tinha afetado boa parte central do cérebro, ele tinha perdido a visão lateral dos olhos e não tinha mais os controles sobre parte de seus atos, o tumor há dois meses estava do tamanho de um feijão e agora estava do tamanho de um limão.

Não gostava de ver meu pai daquele jeito, isso estava me ferindo cada vez que eu o via era como uma parte do meu coração se rasgasse e que essa ferida nunca ia sarar, pois velo assim era como se alguém ficasse cutucando essa ferida para ela continuar sangrando e nunca sarar. Tinha me aproximado mais de Brian, estava o conhecendo melhor e assumo que estava achando ele legal, estava escrevendo uma música tudo o que eu sentia estava passando para aquela melodia. Brian tinha me ensinado tocar guitarra, meu pai tinha dado uma melhorada estava reagindo à quimioterapia, minha amizade com Rox e com a Feh estava melhor do que nunca.

A semana passou e como sempre eu ia todo dia ver meu pai, levava flores, e ficava o dia todo conversando e escrevendo músicas e solos para guitarra.

Estava na escola o sinal de saída tinha batido. Estava apressada para ir logo embora e ver meu pai, mas fui interrompida por Brian na entrada , ele estava com um olhar muito triste.

- Glendha, vamos dar uma volta comigo? – ele me disse cabisbaixo.

- Sim, mas não pode demorar muito, tenho que ir ver meu pai ele está me ajudando a terminar a música — eu disse entusiasmada

Brian abriu a porta do carro, e foi dirigindo sem dizer uma palavra, até chegarmos a um bosque florido da cidade.

- Glendha... O seu pai ele... — Brian não conseguia terminar

- Fala logo Brian, está me deixando assustada — eu dizia desesperada

- Ele faleceu hoje de manhã – Brian disse me olhando com tristeza, Minha visão começou a ficar turva e escura por causa das lágrimas era como se meu corpo estivesse formigando se despedaçando, só conseguia ouvir milhões de vezes como um eco na minha cabeça: ele faleceu, não conseguia mais me equilibrar e cai sentada no chão, ouvi a voz de Brian me chamar milhões de vezes mais não conseguia responder, minha visão foi ficando escura, minhas pálpebras e minha cabeça foram ficando pesadas, até que eu adormeci.

Acordei sentindo uma coisa gelada na minha cabeça, olhei em volta eu estava no meu quarto, Rox e a Feh estavam dormindo em uns colchonetes ao lado da minha cama. Pensei que tudo aquilo do bosque fosse pesadelo, achei que tinha saído com o Rox e com a Feh e enchido a cara e claro que eu não lembraria nada. Então eu decidi descer as escadas e contar para minha mãe do pesadelo.

Quando desci as escadas vi muitos familiares na minha casa todos vestidos de roupas escuras.

- Oi querida, como você está? – minha tia disse me abraçando

- estou bem, o que está acontecendo aqui? – eu disse olhando em volta

- Filha o seu pai – minha mãe disse me abraçando – ontem quando o Brian te disse era verdade, você desmaiou e Brian te trouxe ai os seus amigos vieram te visitar e acabaram dormindo por aqui mesmo, mas filha eu sinto muito, mas pense que vê-lo sofrer iria ser pior, ele está em um lugar melhor que é no seu coração e ninguém pode tirar ele daí filha, ele está do seu lado o tempo todo te olhando e te protegendo como sempre fez meu anjo – minha mãe disse me dando um beijo na testa

Eu não conseguia ficar naquele lugar horrível queria ver meu pai e sem ao menos olhar para nada sai correndo pela rua, e pior começou uma chuva muito forte, eu precisava do meu pai mais do que nunca.

Andei pela cidade tentando achar a casa do meu pai queria senti-lo, e chegando a porta de entrada, tentei abrir, mas estava trancada. Meus olhos cansados de chorar não me deram trégua, a chuva escondia minhas lágrimas que caiam freneticamente contra o chão misturados aquela chuva. Queria que aquilo acabasse logo, decidi ir a algum lugar, achando que encontraria meu ai em qualquer esquina.

Andei devagar olhando sempre para frente, quando parei em um bar chamado Iris com letras brilhosas e ofuscantes que fazia com que meus olhos ardessem. Entrei sem hesitar, olhei em volta e sentei na primeira cadeira que encontrei

- Vai querer algo querida – o barman me fitava curioso

- Sim, eu quero a garrafa do Black Label – eu disse tirando uma nota de dinheiro do bolso

- Moça acho que você não está na condição de beber – ele dizia me olhando

- E quem é que decide isso aqui idiota, me dá logo essa garrafa – disse o olhando furiosa

O barman sem hesitar pegou a nota e me deu a garrafa.

Peguei a garrafa, sai do bar e sem olhar para trás fiquei andando pelas ruas, bebendo e desejando esquecer tudo aquilo. A chuva ainda não tinha passado e percebi que tinha escurecido.

Não estava enxergando direito cheguei a cair varias vezes, a me machucar, meu braço esquerdo e minha perna sangravam e minha cabeça doía demais. Estava sentada na calçada de uma rua qualquer, estava terminando minha garrafa, quando um carro parou na minha frente.