Notas iniciais
Oi gente, é a minha primeira fic, então se estiver ficando ruim me avisem ok? Espero que gostem.

- Glendha, acorda. — senti meu corpo ser balançado por alguém, e ouvi um barulho infernal vindo do meu celular.

- Que merda já acordei Lipe – eu disse ao meu irmão, que saiu do quarto, com um sorriso gigantesco no rosto.

Me levantei e olhei no relógio eram 6:30. Drogas têm escola hoje. Um fato sobre mim eu odeio segundas. Fui ao banheiro, tentar dar um jeito na minha cara inchada de noite mal dormida.

- Que legal estou parecendo um panda com essas olheiras.

Me arrumei tentando passar minha personalidade pelas roupas e pela maquiagem,mas acho que exagerei um pouco.

Vesti uma calça jeans lavada, um blusão branco com a estampa do Motorhead, um casaco preto simples e meu all star de guerra. Nos olhos passei delineador e lápis bem preto – acho que exagerei um pouco – e um batom um pouco forte para manhã, um vermelho sangue, mas deixava meus olhos bem marcados.

Há quase esqueço, eu sou muito branca e magra então eu saio pouco, porque acho que as pessoas têm medo de mim sei lá, elas me olham bastante.

Mas tudo bem, meu cabelo é castanho claro, longo e meus olhos são azuis no claro e ficam verdes no escuro. Que doideira né!

Desci as escadas e senti o cheiro do café que minha mãe preparava, devia estar uma delicia. Sentei na cadeira e como eu já espera meu amoroso padrasto veio me enchendo o saco.

- Bom dia, dormiu comigo foi? –meu padrasto dizia com seu olhar: seja educada hoje.

— Ah, oi gente – eu dizia abocanhando um pedaço do bolo que estava sobre a mesa.

Terminei de comer, peguei minhas coisas e fui saindo.

- Tchau mãe, não fica me ligando valeu, não sou mais criança. – eu disse, batendo a porta com um pouco de força.

Minha mãe nunca entendeu que eu já tenho 16 anos e que não precisa me ligar quando eu chego à escola, quando eu saio da escola, quando eu pego o ônibus, quando eu chego ao terminal dos ônibus... Nossa, pra que isso galera?

Abri a porta do passageiro, nunca gostei de sentar atrás com meus irmãos legais. Dei de cara com o Renato, meu irmão mais novo.

- Vaza Renato, senta lá trás com o Lipe que lá que é lugar de otário – disse dando um tapa em sua cabeça.

- Ah, sai você daqui – ele disse me dando uma olhada com nojo.

- Ei vocês dois parem com isso, Glendha vai pra trás ele estava aqui primeiro. – meu padrasto disse entrando no carro.

Bufei de raiva, odiava ser contrariada, mais nem mesmo esses dois podiam estragar meu dia que era para ser feliz.

Entrei no carro e coloquei o fone de ouvido e coloquei na música Holy Mountains do System Of A Down, rock sempre me ajudou a ficar mais calma, essas coisas.

De repente minha calma foi cortada pelo meu padrasto.

- Glendha, abaixa o volume e usa só um fone quer ficar surda? – meu padrasto dizia calmo.

- Para de implicar comigo cara. – o ignorei e voltei a colocar o fone e estava na musica Deer Dance do SOAD também.

O resto do caminho foi calmo.

Me padrasto parou na frente da escola nova que eu encarava parecendo um pesadelo.

- Estou com dó dessa escola, e não esqueça que eles são religiosos, Glendha, por favor, não vai bater na diretora — meu padrasto dizia me dando dez reais — Não gasta tudo com bobagens.

- Tchau – disse pegando o dinheiro e batendo a porta com pouca força.

Todos me olhavam curiosos, entrei na sala que correspondia ao 2° ano do ensino médio, e voltei a colocar os fones de ouvido, e abri meu livro falando de coisas sobrenaturais, sempre gostei dessas coisas, incrível.

Estava muito concentrada no meu livro que estava falando de algum relato de fantasmas, quando senti uma mão encostar-se ao meu ombro de leve, me fazendo despertar.