Seis Lágrimas

13 Nuvens escuras num céu de verão - Parte 2


Notas iniciais
Olá pessoas ^^ Obrigada Febraico, imswen e Nicole por favoritarem a fic. E um imenso e maravilhoso obrigada a LadyClaireSalvador por recomendar a fic. Amei, sua linda. E vou fazer o possível para não atrasar (ou não atrasar tanto) mais as postagens, moça. Abração e beijão, minha flor. Adorei ;) Gente, amo demais quando vocês favoritam a fic, quando comentam... E eu piro na batatinha nas recomendações. Sempre me pegam de surpresa e eu fico pulando e rindo feito uma maluca. E quando alguns de vcs fazem aquelas análises? #apaixono. E mesmo aqueles que repetem sempre as mesmas coisas, ainda adoro esses... Me da a impressão que mesmo as vezes não sabendo bem o que dizer a pessoa quer mostrar que está ali, presente e observando tudo O.O E isso pra mim é muito legal também. Obrigada pelo carinho. Hoje tem musiquinha. E musiquinha boa!!! Aqui a original ->https://www.youtube.com/watch?v=S09F5MejfBE Aqui a versão do capítulo -> https://www.youtube.com/watch?v=qQEKDFl398U Se não conhece nada de Beatles, conheça! Senão será humilhado em alguma conversa algum dia na vida e nem vai perceber. Se conhece e gosta, maravilha. Senão, paciência. Não precisa ouvir, só leia e toca pra frente. Boa leitura, queridos!

“Yesterday
Love was such an easy game to play
Now I need a place to hide away
Oh, I believe
In yesterday”

Yesterday — Beatles

Nos últimos capítulos — floresta encantada:

Passaram-se três anos após o aparecimento de Zelena, a irmã de Regina, morta por Rumpelstiltskin. O crime fora descoberto por Bella, mas mais uma vez a moça, mesmo que depois de muito custo, mostrou-se benevolente e perdoou o homem.

***

(R)-Henry completa minha vida, me faz feliz. Oh, como eu sou grata por ter esse menino na minha vida... Mas, ainda, eu sinto que eu não me encaixo... Entende? — Emma a olhava séria e compreensivamente.

***

–Mas nós só estabelecemos vínculos com aqueles que se abrem para isso de alguma forma, em algum ponto... Regina. Pode passar o tempo que for, laços são feitos em cima de confiança, respeito, carinho... Amor. Esses são os laços de família. Esses são aqueles que devemos preservar... Quando se tornam fortes, não somem mais. Nem com tempo, nem com distância. São para onde sempre poderemos voltar...

–Você gostaria de recuperar esses vínculos... Esses... Esses laços?

–Gostaria. Muito. — A loira voltou a olhar para Regina. — Mas eu preciso cuidar de outros laços no momento.

***

Ambas ouvem uma batida na porta e a olham. Henry estava de pé, parado, olhando por uma fresta.

Regina olhou para a máquina. Nesse momento, tanto Emma quanto Henry beijaram-lhe o rosto. Cada um em um lado da face. Click. Regina estava na foto com uma cara de surpresa e levemente corada.

– Eu sempre disse que traria seu final feliz. Eu vou continuar falando isso até que você esteja feliz. Eu não vou cumprir minha missão, eu não vou ser feliz, não vou ter o meu final feliz, até que você tenha o seu. Você sabe. E se você quer um lugar ao qual pertença, eu farei esse lugar com as minhas próprias mãos. Se você quer amor, eu trarei amor para a sua vida. Eu ainda sou a salvadora.

Em meio as palavras de Emma, os trovões tornaram-se mais fortes. De repente começou a chover forte. As gotas de água caiam macias pela pele delas. Estava quente e abafado naquele dia. Elas não se importaram com a chuva. Regina fechou os olhos com força, para que mais duas lágrimas caíssem deles. Inclinou a cabeça para trás, ainda de olhos fechados, sentindo a chuva e as mãos de Emma em seu rosto. A loira a observava. Nunca havia visto a rainha daquela forma.

***

.-Rumpelstiltskin...

Os rostos das duas passaram de preocupados para algo próximo ao pavor. Henry assentiu. Regina continuou.

–O que tem ele, meu amor?

–Sumiu... -A morena ficou em choque. Emma ficou estática por alguns instantes, mas pensou rápido e perguntou ao filho:

–E a adaga?

Henry a olhava com os olhos assustados. Um silêncio tenso se fez. O medo pairava. Respondeu em um fio de voz:

–Roubada...

***

– Emma. – A loira a olhou rapidamente. – Vamos.

–Para onde, Regina?

–Não é óbvio? – A morena já tinha dado alguns passos quando teve de parar e virar-se para a princesa. – Para a biblioteca do castelo. Temos que falar com Bella. Investigar. Saber o que realmente aconteceu...

***

A rainha não continuou a falar. Permaneceu em silêncio, pensando. Quando se aproximou, começou a derramar lágrimas.

–Regina, você está chorando?

***

Regina já tinha o rosto encharcado de tanto choro, ato esse que foi seguido por Emma, que demorou mais a sentir, mas também sentiu. Elas deram alguns passos à frente e entraram na sala cheia da proteção. Foram atingidas por alguns raios.

–Emma, contenha os raios! Esse é o seu papel.

***

No pedestal, no lugar da adaga, as duas encontraram uma pedra. Mais uma vez, juntas, a tocaram. A pedra começou a flutuar e soltar um gás, que segundos depois revelou um mapa suspenso no ar. Emma tomou a palavra:

–Então é ali que a pessoa está.

–Muito provavelmente.

***

As duas mulheres entreolharam-se e foi Regina a explicar:

–A pessoa que roubou a adaga driblou a segurança da barreira que eu e sua mãe demoramos 15 dias para construir com todo o nosso poder. Não é qualquer pessoa. Não sabemos exatamente o que essa pessoa fez... Mas sabemos que tipo de magia usou.

–E que tipo foi?

–Amor. Seja lá quem é essa pessoa e o que quer que esteja fazendo, provavelmente está fazendo por amor. E sabe canalizar muito bem o amor para fazer o que quiser.

***

–E vocês vão agora? Sem ajuda? Pode ser uma emboscada. E essa pessoa é extremamente forte.

–Temos que correr o risco, Bella.- Emma voltou a falar — Temos que saber quem é. E o que quer. E a dimensão dos poderes dessa pessoa.

Regina a olhou com um olhar orgulhoso de aprovação. Voltou-se para Bella e o filho:

–Por isso temos de ir nesse instante.

–Meus avós vão vir e vão querer ir atrás de vocês.

–Não creio que serão muito uteis, mas pode ser que um deles faça a diferença entre a vida e a morte. Quando chegarem, diga-os o que descobrimos, mas faça Snow permanecer no castelo. Ela é a próxima na linha de sucessão e se acontecer algo, ela será a que terá mais chances de manter as coisas em ordem, ou pelo menos salvar alguns. Ela é a nossa melhor chance.

–Mãe, está admitindo que podem morrer?

Ela o olhou com ternura e apreensão.

–Temos que avaliar todas as possibilidades, filho. – Ele engoliu em seco. A rainha fez com que aparecessem três pequenos aparelhos mágicos em sua mão, em forma de anel. – Peguem. Deem um para a Snow, um para o David e fique com um, Henry.

–O que é isso, mãe?

–Isso é o que melhor podemos fazer para nos precaver. Se acontecer algo e vocês derem de cara com o perigo, talvez não tenhamos a chance para aparecer e lidar com o que tiver acontecendo. Caso um de vocês seja ameaçado, caso sintam medo e o perigo for quase fatal, essas coisinhas vão saber, e vão fazer com que troquemos imediatamente de lugar. Ou seja, se um raio vier te atingir, nós trocaremos de lugar, e o raio atingirá ou eu ou a Emma, dependendo daquela que tiver as chances de sobreviver.

–Mas assim... Vocês vão perder a vida em vez da gente. E são as únicas que podem usar magia e salvar o reino!

–Talvez sim, talvez não. Pode haver feitiços que se te atingirem te matam, mas se nos atingirem... Pode não ser fatal, justamente porque temos magia.

O garoto olhou atento aos anéis que tinha em mãos. Eles eram prateados com uma pedra oval de um centímetro e meio em cada um, na cor roxa com listras pretas. Algumas lágrimas percorriam seu rosto. Ele voltou o olhar para a mãe morena.

–Mas vocês... – Olhou para Emma que se aproximava e depois para Regina novamente, alternando o olhar entre as duas. – Vocês são quem protegem esse castelo. São quem protegem o povo e tudo que há por aqui. Vocês tem que ficar vivas, pelo reino... São heroínas!

A princesa aproximou-se mais do filho, segurando em seu ombro esquerdo. Olhou de relance para baixo, tentando conter algumas lágrimas, olhou-o fixamente.

–Garoto... Algumas coisas são mais importantes que outras. Algumas coisas são mais importantes que reinos inteiros. E você, para nós, é mais importante que as nossas vidas, e o reino que pertencemos e governamos.

Ele as olhou surpreso, deixando ainda mais as lágrimas caírem pelo seu rosto. Olhou para a rainha, que sorriu pela primeira vez naquele dia.

–Filho... Acho que talvez esse seja o verdadeiro significado de família. Mas alguns membros dela conseguem ter pesos ainda maiores... E, pelo menos pra mim e pra sua mãe, você, nosso filho, é a coisa mais preciosa.

E mais uma vez, aquele abraço tão gostoso do menino com suas mães se repetiu. E fora ainda mais forte, se possível, já que ninguém saberia dizer se seria a última vez. Depois disso, Emma e Regina seguiram, ainda que pesarosas, em direção ao ponto marcado no mapa. Não era longe dali. Henry e Belle ficaram em segurança na biblioteca. Decidiram vasculhar nos novos livros informações sobre magia. Livros novos e nunca vistos em Misthaven chegaram de lugares como Arendelle, os reinos dos oceanos e algumas outras terras. Quem sabe conseguiriam algo que ajudasse.

Por outro lado, David e Snow acabavam de ser chamados de volta ao castelo, apesar de não terem sido informados do real motivo do retorno, pois Bella não dera detalhes do ocorrido ao criado que mandou para buscá-los. David tentou amenizar o clima tenso:

–Snow.

–Diga.

Ela andava a frente dele, com seus trajes simples e cabelos compridos. Vestia uma simples camisa branca e uma calça de tecido marrom, justa nas pernas. Os sapatos também eram simples. David trazia consigo sua espada nova, já que a antiga havia ficado com a filha, e vestia algo um pouco mais sofisticado. Camisa branca, como a mulher, um colete marrom e preto e uma calça azul escura, com bordados verdes em símbolos de coroas e espadas dentro delas. Apenas o sapato era próprio para andar na terra. Haviam saído para uma caminhada aos redores do castelo e acabaram indo longe demais justamente naquele dia.

–Aquele dia que nós vimos a Emma subindo até o quarto da Regina...

–O que tem aquele dia?

–Descobriu o por quê? Ou o que aconteceu lá?

–Não... Mas tenho meus palpites.

–E minha adorável esposa poderia dividi-los comigo?

–Bem... Emma está sempre tentando se aproximar de Regina. Isso faz muito tempo, você sabe. Sempre tentando quebrar as barreiras que nossa majestade cria para si. Também Henry disse que viu Emma sendo atirada do quarto da Regina.

–Atirada? E ela se machucou? Você não foi ver qual era o problema?

A morena parou e olhou nos olhos do marido, sorrindo de canto.

–Querido, ela usou magia e não se machucou. Além disso, acho que você está se preocupando demais. Elas já são duas adultas e devem se entender sozinhas.

–Mas... Mas é nossa filha. A Regina mudou, eu sei, mas ela tem uma facilidade grande em machucar as pessoas. E se machucar nossa Emma?

–Ela não é mais uma criança.

–Não, mas ela viveu sempre sendo machucada pelas pessoas, por aqueles que a rejeitaram... Passou tanto tempo achando que não a queríamos. E se a Regina a rejeitar?

Snow passou a mão pela face do marido.

–Meu amor, deixa eu te falar uma coisa. – Olhou de relance para baixo e voltou a olhar para ele. — Eu estou cuidando dela. Mais do que você imagina. Ela pode não saber, mas estou sempre observando. Sei e vejo coisas que ninguém vê. Nem ela própria.

–Mesmo?

–Sim. Eu sou mãe dela. Posso não ter podido passar o tempo que eu queria com ela, mas venho tentando conhece-la o melhor que eu posso. Nós conversamos frequentemente e ninguém fica sabendo.

–Por que não me diz essas coisas? Sei que conversa com ela, mas você nunca diz tudo.

Ela sorriu mais uma vez.

–David, tem coisas entre duas pessoas que devem ficar entre duas pessoas. Estou construindo minha relação com ela. E minha relação com ela é a minha relação com ela. Cabe a você construir a sua relação com Emma, sua relação de pai e filha. Assim como a sua relação com o nosso filho.

Ele ficou pensativo por alguns segundos. Olhou para o céu, para os lados, para o chão, e voltou a olhar a face acolhedora de Snow White.

–E o que exatamente tenho que fazer?

–Conversar com eles. – Um pouco mais de silêncio.

–Será que eu consigo?

Ela sorriu abertamente e aproximou delicadamente seu rosto do rosto dele, e beijou-lhe os lábios cálida e ternamente, reconfortando-o. Afastaram-se e abriram os olhos instantes depois.

–Tente aproximar-se deles da mesma forma que me aproximo de você. Tente ser íntimo deles como eu sou de você.

Ambos sorriram e continuaram o caminho de volta, voltando a realidade e lembrando que algo importante pedia a atenção do casal.

No caminho rumo ao ladrão da adaga, Emma e Regina estavam completamente aflitas, e com medo do que poderia vir a seguir. O clima mostrava-se tenso quando a morena quebra o silêncio:

–Quando e se voltarmos, vamos precisar de toda a ajuda possível. Vamos convocar as fadas. Chame o Hook também, quem sabe ele não ajuda. Se a coisa realmente ficar complicada... chame a Elsa.

–Elsa é rainha de Arendelle

–E também sua amiga.

A loira suspirou.

–Não sei no que Killian poderia ajudar.

A rainha parou e voltou-se para a princesa:

–Poderia ficar ao seu lado e te dar amparo. Já seria de grande ajuda. – Emma sorrira de canto, evidenciando algumas de suas covinhas, depois que ambas retomaram o passo.

–Então, se é pra eu chamar Killian... Chame Robin também. Além do mais, as habilidades dele como ladrão podem vir a ser úteis.

–Talvez.

O silêncio constrangedor pairou por alguns instantes antes que Emma resolvesse perguntar:

–Regina, eu nunca realmente perguntei... E talvez eu não tenha essa chance novamente, então... – A morena parou, de costas para a loira, ficando imóvel e provocando a parada da princesa. – Por que rompeu de vez com Robin?

Regina demorou-se alguns instantes, ponderando na resposta.

–Ele escolheu Marian. Apenas isso.

–Mas... Ele era seu amor verdadeiro. E antes daquilo tudo, você me disse que Marian tinha decidido não interferir. Então por que...

–Acho que esse não é o momento, Swan.

–Eu sei, mas talvez não haja outro. Então por quê? Por que não está com ele?

–Por que você não está com o Hook?

–Faça o favor de me responder e não me devolver a pergunta.

–A resposta é a mesma. – A loira movimentou ligeiramente a cabeça, franzindo o cenho e tentando entender as palavras da mulher que jazia a sua frente. Regina virou-se para Emma, com algumas lágrimas nos olhos. Poucas, mas algumas. – Quando voltamos para a floresta, algo mudou em nossas vidas e nosso destino. Soube disso quando Robin voltou a sentir por Marian o que sentia antes. Quando vi Hook partindo naquele navio. E também quando percebi dentro de mim que não nutria por Robin um sentimento tão ardente quanto foi um dia.

–E você acha que...

–Eu não sei o que houve. Não sei se teremos alguém em nossas vidas ou o que está reservado para nós agora... Mas imagino que nossos destinos foram redesenhados. Reescritos. Talvez isso tenha ocorrido até mesmo por nossas escolhas. Mas de uma coisa eu sei: se quisermos descobrir, vamos ter que sobreviver.

Enquanto a rainha e a princesa questionavam-se sobre seus destinos e Snow e David conversavam sobre Emma e Regina, Bella e Henry dedicavam-se a procurar nos novos livros informações que pudessem ser úteis contra o indivíduo que estaria causando aquele rebuliço todo.

–Achou algo, Henry?

–Apenas alguns trechos falando um pouco sobre a existência da adagada do senhor das trevas... Mas não sei se ajudaria muito.

–Deixa eu ver. – A bibliotecária aproximou-se do garoto e observou atentamente algumas páginas dos livros que o garoto havia achado e depositado, espalhados, por cima e uma grande mesa de madeira clara. – Aqui diz que a adaga possui grande poder por ter sido amaldiçoada há muito tempo... Naquele local onde fora criada.

–Olha esse outro livro. As datas dos relatos batem com as desse aí. Diz-se que um grande mal havia pairado sobre o mundo e um grande mago tentou neutralizá-lo, guardando todo o ódio que conseguiu em um artefato mágico que desaparecera.

–E depois?

–Não diz mais nada. Suponho que tenha sido criada para tentar salvar as pessoas... Se o artefato for mesmo a adaga.

–Provavelmente é. Toda a desgraça que ela vem causando... E pensar que foi uma tentativa de salvar as pessoas.

–Aqui nesse outro livro está dizendo que o senhor das trevas tinha a função de cuidar da adaga para que o ódio contido nela não causasse destruição. Por isso o senhor da adaga, como era chamado primeiramente, tinha de ser alguém de moral elevada, que não se corromperia. – O garoto olhou para a morena. – Acho que em algum momento isso deve ter se perdido.

–Sim. Mas estamos no caminho certo. Vamos descobrir uma forma...

Nesse momento, Snow e David entraram na biblioteca, esbaforidos por terem subido correndo as escadas que levam à biblioteca.

–Vó! Vô! – Henry correu para abraçar Snow e David logo em seguida.

–Henry! Viemos correndo assim que soubemos que era algo com Rumple. Não sabemos do que se trata, mas acabaram de nos informar que o problema é com ele. Digam, o que houve.

Após a bibliotecária abraçar os recém-chegados, ela contou-lhes todo o ocorrido e o menino entregou-lhes os anéis. Tudo fora devidamente explicado e, como era de se esperar, Snow quase saíra correndo atrás da filha. Mas o marido a segurou:

–Não, Snow. Eu irei sozinho.

–Sozinho? Mas pode acontecer algo com você. E eu... Preciso proteger Emma.

–Eu cuidarei de Emma.

–David, ela é minha filha!

–Nossa filha. Ela também é minha filha. Além do mais, são ordens da rainha.

–Não, eu vou e me entendo com a Regina depois!

–Snow!

–David!

–Também não te deixarei ir, vó.

–Você é meu neto, não tem que me deixar ou não deixar nada.

Os dois permaneceram imóveis na frente dela. Mesmo ela tentando passar eles conseguiram segurá-la. David a abraçou e segredou-lhe no ouvido:

–Amor... Eu te amo. Seja razoável e deixe nossa filha comigo. Eu já lutei com ela em meu colo. Posso fazer melhor agora que ela também pode se defender.

Eles afastaram-se e entreolharam-se, e a morena caiu em seus braços, abraçando-o fortemente, e depois beijando-lhe o rosto e os lábios.

–Cuide dela. Não deixe que nada aconteça, por favor. – Ele depositou um beijo na testa dela.

–Vou protegê-la.

Ele saíra correndo, mas parara a porta quando ela o chamou.

–David! – ele a olhou. Ela segurou as mãos uma na outra. – Proteja Regina também. Ela também é... Da família.

Ele confirmou que o faria com a cabeça e com confiança nos olhos. Enquanto o grupo ainda conversava sobre o ocorrido, Snow não pôde guardar a dúvida para si, então chamou o neto de canto.

–Henry, você acha que... A barreira delas não pôde ser destruída porque elas usaram magia de amor?

Ainda a caminho do encontro com o desconhecido, Emma e Regina discutiam um pouco sobre seus destinos. Falaram sobre Hook, Robin e o que poderia vir a seguir. No entanto, a conversa teve fim quando a loira percebeu uma melodia agradável que vinha de algum lugar por perto. Interrompeu a morena e fez com que ela prestasse atenção e também escutasse. Elas deixaram a conversa de lado e se puseram em busca de onde vinha o som. Ao aproximarem-se perceberam que se tratava do som de uma gaita. A princesa notou que o som que atingia seus ouvidos lhe era familiar:

–Conheço essa música. Não é da floresta encantada, não é desse mundo.

–Consegue reconhece-la?

–Espera. Sim, é “Yesterday”, dos Beatles. – A morena franziu o cenho.

–Por que alguém estaria tocando essa música aqui?

Ao aproximarem-se, conseguiram observar, debaixo de algumas árvores, um garoto forte que aparentava ter por volta de 15 anos. Seus cabelos eram curtos e ruivos. Os feixes de luz do sol davam vivacidade ao ambiente, realçando o verde das folhas das árvores a da grama em volta dele. Estava sentado sobre um pedaço de tronco de uma árvore grossa, de olhos fechados e tocando a gaita. O som era maravilhoso. Ainda assim, não puderam deixar de sentir um arrepio na espinha quando viram a adaga do senhor das trevas atada a uma espécie de cinto de couro marrom que atravessava diagonalmente o corpo do rapaz. Ela se encontrava grudada em seu peito. Ele trajava simples roupas de camponeses, nas cores verde, azul, branco e marrom. Ajoelhado a sua frente e de costas para ele estava Rumpelstiltskin, de cabeça baixa e olhos fechados, com as mãos entrelaçadas atrás de si. O menino acabou a música, abriu os olhos e sorriu.

–Finalmente. Vocês demoraram.

Notas finais
Genteeeeee, iai, hein? Um garoto de 15 anos, aparentemente, está subjulgando Rumple??? Como assim???? E ainda tem a capacidade de dizer que elas demoraram????? Quem esse cara pensa que é??? Quem vocês pensam que ele é? kkkkk Palpitem. Finalmente as coisas estão andando nessa bagaça, hein? Comentários a parte, gente, vocês já viram a Lana cantando? Quando eu ouvi não acreditei!! O.O Sem or, quando essa mulher vai parar de divar??? Me deu ideias hehe Pra quem nunca tinha visto, aqui ó -> https://www.youtube.com/watch?v=z5X2haNK_eE&spfreload=10 Provavelmente... Até terça que vem, mais ou menos esse mesmo horário ;)