Seis Lágrimas
12 Nuvens escuras num céu de verão - Parte 1
Notas iniciais
“I don't want to be the girl who has to fill the silence
The quiet scares me 'cause it screams the truth
Please don't tell me that we had that conversation
I don't remember, save your breath 'cause what's the use?
Ahh, the night is calling
And it whispers to me softly, "you're to blame"
I hear you falling
And if I let myself go, I'm the only one to blame”
Sober – P!nk
Nos últimos capítulos — floresta encantada:
Passaram-se três anos após o aparecimento de Zelena, a irmã de Regina, morta por Rumpelstiltskin. O crime fora descoberto por Bella, mas mais uma vez a moça, mesmo que depois de muito custo, mostrou-se benevolente e perdoou o homem.
***
(R)-Henry completa minha vida, me faz feliz. Oh, como eu sou grata por ter esse menino na minha vida... Mas, ainda, eu sinto que eu não me encaixo... Entende? — Emma a olhava séria e compreensivamente.
***
–Vem cá. — Disse a princesa enquanto abria os braços e abraçava a rainha de supetão.
–Emma, não-
–Para de reclamar, majestade.
Naquele momento, o abraço não foi nada mais, nada menos que um carinho.
***
–O que foi, filho? Algum problema?
–Estou preocupado com a minha mãe.
–O que tem ela?
–Bem... Estou achando que ela está mais na dela ultimamente...
***
–Mas nós só estabelecemos vínculos com aqueles que se abrem para isso de alguma forma, em algum ponto... Regina. Pode passar o tempo que for, laços são feitos em cima de confiança, respeito, carinho... Amor. Esses são os laços de família. Esses são aqueles que devemos preservar... Quando se tornam fortes, não somem mais. Nem com tempo, nem com distância. São para onde sempre poderemos voltar...
–Você gostaria de recuperar esses vínculos... Esses... Esses laços?
–Gostaria. Muito. — A loira voltou a olhar para Regina. — Mas eu preciso cuidar de outros laços no momento.
***
Ambas ouvem uma batida na porta e a olham. Henry estava de pé, parado, olhando por uma fresta.
Regina olhou para a máquina. Nesse momento, tanto Emma quanto Henry beijaram-lhe o rosto. Cada um em um lado da face. Click. Regina estava na foto com uma cara de surpresa e levemente corada.
– Eu sempre disse que traria seu final feliz. Eu vou continuar falando isso até que você esteja feliz. Eu não vou cumprir minha missão, eu não vou ser feliz, não vou ter o meu final feliz, até que você tenha o seu. Você sabe. E se você quer um lugar ao qual pertença, eu farei esse lugar com as minhas próprias mãos. Se você quer amor, eu trarei amor para a sua vida. Eu ainda sou a salvadora.
Em meio as palavras de Emma, os trovões tornaram-se mais fortes. De repente começou a chover forte. As gotas de água caiam macias pela pele delas. Estava quente e abafado naquele dia. Elas não se importaram com a chuva. Regina fechou os olhos com força, para que mais duas lágrimas caissem deles. Inclinou a cabeça para trás, ainda de olhos fechados, sentindo a chuva e as mãos de Emma em seu rosto. A loira a observava. Nunca havia visto a rainha daquela forma.
***
–Boa noite... Emma.
Regina sussurrou e beijou-lhe a testa
***
.-Rumpelstiltskin...
O rosto das duas passaram de preocupados para algo próximo ao pavor. Henry assentiu. Regina continuou.
–O que tem ele, meu amor?
–Sumiu... -A morena ficou em choque. Emma ficou estática por alguns instantes, mas pensou rápido e perguntou ao filho:
–E a adaga?
Henry a olhava com os olhos assustados. Um silêncio tenso se fez. O medo pairava. Respondeu em um fio de voz:
–Roubada...
***
–Como assim, roubada? — Regina perguntou indignada.
–Tanto a adaga quanto meu vô... Os dois, mãe. Os dois se foram!
– Acalme-se, acalme-se filho... Vem aqui.
Emma puxou o rapaz para um abraço, que tinha a pretensão de ser acalentador... Mas que pouco adiantara para reconfortá-los. Enquanto isso a rainha permanecia imóvel. Os dois... Os dois sumiram. A morena levantou-se da cama:
–Rumpelstiltskin. Eu sabia, eu tinha certeza que uma hora ou outra ele ia acabar aos velhos hábitos. Aquele homem... Mas como foi que ele passou pela barreira?
O menino tinha lágrimas nos olhos, que estavam vermelhos e inchados.
–Ele não faria isso...
–Ele é o Senhor das Trevas, Henry.
–Ele é meu avô!
–Henry, meu filho, ele quase acabou com Storybrooke com todos dentro quando Elsa apareceu! Ele matou Zelena, ele enganou Bella...
–Foram alguns tropeços, só isso... – Regina inclinou-se para perto dele, que continuava chorando. Retirou os braços de Emma que o envolviam e o olhou firme nos olhos.
–Não foram, Henry.
–Ele ia me salvar e salvar Bella!
Ela segurou os braços dele com certa força.
–Filho, o que está acontecendo com você? Está ficando cego?
–Regina!
–Não, Emma. Esse menino sempre soube o que cada um era antes mesmo deles. Ele sempre teve plena consciência de quem eram aqueles que o cercavam.
–Ele se aproximou do avô, Regina. Todo esse tempo... E Rumple não deslizou uma vez. Depois daquilo... Depois de tudo o que aconteceu...
–Mãe, ele tinha decidido... Ele tinha dito... Ele sempre escolheria o amor.
A morena soltou os braços do filho e, por meio de magia, vestiu-se de acordo com uma rainha. Mais: vestiu os trajes que faziam com que ela pudesse lutar mais facilmente. Braceletes reluzentes de prata pura, com adornos de asas em alto relevo. E uma vez mais usou couro. Dessa vez uma roupa negra que lhe cobria o corpo e deixava apenas os braços e parte do peito desnudos. Como um vestido colado ao corpo e com a divisória entre as pernas. Seu cabelo continuava solto, mas permanecia pouco acima dos ombros, como no tempo de prefeita. Não tinha tempo a perder. Olhou mais uma vez para Henry, dessa vez, amistosamente:

–Desculpa, filho. Não tenho tanta certeza. – Permitiu que o príncipe recuperasse o fôlego por alguns instantes. – Emma. – A loira a olhou rapidamente. – Vamos.
–Para onde, Regina?
–Não é óbvio? – A morena já tinha dado alguns passos quando teve de parar e virar-se para a princesa. – Para a biblioteca do castelo. Temos que falar com Bella. Investigar. Saber o que realmente aconteceu...
–Mas Ruby, meu pai e os outros podem...
–Eu sei que você quer que fiquemos ao lado do Henry, Emma. Mas, no momento, o Senhor das Trevas é um assunto delicado e imprevisível demais para a rainha deixar para os outros. Você é a princesa desse castelo. A herdeira depois de Snow. Se quiser saber como deve governar caso sua mãe a falte, aconselho que me acompanhe.
A princesa olhou nos olhos do filho, que parara de chorar e enxugava as lágrimas.
–Tudo bem, mãe. Tenho que manter o controle também. Vou junto.
–Certeza filho? – A loira passou a mão pelos cabelos do menino, um pouco maiores do que no passado.
–Tenho.
A rainha voltou a pronunciar-se:
–Vamos. Não podemos perder mais tempo.
Os dois levantaram-se da cama e a seguiram. Emma, porém, trocou as roupas, da mesma forma que Regina fizera instantes antes, para algo também próprio para lutas. Uma blusa regata de couro marrom, uma calça de tecido negra e a espada herdada de seu pai atada às costas.
A loira seguiu a morena, levando o menino consigo. O silêncio circulava por entre os três. Ambas estavam preocupadas com Henry, que por vezes não conseguia conter as lágrimas. Regina jurou a si mesma que protegeria o filho, a família que agora tinha, o reino... E até a merda que era Rumpelstiltskin. Evitaria mata-lo, mesmo depois de tudo o que fizera a vida toda... Depois de ter matado sua irmã... Não que gostasse de Zelena, pelo contrário. Mesmo assim era sua irmã. Sua única família de sangue viva e tinha decidido deixar que a ruiva tivesse uma segunda chance. E aquele bárbaro acabou com essa chance. Com qualquer chance dela.
Ainda não entendia como Bella havia conseguido perdoar tudo. Perdoar Zelena. Voltar atrás depois de tê-lo expulsado de sua vida. Depois de toda a confabulação para encontrar o autor. E Henry também. Nunca tinha entendido o que aqueles dois tinham visto nele depois de tudo. Mas achou por bem respeitar os motivos deles, e permitir que o senhor das trevas retornasse. Surpreendentemente o homem não tentara nada por poder depois que retornaram, e isso já fazia um tempo considerável.
Ao chegarem à biblioteca, encontraram uma Bella cega pelas lágrimas de desespero que derramava. Não saberia dizer se era exatamente por medo de perder Rumple de vez, ou pelo que poderia acontecer se o poder dele caísse em mãos erradas. Emma abraçou a amiga, tentando confortá-la.
–Emma, Emma, por favor, preciso da sua ajuda. Emma, por favor.
Dizia a jovem morena desesperada, soluçando e quase sem ar. A angustia a tomava de tal forma que era impossível não se abalar com aquela visão. Trajava roupas simples, um vestido de pano alaranjado e um pouco sujo pela poeira. Em meio as imensas estantes cheias de livros, também era possível perceber algumas pilhas deles e caixotes de madeira. Alguns até estavam espalhados pelo chão.
–Bella, estou aqui. Acalme-se, por favor. Tudo vai se resolver, tudo vai dar certo. – Afirmava a loira, enquanto sentia a jovem bibliotecária puxar suas roupas e a abraçar com força, procurando alguma segurança. A princesa afastou-a. – Mas primeiro você precisa nos contar o que exatamente você viu. O que você sabe.
Bella enxugou parcialmente as lágrimas antes de continuar. Respirou fundo, fechou os olhos por alguns instantes e continuou:
–Está bem. Eu estava dormido em meu quarto e acordei subitamente um pouco mais cedo que o normal. Notei que Rumple não estava na cama e resolvi procurá-lo. Mas pra mim estava tudo bem, então demorei um pouco antes de sair do quarto. Vim para a biblioteca direto, achando que o encontraria aqui. Ele estava muito concentrado em alguns estudos recentemente. Às vezes ele pega um assunto e não para até saber tudo sobre aquilo. É algo normal. Mas... Quando vim... Em vez de encontra-lo, eu percebi alguns livros espalhados pelo chão e uma estante tombada. Imediatamente fui até onde a adaga estava guardada... Onde vocês a colocaram e selaram o local. Ela não estava mais lá, apesar da barreira estar intacta.
Regina surpreendeu-se com a última informação:
– Como assim a barreira está intacta? Como é possível?
–Não sei, Regina. – O tom áspero da rainha fez com que Bella sentisse insegurança novamente e voltasse a chorar desesperadamente. – Por favor, descubra. Descubram o que está acontecendo. Algo pode acontecer com ele... Ou algo pode acontecer com todos nós. – E voltou a abraçar Emma. Elas tornaram-se amigas próximas desde que voltaram para a floresta. Emma visitava frequentemente a biblioteca do castelo. Ainda a abraçando, a loira virou-se para a morena:
–Ela tem razão, Regina. Precisamos saber o que aconteceu, e rápido.
–Não me conte o óbvio, Swan. Preocupe-se em me dizer o que eu não sei.
A seriedade e incomodo da governante eram palpáveis. Os olhos fuzilariam qualquer pessoa ou coisa para qual olhasse. Os ombros estavam rijos e tensos, e ela estava extremamente atenta. Os braços em direção ao chão e o corpo em alerta. A situação não era boa com uma magia tão poderosa nas mãos de qualquer um. Ou melhor, qualquer um, não. Um que driblou um das barreiras mais fortes que Regina tinha construído na vida, muito também por Emma tê-la ajudado. A esposa do senhor das trevas retomou a fala:
–Acho melhor vocês duas darem uma olhada na barreira.
Sem que ninguém precisasse falar mais nada, ambas dirigiram-se a área da biblioteca em que ficava a adaga. Era escondido, mas nem tanto. Por mais que quisessem manter segredo da localização da adaga, não viam como alguém poderia desfazer a barreira que haviam feito. O local ficava atrás de uma parede falsa onde estavam encostadas duas estantes de livros. Era um buraco quadrado no meio da biblioteca, com um pedestal ao meio, onde ficava a adaga. A barreira consistia em uma película de coloração rosa translucida, que poderia ser vista depois que a parede falsa era removida. Na verdade, o ambiente todo era coberto por tal película, tornando impossível que alguém adentrasse o recinto. Era sólida como rocha e, caso alguém conseguisse atravessa-la, o choque elétrico seria tão forte que tornaria impossível alguém sobreviver. Após observar, a loira rompeu o silêncio.
–Mas... A barreira... Continua...
–Sim, continua aqui, miss Swan.
–Como é possível?
A rainha não continuou a falar. Permaneceu em silêncio, pensando. Quando se aproximou, começou a derramar lágrimas.
–Regina, você está chorando?
As lágrimas caíram ainda mais fortes. A loira continuou:
–Regina?
–Pare de tagarelar e me dê a mão, Emma.
–O quê?
–Apenas me dê a mão.
A princesa fizera o que fora solicitado.
–Lembre-se da magia que usamos pra criar essa barreira. Quando a fizemos ficar sólida como rocha. Precisamos desfazê-la.
Emma arregalou os olhos, fazendo com que fosse mais fácil observar suas grandes íris verdes.
–Desfazê-la? Regina, demoramos 15 dias para completa-la.
–E vamos desfazê-la.
–Ainda assim...
–Emma! – A morena soltou autoritária, não conseguindo conter as lágrimas. – Quando me aproximei senti algo e continuo sentindo. Tenho minhas suspeitas. Precisamos apenas começar a desfazê-la e só nós podemos fazer isso. Então, seja lá o que tenha acontecido, não importa. O que importa agora é que eu preciso de você para fazer isso.
Emma assentiu positivamente com a cabeça, mesmo que fosse desnecessário, afinal, seu olhar já falava tudo. De Regina saiu uma energia vermelha, enquanto que da princesa, uma branca. Aquilo era o mais forte que conseguiam chegar. Ambas as energias conectaram-se com a barreira, começando a destruí-la. Raios cada vez mais fortes puderam ser vistos dentro do ambiente. Regina já tinha o rosto encharcado de tanto choro, ato esse que foi seguido por Emma, que demorou mais a sentir, mas também sentiu. Elas deram alguns passos à frente e entraram na sala cheia da proteção. Foram atingidas por alguns raios.
–Emma, contenha os raios! Esse é o seu papel.
A loira não respondeu, mas em alguns segundos conseguiu conter os raios. Em um dado momento elas vislumbraram algumas cenas que envolviam visões de florestas, furacões e alguém se jogando em um riacho à noite, mas sabiam que a intensão da pessoa não era afogar-se. Depois disso a barreira foi quase completamente dissipada, ainda que só as duas pudessem circular por lá em segurança. No pedestal, no lugar da adaga, as duas encontraram uma pedra. Mais uma vez, juntas, a tocaram. A pedra começou a flutuar e soltar um gás, que segundos depois revelou um mapa suspenso no ar. Emma tomou a palavra:
–Então é ali que a pessoa está.
–Muito provavelmente.
Em seguida, saíram do meio da barreira. Tossiram um pouco. Não era letal pra elas, mas o miasma que ali permanecia ainda as fazia mal. Contudo, foi Henry a falar, depois de algum tempo e pela primeira vez após parar de chorar:
–E aí? O que descobriram?
As duas mulheres entreolharam-se e foi Regina a explicar:
–A pessoa que roubou a adaga driblou a segurança da barreira que eu e sua mãe demoramos 15 dias para construir com a todo o nosso poder. Não é qualquer pessoa. – Afirmou preferindo usar “a pessoa” para não deixar ninguém mais desconfortável com suas suspeitas.
–Disso eu sei.
–Bom... Não sabemos exatamente o que essa pessoa fez... Mas sabemos que tipo de magia usou.
Foi a vez de Bella se pronunciar, com a voz trêmula:
–E que tipo foi?
–Amor. Seja lá quem é essa pessoa e o que quer que esteja fazendo, provavelmente está fazendo por amor. E sabe canalizar muito bem o amor para fazer o que quiser.
–Mas isso, isso foi algo que Rumple...
–Conseguiu uma vez – completou Regina. – Ao criar a brecha para desfazer a minha maldição. Ao dar a oportunidade de Emma libertar a todos.
Henry voltou a perguntar:
–E como vocês descobriram isso?
–Ao chegar perto da barreira eu comecei a chorar. Emma também, após entrar. Esse choro não era nosso, era dessa pessoa que conseguiu fazer essa proeza. Sentimos o seu sofrimento, um pouco do seu ódio e... Seu amor.
–Mas... – A bibliotecária começou, insegura – Se é por amor, talvez não tenhamos nada a temer.
–Depende. – Foi Emma quem respondeu.
–Do quê?
–Depende do que essa pessoa ama... Ou de quem...
E o garoto voltou a argumentar:
–Mas... Essa pessoa não conseguiu destruir a barreira. Apenas driblá-la. Isso quer dizer que vocês podem derrotar.
Dessa vez a mãe morena retomou a palavra:
–Talvez. Não sabemos. Essa pessoa pode não ter conseguido ou estar fingindo que não consegue. Só sabemos que provavelmente nunca enfrentamos alguém tão forte. – A rainha olhou apreensivamente para a princesa. – Ainda mais agora com o poder do senhor das trevas.
–E por esse motivo temos que ir agora atrás dessa pessoa. – Completou a loira.
Bella deixou transparecer sua confusão:
–E vocês sabem onde essa pessoa está?
–Ela deixou um mapa – respondeu a rainha – Ela quer ser encontrada por algum motivo.
A bibliotecária olhou para as duas, ainda confusa.
–E vocês vão agora? Sem ajuda? Pode ser uma emboscada. E essa pessoa é extremamente forte.
–Temos que correr o risco, Bella.- Emma voltou a falar — Temos que saber quem é. E o que quer. E a dimensão dos poderes dessa pessoa.
Regina a olhou com um olhar orgulhoso de aprovação. Voltou-se para Bella e o filho:
–Por isso temos de ir nesse instante.
–Meus avós vão vir e vão querer ir atrás de vocês.
–Não creio que serão muito uteis, mas pode ser que um deles faça a diferença entre a vida e a morte. Quando chegarem, diga-os o que descobrimos, mas faça Snow permanecer no castelo. Ela é a próxima na linha de sucessão e se acontecer algo, ela será a que terá mais chances de manter as coisas em ordem, ou pelo menos salvar alguns. Ela é a nossa melhor chance.
–Mãe, está admitindo que podem morrer?
Ela o olhou com ternura e apreensão.
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