Notas iniciais
Estou muito feliz, 4 pessoas favoritaram a fic desde a última atualização e agora Seis Lágrimas é uma das fics favoritas de 73 pessoas. Nossa, da pra lotar algumas salas com esse número de indivíduos :) Muito obrigada a todos que favoritaram até hoje e, em especial, a kaah, a Molina, a Luiza e a ediinalvaalves que favoritaram recentemente. Hoje a música não tem lá um importância enorme, mas, como é de praxe: https://www.youtube.com/watch?v=eAcmK6zRn4w No Spotfy: https://open.spotify.com/user/tsubasax/playlist/0wsX8Nn6XijHuMcx7GMnTW Conforme o combinado, hoje é dia 12/04 e eis o capítulo 19. Boa Leitura. Leiam as notas finais.

Eu tive um sonho
Vou te contar
Eu me atirava do
Oitavo andar
E era preciso
Fechar os olhos
Pra não morrer e não me
Machucar

É o que devemos fazer
Não temos que ter medo

Eu tive um sonho – Kid Abelha

Nos últimos capítulos — Boston:

Regina sorria. Estava flutuando, voando! Emma acreditou e via-se um sorriso em seus lábios também.

***

(R)-Acreditar sem provas...

(E)-Então... Magia é sobre fé?

***

—E por que insistiu em vir comigo?

—Um desafio é sempre mais interessante.

***

Nesse momento o Dj começou a tocar “Burning Love”, de Elvis Presley. A loira aproximou-se e a puxou para dentro da água. A morena, ao contrário de todas as expectativas, revidou, jogando água naquela que a havia arrastado para água. Depois de um tempo em que uma jogou água na outra, as duas estavam rindo.

***

Emma, voltando para o carro, viu em uma vitrine dois colares de corações. Um coração negro e um vermelho. Comprou-os.

***

—E você ganha o quê me ajudando, posso saber?

—Bem... A sua companhia.

***

Ambas estavam perto da casa de Regina. Caminhavam tranquilamente sobre as pedras brilhantes da ponte.

—Regina.

A juíza virara o rosto para fitar a monitora. Por um momento os olhos de Emma pareceram assustados. Mas também pediam por algo que Regina não conseguira desvendar. Antes que a morena pudesse falar qualquer coisa, a loira aproximou-se demasiadamente rápido e não dera tempo para qualquer reação, beijou-a.

***

Pensamentos soltavam e se atiravam por todos os lados da sua mente, mesmo que não quisesse nem sequer admitir que estava preocupada com a loira, com os sentimentos dela... E também com o seus. E também, aquele laço... Ele poderia ser desfeito? Aquela amizade surgiu como um dos principais acontecimentos dos últimos tempos e um beijo pode ser capaz de jogar tudo fora?

***

A juíza explicou o básico de esgrima para a monitora, que aprendeu rápido.

—Vou demonstrar alguns ataques e você repete meus gestos.

E dessa forma foi feito, algumas vezes a morena utilizou as batidas das músicas para mostrar os ataques, fazendo com que ambos os corpos tomassem ritmo. Era útil para que o cérebro de Emma se acostumasse com a sequência repetida por cada parte do seu corpo. Em guarda, ataque, parada, resposta.

***

—O que está fazendo, Emma?

Elas pararam apenas quando a morena sentiu a parede atrás de si.

—O que estou fazendo? Estou me metendo, Regina. Talvez isso seja o que eu nasci pra fazer, me meter nas suas coisas e atrapalhar a sua vida. Ou será que é me meter na sua vida e te trazer algo de bom? Porque eu não acredito que você sorria tão livremente antes de mim, eu não acredito que você acampava antes de mim, eu não acredito que teria visto aquela exposição se não fosse por mim!

—Emma!

***

—Saia, Emma.

—Regina, por favor...

—Você foi meu passa tempo, Swan!

A loira ficou estática e afastou-se ligeiramente da juíza. Sem reação, com grandes olhos surpresos e com brotos de lágrimas.

—O quê?

—Exatamente isso, Miss Swan. – A juíza enxugava as lágrimas e recompunha-se. –Você ouviu bem. Eu falei do eu amigo porque não queria falar a verdade. Você foi muito longe e não significa tanto pra mim. Tirou essas coisas da sua cabeça.

—Não significo? –Os olhos de Emma, com as lágrimas, inchados, tristes, tocaram profundamente a mulher dura que era Regina.

—Isso mesmo, Miss Swan. – Ela a olhou com o nariz empinado. – Você era só meu passa tempo. Nada mais que isso. Volte para a sua vida.

A loira a olhou, tonta, esmorecida, acabada. Regina se fez mármore. A loira deixou a máscara cair ao chão, mas a morena ainda tinha a sua presa a cabeça. E Emma foi-se embora se pensar nas vestimentas, em Regina ou em si própria, com um buraco no lugar do coração.

***

Regina Mills estava em frente ao espelho do banheiro, encarando-se ferozmente. Como você pôde dizer aquelas coisas, Regina? Quando se tornou tão cruel? Quando deixou de se importar com as pessoas ao seu redor? Emm... –A surpresa atingiu-a e os olhos refletiram seu desespero. Ela pensou em Emma com um apelido? Emma... Como deve estar se sentindo?

Não conseguiu ir até o final do dia. A juíza abandonou seu escritório, entrou em seu carro e acelerou.

***

—“Mas” nada. Esqueça isso, Emma. – Tom aproximou-se lentamente. – Esqueça. Esqueça tudo. Só quero ver você sorrir.

Então ele a beijou. Foi um beijo delicado em um primeiro momento. Ela não queria, mas deixou-se levar e em alguns segundos estava retribuindo. O beijo tornou-se mais intenso e acalorado, cheio de desejo e amor por parte dele e ânsia, desespero, carência e ternura por parte dela.

***

—Pensei seriamente em não vir, mas eu assumi um compromisso. – A monitora direcionava à outra um olhar gélido. – Sinto muito, mas o seu “passa tempo” não vai te deixar na mão, Sra. Mills. É isso o que pessoas decentes fazem.

Aquela declaração da loira doeu demasiadamente em ambas. A lembrança das próprias palavras, para a morena, era um tormento. Para a loira, a exigência de tratamentos formais selou o distanciamento, quando, na verdade, ela ansiava por poder chamar a juíza pelo primeiro nome. Queria pronunciar “Regina” novamente.

***

A moça havia colocado um copo de café mocha do Starbucks com um saco de papel contendo algum tipo de alimento ao seu lado. A morena a olhara o conjunto e o rosto da loira sem entender o que se passava.

—Achei que pudesse estar com fome.

—Ah... de fato. Obrigada pela preocupação, Miss.Swan.

***

—Miss Swan!

Quando Emma virou-se novamente, Regina já estava próxima a ela e, em alguns instantes, Emma Swan estava sentindo em seus lábios outros lábios, vermelhos e macios. A morena estava afoita, segurava com força a jaqueta de Emma que não estava zipada, e puxava-a para si. A juíza tirou sua mão esquerda da jaqueta da monitora e a levou para o lado direito do rosto da mulher cujo coração havia partido.

***

—Regina... não...

—Não diga nada, Emma...

—Por favor...

Ambas se entreolharam enquanto lutavam para recuperar o ar e seus olhos brilhavam.

—Não brinque comigo, Regina. Já me magoou tanto... – A monitora dizia enquanto movimentava levemente a cabeça negativamente. Mills não conseguia suportar aquelas palavras. Aquela tristeza ela não queria sentir de novo. – Estou confusa. Tudo está tão confuso...

—Não sei o que estou fazendo, Emma. Não sei se é certo, se é razoável, plausível.... Eu sei... sei que não é lógico... – A morena fechou os olhos e encostou sua testa na da mulher a sua frente, que também fechou os olhos. — Do mesmo jeito que não é lógico eu só conseguir dormir tranquila a noite quando durmo pensando no seu sorriso.

—Regina o Tom... ele... me beijou. – Ambas cruzaram olhares assustados. Emma segurou os braços de Mills, que se afrouxaram, afastando-a.- Preciso pensar. Está tudo confuso. Muito confuso. – A loira segurava as mãos da morena e as soltou, virando-se e indo embora finalmente. — Preciso pensar.

***

Emma Swan lançava um olhar disperso ao mundo que lhe cercava, sentindo os ventos fortes que a atingiam, trazendo-lhe o nostálgico cheiro de maresia. Ela fechava os olhos, inspirava e respirava calmamente. Quando o vendaval amenizava, ela volata a sentir o cheiro de terra molhada e das folhas das árvores que jaziam atrás de si. Ainda faltava muito para anoitecer e o dia estava fresco. A loira estava sentada na terra com uma bermuda, enlaçando os joelhos com seus braços definidos. A regata de tecido leve que vestia se debatia a cada investida das ventanias do penhasco. Boston parecia distante, mas as memórias sobre Regina continuavam com ela, principalmente naquele lugar, no Parque Florestal Nobre Cisne, à beira do abismo onde uma vez ambas sentiram a natureza na pele e nos ossos.

Era uma tarde de sexta, Swan deixara o posto de monitora, pois conseguira retornar para sua antiga profissão de investigadora particular e, dessa vez, trabalharia também junto a polícia. Começaria na segunda seguinte. Ela não mais voltaria para aquele lugar onde tudo se iniciara. Começara tão rápido e com a mesma velocidade terminaria no dia seguinte. A juíza trocara algumas mensagens com Emma por Whats App comentando sobre os detalhes da festa infantil e como tudo ocorreria. Swan comprara um vestido no meio da semana para a ocasião, Regina comprara um novo traje para si. Falaram sobre o transporte dos equipamentos, os horários e o término da festa. Entretanto, em algumas das vezes que se falaram, a morena tentou, ainda que poucas vezes, falar sobre o que havia acontecido no último sábado, e a loira preferiu não responder às questões que lhes eram propostas. Sua cabeça ainda não raciocinava corretamente.

Ficara ali, observando os pássaros coloridos que sobrevoavam o local à procura de presas, alguns pássaros menores piavam. As formigas trilhavam seu caminho no gramado ao redor da moça de longos cabelos dourados. O bater das folhas ressoava e um som tranquilizante alcançava seus ouvidos. O som das águas batendo nas pedras se fazia presente também. Ficou ali por horas até que alguém sentou ao seu lado. Emma Swan fitara a pessoa e depois retornara sua atenção ao pacífico ambiente.

—Por que sua presença aqui não me surpreende?

—Talvez porque você já me conheça.

A morena que olhava atentamente o semblante enigmático da loira direcionou seu olhar para a mesma direção para a qual a ex monitora olhava. Viu ninhos de palha em paredes de pedra e um filhote de pássaro aguardando seu momento mais corajoso para arriscar seu primeiro voo. Estava sentada de pernas cruzadas. Usava uma calça preta simples e uma camisa de manga comprida da qual dobrara as mangas até um pouco antes do cotovelo. Calçava sapatilhas pretas simples.

—Não, Sra. Mills, eu, definitivamente, não te conheço. – A juíza a olhara com certa surpresa. – Você é um mistério pra mim. Em um momento você é leve, doce, sorri. Em outro você é ríspida, grossa e chega até mesmo a ser cruel.

—Cruel? – Emma a olhara profundamente.

—Sim, ou o que fez comigo não foi cruel? E o que mais me surpreende são os momentos em que você gosta de ser cruel.

—Do que está falando, Miss. Swan? Isso é um absurdo. – Regina usou a mão direita para arrumar os cabelos que, por causa do vento, já estavam cobrindo-lhe metade do rosto. Girou a cabeça para frente. Sua voz soou autoritária e indignada com o comentário da ex monitora.

—Não, Sra.Mills, não é. Lembro de quando estávamos no cinema e aquele cara idiota ficou falando durante o filme. Você quase discutiu com o homem. No fim da sessão, quando todos estavam saindo, ele tropeçou, caiu e bateu as costas em um dos assentos. Eu lembro como você sorriu satisfeita e como os seus olhos brilharam.

—Isso foi um caso e ele mereceu, ok?

—Ah é, um caso? E aquele dia quando estávamos passando com o carro pela estrada para ir no Shopping da cidade ao lado e você fez a curva de um jeito que jogou um carro que havia fechado você instantes antes para o lado?

—Eu apenas fiz a curva mais forte, não é culpa minha se ele não sabe dirigir.

—Ele bateu o carro e você sorriu daquela mesma forma, Regina! – Diante daquela afirmação, a morena não tinha como se justificar.

—Hum, faz parte da vida. Cada um tem seus momentos e você gostou de mim mesmo assim.

Emma Swan ficara envergonhada e não continuara o assunto naquele momento, apenas alguns instantes depois. Com o rosto meio virado para Regina.

—O ponto é que eu não sei quem você é, não sei o que você quer ou quais são suas intenções. Não quero que ninguém brinque de ficar comigo e me largue novamente. – Virou o rosto completamente para outro lugar que não a morena. — É muito doloroso. – Alguns segundos se passaram e Swan voltou novamente a observar a morena enquanto falava. — Sobre você, eu sei que você é inteligente, engenhosa e orgulhosa. É reservada, ríspida, grossa e feroz. Mas, se tudo o que eu vi for verdadeiro, você também tem um lado que se importa com os outros, ou não faria um show de mágica para um bando de crianças. Você é enérgica e determinada, e, lá no fundo, quer fazer as coisas do jeito certo.

A morena a olhava boquiaberta.

—Porque acha isso, Swan?- Disse inclinando levemente a cabeça para o lado. A loira explicou enquanto fitava o chão.

—Li algumas coisas sobre você nos jornais recentemente e vi algumas coisas antigas na internet. Você é uma boa juíza, Regina. Julgou alguns casos que apareceram na mídia, condenou algumas figuras públicas e poderosas sem se intimidar. Quase morreu por isso uma vez. – Tornou a olhar para a mulher de cabelos curtos. – Eu admiro isso, Regina. Pessoas como nós são ideais para o que fazemos. Corremos atrás de bandidos para os colocar na cadeia. Somos solitárias e por isso não temos muito a perder. Quero acreditar que você deseja fazer as coisas certas porque eu quero fazer também, e isso nos torna parecidas.

A morena continuava estática, sem saber exatamente o que dizer.

—Corremos atrás de bandidos?

—Voltei a ser investigadora. Começarei semana que vem. Não sei se lembra que essa era a minha profissão anterior.

—Eu sei que voltou, cheguei aqui porque fui atrás de você no trabalho e uma colega sua decidiu não obedecer às regras e me disse que você estaria aqui. Ela contou que você saiu de lá por um trabalho com a polícia.

—Então por que-

—Você tem uma ideia um pouco errada sobre mim, Miss Swan. Sou uma juíza, não corro atrás de ninguém. Sou um pouco mais refinada.

Aquela última declaração fez Emma sorrir de canto. Não dialogaram mais durante uns vinte minutos, até o momento em que começara a anoitecer e Regina optara por ir embora para casa. Ambas se despediram com um aperto de mão. Durante algum tempo, em sua volta para casa, a juíza se pegou pensando sobre o que Emma decidiria fazer com toda essa situação, pois pensava ter deixado claro que não queria um verdadeiro rompimento. Obviamente não disse isso, mas demonstrara várias e várias vezes. Infelizmente, também lhe ocorreu, e sabia que não seria uma grande surpresa, se a loira optasse por cortar os laços de uma vez. Não restaria nada além de seguir em frente. Todavia, a juíza já não conseguia mais imaginar sua vida sem a constante presença da investigadora.

Antes de adormecer, naquele mesmo dia, a morena não estava pensando no olhar ou no sorriso de Swan, mas pensava em suas palavras. Pensava como poderia ser parecida com Emma quando o assunto era fazer justiça à sombra da solidão, em como a loira conseguira achar aquele paralelo entre suas vidas. Não pode deixar de divagar sobre como Emma parecia uma heroína vendo daquele ângulo, uma espécie de “Batman” da vida comum. Recordou o momento no qual a investigadora lhe confessara que não a conhecia, nem tinha ideia sobre o que Regina queria, quais eram suas intensões, e então sorriu tristemente, chegando a conclusão de que ela própria não tinha resposta para aquelas perguntas.

O sol surgiu, os pássaros da cidade piavam e algumas pombas faziam “pru pru”. A essa altura, a maga já estava de pé. Ansiosa por sua apresentação, há muito não mostrava seus truques, e com certeza ela não queria desapontar as crianças com algum erro seu. Aqueles pequenos coraçõezinhos que batiam forte quando viam algum truque mereciam as mais belas ilusões e os maiores e melhores encantos. Os brilhos dos olhos das crianças era o que alimentava a maga que existia em Regina Mills.

Quando acordou, tomou um banho rápido, pois tomaria outro mais tarde, vestiu roupas velhas e gastas, e foi até o local onde ensaiara nos últimos sábados. Cinco minutos após sua chegada, Emma apareceu e sua presença animou mais ainda a morena. A loira aproximou-se da juíza.

—Bom dia, Sra.Mills – Disse enquanto pegava a mão empoeirada da maga e levava a própria boca, depositando um leve beijo nas costas da mão de Regina.

—Bom dia, Miss. Swan. Posso saber qual o motivo disso? – Disse com olhos desconfiados e o nariz ligeiramente empinado.

-Bem, a senhora disse que era uma pessoa refinada. – A investigadora respondeu enquanto a maga recolhia sua mão. – Uma dama assim deve ser tratada com toda a cortesia do mundo. – Regina sorriu.

—Por mais que eu goste dessa ideia, Miss. Swan... Não exageremos. – Virou-se e foi em direção a algumas pequenas caixas que precisavam ser levadas para perto da porta. – Vamos, ajudante, precisamos levar essas caixas. Logo o transporte vai chegar e tudo precisa estar pronto. Não tolerarei atrasos.

—Sim, madame. – A maga parou e virou-se para Emma, que precisou parar bruscamente para não trombar na mulher à sua frente.

—E mais uma coisa.

—Sim?

—Haja o que houver, o show deve continuar.

—Essa regra é bastante conhecida.

—Sim, e é por isso mesmo que eu devo ressaltar esse ponto. Não ache que por sermos amigas eu serei menos rígida, muito pelo contrário. Em qualquer show o público é o mais importante. E nesse caso o público é muito especial e me é muito querido. Crianças não tem que pagar por erros de adultos. – A maga virou as costas, pegou duas caixas e passou pela investigadora.

—Eu sei disso, Regina. Tudo ocorrerá bem. – A loira sorriu. “Não ache que por sermos amigas...”. Somos amigas... Ficou feliz pela constatação. Mesmo com toda aquela situação e a incerteza do futuro, sentiu-se contente- Eu estarei com você.

—Eu sei disso, Swan. – Disse enquanto colocava as caixas no chão e sentia a aproximação da loira, que trazia as que restavam. Sorriu sem que a outra pudesse ver. – Sei muito bem.

Depois de levarem todo o material até o salão onde ocorreria a festa, Emma e Regina separaram-se para cuidar de si mesmas. A maga voltou ao seu apartamento, tomou um banho mais perfumado e “detalhado”, e depois foi para o cabelereiro fazer as unhas, o cabelo, as sobrancelhas e o que mais fosse possível. Emma fez praticamente a mesma coisa, porém, dedicando-se mais ao essencial: mão, cabelos, rosto. A loira retornou ao local antes da morena e colocou seu vestido verde esmeralda, que ressalta a cor dos seus olhos. As luzes de seu cabelo estavam mais iluminadas e onduladas em um rabo de cavalo alto. A moça dedicava-se à maquiagem, básica, nada extremamente forte, afinal era um show para crianças, mas não pode deixar de lado um batom vermelho sangue.

A ajudante, enquanto andava por aí desencapando os equipamentos e ajustando-os, encontrou a varinha e a cartola de Regina. Corou ao segurá-las.

—Miss.Swan? – A voz masculina veio de um carregador que trazia consigo duas gaiolas, uma com duas pombas brancas e outra com três coelhos. – Onde posso deixar isso?

—Ah, talvez... Aqui, ao lado dos equipamentos, sim?

—Tudo bem. Está acertado que virei às 5:30 pm para buscá-los.

—Claro, está bem. Se Regina acertou tudo dessa forma...

—Sim, sim. Mande um “Boa Sorte” para a Sra.Mills, faz tempo que ela não aluga nenhum animal, achei que tivesse parado. Que bom que voltou, ela é uma ótima maga.

—Também acho senhor... – Ela leu no crachá do rapaz. – Stuart.

—Sim, e creio que os animais também. Estes estão acostumados com ela... Ela cuida deles muito bem. Às vezes, quando acabava demorando para busca-los, ela me entregava as gaiolas limpas. Isso não é responsabilidade do cliente, a companhia faz isso, mas ela mesma tomava a iniciativa de deixar limpo o local onde os bichos ficam.

—Regina é incrível.

—É mesmo, Miss Swan. – O homem olhou seu relógio de pulso. — Ôpa, olha só a hora, vou me atrasar. Boa sorte hoje, que tudo vá bem. Tchau. – Ele acenou e ela respondeu com outro “tchau”.

Após aquela situação, Emma lembrou-se de ir procurara Regina para dar-lhe a cartola e varinha que provavelmente estaria procurando. A maga não era desorganizada, muito pelo contrário. No entanto, o nervosismo do dia, supôs a investigadora, pode ter mexido demais com a cabeça da juíza.

Àquela altura a festa já havia começado e faltava cerca de uma hora para os parabéns. Para ambas, faltava 15 minutos para que se apresentassem.

—Regina.

A maga virou-se quando ouviu a voz de sua ajudante a chamar-lhe. Havia acabado de passar instruções para a equipe que trabalhava na festa. Ao pousar os olhos em Emma Swan, ficou paralisada por alguns segundos, o suficiente para que a investigadora lhe colocasse a cartola na cabeça.

—Emma, meu cabelo. Vai desarrumar!

—Seu cabelo está ótimo, não coloquei a cartola de qualquer jeito. – Olhou para a morena com cintilantes olhos verdes. – Achei que estivesse procurando sua cartola.

—Sim, de fato estava. E também minha- Interrompeu a fala quando a loira lhe agarrou a mão, trazendo-a para a altura do peito e abrindo-a, momentos antes de colocar a varinha de Regina Mills na mão da própria Regina.

—Varinha. Sim, sua varinha também. – A morena olhou para o objeto em sua mão e segurou-o, enlaçando-o por completo. – A propósito, está muito bonita Sra Mills, é a maga mais bonita que já vi.

A maga estava vestida como a famosa personagem dos quadrinhos da DC, Zatanna, com uma espécie de terno preto justo, com apenas dois botões abotoados na altura do estômago, por cima de uma camisa branca, também de mangas compridas. Uma gravata borboleta branca repousava em seu pescoço. Por baixo de tudo isso, um colete vermelho brilhante ligado a um mini shorts preto, que, por sua vez ligava-se a uma meia calça entrelaçada preta. Calçava saltos altos. Tudo isso além da varinha e da cartola.

Emma ainda segurava a varinha junto a Regina, e então continuou:

—Regina, preste atenção, vai dar tudo certo, ok? Você faz com que fazer mágica pareça fácil, e se você faz algo muito difícil parecer fácil, então significa que você é boa no que está fazendo.

—Emma, eu...

—Regina, acredito em mágica, acredito na fé e, mais do que tudo, acredito em você.

Ambas trocaram olhares significativos, que se conversaram. Nenhuma palavra a mais fora dita, não era necessário. Swan abriu os dedos e soltou a varinha que ficou na mão de Regina.

—OK, Miss. Swan. Vamos fazer isso.

Elas se aproximaram das cortinas. Do outro lado, muitas crianças estariam sentadas no chão, esperando-as, esperando as mágicas que encantariam seus corações da forma mais pura e espontânea possível. O som de risadas infantis, antes apreciados em demasia, naquele momento apenas as deixavam apreensivas. Estavam em um palco do próprio salão, não muito grande, mas com espaço o suficiente. Bombas de fumaça estava de cada lado e o fundo era negro como precisavam que fosse.

O clima de festa pairava no ar enquanto uma moça da equipe do salão tomava o microfone e pedia ordem e silêncio de forma gentil. A investigadora olhava a morena de soslaio. Nunca a vira tão centrada e tensa. Estava ao seu lado esquerdo e colocou sua mão direita no ombro esquerdo da maga.

—Não se preocupe, Mills, dará tudo certo. – A ajudante sorriu um riso fácil e tranquilizante. Percebeu a mulher ficar um pouco menos tensa.

—Por que diz isso, Emma? Por que isso agora? Você estava magoada... – O sorriso da loira minguou.

—Oh, eu estou. Mas não é óbvio, Sra. Mills? – Voltou a sorrir-lhe, porém um sorriso mais fraco. — O que importa agora são as crianças, Regina, mais do que nós mesmas.

Regina Mills ficara sem resposta, mas não seria possível dizer mais qualquer coisa, mesmo se quisesse, pois ambas foram anunciadas e as cortinas se abriram, revelando-as. A plateia as aplaudiu e a maga tomou a palavra.

Notas finais
Gente, estou preocupada em estar perdendo a mão para escrever, vocês acham que o capítulo poderia ter sido melhor? O que vocês estão achando? Queria pedir desculpas pelo tempo sumida, fico sem jeito de ficar pedindo desculpas, prefiro pedir desculpas com ações, não adianta você pedir desculpas e errar de novo, neh? Enfim, estou lutando contra a minha preguiça principalmente por vocês, adoro escrever mas estou correndo atrás de aprender alguns softwares de imagem pra ver se eu consigo um estágio (não sei se sabem, mas faço faculdade de publicidade e propaganda, estou no 5º semestre a ainda não tenho um estágio. Preciso de um.), e por estar correndo atrás de coisas que eu não sei eu poderia deixar a fic de lado, mas eu não estou deixando para não decepcionar vocês. E também, prometi que terminaria. Então, bem, mostrem que ainda estão aí, lutem contra a preguiça de vocês assim como estou lutando contra a minha e comentem, pfv. Vou continuar a escrever e postar com ou sem comentários, mas não custa me ajudar a me animar um pouco, neh? O próximo capítulo sairá dia 26/04/2016 PS: Quem disse que não sou Swen? Minhas habilidades de montagem provam que sou. (Um dos softwares que estou aprendendo é o photoshop, fiz um bom trabalho?)