Sei Que Você Tá Afim

5 Bonitinho, mas ordinário


Notas iniciais
Muito obrigada a quem está acompanhando a fic. Ainda é meu segundo dia, mas estou muito feliz, e espero de verdade que gostem. Nos vemos lá em baixo :*

Trechos da música: Blame it on the alcohol - Glee

No tellin' what i'm gon' do (Não vou dizer o que vou fazer)

Baby, i would rather show you (Baby, eu prefiro te mostrar)

What you been missin' in your life (O que você vai sentir falta em sua vida)

When i get inside (Quando eu entrar) [...]


Ele estava com umas garotas em volta, mas quem liga? O puxei pelo braço, e tasquei o maior beijão. Ele ficou surpreso no começo, mas não conseguiu resistir. Pude ouvir o som de surpresa saindo de quase todas as bocas presentes.


– Não acredito cara, até ele pegando minha musa, e eu não, assim não dá! – ouvi Pilha se lamentar.

– Mas o que é isso caros telespectadores! Facinha ataca novamente, e é claro que a TV Orelha vai transmitir tudinho! – Orelha ganhou mais uma matéria sobre mim, que ótimo! Exclamei em pensamento.

– Não acredito que essa garota fez isso. – alguém falou séria, acho que Morgana ou Rita, não importa. Mas ouvi o baque da porta, provavelmente alguém foi embora.

Nosso beijo foi se aprofundando, e logo ele foi pedindo passagem pela minha boca, em busca da minha língua. Entreabri pra que ele pudesse explorar um pouco mais. Não vou mentir, ele até que beija bem, e se eu não estivesse com muita raiva pelo Bruno ter me destratado, eu teria aproveitado mais. Continuamos entrelaçando nossas línguas, até que alguém me puxa com força.

– Fatinha, o que você tá fazendo? – Ju falou com aquele olho esbugalhado

– O que foi, beijar é proibido agora? – falei sem a menor preocupação.

– Escuta aqui garota, você está na nossa casa, e não tem o direito de falar desse jeito com minha irmã. – Bruno falou autoritário, se metendo no meio de nós duas.

Não sei o que estava acontecendo, mas quando ele falava desse jeito comigo, meu coração se comprimia, e eu não estava acostumada a levar desaforo pra casa, de ninguém.

– Eu não sei do que você tá falando... Apenas fiz uma pergunta. E além do mais, ela machucou meu braço – falei um pouco baixo demais, botando uma mão em cima do braço que Ju puxou. Aquilo provavelmente iria virar algum hematoma.

– Calma Bruno, deixa que eu resolvo isso... – Ju passou por ele, ficando novamente na minha frente – Olha Fatinha, desculpa, eu não queria te machucar, a gente pode passar um gelo nisso ai depois, mas poxa, a Rita saiu daqui devastada... E você hein Fera? – olhou pra ele em desaprovação – Se veio acompanhado da Rita, porque beijar outra garota? – falou apontando pra mim.

– Perai Ju, a Rita é minha amiga, e foi a Fatinha que me puxou e me beijou – ele tentou se explicar – Eu não ia recusar um beijo da garota mais gata do colégio né? – ele me olhou de um jeito malicioso e eu sorri.

– A mais gata do colégio – repeti o que Fera havia dito, olhando para o Bruno de um jeito provocador. Ele apenas revirou os olhos.

– Não importa, a Rita ficou mal, se você se diz amigo dela, então você é um péssimo amigo – Ju continuou mas eu a interrompi.

– Tu tá namorando a Rita? – perguntei e Fera fez que não com a cabeça – Problema resolvido. Ninguém mandou ela ficar se iludindo com o cara e não tomar nenhuma atitude – falei arrancando um O da boca da Ju, Lia, e de mais alguns – Podemos voltar pra festa, ou você ainda vai continuar com a lição de moral? Porque ó, acho que isso é inveja viu? Você tá afim do Gil, ele de você, pelo menos eu acho – fiz uma careta – e ninguem toma nenhuma iniciativa. Vocês deviam aprender mais comigo, só acho – falei com a cara mais lavada que eu tinha, fazendo bico.

– Já chega – Bruno que até então estava atrás da Ju, deu um pulo e me pegou pelo braço – Sai agora daqui! – abriu a porta com a outra mão, e tentou me puxar pra fora.

– Calma, você tá me machucando... – tentei me soltar dele, em vão, é claro.

– Você já arrumou confusão demais garota, por favor, eu tô pedindo com educação – me puxar pelo braço não era nada educado – Ou você sai por bem ou... – o interrompi

– Relaxa gato, eu saio – falei toda manhosa – Mas antes você tem que me soltar você não acha? Bem que eu desconfiei que você tava afim... – sorri maliciosamente mas ele me interrompeu

– Afim de quê? Tá louca? – bufou, soltando meu braço

– É ué? Naquela hora que eu tava ali dançando – apontei para sala — Você não tirava os olhos de mim, admite gato – ergui meu braço pra tocar no rosto dele, mas ele foi mais rápido e me segurou.

– Sério, ou você sai agora, ou eu te carrego a força – ele disse sério.

– Me carregar? – falei surpresa e divertida

– Fatinha! – Ju repreendeu – Bruno, deixa que eu faço isso... – disse tirando ele de perto de mim – Sério Fatinha, vai embora, por favor, chega de confusão, você tá na minha casa... – botou a mão na minha costa, me empurrando de um jeito mais educado que o ogro, que me cerrava com os olhos – Por favor? – falou apontando para a porta.

– Tá, eu saio – me dei por vencida – Mas antes... – me virei para olhar todos que estavam presenciando aquela cena – Fala ai galera, se não fosse eu, essa festa ia ser um fiasco, né não? CAUSEEEI

– Ai já chega – Bruno deu um passo à frente, e bateu a porta na minha cara. WOL, que cara mais marrento, ele precisava mesmo fazer isso? Fiz bico.

Escuto o toque do telefone.

Procurei pelo celular na minha bolsa. Avistei o visor e tinham 40 chamadas não atendidas. Minhas mãos começaram a tremer. 15 chamadas do celular da minha mãe, e 25 do celular do meu pai.

– Ferrou, e agora? – pensei alto, já entrando em desespero. Botei a mão no rosto, tentando pensar em algo, mas eu estava tremendo tanto, que nada de útil vinha na minha cabeça. Fui saindo do prédio devagar, pra não ter surpresas me esperando pela rua... Espiei pelo portão principal, e nada. A rua estava fazia – Ufa, menos mal – suspirei.

– O quê que eu vou fazer... Será que eles já estão dormindo? Dá pra entrar pela janela do meu quarto... – falei comigo mesma, tentando organizar a ideia – Isso! Fatinha, você é um gênio! – falei rindo e triunfante.

Fui andando em direção à minha casa... Quando Ju disse que todos moravam perto, ela com certeza não se referia a mim. Mas naquela hora não tinha mais ônibus, e eu estava sem grana pro táxi. Fui logo pela parte de trás, onde ficava meu quarto. Abri o portãozinho bem devagar, e entrei no jardim. Olhei pra cima, e minha janela estava aberta – Isso! – dei um pulinho, fazendo gesto de vitoriosa.

Do lado, tinha uma espécie de escada, difícil de subir, mas não impossível, que dava até o meu quarto. Perdi as contas de quantas vezes subi e desci naquilo. Fui subindo devagar, evitando fazer qualquer barulho – Quase lá... – sussurrei pra mim mesma, quase chegando. Botei um pé na direção da janela, e me apoiei para tentar colocar o meu corpo todo.

Uma luz aparece — MARIA DE FÁTIMA! – meu pai grita, fazendo com o que eu tire a mão de onde eu estava me apoiando, caindo para trás. A única coisa que lembro, foi de ter ouvido um baque, e então, eu apaguei.


[…] Blame it on the vodka, blame it on the henny (Culpe a vodka, culpe o henry)

Blame it on the blue tap (Culpe o blue top)

Got you feeling dizzy (Te deixaram meio tonta)

Blame it on the a-a-alcohol (Culpe o a a a a a álcool)

Blame it on the a-a-alcohol (Culpe o a a a a a álcool)

Notas finais
E aí, gostaram? Fatinha causando geral na festa da it-girl.

Mereço reviews? rs