Segundo Mundo

8 Capítulo 8 - Sentimento


Abri o medalhão e fechei os olhos.

Quando os abri, estava de frente para a mansão em Marinix. Atravessei a rua e o jardim.

— Marcus!- Eu o chamei, enquanto olhava ao meu redor.

Entrei na mansão, tudo estava silencioso e havia crianças e adultos sentados nas mesinhas, como sempre. Avistei uma moça de pele bronzeada e cabelos castanhos, me aproximei e perguntei:

— Com licença, sabe onde Marcus Lerman está?

A moça se virou para mim, e respondeu com um sorriso:

— Você deve ser Alice, a Protegida de Marcus.

— Sim, sou eu mesma. – Respondi enquanto estendia a mão para cumprimentá-la.

— Sou Nina. – Ela disse enquanto apertava a minha mão.

— Então, Nina, sabe onde Marcus está? – Perguntei novamente sorrindo.

— Ah, claro, ele está no terceiro andar no segundo corredor.

— Obrigada, Nina, até logo! – Falei indo em direção ao elevador.

Ela acenou com a mão, dando um tchauzinho.

Apertei alguns botões e depois de alguns segundos a porta do elevador se abriu, entrei e senti depois de alguns segundos o baque do elevador chegando ao chão.

A porta se abriu, sai rapidamente, entrei imediatamente no segundo corredor, e vi Marcus entrar em uma das salas, então o segui.

Entrei na sala vagarosamente, Marcus estava distraído olhando os livros em uma prateleira.

Estava nervosa, minhas mãos estavam suando.

— Marcus. – Chamei num sussurro.

Ele se virou lentamente.

— Alice? – Disse ele surpreso. – O que faz aqui?

— Tem um minuto? – Perguntei enquanto pendurava a mochila numas das cadeiras.

— Tenho todo tempo do mundo para você. – Disse ele num sorriso.

Pude sentir minhas bochechas se corarem naquele momento. Sentei na cadeira, na qual pendurei minha mochila, respirei bem fundo, e falei:

— Marcus, estou sentindo algo mais forte que nossa conexão, mais forte do que qualquer outra coisa. – Por fim consegui falar.

— Você tem dúvidas de que sinto o mesmo? – Perguntou ele olhando diretamente nos meus olhos.

— Como posso saber? – Perguntei.

Ele se aproximou de mim, agora estamos cara a cara, não havia saída, nossos olhos estavam praticamente unidos.

Ele me beijou.

Seus lábios extremamente macios, se uniram aos meus. Era como se o tempo parasse exatamente ali.

— Tem dúvidas agora? – Perguntou ele novamente, afagando meu rosto suavemente.

— Agora tenho toda certeza.

Ele sorriu e disse:

— Desde o momento que te reencontrei, senti algo diferente e forte.

— Mais forte que qualquer coisa. – Completei sem tirar os olhos dele.

Eu acariciei seus cabelos negros e sedosos, ele pegou minha mão. Senti seus dedos macios e quentes afagarem a palma da minha mão.

— Às vezes acho que tudo isso é... — Comecei a falar.

— Um sonho? Quer que eu tire suas dúvidas de novo?- Perguntou ele sorrindo e me interrompendo.

— Não estou em dúvida, só estou maravilhada.

Ele sorriu novamente, puxando minha cadeira para mais perto da dele, e continuou falando:

— Alice... Eu... Nunca pensei que iria sentir alguma coisa assim, tão forte por alguém.

— A vida sempre nos surpreende. – Sussurrei. – Isso a torna sempre extraordinária.

Ele concordou com um sorriso.

Fui pega de surpresa quando senti seus lábios se unirem aos meus novamente, ele deslizava seus dedos finos em meus cabelos negros.

— Eu te amo. – Falou bem baixinho.

— Eu amo você, Marcus Lerman. – Falei num sussurro, enquanto afagava seu rosto extremamente macio.

Ele me abraçou e senti uma sensação inexplicável, uma paz e uma segurança, um sentimento do amor florescendo a cada minuto dentro de mim.