Segundo Mundo
3 Capítulo 3 - Presentes
Depois disso fui para casa.
Chegando, a minha mãe me recebeu com um presente. A caixa era branca, com um laço de cetim vermelho.
— Para você. — Falou ela.
Abri o presente, era um casaco listrado preto e branco com capuz e também tinha um lápis de olho preto.
— Obrigada, mãe. – Falei.
Ela sorriu.
Peguei o presente e fui para o meu quarto. Sentei na cama, e comecei a tocar minha guitarra. Toquei durante 1 hora depois fui dormir, e dormi a tarde toda.
No dia seguinte, acordei, coloquei minha blusa e minha calça preta predileta, calcei meu All Star, escovei os cabelos e os dentes, pintei os olhos com o lápis preto, coloquei meu casaco novo, puxei o capuz, peguei minha mochila e fui para o colégio. O tempo bastante frio.
Entrei na sala, sentei, olhei a carteira ao lado, estava vazia. Cloe tinha faltado.
Depois de três horas de aula fui para o refeitório, que parecia estar mais cheio do que nunca.
— Alice. — Me chamou alguém.
Eu assustei, e depois descobri que era Conan.
Conan estava com um presente na mão.
— Oi! – Eu disse, não notando o presente a minha frente.
— Para você. – Ele sorriu de modo estranho e gentil ao mesmo tempo.
— Para mim?! — Pisquei surpresa.
Não era acostumada a ganhar presentes de garotos que, bem... conhecia apenas um dia.
— Obrigada. – Falei.
Abri o presente, era um bracelete preto, com uma guitarra roxa na frente.
Coloquei o bracelete no braço.
— Ficou perfeita em seu braço. – Elogiou Conan.
Eu sorri.
— Alice, será que posso te acompanhar até em casa?
— Claro!
— Tenho que ir para a aula. — Disse Conan.
— Ok, até depois. – Respondi.
No fim das aulas, peguei minha mochila e sai.
Conan estava me esperando encostado na parede do corredor.
— Vamos?- Perguntou ele.
— Claro. – Respondi.
Eu e Conan estávamos indo para casa, quando uma brisa gelada bateu em meu rosto.
— Está com frio?- Perguntou Conan.
— Um pouquinho. — Respondi.
Conan tirou o seu casaco e colocou em mim, eu sorri.
Depois de alguns minutos chegamos em frente da minha casa.
— Bem, minha casa é aqui. – Falei.
— Então, até amanhã. — Falou ele desanimado.
Dei o casaco para ele e vi-o indo embora.
Entrei, subi a escada rapidamente, fui para o meu quarto, coloquei o CD de rock que eu gostava no rádio, peguei minha guitarra e comecei a tocar igual à música. Subi na cama, comecei a pular. Fazer isso me fazia bem.
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