Notas iniciais
~voz dos leitores~ "Talita, desde quando 6.000 palavras é maior que 7.000? A matemática está tão ruim assim? ~voz dos leitores~ kkkk a matemática é meio ruim, mas nem tanto! Eu sei que havia dito que o capítulo seria maior que o outro, mas eu resolvi cortar algumas cenas porque de fato estavam ficando repetitivas. Lembra de quando eu disse que estava com problemas de criatividade? Bem... foi isso. Então eu cortei e deixei apenas cenas que serão necessárias futuramente. E por falar nisso... as primeiras desconfianças de Arizona começarão a aparecer em relação a sua foto com Lauren... E as perguntas são: por quê? E em relação a quem? Eu também já colocaria o capítulo do baile de máscaras junto com esse, mas, uma amiga muito querida minha pediu a cena do carro que vocês lerão. E como sou uma ótima pessoa (às vezes kkk) eu aceitei com o maior prazer! Obs: Recomendo que ouçam a música Fast Car do Taio Cruz quando Arizona pergunta o por quê de Callie ter parado o carro em uma determinada rua. E me perdoem por qualquer erro de português! :D

CALLIE PDV

Algo ao fundo tocava sem parar. Eu reconhecia o toque e por isso começava a voltar à superfície da consciência. Ainda sonolenta eu abro os olhos lentamente, com a luz do dia entrando pela janela. Quando já estou consciente o barulho cessa, fazendo-me confusa se aquilo era parte ou não do sonho maravilhoso que eu estava tendo. Sinto um peso contra meu corpo e sorrio, ao ver os cabelos de Arizona em meu ombro.

Debaixo das cobertas, a loira tinha um braço envolvendo minha barriga e uma perna por cima das minhas. Analiso sua expressão serena como se estivesse tendo um sonho bom. As imagens da noite passada voltavam à minha mente e meu coração acelera quando me lembro de dizer as três palavras para ela.

E por mais que ela não tivesse dito de volta, eu sabia que ela sentia algo por mim. Sabia disso por causa da forma como ela me tocou ontem. Não foram precisas muitas palavras para que eu soubesse que estávamos fazendo amor, pois eu podia ver em sua imensidão azul. Arizona sentia algo por mim, mas tinha medo de expressar e eu entendia isso.

O toque do meu celular ecoa novamente pelo quarto. Tento localizá-lo superficialmente e vejo que estava dentro do bolso da minha calça jeans. Eu sabia que independente de quem ligava, não pararia tão cedo. Começo então a me deslizar de debaixo de Arizona lentamente, tentando não acordá-la. Um grunhido sai por seus lábios ao perder contato com meu corpo, mas rapidamente a loira se acomoda contra o travesseiro.

Caminho na ponta dos pés até minha calça jeans e pego meu celular, prestes a perder outra ligação. Meu corpo gela ao ver o nome “Carlos Torres” na tela. Eu suspiro e pego minhas roupas no chão para vesti-las na sala. Atendo a ligação e coloco o celular em minha orelha.

Calliope? – a voz do meu pai ecoa na linha.

– Sim... – digo o mais baixo possível, evitando sussurrar para que o homem não desconfiasse.

Onde você está? – pergunta, com o tom sério.

– Estou na casa de uma amiga. – respondo, precisando ser parcialmente verdadeira.

Me diga onde está que irei buscá-la agora! – ordena Carlos.

– Ou o quê? – retruco, vestindo minhas roupas íntimas. – Vai me rastrear como fez da última vez?

Não ouse me desafiar, Callie! – rosna meu pai. – Devo ser idiota por tentar dar-lhe meu voto de confiança. Apenas quero que você venha pra casa agora!

– Minha mãe já encheu sua cabeça, não foi? – digo, com um suspiro cansado. – Me ligou da Inglaterra apenas pra isso?

Estou em casa. – responde meu pai. – E não fiquei contente quando sua mãe me contou que você não havia voltado para casa há mais de dezoito horas após fugir com uma “amiga”. – ele diz, dando ênfase na palavra. – Esses atos de rebeldia são por causa de uma mulher? – sua voz estava fria. Fico em silêncio, por medo de admitir, porém bastou aquilo para que ele tivesse sua resposta. – Esteja em casa em quinze minutos ou eu irei te achar!

– Pai... – eu tento argumentar.

Agora, Callie! – ele grita e eu me assusto.

A linha fica muda e eu encaro o celular, não sabendo o que aconteceria em seguida. Eu apenas sabia que precisava sair dali antes que meu pai encontrasse onde Arizona morava, senão haveria mais problemas para a loira e isso era a última coisa que eu desejava para ela.

Termino de vestir minhas roupas o mais rápido possível. Olho para Arizona ainda adormecida na cama e sinto uma culpa enorme por deixá-la daquele jeito. “Ela vai pensar que você se arrependeu...” meu cérebro brada. Olho ao redor, procurando por algo específico e só então tenho a oportunidade de estudar seu quarto.

Não me importando com minha caligrafia, escrevo poucas palavras em um caderno de anotações que estava em cima da mesa e arranco o papel do arame. Dou a volta na cama e o deixo do meu lado, para que assim que a loira abrisse os olhos soubesse que não me arrependi de ter dito aquelas palavras. Caminho pelo apartamento e quando estava prestes abrir a porta percebo que estava sem uma carona. Rosno, frustrada.

Porém uma chave em cima de uma mesa ao lado me chama atenção. Oh, Deus, Arizona iria me matar, mas eu não tinha outra escolha. Pego a chave e um capacete, já que o outro havia ficado dentro do carro dos pais de Arizona e saio do apartamento. Desço as escadas apertadas e o porteiro me encara, estranhando minha presença. Ele provavelmente me reconhecia da última noite, quando cheguei desesperada junto à Barbara que decidiu ir embora logo em seguida, pois sabia que se subisse a situação apenas pioraria.

– Bom dia... – cumprimento, cordialmente.

– Bom dia. – ele responde, com um sorriso educado. O homem com os óculos quadrados analisa o capacete em minha mão e aponta para o lado esquerdo do prédio. – A entrada do estacionamento é ali.

– Muito obrigada. – murmuro, sorrindo.

Caminho na direção que me foi apontada e desço uma pequena rampa. Poucos carros estavam estacionados ali e rapidamente avistei a moto de Arizona. Ela era uma belezura. Coloco o capacete na cabeça e monto na moto. Coloco a chave na ignição e acelero, subindo a rampa e saindo pelas ruas movimentadas de Seattle.

Era Domingo e todos aproveitavam o sol das 10 horas da manhã. Paro em todos os semáforos necessários, sempre checando quanto tempo eu teria. Cerca de quarenta minutos depois eu diminuía a velocidade ao chegar perto da minha casa. Tento fazer o mínimo de barulho possível e abro a porta da garagem, parando a moto em um local não tão visível ao lado do carro de meus pais.

Inspiro fundo e adentro pela porta da garagem que dava no fundo da cozinha. A casa estava um completo silêncio e isso não era um bom sinal, pois significava que estavam me esperando.

– Estou em casa! – grito para a casa. Uma silhueta sai de um dos quartos ao meu lado esquerdo e eu vejo Aria sorrindo.

– Você está tão fodida... – ela cantarola, comemorando. Eu rosno com antipatia por aquela pessoa do meu próprio sangue. E então meus pais aparecem cada um de um corredor e eu suspiro ao ver a expressão dos dois.

Deitada em minha cama, meu fone de ouvido ligado ao meu MP4 proporcionava uma música eletrônica alta para abafar as batidas na porta. As lágrimas escorriam por meu rosto, mas eu me mantinha sem nenhuma expressão. Palavras como “Você vai para o inferno” ainda vagavam por minha mente. “Pecado”. “Não acredito no que fez”. “Eu acreditava em você”.

Acreditavam em mim? O que eu fiz de errado? Minhas notas continuavam as melhores, eu não desrespeitava ninguém, ou no pior dos casos, não fazia mal a elas. Então que droga estava errada em eu viver minha própria vida com as minhas próprias vontades?

Como sempre, eu não tive a coragem necessária para dizer isso, então fiquei calada enquanto meus pais jogavam mais discursos e pregações religiosas, e no meio dessa discussão, eu saí da sala e me tranquei em meu quarto. Eu tentava incansavelmente ligar para Arizona, mas eu telefone só dava desligado. “A bateria deve ter acabado.” penso.

Atrevo-me a retirar os fones para saber se eles ainda continuavam. Silêncio. Resmungo um “obrigada” baixo, sabendo por agora eu estava sozinha. “O que você vai fazer agora?” meu cérebro brada. Entretanto, um barulho vem da janela, como uma pedra no vidro.

Levanto-me, questionando o que poderia ser agora. Chego perto do vidro e olho para baixo. Um sorriso largo nasce em meu rosto ao ver Arizona no jardim da minha casa. Um sorriso de covinhas estava em seu rosto e eu me sentia completa novamente. Mas, aos poucos o meu vai morrendo ao perceber a situação que a loira estava se metendo.

– O que você está fazendo aqui? – sussurro.

– Imagina acordar sozinha em uma cama com a minha moto aparentemente roubada. Eu precisei pegar um ônibus até a entrada do bairro nobre, porque sabe... pessoas ricas não pegam ônibus, então ele não entra aqui. E andei até aqui segurando um bilhete que achei ao meu lado que dizia: “Eu precisei sair por causa de nossas famílias bagunçadas, mas eu prometo voltar. Eu te amo.” – sussurra de volta Arizona, dando um sorriso ainda maior ao dizer as últimas palavras e mostrando o papel.

– Arizona... – eu tento repreendê-la, mas era quase impossível. – Você não pode ficar aqui! Meus pais estão em casa!

– Eu não me importo. – retruca a mulher, abrindo os braços para a casa. – Eu vou subir! – diz Arizona, apontando para a árvore de carvalho branco ao lado da casa.

– O que? – sussurro, assustada. – Não! Você está maluca? Você vai acabar se machucando e meus pais descobrindo!

– Eu não me importo! – repete, com o seu ar de desdém que me irritava ao máximo.

A loira caminha até a árvore e coloca um pé no tronco maior, pegando uma boa respiração antes de jogar seu peso para cima e começar a escalar a madeira. Olhava para o jardim, implorando mentalmente que nenhum empregado passasse por lá naquele momento. Arizona, já perto da copa, pisa em um galho seco e seu corpo desequilibra, obrigando-a a se segurar rapidamente em outro galho.

– Arizona! Pelo amor de... – eu rosno, repreendendo-a. Uma risada doce vem dos lábios da mulher que achava aquilo divertido.

– Relaxe, Calliope! – murmura Arizona, cada vez mais perto da calha da casa.

– Jesus... Ou entre na casa ou saia dessa árvore! – ordeno.

– Sim, senhora. – cantarola Arizona, chegando cada vez mais perto da minha janela.

– Agora me diga, mulher gato, como vai entrar aqui? – rosno, mostrando os dois metros de distância entre o galho e a janela.

– Saia da frente, Calliope! – ordena Arizona, curvando os joelhos para o impulso.

– Arizona! Não! – sussurro, assustada. – Você não vai pu...

E antes mesmo que eu terminasse a frase Arizona se joga para frente e apenas metade de seu corpo entra pela janela. Rapidamente, ela se segura no parapeito para não voltar e cair do segundo andar da casa. Suas pernas batiam na parede do lado de fora, procurando um lugar para apoiar.

– Uma ajudinha aqui seria legal, Callie! – ela rosna, afobada. Eu, meio atônita, pego a loira pelos braços e começo a puxá-la para dentro do quarto. Arizona cai de quatro, batendo os joelhos no chão. Rapidamente ela se levanta e arruma a roupa, para tentar melhorar sua imagem. – Bem... Isso pareceu um pouco mais romântico na minha cabeça.

Eu não resisto e começo a rir. Afago o rosto da loira e a puxo para um beijo urgente. Um gemido de aprovação vem de sua garganta e ela responde ao afeto, abraçando-me. Nossos lábios se moviam como se necessitassem um do outro para viver. Apenas os desconectamos quando o ar se tornou necessário.

– Você é louca! – sussurro ainda de olhos fechados e contra seu rosto.

Eu precisava ver a minha namorada. – responde a loira. Eu abro os olhos, assustada. Um sorriso nasce em seu rosto, gostando de me ver atônita com a palavra que acabara de dizer.

– S-sua o q-quê? – balbucio, distanciando nossos rostos para que pudesse ver sua expressão melhor. – Eu sou sua namorada?

– Sim. – responde Arizona, como se aquilo fosse óbvio. – O quê? – provoca, ao ver minha expressão de descrença. – Não posso ter uma namorada?

– Hãm... eu nunca vi você com uma. – sussurro, respondendo a provocação.

– Nunca quis namorar ninguém antes.

– Arizona, isso não é apenas por...

– Não, não é por causa do que você disse ontem. – retruca Arizona, quase lendo meus pensamentos.

A loira coloca uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha. Eu já estava pronta para beijá-la quando uma batida incessante na porta nos atrapalha.

Callie? Você não vai sair daí? – a voz da minha irmã ressurge. Eu olho para Arizona, preocupada.

– Você não vai querer sair pela janela, não é? – provoca a loira, mesmo sabendo que não era mais um momento de brincadeiras.

– Não. – digo, firme. De um jeito estúpido Arizona me dava coragem de fazer aquilo. – Vamos sair pela porta da frente!

Caminho até meu guarda-roupa e retiro a outra mochila que eu tinha ali. Começo a colocar algumas trocas de roupas dentro dela, caso precisasse ficar mais tempo na universidade. Pego uma boa quantidade de dinheiro que eu guardava para emergências, que nunca vinham porque eu nunca saía de casa, e fecho a mochila. Pego o capacete e a chave de Arizona e a entrego. Caminho até perto da porta e pego na mão de Arizona.

Abro a porta e minha irmã abre a boca para fazer algo para mim, mas ao ver Arizona meu lado a latina fica paralisada. Ela pisca algumas vezes, ainda tentando raciocinar o que estava acontecendo.

– Como... você ent... hãm? – gagueja, balançando a cabeça.

– Janela. – responde Arizona, tranquila. Aria ergue uma sobrancelha, surpresa.

– E quem é você? – pergunta Aria, com desdém.

– Isso não importa. – rosno, não querendo que Aria me prendesse ali. – Estamos saindo!

– Vai ser meio difícil passar pela mãe na sala de estar e pelo pai em seu escritório, perto da saída dos fundos. – retruca Aria, dando de ombros.

– Seja minha irmã pelo menos por uma vez e me ajude nisso. – imploro, olhando para Aria.

– Eu não posso, irmãzinha. – murmura Aria, dando passos para trás. Ela abre a porta de seu quarto que ficava no mesmo corredor e dá um sorriso malicioso. – Se vira! Ah... e boa sorte. – e fecha a porta. Eu respiro fundo e tento ignorar aquilo.

– Se formos em silêncio eles nem irão notar. – murmuro.

Arizona faz um afirmativo com a cabeça e começamos a caminhar pelo corredor até as escadas. Descemos os degraus e a casa continuava muito quieta. Cruzamos a grande sala de estar e quando eu estava prestes a por minha mão na maçaneta, eu escuto passos vindos dos corredores. Viro-me e vejo minha mãe caminhando em nossa direção.

– Aonde você pensa que está indo? – ela pergunta para mim, mas ao mesmo tempo encarava Arizona, a reconhecendo.

– Vai na frente e pegue a moto na garagem... – sussurro e empurro Arizona porta a fora, livrando-a daquela cena. Respiro fundo quando apenas eu e minha mãe ficamos na sala.

– Eu estou saindo. – rosno, séria. – Eu estou voltando para a universidade.

– Com ela? – pergunta minha mãe, com veneno. – Foi apenas você começar a andar com essa mulher que suas ações mudaram...

– Você não sabe nada sobre minhas ações... – retruco. – Até porque eu faço várias coisas que você não sabe. – digo. Sua boca abre assustada. – E eu estou cansada de me esconder. Você, mais que todo mundo nessa casa, deveria me apoiar por ser a minha mãe.

Ao terminar de falar eu abro a porta e caminho para o jardim. Olho por cima do ombro, vendo minha mãe sair pela porta e dessa vez acompanhada por meu pai.

– O que está acontecendo aqui? – pergunta Carlos, irado.

– Você está tomando uma decisão errada... – tenta minha mãe, novamente.

– E daí? – digo, dando de ombros. – Eu sou jovem e praticamente nem vivi. Eu tenho tempo de sobra para tomar algumas decisões erradas.

Escuto o barulho da moto de Arizona e ela sai da garagem, parando ao meu lado. Ela levanta o olhar e sua expressão congela quando vê meu pai. Ele também olha diretamente nos olhos da minha namorada e seu maxilar trava. Tento entregar o capacete para ela, mas Arizona balança a cabeça e sinaliza para que eu o colocasse. Coloco-o e monto na moto, já segurando seu corpo.

– Você vai se arrepender por ter feito isso! – grita meu pai, apontando em nossa direção. Eu sabia que aquilo era para mim, pois era o mais lógico, mas ele ainda encarava Arizona.

Arizona gira o punho esquerdo, retira o pé do chão e acelera a moto. Pegamos a rua em direção à saída do bairro nobre. Em um semáforo, já no centro de Seattle, ela vira a esquerda em direção à universidade. Abraço-a e me perco em pensamentos. Eu precisava estar fazendo a coisa certa. Nem parecia que há um mês eu odiava Arizona e agora éramos namoradas. Aquilo era... loucura.

Já na área universitária, Arizona estaciona a moto ao lado de meu Thunderbird azul. Por sorte não fomos multadas pela loira estar sem capacete. Saímos do estacionamento e caminhamos em direção aos alojamentos. Pessoas carregando tecidos e enfeites passavam por nós, outras levavam caixas e outras mais decoravam o pátio e calçadas. Depois de tudo que acontecera nos últimos dias eu havia me esquecido que hoje era o dia do baile de máscaras e eu sequer havia providenciado minha roupa.

– Eu vou ir procurar por Teddy para saber se caso ela e Addison não querem ir conosco ao shopping providenciar nossas roupas para o baile. – murmura Arizona, quando estávamos caminhando pela recepção do alojamento A.

– Tudo bem, vou apenas colocar minhas coisas no quarto. – respondo.

Arizona sorri e aperta o botão do elevador. Quando a porta de metal se abre ela me puxa para o seu interior e me empurra contra a parede de metal. Ela aperta o botão do segundo piso e caminha até mim, já unindo nossos lábios. Eu suspiro, surpresa e aprovando aquilo. Mal tivemos tempo de aprofundar nosso beijo antes que a porta se abrisse novamente.

– Não demore... – sussurra a loira, contra meus lábios. Arizona ergue uma sobrancelha sugestivamente e sai do elevador. Um sorriso idiota estava em meu rosto.

“Eu não vou demorar de jeito nenhum...”

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

ARIZONA PDV

A porta de metal se fecha novamente e eu perco a morena linda de visão. Um sorriso bobo estava em meu rosto e sim, eu me sentia como aquelas idiotas apaixonadas. Se eu estava preocupada por Carlos ter me visto? Sim, minha voz interior estava desesperada, mas já havia decidido terminar com aquilo.

Paro de andar quando estou em frente ao meu antigo quarto. Bato e dou um passo para trás, esperando a resposta. Uma ruiva com o cabeço bagunçado abre a porta, ainda sonolenta. Eu seguro um sorriso e ela bufa, ao ver que era eu a acordando.

– Teddy está aí? – pergunto, provocando-a. – Ou você pegou pesado com ela ontem?

– Arizona... cala a boca. – avisa Addison, lançando-me um olhar de soslaio. Eu ergo as mãos em sinal de rendição e dou uma risadinha baixa. – Teddy! – chama a ruiva, voltando para o interior do quarto. Escuto um resmungo, como se alguém estive acordando e segundos depois vejo minha melhor amiga, amarrando um roupão na frente do corpo e o cabelo bagunçado.

– Que horas são? – pergunta Teddy, bocejando.

– Próximo do meio dia. – respondo, segurando uma risada. Teddy sai do quarto e fecha a porta para que Addison voltasse a dormir. – Pelo visto vocês não vão querer ir ao shopping comigo e com Callie, huh?

– Já compramos as nossas roupas. – retruca Teddy, passando a mão pelas pálpebras. – Não vai me dizer que vocês ainda não compraram?

– Não. – respondo, envergonhada.

– Cabeças-duras... – resmunga Teddy, revirando os olhos. – Sua mãe me ligou ontem procurando por você. Eu tentei te ligar, mas seu telefone não funcionava hoje de manhã.

– Eu o desliguei. – murmuro, respirando fundo. – Eu apenas quero passar agora no hospital ver como minha sobrinha está, passar a tarde em um shopping com a minha namorada e vir a um baile a noite...

– Espera aí... – gagueja Teddy, arregalando os olhos para ver se ainda estava dormindo. – Você disse namorada?

– Sim. – respondo, sorrindo. – Eu e Callie estamos namorando, oficialmente. Acabamos de sair da casa dos pais delas e digamos que não foi uma das melhores recepções.

– Carlos te viu? – sussurra a loira, para que Addison não ouvisse.

– Sim. – respondo. – Ele disse que eu ia me arrepender de ter ficado com a Callie.

– Você acha que ele vai fazer alguma coisa?

– Eu não sei... – murmuro. – Mas... ontem... Callie disse que me amava.

– Sério? – murmura Teddy, surpresa.

– Sim e... eu... hãm...

– Também a ama? – completa, erguendo uma sobrancelha.

– Sim. – concordo.

– Vai contar a verdade para ela quando?

– Eu já resolvi que amanhã eu irei ligar para Burke e resolver isso tudo. – respondo, decidida. – Depois que eu entregar a minha moto para ele... eu irei contar para ela com cuidado. Ela precisa entender que as segundas intenções viraram... amor.

– Espera... falando nisso, eu tenho que te contar uma coisa que eu achei muito estranha ontem quando eu e Addison voltamos para cá. – murmura Teddy, entrando no quarto por alguns segundos. Ela volta segurando um rolo de máquina fotográfica em mãos.

– Para quê que é isso? – pergunto, confusa.

– Ontem eu procurei Jackson para resolver algumas coisas do trabalho que faremos hoje. Ele disse que tinha algumas ideias em um caderno de anotações e foi ao quarto dele pegá-lo. Eu fui até no alojamento masculino, já que somos proibidas de entrar lá e quando ele voltou, ele disse que enquanto procurava o caderno achou isso debaixo da cama de George. – explica Teddy, me entregando o rolo.

– Mas o George disse que não tem uma máquina fotográfica. – retruco, confusa. – Ele tem uma filmadora...

– Na verdade, ele não disse que não tem uma máquina fotográfica. – corrige Teddy e tento entender onde ela queria chegar. – Ele disse que a filmadora não tirava fotos.

– Espera... – gaguejo, racionando. Olho para os lados, checando se alguém ouvia. – Você está querendo dizer que acha que foi o George que tirou a minha foto com Lauren?

– Eu não estou acusando ele, Arizona. – sussurra Teddy. – Mas porque ele fica para cima e para baixo com uma maldita filmadora?

– Talvez um hobby? – pergunto, sarcástica. Teddy me lança um olhar de soslaio. – Olha não é só porque eu e ele estamos brigados que eu vou tirar conclusões precipitadas...

– Eu não estou fazendo isso! – replica a loira. – Eu apenas achei estranho. E a pergunta é: de quem é esse rolo de máquina fotográfica? E outra: por que essa pessoa estaria ajudando Burke?

Eu franzo o cenho, com as palavras de Teddy rondando a minha cabeça. Suposições malucas me atormentavam. Eu não podia pensar nele fazendo isso. Eu sabia que havíamos brigado, mas ele não tinha razões anteriores para acabar do lado de Burke naquilo.

– Você viu George esses dias? – pergunto.

– O vi ontem entrando na biblioteca sozinho, quando chegávamos na universidade. – responde Teddy.

– Hoje à noite ou amanhã eu irei conversar com ele. – murmuro, passando minhas mãos por meu rosto. – Precisamos nos acertar. Eu sei que ele gosta de Callie, mas... isso é infantil!

– Eu concordo.

– Eu preciso ir. – digo, entregando o rolo de volta a Teddy. – Callie está me esperando.

– Espero que dê tudo certo. – murmura a minha melhor amiga, com um sorriso amigo.

– Eu também. – retruco, esperançosa.

Antes de irmos ao shopping eu e Callie decidimos passar no hospital para ver como Sofia estava. A raiva de meu pai ainda estava ali, apenas para me lembrar do quanto ele havia me machucado. Mas, ao ver minha mãe sorrindo com a minha presença e de minha namorada, fez com que o rancor se dissipasse aos poucos.

Eu não poderia ficar com raiva de Barbara, porque ela apenas estava sendo fiel ao homem que ela havia feito votos anos atrás. Robert também estava lá e eu o cumprimentei cordialmente. Sofia havia acordado horas antes, mas por causa da força dos medicamentos ela dormira novamente, mas não sem antes rabiscar em seu caderno de desenhos. Saber que ela estava bem me fez mais abrandecida.

Minha mãe me dissera que Daniel havia passado ali mais cedo, quando Sofia estava acordada e que eles haviam conversado. Eu queria acreditar naquele momento, mas apenas iria crer se eu o presenciasse. Depois de ficarmos por alguns minutos conversando com minha mãe e Robert, eu e Callie saímos do Seattle Grace Hospital e adentramos em seu carro novamente.

Callie diminuiu a velocidade ao chegarmos às proximidades do Pacific Place, um dos maiores shoppings de Seattle. Com um pouco de dificuldade, a morena achou uma vaga e estacionou seu Thunderbird. Saímos do veículo e seguimos o fluxo de pessoas para o interior do estabelecimento. Era final de semana, então famílias transitavam os corredores aproveitando um pouco de tempo para o lazer.

Por mais que nuvens densas cercassem o início de tarde na cidade cinza, isso não parecia atrapalhar ninguém ali. Nas televisões dentro das lojas podiam-se ouvir os noticiários alertando que uma forte chuva se aproximava do norte de Washington. “Ótima noite para isso acontecer...” meu cérebro resmunga.

As horas pareciam ter passado lentamente. Eu e Callie ríamos enquanto experimentávamos as roupas nas lojas. A morena vestia as mais chamativas e ficava se mostrando na frente do espelho, o que me levava às mais sinceras gargalhadas. Oh... seus lábios... eu não conseguia me manter longe deles.

Sentadas em uma lanchonete no lado oeste do shopping, eu e Callie comíamos sorvetes em casquinhas. As sacolas com nossas fantasias estavam ao nosso lado, uma bem longe da outra, já que havíamos prometido nos ver nelas apenas no baile.

– Está sujo aqui... – sinaliza Callie, apontando para meu queixo. Eu passo a mão e vejo que era uma mentira.

– Não tinha nada... – murmuro, inocentemente. A morena sorri perversamente e passa o sorvete em meu queixo, lambuzando-me.

– Agora tem! – retruca, rindo.

– Oh, Calliope... você não fez isso. – rosno, semicerrando os olhos.

Dou uma risada maléfica e uno nossos lábios antes que ela pudesse desviar. Distribuo beijos e passo meu queixo em seu rosto, lambuzando-a também. A morena ri alto, porém nunca se distanciava de mim.

Ofereço o guardanapo como rendição e ela aceita. Eu paro e a observo ainda rindo. Callie se aproxima de mim e une nossos lábios em um beijo concreto dessa vez. Os sabores dos sorvetes se misturavam em nossas línguas.

E quando estávamos prestes a aprofundar ainda mais o beijo eu vejo um flash na direção de nossos rostos. Eu me assusto e desconecto nossos lábios, já procurando por quem havia feito aquilo. Porém, as pessoas passavam pelo corredor normalmente e nenhuma tinha uma máquina fotográfica em mãos.

– O que foi? – pergunta Callie, confusa.

– Alguma tirou uma foto. – respondo, franzindo o cenho. Continuo olhando em todas as direções, mas ninguém segurava uma máquina.

– Deve que foi alguém perto daquela estátua. – diz a morena, apontando uma estátua de mármore. E realmente havia algumas crianças e seus pais perto.

– O flash veio em nossa direção, Calliope e não da estátua. – continuo, aflita.

– Ei... está tudo bem... – murmura Callie, colocando a mão em meu rosto. – Não precisa ficar assim, provavelmente foi o reflexo dos vidros das lojas. E se não foi... eu não tenho nada a esconder, você tem? – pergunta, colocando uma mecha de cabelo loiro atrás da minha orelha.

– Não, eu não tenho. – respondo, estudando seus olhos.

– Então... o que você acha de irmos embora e nos arrumar para o baile? – pede Callie, com um sorriso megawatt. – Só faltam mais algumas horas.

– Parece ser uma ótima ideia. – murmuro, com um sorriso nascendo em meus lábios. Talvez aquele negócio do George estivesse mexendo com a minha cabeça.

– Mas... primeiro eu quero que você faça uma coisa... – fala a morena, erguendo uma sobrancelha sugestivamente.

– Oh, Calliope... o quê? – pergunto, já desconfiada.

– Por que você parou o carro nessa rua? – pergunto, confusa ao perceber que estávamos em uma rua pouco movimentada a quilômetros do centro de Seattle, perto da Ponte Aurora onde diversos cais que nos davam acesso ao rio Union.

– Saía do carro, Arizona. – ordena Callie, sem me responder. Ela abre a porta e eu suspiro, fazendo o mesmo. Saio do veículo e caminho até ela do outro lado. – Dirija! Você corre, não é mesmo? – pergunta a morena, erguendo uma sobrancelha. – Quero ver você correr!

– Hãm... sério? – gaguejo, não acreditando.

– Sim. – responde, apontando para a grande calçada a nossa frente e para o espaço entre os armazéns, que quase se igualavam às de uma rua do centro da cidade. – Ninguém vem aqui aos domingos, a proposito e... eu já disse que o motor dessa belezura é potente. – diz Callie, caminhando para o lado do carona.

Ela sorri para mim e entra no carro. Eu fico ali, ainda atordoada antes de fazer o que me foi mandado. Abro a porta o lado do motorista e me sento, sentindo o acolchoado e o volante em minhas mãos.

– Você tem certeza? – pergunto, ainda desconfiada.

– Você está com medo que eu não aprove seu jeito de dirigir, Arizona Robbins? – provoca Callie, mordendo o lábio inferior.

Uma risada sai por meus lábios e eu esboço um “tudo bem” antes de girar a chave na ignição. Eu piso no acelerador, ainda com o freio de mão abaixado e isso faz com que os pneus de trás do carro entrassem em atrito com a calçada e a fumaça saísse da borracha. Eu abaixo o freio de mão e o carro desenvolve com nós duas para frente e Callie dá uma risada com o tranco. Eu sorrio e passo a segunda marcha... depois a terceira marcha... e segundos depois eu já estava com 60 km/h.... e depois 80 km/h.

O motor do Thunderbird se desenvolvia em relação às marchas que eu passava. Eu olho no retrovisor para checar que não havia ninguém mesmo no cais e piso no freio apenas para jogar o carro para o lado e puxar o freio de mão. Viro o volante rapidamente e o carro de derrapa em uma das esquinas dos armazéns.

Abaixo o freio de mão novamente e acelero mais o carro para estabilizar a direção. Olho para Callie e vejo a morena morder o lábio inferior enquanto me estudava dirigir seu próprio carro. Eu engulo seco, não sabendo explicar o porquê aquilo me deixava totalmente... excitada.

Refaço o mesmo processo e puxo o freio de mão na próxima esquina de armazéns, derrapando o carro e depois abaixando e estabilizando a direção novamente. Uma risada alta sai dos lábios da morena, adorando aquilo. Começo a rir também, usando aquilo como um estímulo para que eu continuasse. Porém, de repente, a morena olha para mim com um sorriso malicioso no rosto e coloca seus pés em cima do banco.

– Callie... o que você está fazendo? – pergunto, assustada. Ela não responde e se inclina em direção à janela do carro. Meus olhos arregalam e eu tento segurá-la pelas pernas. – Calliope! Você está tentando se matar? – grito, segurando o volante com apenas uma mão.

– Não! – responde Callie sentando-se na janela do caro e abrindo seus braços para que o vento passasse e chocasse contra seu corpo. – Oh, Arizona... você deveria sentir isso! – sua voz estava distante por causa da velocidade.

Procurando pela imagem da mulher, eu olho através do retrovisor e vejo seus cabelos negros bailavam no vento frio que mostrava a tempestade próxima. Um sorriso megawatt estava em seu rosto enquanto seus olhos estavam fechados. Eu continuava pasma, pensando como aquela mulher era maluca. E isso fazia que meu coração batesse mais rápido, porque ela era como eu... ela gostava da adrenalina.

– Saía daí antes que se mate! – ordeno, ainda segurando suas pernas com uma mão e a outra o volante. Diminuo a velocidade para 70 km/h e a morena resmunga, voltando para dentro do carro. Eu solto suas pernas e volto a controlar o volante com as duas. – Você é maluca!

– Achei que gostasse da adrenalina. – provoca Callie, com a respiração irregular.

Eu mal tenho tempo de retrucá-la e a morena puxa meu rosto para um beijo apressado, fazendo-me perder totalmente a atenção da calçada. Eu gemo entre dentes e tento olhar com o canto do olho para frente. Eu não conseguia pensar direito enquanto tinha os lábios de Callie contra os meus ou muito menos com suas mãos em minha cintura, descendo cada vez mais para o sul. Piso no acelerador e o motor começa a fazer um barulho incomum, mostrando que eu não passava as marchas.

– Callie... – eu gaguejo, entre seus lábios e tento passar a marcha. Meus olhos arregalam quando preciso desviar de uma lata de lixo fora da calçada.

– Pare esse carro, Arizona! – ronrona Callie, contra meu rosto.

Desconecto seus lábios dos meus e jogo o carro para o lado, apenas para puxar o freio de mão e derrapar bruscamente perto de um píer no fim do cais. Mal freio o carro perto de uma antiga construção e Callie sobe em meu colo, passando sua perna ao redor da minha cintura.

– Calliope... oh Deus... – suspiro, surpresa.

A mulher ataca meus lábios e damos início a um beijo desajeitado por causa do pouco espaço que tínhamos. Sua bunda bate contra a buzina do carro e o barulho alto ecoa, fazendo alguns pássaros em cima dos armazéns voarem assustados. Nós duas começamos a rir, atônitas. Sua língua penetrava na minha boca e minhas mãos puxavam a bainha de sua blusa.

Eu suspiro, quando ela desconecta nossos lábios para retirar a blusa e eu vejo seus seios apertados em um sutiã preto. Não perco tempo e coloco meu rosto entre eles, fazendo a morena em cima gemer. Eu os lambo e mordisco, tentando fazer o que eu conseguia fazer naquele espaço. Callie, com suas mãos fazendo trabalhos ágeis, começa a desabotoar os botões da minha calça e desce meu zíper. Ela sobe e puxa minha blusa por minha cabeça, a jogando no outro banco.

Um gemido alto sai por meus lábios quando meu corpo começa a demostrar os primeiros indícios de meu orgasmo próximo. A fricção de nossos centros estava me levanto à loucura completa. Callie, por cima de mim, se movimentava-se para frente e para trás com uma pressão maravilhosa contra meu clitóris sensível. A morena segurava minha perna esquerda ao redor de sua cintura enquanto mordiscava meu seio direito.

– Oh... eu estou perto, querida... – gemo, tentando segurar em algum lugar no banco de trás do carro, mas, sem sucesso, termino emaranhando minhas mãos em seu cabelo.

– Eu também... – balbucia, subindo seus lábios até os meus.

Ela me beija, abafando meus gemidos quando o orgasmo rasga meu corpo. Tento segurar em qualquer lugar, mas apenas escorrego minha mão pelo vidro da lateral do carro que estava úmido por causa de nossas respirações quentes e ofegantes.

– Oh, Calliope! – eu gemo, com o fim das ondas de prazer.

Bastou aquilo para que a mulher em cima de mim se entregasse ao seu clímax. Sinto um gemido gutural vindo do fundo de sua garganta e segundos depois ela desaba em meu corpo.

Callie coloca sua cabeça em meu ombro direito enquanto tentávamos regular nossas respirações. Seu hálito quente batia contra meu pescoço enquanto segundos passavam. Faço desenhos invisíveis com minha mão direita que estava em suas costas, trilhando sua pele úmida.

Eu poderia falar as três palavras naquele exato momento, porque eu tinha certeza absoluta que eu estava completamente apaixonada por ela. Ninguém nunca me fez sentir tão bem como Callie me fazia sentir. Era como que se ela soubesse o que eu precisava.

Sim, eu poderia dizer isso para ela, mas eu não queria que aquelas palavras saíssem por minha boca ali... dentro de seu carro depois de uma transa como aquela. Eu queria que fosse especial. Eu queria que tivéssemos nosso tempo e espaço.

Apenas fomos interrompidas de nosso momento quando o toque do celular de Callie ressurgiu em meio às nossas roupas espalhadas pelo carro. A morena grunhe algo em espanhol e se inclina para pegar seu jeans.

– Oi Addison... – suspira Callie, ao colocar o celular na orelha. – Estávamos no shopping. Eu sei que já são mais de 18 horas... aham... já estou chegando. – diz Callie, segurando uma risada. – Até!

– O que ela precisa de você? – pergunto, sorrindo.

– Ela quer que eu a ajude a se arrumar para o baile. – responde a morena com uma careta.

– E quem vai me ajudar? – provoco, erguendo uma sobrancelha sugestiva e fazendo uma expressão maliciosa.

– Pervertida! – ronrona Callie, me dando um empurrão de leve quando nos sentamos no banco.

– Hãm... apenas às vezes. – retruco, com uma piscadela.

Já dentro da Universidade de Seattle, no elevador, eu e Callie precisaríamos nos separar, porque a morena seguiria o caminho de nosso quarto enquanto eu iria em direção do de Teddy. Addison passou por mim segurando sua roupa dentro uma capa e com as pontas dos cabelos enroladas em bobes.

– Espero que tenha valido à pena... porque vocês sumiram durante a tarde inteira! – rosna a ruiva, perto do elevador. – Até começou a chover, olha! – ela caçoa, apontando para a janela para mostrar a tempestade lá fora.

– Na verdade, valeu bastante... – começo a falar, fazendo uma expressão pervertida.

– Não quero saber! Ew! – resmunga Addison, revirando os olhos.

Callie ri no interior do cubículo de metal, segurando a porta para sua amiga. Addison adentra e eu olho para a morena, antes que ela soltasse a porta.

– Te vejo no baile. – murmura Callie, com uma piscadela maliciosa.

– Com certeza. – cantarolo e então eu perco a morena de visão com o elevador se fechando novamente.

– Oh... hoje a noite promete, huh? – provoca Teddy, na porta de nosso antigo quarto. Eu sorrio maliciosamente, concordando.

O problema era que eu não fazia ideia do quê ainda estava por vir naquela noite... e se eu pudesse arriscar? Não acertaria nunca!

Notas finais
Carlos vendo Arizona... Arizona e Teddy desconfiando de George... por que algo me diz que no próximo capítulo tudo vai explodir? ~música de suspense~ Deixem seus comentários, ideias e opiniões sobre a história! :D Obs: De acordo com um amiga minha, ela disse que eu sou a cara do Coringa do Esquadrão Suicida por causa da frase do trailer: "Eu não vou te matar, apenas vou te machucar muito". kkkkkkkkkk não entendi a referência, sério! kkkkkkkk