Notas iniciais
Oh... por que algo me diz que a pegação ainda está por vir...? Obs: Recomendo que ouçam a música Flesh do Simon Curtis quando Arizona responde o nome do jogo para Callie. E me perdoem por qualquer erro de português.

CALLIE PDV

Meu corpo estava extremamente relaxado. Eu não estava necessariamente em um sonho, pois não me lembrava de nenhuma cena específica. Minha língua estava áspera e minha garganta seca. Sinto-me nua debaixo do lençol, mas meu sono era tão necessário que eu ignoro isso.

A próxima vez que sou acordada é por uma claridade incessante que batia contra meu rosto e porque sentia algo me empurrando em direção à parede. Eu balanço a cabeça na tentativa de me livrar da dor profunda que parecia querer trincar minha cabeça ao meio. Viro para o lado, procurando mais colchão frio e sinto algo contra meu nariz me incomodando.

Eu abro meus olhos lentamente para me acostumar com o brilho contra minha retina e vejo um amontoado de cabelos loiros. Franzo o cenho, ainda com meu cérebro não raciocinando direito. Levanto minha cabeça e vejo Arizona deitada de bruços nua. Arizona. Cama. Nós duas nuas. Meus olhos arregalam entendendo o que havia acontecido ali.

– Oh meu Deus! – grito, segurando o lençol contra o meu corpo nu. Arizona acorda também com um grito, assustada. A mulher desequilibra na cama de solteiro e cai para o lado. Eu escuto o barulho de seu corpo caindo contra o chão, mas eu continuo boquiaberta.

– Minha cabeça... – choraminga Arizona, sentando-se no chão.

Eu vejo as sardas claras em suas costas e fecho os olhos com força, esperando que aquilo tudo fosse um sonho. Não, eu não poderia ter ido para a cama com Arizona Robbins! “Por favor, seja um sonho, seja um sonho, seja um maldito sonho!” meu cérebro grita. Eu abro os olhos e vejo Arizona enrolando-se no lençol da sua cama para levantar-se.

– Jesus... minha cabeça dói muito! – resmunga a loira, passando a mão no couro cabeludo. Ela fica de pé e analisa minha situação e só então ela entende o que aconteceu. – Oh, não... a gente...

– Sim... – choramingo, colocando as mãos no rosto. Eu tentava resgatar qualquer memória da última noite, mas era tudo branco. A última coisa que minha cabeça dolorida conseguia relembrar era de mim e Arizona no bar de Nancy.

– Eu não consigo me lembrar de muita coisa... – diz Arizona, com a voz rouca de sono. Eu levanto a cabeça e estudo sua situação. Havia manchas roxas por todo seu pescoço por causa de sua pele clara. “Oh meu Deus, eu dei aqueles chupões?”.

– Eu também não... – sussurro, apavorada. – Por quê? O que você me deu Arizona? – grito com raiva.

– Não seja estúpida, Callie, eu nunca lhe drogaria! – brada de volta Arizona, de fato ofendida. – Dá para parar de gritar? Minha cabeça está me matando!

– Por que não conseguimos nos lembrar de nada? – pergunto, séria.

– Provavelmente pela quantidade de bebida que ingerimos na última noite! – retruca a loira, sentando-se na sua cama intocada. – Foi cerveja, tequila, vodca e Deus sabe o que mais!

– Vodca? – pergunto, confusa. – Eu não me lembro de beber vodca!

– Você não se lembra de chegar ao quarto? – pergunta Arizona, séria.

– Eu não me lembro de deixar Óregon, Arizona! – rosno.

– Oh merda... – suspira Arizona, passando a mão pelos cabelos completamente bagunçados. Eu passo a mão nos meus e vejo-o armado. Olho em meus braços e vejo as marcas de unhas e uma mordida no meu ombro.

– Nós brigamos com animais ontem? – pergunto, boquiaberta.

– Pelo visto nós duas éramos os animais. – responde Arizona, sarcástica. Ela se levanta e abre a porta do guarda-roupa e sua boca abre assustada ao ver seu pescoço. – Oh meu Deus... você tentou me matar? Como eu vou sair desse quarto assim? – pergunta, passando a mão por cima dos hematomas.

– Esses são os nossos menores problemas, Arizona! – rosno, deslizando para fora da cama. Eu coloco peso contra minhas pernas e meus músculos relaxados obedecem prontamente. – Qual é a sua última lembrança? – pergunto. Arizona levanta uma sobrancelha sugestivamente.

– Eu e você dançando. – sussurra.

– Nós dançamos? – pergunto, confusa. Eu forço minha mente em tentar lembrar, mas isso apenas faz minha dor de cabeça aumentar.

– Foi você quem deu a ideia de bebermos aqui no quarto. – responde Arizona, se divertindo um pouco com a situação. Oh, eu não acredito que cai na cama justo com ela.

– Eu não me lembro disso... – rosno, colocando as mãos no rosto e choramingo baixo.

– Desse jeito você está me ofendendo, Callie. – retruca Arizona, fingindo estar magoada. – Até parece que não teve uma ótima noite de sexo quente.

– Eu deveria pelo menos me lembrar para poder afirmar. – retruco, com um olhar de soslaio. – E... como você pode se divertir com algo assim?

– Não nos resta muito mais do que isso. – replica Arizona. – Apenas se você quiser repetir a dose e se lembrar dessa vez.

– Ah, cale a boca. – rosno, procurando por minhas roupas no chão. – E saía do quarto, agora!

– O quê? – pergunta Arizona, pegando suas roupas com apenas uma mão enquanto a outra segurava o lençol branco enrolado no corpo.

– Saía do quarto, Arizona! – digo, firme.

– Esse é o meu quarto também! – retruca Arizona, agora séria. Eu pego sua camiseta que estava enrolada na minha, e apenas Deus sabe como aquilo foi acontecer, e jogo em seu corpo. Arizona a pega com certo esforço e volta a me encarar com olhos de filhotinho. – Você não pode me expulsar do meu quarto!

– Eu quero um tempo sozinha para me arrepender do que fiz, Arizona! – grito, com a raiva querendo tomar conta de mim.

Arizona me encara realmente magoada. Ela balança a cabeça concordando comigo. Um suspiro de dor sai por seus lábios e ela caminha até a porta, abrindo-a e fechando-a com força. Eu me assusto com o barulho, mas continuo ali parada. Sento-me na cama de novo e passo a mão pelos cabelos, pensando e procurando uma saída mais racional para aquela situação. Por que meu corpo reagia de outro jeito?

Eu respiro fundo e decido vestir roupas limpas até ter coragem de ir tomar um banho. Pelo menos pais não estavam naquele país para me obrigarem a ir qualquer reunião familiar no final de semana. Pego meu celular e vejo que já era próximo das 10 horas da manhã.

Eu precisava de algum remédio para cessar minha dor de cabeça. Saio do quarto e evito olhar para os lados para não entrar no campo de visão de uma determinada loira. Caminho pelo corredor e adentro no elevador. A porta de metal se abre e eu estava no térreo. April, Amelia que era irmã de Derek Shepherd e Izzie assistiam algo na televisão da recepção e me cumprimentam cordialmente. Eu respondo um sorriso fraco e saio do alojamento A, indo em direção à enfermaria.

Pego meu celular e mando uma mensagem para Addison, pois eu precisava imediatamente conversar com a ruiva. Adentro na enfermaria e procuro a área de remédios para os alunos. E pouco depois meu celular vibra de volta, e eu sabia que teria pelo menos uma pessoa para ser confidente hoje.

– Você o quê? – sussurra Addison, atônita. Nós estávamos sentadas debaixo em uma das sombras que uma árvore central do pátio proporcionava.

– Eu dormi com Arizona. – repito a informação. – Mas... eu não lembro.

– O quê? – pergunta a ruiva, ainda mais confusa.

– Eu não me lembro de nada da última noite. Acho que misturamos bebida demais... – digo.

– Essa é uma ótima desculpa, parabéns! – comemora Addison, dando uma risadinha.

– Addison, não é uma desculpa! – retruco, séria. – Eu realmente não me lembro disso e aparentemente nem Arizona.

– E por que algo me diz que você não acredita nela?

– Porque ela é a única que se lembra de chegarmos ao quarto e ela alega que fui eu quem deu a ideia de começarmos a dançar e beber mais.

– Na verdade isso é a sua cara quando está bêbada. – retruca Addison, dando de ombros. Eu reviro os olhos.

– Isso me ajudou bastante, amiga, obrigada! – resmungo, bebendo um gole de água com gás para diminuir meu estômago horrível.

– Eu apenas estou dizendo a verdade... – responde Addison. – E se isso for verdade? E daí... foi bom! E eu posso ver isso pelas marcas no seu braço... – provoca. Eu rapidamente puxo ainda mais a blusa de mangas longas que eu havia vestido. – E pelo brilhozinho nos seus olhos!

– Não tem merda nenhuma de brilhozinho nos meus olhos. – rosno, franzindo o cenho.

– Devia repetir para saber se foi bom...

– Você sempre é a favor de sexo? – bufo.

– Sim. – responde Addison, com um sorriso largo. Faço uma careta e algo no bolso de sua calça me chama a atenção.

– O que isso? – pergunto, apontando para a fita que estava prestes a sair do tecido de seu jeans.

– Oh, é o bracelete para a entrada da festa de Jackson hoje. – responde a ruiva retirando a fita neon. – Eu nem vou te convidar, pois sei que você ficará trancada em seu quarto remoendo o que aconteceu na última noite.

– Ah, cale a boca! – resmungo, com um olhar de soslaio. – Eu não consigo pensar em beber nesse momento.

– Você vai conseguir assistir alguma aula assim? – pergunta Addison.

– Provavelmente sim. – retruco, respirando fundo. – Qualquer coisa que me faça ficar longe de Arizona Robbins por hoje.

– Sabe que uma hora ou outra vocês terão que conversar sobre isso, certo? – murmura a ruiva, semicerrando os olhos.

– E falar o quê? Não nos lembramos de nada para que possamos conversar! – respondo, com desdém. – E sempre que ela está perto de mim... eu não consigo pensar direito.

– As melhores coisas acontecem quando não pensamos direito. – retruca Addison, levantando-se e batendo as mãos no short curto. – Agora... eu irei parar de pensar um pouco.

– Não me diga que você e Teddy...

– Não temos nada. – replica Addison, com uma piscadela maliciosa. – Apenas paramos de pensar juntas.

– Oh meu Deus... – digo, segurando uma risada. – Boa sorte!

– Oh, não precisamos de sorte... – murmura Addison, caminhando pela calçada. – Apenas precisamos de dedos e línguas.

– Eu não escutei isso! – resmungo, revirando os olhos para minha melhor amiga. Ela dá uma risada e faz seu caminho em direção ao alojamento A.

Eu fecho os olhos e encosto minha cabeça no tronco da árvore. Deixo o ar frio da manhã de domingo de Seattle bater contra o meu corpo na tentativa de diminuir a ressaca. Apenas abro os olhos quando sinto algo vibrar no meu bolso de trás. Desbloqueio a tela do meu celular e vejo que era uma mensagem de Carlos:

“Você deveria estar aqui para me salvar sobre o falatório sobre modas.”

Eu sorrio com a brincadeira de meu pai. Eu respondo uma mensagem rápida: “Sorte minha estar aqui” e um “Boa sorte” para o homem. Sabia que aquela mensagem era apenas para saber se eu estava bem, ou melhor, fora de qualquer “problema”, mas eu apreciava isso de certa maneira. Percebo no visor que já era próximo das 11 horas e as aulas começariam apenas daqui duas horas. Eu temia voltar para o quarto e dar de cara com Arizona e a estranha tensão entre nós duas.

Então eu caminho em direção ao único lugar da universidade que estaria vazio naquele momento: o prédio principal. Os corredores estavam vazios por causa da falta de aulas no período matutino. Escolho uma das salas e adentro, fechando a porta atrás de mim, mas não a trancando, pois caso alguém viesse chamar minha atenção eu não teria nada a esconder. Sento em uma das carteiras e deito cabeça em meus braços. Fecho os olhos e começo a aproveitar o puro silêncio e por causa do pouco sono da noite passada rapidamente minha mente se desligou.

Sabe... salas são feitas para estudar e não para dormir. – a voz de Arizona ressurge no meu ouvido esquerdo. Eu levanto o rosto assustada e com o batimento cardíaco acelerado. – É para isso existem quartos. – completa, dando um sorriso de lado. Ela usava uma blusa de gola alta, provavelmente para esconder os hematomas que eu havia causado em seu pescoço. Eu reviro os olhos e deito minha cabeça de novo.

– Oh, vai embora! – rosno, entre meus braços. – Deixe-me dormir, pelo amor de Deus!

– Me desculpe... meio que não deixei você dormir ontem, não é? – provoca Arizona, dando uma risada rouca. Eu levanto a cabeça com um olhar de soslaio.

– Você está amando isso, não é? – rosno, entre dentes. – É isso que me faz duvidar se você lembra ou não de ontem.

– Oh... eu acho que você nunca vai saber a verdade então. – cantarola a loira, andando pela sala. Ela para e senta na cadeira de Lauren Boswell, pois aquela sala era a de Anatomia Patológica quando não acontecia no laboratório da universidade. – Essa é bem confortável... você sabia? – murmura a mulher para si mesma enquanto alisava o couro alaranjado.

– Argh... o que eu fiz para merecer você? – choramingo, passando a mão por meus cabelos.

Arizona me estuda em silêncio. Eu bufo e pego minha garrafa com água para beber o restante do líquido gelado. O único barulho que ecoava pela sala era os dos dedos de Arizona batendo contra a madeira da mesa de escritório. Termino de beber e vejo que a mulher ainda me encarava com uma expressão um tanto indiferente. Aquilo estava me matando por dentro.

– Pare de me olhar desse jeito! – rosno.

– Assim como? – pergunta Arizona.

– Como se já tivesse me visto nua! – respondo, séria. Um sorriso de covinhas nasce em seu rosto e eu suspiro. – Vai ficar me encarando assim por quanto tempo?

Uma risada rouca sai pelos lábios da loira que se inclina ainda mais na cadeira e coloca as pernas sobre a mesa. Eu pisco algumas vezes com uma espécie de déjà vu passando na frente dos meus olhos. Arizona na minha frente com as pernas entreabertas. Seus gemidos pelo ar. Suas mãos puxando meus cabelos contra o seu centro. Eu paraliso olhando para o nada.

– Ei... está bem aí? – pergunta Arizona, semicerrando os olhos. – Por favor, não me diga que você vai vomitar logo aqui.

Sem ar, eu levanto da cadeira e vou até perto da janela. Levanto o vidro e inspiro o ar puro em busca de desacelerar meu coração e evitar que a ânsia de vômito recomeçasse. Aquelas imagens dançavam na frente dos meus olhos.

Você se lembrou, não foi? – a voz de Arizona estava em minhas costas. Eu me viro lentamente e vejo a mulher perto de mim. – Sorte sua! Eu continuo no branco.

– Eu não acredito em você. – sussurro.

– Admita que seu corpo esteja latejando nesse exato momento. – ronrona Arizona, caminhando em minha direção.

– Só se for de repulsa. – completo, rapidamente.

– Não... é de desejo. – retruca Arizona. Eu dou um passo para trás, mas me vejo presa contra a parede da sala. – Assim como o meu está. É engraçado dizer que consigo sentir o seu gosto na minha língua mesmo que eu não me lembro de prová-la?

Eu dou um suspiro pesado e engulo seco para manter minha compostura. Arizona mordisca o lábio inferior e estuda meu corpo assim como um animal estuda sua presa.

– Eu também me lembro de flashes. – murmura a loira, com nossos corpos apenas um palmo de distância. – Eu me lembro de sua pele quente contra a minha. – sussurra, perto do meu rosto. – Eu me lembro de você gemer o meu nome... eu me lembro do rangido da cama constante... – continua, diminuindo o espaço ainda mais. A loira cola nossos quadris e eu suspiramos. – Eu me lembro de beijar você...

– Você se lembra de mais coisas do que eu, aparentemente. – sussurro, sentido sua respiração quente contra meu queixo. – Eu apenas... hãm...

– Você apenas? – pergunta Arizona, com a voz rouca. Hesito por alguns segundos. – Do que você se lembra, Callie?

– Digamos que a minha língua fez um ótimo trabalho em você. – respondo, com um sorriso malicioso. Arizona responde outro de covinhas ao ver que eu gostava do jogo que ela jogava.

– Você é uma jogadora, Callie, basta admitir. – ronrona Arizona, quase lendo meus pensamentos. Ela pega uma mecha de cabelo negro e coloca atrás da minha orelha.

– E se eu admitir que gosto desse jogo? – pergunto, mordiscando o lábio inferior para provocá-la.

– Eu lhe direi que esse jogo só existe um ganhador. – responde Arizona, olhando em meus olhos. – E é apenas jogando que saberá quem será o vitorioso.

– E qual é o nome desse jogo? – sussurro, subindo minhas mãos até suas costas. Arizona suspira alto com o meu toque repentino. Ela passa seu rosto em meu pescoço e inspira fundo o meu perfume. Eu fecho os olhos, com uma dor intransigível em meu centro.

Sedução... – ronrona a mulher no meu lóbulo esquerdo.

As mãos de Arizona vão direto para minha cintura e aperta minha cintura e depois caminham em direção ao norte, pelas curvas do meu corpo. A loira passa a parte de trás de suas mãos sobre as laterais de meus seios e faz o caminho reverso para o sul até minhas coxas. Minhas mãos vagam até sua bunda e eu aperto.

A mulher não perde tempo e une nossos lábios. Meus lábios de uma forma estranha rapidamente reconhecem os de Arizona como se eles fossem imãs se colidindo. A loira pega meus braços e coloca sobre a minha cabeça novamente e eu dou uma risada rouca contra seu rosto ao ver que a mulher adorava aquela posição de controle.

– Sempre controladora, Arizona? – pergunto, entre seus lábios.

– Shhhh... – ronrona Arizona, fazendo uma trilha de beijos até meu lóbulo esquerdo. – Não consigo pensar em como lhe foder com você falando, Calliope...

Oh por el amor de Dios... – choramingo ao ouvir aquilo vindo da boca de Arizona. A mulher estremece contra meu corpo e um sorriso pervertido nasce em seu rosto.

– Fale espanhol de novo. – ordena, fazendo pressão contra meu centro com seu joelho direito.

No provocarme, Arizona. – rosno. Mordo seu lábio inferior e o chupo entre o meus. Arizona revira os olhos e eu o solto com um “pop” audível.

– De novo! – ordena Arizona, fazendo mais uma pressão contra meu centro e eu gemo baixo.

Arizona... – digo em seu ouvido seu nome com o sotaque espanhol.

A loira desliza suas mãos até os botões da minha calça jeans e os abre rapidamente. Ela escorrega a mão esquerda para dentro da calça e eu suspiro, ao sentir sua mão adentrando no tecido da minha calcinha. Seus dedos tocam meus lábios maiores, rapidamente circulando minha fenda.

– Tão molhada... – ronrona Arizona, contra meu pescoço. – Eu gosto desse jeito, Calliope.

– Gosta, é? – pergunto, com um sorriso malicioso e Arizona sinaliza que sim com a cabeça.

Eu retiro os braços de acima da minha cabeça e emaranho minhas mãos em seus cachos loiros para puxá-la para um beijo forte. Minha língua penetra na sua boca sem pedir permissão.

Arizona vê nisso um sinal para continuar e toma meu clitóris sensível entre dois dedos. Eu suspiro contra sua boca enquanto nossas línguas travavam uma luta intensa. Minha mão direita para na base de sua nuca para mantermos o beijo e a minha esquerda desliza por suas costas. Arizona começa a fazer círculos lentos com o meu feixe de nervos e meu corpo estremece.

O ar ao redor de nós duas rapidamente muda. Parecia ser sempre assim... não importava o lugar que estivéssemos, podíamos transformar ele em um constante inferno. Arizona me empurra mais contra a parede e aumenta um pouco a velocidade de seus dedos. Eu gemo e a loira desconecta nossos lábios para dar atenção à carne quente de meu pescoço.

Meu cérebro estava a mil. Meu corpo estava a mil. Eu aproveito pescoço à mostra da loira e beijo por cima dos roxos de poucas horas atrás. Sinto seu ritmo cardíaco contra meus lábios sinalizando que a loira estava tão ligada quanto eu. Com um intenso desejo de ter a mulher contra meus dedos, eu faço o mesmo com sua calça jeans.

Arizona retira o rosto de meu pescoço e sorri, observando-me abrir sua calça com certa dificuldade. Uma risada sai de seus lábios e ela para seus movimentos contra meu centro, esperando-me decidir o que fazer. Quando finalmente eu consigo abrir o jeans, eu deslizo minha mão até sua calcinha. O sorriso de Arizona morre quando eu não perco tempo e já capturo seu feixe de nervos inchado.

– Tão molhada... – imito-a, com uma risada sexy. – Eu gosto desse jeito, Arizona...

Arizona dá uma risada pervertida e recomeça a massagem contra meu clitóris. Sinto seus líquidos entre meus dedos enquanto eu fazia círculos invisíveis e a mulher gemia alto. O fato de sabermos que a porta estava aberta e que qualquer pessoa poderia entrar a qualquer momento fazia o desejo aumentar ainda mais.

O ritmo de Arizona agora estava intenso e meus músculos aos poucos começam a responder àquilo. Minha respiração fica ainda mais pesada e meu coração acelera, com o calor aumentando em meu centro. Arizona percebe que eu estava próxima da borda e aumenta ainda mais seu ritmo, fazendo meu cérebro entrar em um completo colapso. A loira une nossos lábios para abafar o grito que sai por entre meus dentes. Meus músculos já relaxados apertam com o prazer consumindo meu corpo.

E enquanto isso eu não paro meus movimentos contra seu clitóris. A respiração da mulher também começa a ficar mais irregular, sinalizando seu orgasmo próximo. Então eu me atrevo e deslizo o dedo indicador em sua entrada, sentindo suas paredes quentes ao redor. O corpo de Arizona congela e ela abre os olhos, assustada com o movimento. Ela retira a mão de minhas calças e segura-se em meu corpo. Eu começo a me movimentar em seu interior já com uma velocidade estável por causa de seus sulcos. Subo sua coxa direita até minha cintura para me dar mais espaço entre suas pernas.

Seus olhos azuis estavam fixos nos meus e sua boca estava entreaberta. “Ela nunca esteve tão bonita...” meu cérebro sussurra. Suas bochechas brancas estavam avermelhadas e seus lábios inchados. Aumento minhas estocadas e Arizona geme, colocando sua cabeça contra minha clavícula. Uso meu polegar e massageio seu clitóris. Insiro um segundo dedo e Arizona levanta o rosto, mas não a deixo gemer alto e uno nossos lábios em um beijo profundo, com minha língua dominando a sua. Sinto o corpo da mulher estremecer completamente e ficar totalmente entregue à mim.

Aumento minhas estocadas usando meu quadril para aprofundá-las. As paredes de Arizona apertam ao redor de meus dedos e eu abafo seu grito com meus lábios e língua. Quando o seu ápice termina, os músculos de Arizona relaxam e ela segura minha nuca, em busca de suas pernas não bambearem. Desconecto nossos lábios e deixo a mulher recuperar a respiração. Ela encosta sua testa suada na minha e eu retiro meus dedos de seu interior lentamente e posteriormente minha mão de sua calça. Arizona engole seco e desce sua perna de ao redor da minha cintura.

– Eu não esperava isso... – sussurra a loira, ainda ofegante.

– Digamos que eu não sou uma garota que atende à expectativas. – respondo, com um sorriso de lado assim como ela faz.

– Você percebeu que transamos com a porta aberta no escritório de uma professora, Callie? – pergunta Arizona, levantando o zíper de sua calça.

– Isso não estava incluído em sua lista de experiências? – retruco, abotoando a minha calça.

– Não... – responde a loira, com um sorriso preguiçoso pós-orgasmo.

– Gosto de saber que incrementei algo nela. – ronrono, com uma piscadela maliciosa. Eu vejo a loira engolir seco e dou um sorriso vitorioso. “Sim, eu faço Arizona Robbins ficar sem palavras”. Saio da frente da mulher e caminho em direção à porta da sala.

– O que? Hãm... vai ficar assim? – pergunta Arizona abrindo os braços, completamente confusa. – Eu fodo o seu cérebro e você vai embora assim?

– Te vejo na festa de Jackson mais tarde. – respondo, abrindo a porta e lançando um beijo com a palma da mão para a mulher. Arizona dá um sorriso malicioso e uma risada doce. Fecho a porta atrás de mim, com um sorriso pervertido.

“Eu estava realmente interessada em jogar aquele jogo”.

Notas finais
Mas rapaz... Callie toda assanhada... "goxtei" hehehehehe Deixem seus comentários, juras de amor, súplicas por mais fodinhas no quarto durante uma festa... opa... continuando... ideias e opiniões sobre a história. :D