Notas iniciais
Hey! Estou sumida não é? Além do Nyah ter dado um mega susto (Graças a Deus voltou), eu estava em época de provas. Mas sempre digo: Não abandono fanfics. Fiquem despreocupados. Enjoy!

Isabella

Dias e mais dias passavam pelos meus olhos como um borrão. Fora os momentos com Edward, eu me sentia um robô. Sorria quando as pessoas falavam comigo e prendia o choro quando lembrava-me que estava novamente desempregada. Obrigava-me a poupar minha mãe das preocupações e a Alice também. Não havia necessidade de alertá-las. Como sempre, eu daria um jeito.

Quanto a ajuda que Edward me ofereceu, ainda não conseguia me acostumar com essa possibilidade.

Seria uma ótima solução para os meus problemas, porém nenhuma recompensa vem de graça e sinto que não é justo desfrutar dos ganhos dele.

— Amor? — Edward abriu a porta do quarto e não pude evitar um sorriso largo.

— Oi. — Aproximei-me dele e depositei um singelo beijo em seus lábios. —Deve estar cansado.

— Muito. Mas agora tenho controle de toda a herança que Jack deixou pra mim. — Minhas mãos deslizaram por seus ombros, ajudando-o a tirar o paletó. Seus pés se mexeram impacientes, arrancando os sapatos.

Olhei em seus olhos por um momento e sorri. Nada precisava ser dito. Já conhecia aquela carinha.

— Eu também senti sua falta. — Segurei sua mão e puxei-o para cama, beijando-o em seguida.

Edward apoiou seus cotovelos ao lado da minha cabeça e sorriu levemente.

— Eu tive uma ideia. — murmurou.

— Perigoso...- rimos.

— Boba. Quero voltar a estudar.

Meus olhos se arregalaram e logo encheram-se de lágrimas. Finalmente ele estava conseguindo seguir pelo caminho certo. Edward estava aproveitando suas novas chances.

— Isso é maravilhoso Edward! Meu Deus...- Segurei seu rosto, fitando seus olhos verdes. — Eu mal posso acreditar.

— É tudo culpa sua, acredite se quiser. — Acariciou meu braço.

— Não vem com essa. Você que está mudando.

— Não, querida. Continuo o mesmo, a única diferença é que agora tenho você e oportunidades. Bella, você me estendeu a mão quando ninguém mais foi capaz de fazê-lo. Me fez pensar no que seria do meu futuro...O que eu me tornei. Observando você, aprendi o que é se esforçar e continuar...Você me deu uma segunda chance e a cada dia que passo ao seu lado aprendo mais e mais e é isso que me faz te amar.

Meus olhos se fecharam e incontáveis lágrimas desceram por eles, um sorriso formou-se em meus lábios e as palavras simplesmente sumiram.

Eu havia realmente conseguido ajudá-lo, assim como sentia que devia fazê-lo. Me apaixonar no processo, foi um bônus da vida.

O melhor de tudo isso, era ter a certeza de que ele estava falando sério, estava estampado em seu rosto. A cada dia que passamos ele demostra seu amor e seu companheirismo. Não havia como duvidar de que o sentimento era verdadeiro e já havia um bom tempo que sabia dentro de mim que era recíproco. Edward me fez amá-lo, mostrando-me cada parte de seu ser. E pedacinho por pedacinho eu o aceitei.

***

Já era quase meio dia quando me dei conta de que ainda estava na cama olhando para o teto.

A verdade é que eu já não via mais alternativa. Eu precisava dar um pontapé na minha vida, parecia que eu nunca conseguia ir em frente sem antes, dar dois passos para trás. Do que adiantava correr se não havia um caminho a seguir?

— Você precisa ir em frente sempre, mesmo que não veja um caminho a traçar.

Estava tão perdida em pensamentos que não havia reparado Edward parado na soleira da porta, me observando.

— Eu falei isso alto? — ri.

Ele sorriu e se aproximou, beijando-me nos lábios.

— Se arrume. Nós temos um compromisso.

Franzi a testa e arqueei as sobrancelhas.

— Nós temos?

Ele sorriu novamente e se afastou.

— Temos sim. O dia está lindo.

Olhei para a janela e dei-me conta de que ele estava certo. Não havia uma nuvem no céu e estava tudo tão colorido que parecia uma pintura feita com extremo cuidado.

Não perdi tempo e fui atrás de uma roupa leve e refrescante.

De mãos dadas, Edward e eu andávamos pelas ruas apenas apreciando a companhia um do outro, falávamos bobagens e riamos sozinhos de pensamentos aleatórios. A verdade era que quando eu estava com ele, conseguia esquecer do que me consumia por dentro. Todas as preocupações davam espaço para sorrisos e sentimentos de que tudo daria certo.

Edward carregava uma cesta pequena e eu apenas o seguia.

Caminhamos por um longo tempo, até a compreensão de para onde estávamos indo, me atingiu.

O parque que a meses atrás eu vira Edward dormindo em um dos bancos, passando frio, estava agora quente e parecendo mais bonito que nunca. Nos dirigimos para um pedaço de grama baixa, perto de um lago, onde alguns animais nadavam e se banhavam.

Ele tirou uma manta da cesta e estendeu com todo cuidado sobre a grama.

Admirei a sua dedicação em nos dar um dia relaxante e longe de tantas novidades e preocupações.

Logo eu estava deitada em seus braços, olhando o céu azul e imaginando como era bom sentir-me daquele jeito.

— Eu tenho um presente pra você. — ele sussurrou, depositando um beijo em minha bochecha.

— Edward... O que você andou aprontando?

— Nada! Juro que não é nada demais...Eu só acho que você está precisando se lembrar de como a vida pode ser bonita. Olhe ao seu redor Bella, você já se imaginou assim?

— Tranquila? Me sentindo amada? Não, eu acho que não.

Ele pegou minhas mãos e brincou com os meus dedos, observando a expressão em meu rosto.

— Pois então, pare de desconfiar de tudo e me deixe cuidar de você. — eu ri e apertei seus dedos contra os meus.

Ele pegou um pacote médio que estava dentro da cesta e estendeu pra mim.

Um sorriso largo se espalhou por meu rosto e comecei a abri-lo. Eu não ganhava muitos presentes.

A capa de um livro começou a se revelar.

— P.S Eu te Amo... — Sussurrei, passando os dedos sobre as letras.

— Eu percebi que você gosta de ler alguns livros da Alice e acho que está na hora de você ter os seus. É uma história bonita, vi o filme em uma das noites que estava esperando você chegar e achei que fosse gostar.

Eu estava com os olhos cravados no livro, sempre amei ler e pegava alguns livros emprestados em bibliotecas ou com Alice, não sobrava dinheiro para comprar um pra mim, mas sempre achei que ler era algo promissor e bem-vindo.

— Ah, Edward... Obrigada! Eu nunca ouvi falar dessa história, mas tenho certeza de que irei gostar.

— Você pode ter quantos quiser, Bella.

Finalmente levantei meus olhos para olhar seu rosto e perdi o fôlego. Ele era tão lindo, ainda mais com o sol batendo em seus olhos. Abracei-o e ri com lágrimas prestes a escapar dos olhos.

— Obrigada amor, você me lembra todos os dias do que é ter esperança.

— E será assim pra sempre...- sussurrou antes de me beijar.

Eu queria que o tempo parasse nessa tarde com Edward, eu nunca havia me sentido tão bem e completa.

— Eu te amo. — disse, beijando-lhe com mais ardor.

— Me lembre de comprar mais livros pra você — riu.

Duas semanas depois


Eu havia mudado algumas aulas da faculdade para noite, assim poderia cuidar da casa de manhã e passar as tardes com Edward.

Havia arrumado um bico para alguns dias da semana, o pagamento cobria pelo menos os remédios da minha mãe que vinha melhorando a cada dia.

Ela já não tinha mais pesadelos e nem se encolhia sempre que um homem a tocava. Estava mais receptiva com as brincadeiras de Edward e parecia cada dia mais ativa. Talvez, ela já não precisasse de alguns dos remédios em breve.

Edward e eu estávamos chegando a um acordo. Eu aceitaria sua ajuda, até certo ponto. Ou seja, até me formar e começar a trabalhar decentemente. Ele reclamava como uma velinha dessa minha condição, porém estava cedendo aos poucos.

Já eram quase meia-noite e eu estava caminhando para casa de Alice, o ponto de ônibus era um pouco longe e a rua estava deserta, por isso eu andava rapidamente.

Pisei em uma poça e gemi, já estava uma noite fria, tudo que eu menos precisava era ficar molhada.

Continue andando e uma sensação estranha começou a se formar. Eu estava me sentindo observada e pior, seguida. Olhei sorrateiramente para trás e não havia ninguém, apenas postes de iluminação e ruas vazias. Entrei na rua de Alice e estava a ponto de começar a correr quando um cachorro molhado e sujo apareceu, correndo e passando direto por mim.

Eu estava tão paranoica assim?

Ri de mim mesma e continuei andando, pegando as chaves e abrindo a porta do prédio de Alice.

Ao amanhecer minha mãe fora atrás de mim no quarto, Edward havia saído para suas aulas na faculdade e eu já deveria estar de pé, fazendo o almoço.

Enquanto eu separava os ingredientes para um frango assado com legumes e arroz com curry, minha mãe explicava que estava melhor.

— Eu sei mãe, tenho percebido nessas últimas semanas. Isso é ótimo, não?

— É sim...Isabella eu queria lhe pedir desculpas por ter te feito tanto mal...Eu sei que nunca fui a melhor mãe do mundo, mas a verdade é que eu queria você longe daquela casa. Queria que você achasse seu caminho e tivesse a melhor chance de ter uma vida decente, sem o peso dos pais problemáticos.

Parei de cortar os legumes e olhei em seus olhos, eu sentia a sinceridade em suas palavras e forcei-me a repelir as lágrimas que haviam se acumulado em meus olhos.

— Está tudo bem mãe, já passou. Nós estamos bem agora e Charlie assim que for achado, será preso. Podemos seguir nossas vidas e... — me interrompi quando notei a expressão em seu rosto se transformar em culpa.

— Sinto muito Isabella, mas eu não posso atrapalhá-la mais. Não consigo viver dependendo da minha filha, preciso achar o meu próprio caminho. Você tem o Edward para cuidar de você. Ele a faz feliz, mais do que jamais fiz em dezessete anos. — Sua expressão era tão séria que perdi o fôlego. Ela falava sério.

— Não...Não, mãe! Você não tem para onde ir e, eu posso cuidar de você. Nós podemos nos ajudar e construir uma vida...

— Não doce Isabella, nós não podemos. Não é você que tem que cuidar de mim. E eu não consigo cuidar de ninguém. Já estraguei você o suficiente e não posso ser responsável por mais nenhuma desgraça na sua vida e nem de ninguém. Quero seguir o meu caminho Isabella e você não tem escolha, tem que me deixar ir.

Observei atônica minha mãe sair da cozinha e pegar suas bolsas cheias de cima da mesa da sala.

Ela abriu a porta de casa e parou.

— Eu te mando notícias assim que puder, não é para ficar preocupada. Você tem o dom de se preocupar com todos, menos com si mesma. Cuide-se, doce Isabella.

Eu mal podia acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo, as lágrimas escorriam pelo meu rosto e minha voz estava presa na garganta.

— Mãe...Por favor...- Sussurrei.

— Eu te amo, está bem? Enxugue essas lágrimas e siga em frente.

Sem fazer contato visual, minha mãe saiu e fechou a porta. Eu desabei de joelhos, incapaz de fazer qualquer coisa.

***

Alguns dias depois que minha mãe se fora, Edward foi encontrar seu advogado, para discutir uma ideia de um negócio no mundo de publicidade. Ele levava jeito para administração, e talvez abrir uma empresa, fosse um bom jeito de começar a trabalhar. Ele tinha dinheiro mais que suficiente para isso.

Eu havia juntado meus sentimentos quebradiços pela minha mãe e jogado nas profundezas da minha mente. Ela havia arrumado a maneira dela de se reerguer e eu já havia arrumado a minha.

Meus estudos estavam a todo vapor, minhas notas que antes andavam baixas por conta dos problemas, agora estavam ótimas. Não havia chance de reprovação para mim. Isso me reconfortava e alegrava.

Além de que qualquer pessoa que passasse muito tempo com Edward, não seria capaz de ficar triste. Ele sabia exatamente como me fazer sorrir e sentir amada.

Os dedos de Edward passeavam pela pele macia da minha barriga e eu segurava os suspiros de satisfação. Fazer amor com ele era a coisa mais mágica que eu já havia experimentado até hoje.

— O telefone está tocando...- murmurei.

— Não...- Ele resmungou, apertando-me em seus braços. Seu biquinho era tão fofo que não resisti em beijá-lo.

— Meu menininho.

O som estridente continuava.

Edward suspirou e se esticou, deixando o lençol deslizar por sua barriga, até ficar retido nas coxas. Eu era mesmo uma garota de sorte.

— Edward Cullen. — Atendeu mal humorado. — Sim... Um momento.

Ele apertou um botão e botou o celular entre nós dois.

— Isabella Swan? — Uma voz desconhecida perguntou.

— Sim?

— É o policial Ryan.

Seu nome foi como um estalo em minha mente e eu logo me sentei apresada.

— Ah! Claro! Como vai Ryan? — Ryan havia sido o policial que cuidara do caso da minha mãe. Fomos muito bem atendidas por ele que logo se mostrou disposto a procurar por Charlie.

— Bem, Isabella. Estou ligando pra avisar que achamos Charlie, ele foi preso essa manhã e nega todas as acusações. Isso já era esperado e temos os exames da sua mãe para provar tudo o que aconteceu.

— Como o acharam? — Edward perguntou.

— Ele foi pego em flagrante, estava tentando roubar uma senhora.

Uma sensação confusa tomou conta de mim, eu estava absolutamente feliz por ele ter sido achado. Ele merecia depois do que fez a minha mãe. Mas roubando? Eu nem sabia mais porque me surpreendia.

— Obrigada Policial, agradeço pelo contato.

— Não há com o que se preocupar. Ele não será solto tão cedo.

Edward tirou do viva voz e se despediu do policial, desligando em seguida.

Virou-se pra mim e avaliou minha expressão.

— Pelo menos atrás da minha mãe ele não vai.

— De ninguém Bella.

É, ele estava certo. Pela primeira vez na minha vida, não havia com o que me preocupar. Charlie estava preso, impossibilitado de ir atrás de Renée ou de mim. Minha mãe decidira tomar seu próprio rumo e eu tinha a minha faculdade para me preocupar. Chegava a ser engraçado como tudo parecia ser fácil agora, algo que nunca pensei que seria possível antes.

Notas finais
Será mesmo que as coisas se acalmaram? hehe Gostaria de agradecer a todos que comentam e ainda estão aqui lendo as baboseiras que escrevo. Obrigada e por favor continuem! Só funciono com estímulos e é assim que os capítulos saem. A fanfic está toda traçada,então é só comentarem que vou postando... Para quem ainda não conhece,o grupo pros meus leitores: https://www.facebook.com/groups/576459962445468/ Conversem comigo! Sou uma autora carente kkkk Até o próximo galerinha. Beijos.