Notas iniciais
Sim! Eu estou viva! E como sempre disse; Não abando fic nenhuma! Demorei? Pra caramba! Mas tive meus motivos, inclusive, fui plagiada. Canso de avisar, de que comigo isso não rola! Não deixo barato. Enfim, Enjoy.

Quatro anos depois

Ao olhar a felicidade no rosto da minha amiga, eu me emocionei.

Pra mim, não existiam palavras que pudessem descrever o quão bom era ver quem se ama, feliz.

— Você sabe, ela vai te amar. – Alice sussurrou para mim enquanto acariciava o corpinho do neném que estava em meus braços.

— Eu sei. E eu já a amo. — Acariciei suas bochechas gordinhas — Ai Alice! Ela é a sua cara! — eu disse risonha.

Sim! Eu estava derretida! Emily era o bebê mais fofo que eu conhecera em toda a minha vida.

Jasper observa sua mulher de longe, estava emocionado. E já o vira sair várias vezes do quarto para que pudesse derramar suas lágrimas em paz.

— Ótimo! Não vou ter que escutar ninguém olhando minha filha e dizendo "É a cara do pai! Parece que você só carregou!", argh! – comentou reclamona.

Eu ri baixinho e continuei a movimentar o bebê em meus braços, Emily dormia há horas e pequenos resmungos eram ouvidos de vez em quando.

— Ela é linda. Vai te dar muito trabalho Jasper! — falei brincalhona.

— Até parece, arranco as orelhas de qualquer garotinho que se engrace para a minha menininha. — Nós rimos. — Como está o Edward? – Jasper perguntou descruzando os braços e se preparando para pegar Emily dos meus braços.

— Estressado. Ele não para de se preocupar se será capaz de administrar a empresa como deve... Um idiota, se quer saber, ele é tão bom no que faz! – respondi.

— Dê um desconto Bella, ele passou por tempos difíceis, vocês dois passaram. Apesar de sempre ter sido bom com o lado financeiro, é preciso mais que isso e ele terminou os estudos não faz tanto tempo. – Jasper disse, enquanto botava Emily ao lado da cama de Alice, em uma dessas caminhas de hospital.

— Eu sei. Eu sei, só é frustrante. Ele precisa confiar mais em si mesmo. — resmunguei.

— Ele vai amiga, só precisa de tempo.

***

Sai da maternidade com um sorriso maior do que havia entrado, Alice era mamãe! Depois de quase um ano tentando, ela finalmente havia conseguido.

Não poderia estar mais feliz pelos meus amigos. Alice e Jasper deveriam ser santificados. A diferença que esses dois fizeram na minha vida...

Lembrava-me como se fosse ontem, o inferno em que eu vivia. Era uma experiência que nunca poderá ser esquecida. Forcei-me a não me focar nos dias de tristeza, mas sim no que aprendi com eles.

Vivendo e aprendendo, esse era o lema.

Todos os dias eu acordava com vontade de jogar as mãos pro alto e gritar "Obrigada universo!"

As coisas estavam completamente diferentes agora.

Eu e Edward aprendemos a lidar com nossas diferentes experiências de vida e expomos um para o outro onde queríamos chegar, para que pudéssemos nos ajudar.

Eu terminei minha faculdade de contabilidade e Edward fez todos os cursos necessários para abrir sua própria empresa.

Ele escolheu o ramo da publicidade e eu via o quanto estava feliz por finalmente construir algo na vida. Ás vezes não dava para acreditar, que aquele homem era o mesmo que um dia havia me assaltado.

Mas era, como ele mesmo havia me dito uma vez, ele era o mesmo homem, só que agora com oportunidades.

—Merda! — chiei ao ver as horas. Eu estava muito atrasada pro meu estágio!

Andei mais rapidamente em direção ao estacionamento da maternidade, enquanto procurava as chaves do carro na minha bolsa.

Quando fiz dezenove anos, Edward me deu um carro. Fiquei furiosa e quase o fiz devolver. Porém, ele havia exposto todos os seus motivos e preocupações e eu acabei cedendo.

O que não fazemos quando estamos apaixonados, não é mesmo?

Edward

Eu tinha menos de uma semana até o aniversário de Bella e estava ficando louco tentando arrumar tudo sem que ela descobrisse.

Bella era maníaca por arrumação, era difícil esconder papéis dela. Mas, eu estava tendo sucesso até agora.

Já eram quase oito horas da noite quando finalmente sai da maternidade. Jasper caminhou comigo até a porta do hospital e me oferecera um dos babadores de Emily, porque eu não parava de olhar o lindo bebê que acabara de nascer.

Eles estavam felizes e isso que importava.

Bella havia me ligado há uma hora, estava saindo do estágio e indo ao mercado. Combinei de buscá-la para que não carregasse peso sozinha.

Eu sentia a emoção em sua voz, cada vez que ela dizia que estava indo comprar alguma coisa. E eu a entendia perfeitamente.

Para nós dois, isso era algo quase inacreditável, passamos tantos anos, contando moedas por moedas para comprar um simples pão, que a possibilidade de poder consumir o que quisermos chegava a ser estranha.

No começo de tudo, eu tive que insistir muito para que pudesse pagar uma simples conta de luz. Havia momentos que ela parecia esquecer de toda a minha herança.

Bella era a pessoa mais incrível que eu conhecia até hoje, e tudo que eu havia conseguido nesses anos, fora me apaixonar ainda mais por ela.

Sua simplicidade continuava, seu olhar ardente e emocionado me tirava o fôlego, seu cheiro, seus cabelos, sua pele... Eu amava tudo nela. E era grato por estarmos juntos.

Ela era a fonte da minha alegria, da minha força e também dos meus sorrisos.

— Edward? – ouvi sua voz doce e percebi que estava parado olhado fixamente para o volante do carro, já na garagem de casa. – Você está bem?

Eu sorri e voltei a realidade. Saí do carro e a comecei a ajudá-la a carregar as sacolas de supermercado.

— Estou ótimo amor. – Aproximei-me de seu corpo e beijei todo o seu rosto, antes de finalmente, ir para seus lábios.

Ela não esperava esse ataque e logo estava com o corpo pressionado ao meu e soltando pequenos gemidos de prazer. Isabella era enlouquecedora.

— Uau, nossa... Ótimo. — Disse respirando pausadamente e se afastando um pouco.

Eu sorri e peguei as sacolas que estavam em sua mão também.

***

— Como foi hoje? – perguntei enquanto tirava os sapatos e a roupa social.

— Estou tão feliz Edward... Aprendi tanta coisa nova! — disse sorrindo enquanto tirava sua blusa.

Ela continuou me contando tudo que havia aprendido hoje de novo e eu sorria por vê-la tão feliz.

Quase esqueci do que estávamos falando, quando ela tirou o elástico do cabelo e deixou as madeixas castanhas caírem por cimas de seus seios.

— Apreciando a vista? — perguntou risonha enquanto tirava também o sutiã.

— Pode apostar- lambi os lábios e dei um passo em sua direção.

Ela riu e correu para o banheiro, onde ouvi o barulho do chuveiro sendo ligado. Gargalhei e a segui.

— Não adianta fugir, não deixarei você escapar por nada...

Abri o blindex do boxer espaçoso e entrei, abraçando-a em seguida.

Seu corpo macio se colou ao meu e seus olhos verdes me encaravam com intensidade.

— Amo tanto você que chega a me assustar — sussurrei.

Ela sorriu e envolveu seus braços pelo meu corpo, apertando e arranhando levemente minhas costas.

— Você é tudo pra mim, Edward.

Em segundos eu a estava pressionando na parede do boxer e água morna caia sobre nós dois. Meus lábios trabalhavam em seu pescoço e suas mãos apertavam meu corpo, contra o seu.

Minhas mãos viajavam por toda a sua pele, desfrutando e brincando. Isabella tinha os olhos fechados de prazer e pequenos gemidos saiam de seus lábios.

— Deliciosa — sussurrei.

Ela abriu os olhos e sorriu enquanto explorava meu corpo com suas mãos.

— Você é mais – ela respondeu, aproximando nossos lábios e dando mordidinhas no mesmo.

Nós não conseguíamos perder a chance de ficar perto um do outro, a sensação era maravilhosa.

Isabella

Por mais que eu tentasse, o sorriso idiota não abandonava meu rosto. Eu tinha mesmo um namorado maravilhoso, ele havia arrumado tudo isso sozinho!

Todos os meus amigos estavam aqui, inclusive Alice que segurava a pequena Emily.

Hoje era meu aniversário e eu estava sendo mimada desde a hora em que acordei.

Edward parecia mais feliz que nunca em receber todos os meus amigos do estágio em nossa casa.

Eu não havia desconfiado e do nada...Lá estava, uma festa surpresa!

— Henley! — gritei animada, enquanto abraçava minha amiga.

— Bella! Parabéeeens! – Ela riu e eu sorri.

— Obrigadaa.- Respondi animada.

Todos se serviam com os deliciosos aperitivos que eram servidos e conversavam espalhados por nosso jardim, alguns dançavam e outros já riam mais alto do que deviam, por conta do champanhe.

A tarde estava quente e com o céu limpo, criando um cenário perfeito.

— Quer um ponche Belinha? Agora você já pode beber... Legalmente! – Emmett riu e me ofereceu um copo.

Eu peguei de sua mão e dei um longo gole, sorrindo e dando um soquinho de brincadeira no peito dele.

Emmett era um dos melhores amigos de Edward e era super bem-humorado.

Admitia que eu havia me assustado quando o conhecera, o homem era gigante! Como se não bastasse ser alto, ainda era musculoso.

— Agora posso embebedá-la o quanto quiser. – Edward sorriu e me abraçou por trás.

Dei língua para os dois e sorri mais ainda ao ver quem acabara de chegar.

—Rosalie! — gritei animada.

Ela sorriu e veio me abraçar.

— Amigaaa, meu Deus, que casa linda! – ela beijou minhas bochechas e sorriu.

— Obrigada!

Rosalie era simplesmente uma das mulheres mais dedicadas que eu conhecia. Bastava conhecê-la para detectar sua personalidade forte. Possuía um brilho nos olhos e confiança nas palavras, que quase não se via por aí. Era capaz de explicar e expor todos os seus pontos de forma calma e confiante. Não vacilava em uma só resposta. Sempre algo na ponta da língua.

Ela era uma das minhas amigas na empresa em que eu estagiava, e até hoje eu não havia conhecido uma única pessoa que não houvesse caído em seus encantos. Claro, tirando Emmett.

Emmett e Rosalie não se suportavam, bastava ficarem dez segundos no mesmo ambiente que uma briga rolava.

O que tornou as coisas um pouco difíceis para Edward e eu. Estávamos sempre no meio dos dois e éramos obrigados a observar tudo em silêncio. Era isso, ou sobrava pra gente!

— Mas olha só... Se não é a CreepWoman! – Edward e Emmett se aproximaram de nós duas e Rosalie fechou a cara imediatamente. Não, ela não gostava nem um pouco desse apelido.

— Hey, Edward! Você não me disse que tinha convidado esse bebezão para a festa. Certamente, eu teria trago uma chupeta a mais. – Rosalie se aproximou de Emmett e pôs a mão em seu ombro. – Sinto muito amigo, dei a última para Emily.

Eu gargalhei e neguei com a cabeça.

— Vem amor, vamos deixar esses dois se entenderem. – Eu disse para Edward, enquanto o pegava pela mão.

***

Estava sem dúvida alguma, vivendo o momento mais feliz da minha vida. Nunca achei que seria capaz de chegar onde estou hoje.

Eu não havia conseguido salvar o meu pai, ele estava sofrendo com a morte do meu irmão, mas todos estávamos. Sua procura por felicidade momentânea e falsa, acabara por destruir o que restara da nossa família e já não era mais problema meu, era uma escolha que Charlie havia feito.

Minha mãe também tomou suas próprias decisões, demorei a entender e aceitar que tê-la longe era melhor, para mim e para ela. Vivemos anos de miséria e tristeza. Renée precisava achar o próprio caminho, assim como eu.

Nos falávamos pouco, uma vez por mês geralmente. Fazia questão de saber se ela estava bem e fiquei surpresa de saber que ela estava noiva de Randy, um Escocês pra lá de gente boa. Haviam meses onde eu só sabia dos dois, por fotos no facebook.

Ela estava feliz e era isso que importava.

Quatro semanas depois

Hoje era meu dia de folga, talvez fosse a primeira vez em semanas onde eu não tinha nada para fazer.

Levantei-me cedo e determinada. Hora de aumentar a família!

— Edward! – murmurei enquanto passava as mãos pelo rosto do meu namorado. — Amooor!

Ele resmungou e virou o rosto.

— Bella? – perguntou baixinho. – O que houve?

— Nada! – Respondi em meio a risinhos.

Sentei-me na cama ao seu lado de pernas cruzadas e esperei.

— Estou ouvindo esses risinhos, senhorita Swan. O que está aprontando? – ele se livrou dos travesseiros e cobertas aos poucos, ajeitando-se e tentando manter-se acordado.

— Bom dia! — disse feliz, enquanto depositava um casto beijo em seus lábios.

— Bom dia...- Resmungou com um sorriso.

Esperei pacientemente que ele fosse ao banheiro e voltasse. Eu estava animada.

Edward e eu havíamos conversado sobre a possibilidade de crescer a família, mas nunca combinamos de fato quando faríamos isso.

— Folga! Graças a Deus.

Eu o observava ao longe e sorria. Eu era muito sortuda.

Edward vestia apenas uma calça fina branca de cordões, o peitoral musculoso estava visível, o sorriso sonolento ainda estava em seus lábios, os cabelos lisos caiam pela testa e ele insistia em se livrar deles, jogando-os para cima.

— Você é uma bela visão Sr. Cullen.

Ele riu e se aproximou de mim.

— Você também pequena, agora pare de enrolar, o que está aprontando?

É, tudo bem. Eu não podia fazer muito suspense com Edward, ele já conhecia completamente o meu jeito.

— Então... Você lembra quando conversamos sobre aumentar a família? – Disse.

Seus olhos se arregalaram e pude jurar, que ele parou de respirar. Ai meu Deus!

— Isabella... Você está grávida? – murmurou.

Grávida? Puta que paril!

— Você tá maluco? – gritei risonha. – Eu não! Acabei de fazer vinte um, Edward! Ser mãe não está nos planos.

Ele riu, mas logo percebi que seu sorriso não chegou aos olhos. Pude ver uma pontada de decepção ali.

— Achei que poderíamos adotar um gatinho...- disse acuada.

— Nossa! Me desculpa, acho que é o sono – riu. – Um gato? Mulher, você quase me matou do coração!

Eu estava feliz da vida, Edward havia amado a ideia de adotar um bichinho de estimação.

Desde de criança, era meu sonho ter um.

Eu e ele passeamos por horas em um abrigo, brincando com vários gatinhos que precisavam de um lar, mas eu não conseguia me decidir! Se pudesse, levava todos!

Em meio a nossa busca, Edward recebeu um telefonema e teve que me deixar sozinha na missão, era uma emergência na empresa. Não fiquei chateada, era apenas o começo de tudo e ele precisava se dedicar para que a empresa fosse para frente.

Pouco a pouco, fui passando e olhando espaço por espaço, eram vários gatos em um único lugar e alguns eram bem agressivos, o que me deixava com medo de tentar uma aproximação.

Finalmente, no penúltimo espaço, eu vi.

Três gatinhos que não pareciam ter mais de dois meses brincando uns com os outros.

Todos eram pretos e não paravam quietos um segundo.

Aproximei-me e estendi a mão por entre os arames.

Em questão de segundos, eu estava rindo e acariciando os três gatos, eles me lambiam, miavam e se esfregavam na minha mão, pedindo mais carinho.

Estava decidido. Eu os queria.

***

Infelizmente eu não poderia levá-los na hora. A funcionária do abrigo, me explicou o procedimento e os três gatinhos estariam prontos à noite.

Liguei para Edward toda animada e enviei várias fotos para seu celular. Ele estava impressionado com o quanto eu estava animada por ter bichinhos de estimação.

Edward estava sendo cada vez mais consumido pela empresa, claro que nunca faltou atenção para mim, eu não tinha do que reclamar. Porém, haviam vezes onde eu passava praticamente o dia sozinha e as distrações eram sempre as mesmas. Talvez eu me sentisse menos só, se tivesse três coisinhas fofas para me distrair.

E foi com esse pensamento que voltei ao abrigo mais uma vez, eram nove da noite e parecia que só havia eu no estacionamento.

Peguei minha bolsa e antes que pudesse sair do carro, meu celular tocou.

Apressada, tratei de atendê-lo.

— Isabella Swan? – A voz masculina perguntou.

— Sim. Quem é?

— Aqui é o policial Carter, estou ligando para passar uma informação.

— Policial Carter? Bem, do que se trata?

— Bom Isabella, me foi pedido para lhe informar, caso houvesse alguma mudança no caso de Charlie – Eu podia ouvir certo pesar em sua voz.

— Ah! O que aconteceu? – Perguntei tensa.

— Charlie Swan foi solto esta tarde.

Notas finais
Entendo perfeitamente quem disser "Não lembro mais de nada!" Até eu tive que reler para lembrar de todos os detalhes, mas infelizmente eu não tenho a vida livre pra escrever todos os dias! Tive tantas coisas me bloqueando... Mas não adianta ficar listando aqui. Só queria ressaltar que escrever, é uma das coisas que mais gosto de fazer na vida, poder levar pra vocês uma boa distração, me faz bem. E é por isso que continuo aqui, por vocês e por mim. Espero que vocês ainda estejam aqui e até o próximo capítulo! Que a propósito, já está pronto. Beijinhos, Alexia.