Segunda-Feira
8 Três a Zero
Notas iniciais
Tem pessoas que dominam com palavras, outras com atitude, algumas, simplesmente com a presença, mas as melhores, dominam na hora certa, no momento certo. Como Edward me dominara completamente naquele beijo.
Suas mãos me seguravam com firmeza, mantendo-me dentro do seu abraço, o qual me passou uma sensação única de segurança. Quando sua boca finalmente tocou a minha, senti algo totalmente diferente, algo que nunca havia sentido em toda a minha vida. Parecia que eu tinha encontrado meu lugar no mundo, que aquilo ia além da união dos nossos lábios, e era a matemática mais perfeita do mundo.
Edward me envolvera completamente. Me fizera esquecer onde estávamos, quem eu era e tudo aquilo que fazia do nosso beijo um grande erro.
O toque alto do celular me assustou e então, tudo aquilo que eu havia “esquecido” voltara de uma vez para a minha cabeça. Afastei minha boca da de Edward, que resmungou baixo por um longo momento.
Eu era noiva e estava beijando o meu colega de trabalho dentro da sala de reuniões!
Prendi o ar na garganta diante a realidade. O que é que eu estava fazendo?
Edward bufou alto e pareceu um tanto quanto irritado quando teve que tirar o celular do bolso e aceitar a chamada.
—Alô. – atendeu e precisou respirar fundo duas vezes. Abaixando a cabeça curvei os lábios em um mero sorriso, era bom ver que eu também o deixei sem fôlego. —Hum, sério? – ergui os olhos quando sua voz se iluminou de entusiasmo. —Isso é muito bom. – o sorriso em seu rosto estava grande e seus lábios que estavam ainda mais avermelhados por conta do beijo, contrastavam com os dentes brancos. —Claro, sem problema. – voltei a abaixar a cabeça quando sua mão pegou a minha e outro contraste se revelou. Nossas mãos eram bem diferentes, a minha era pequena, meus dedos eram finos e curtos. A de Edward era grande, os dedos longos e mais grossos. Era estranho, mas elas se encaixavam perfeitamente. —Ótimo, eu que agradeço. Tenha um bom dia.
Edward respirou fundo, ainda com os olhos baixos o vi colocar o celular no bolso, seus dedos então subiram para o meu rosto segurando a baixo do meu queixo e fazendo-me olhá-lo.
—Advinha quem finalmente vai se mudar do hotel? – perguntou com a voz charmosa e brincalhona. Soltei um riso baixo, estreitei os olhos e fingi pensar.
—Você?
—Muito bem. – concordou com a cabeça. —Se lembra daquela casa que nós visitamos em West Village? – maneei a cabeça em concordância. —Então, o corretor me disse que aceitaram minha proposta e agora, sou o novo proprietário!
—Serio? – indaguei me animando com a ideia, se ele comprara uma casa, é porque pretendia ficar na cidade. Edward assentiu com a cabeça. —Parabéns! – desvencilhei minha mão da sua para enlaçar os braços em seu pescoço e abraça-lo.
O ato fora tão instantâneo que só me dei conta do que tinha feito, quando estava praticamente colada a Edward. Fechei os olhos sentindo minhas bochechas arderem. Edward riu baixo e aquilo provocou um vibrar gostoso em seu peito, respirei fundo e novamente fui embriagada por seu perfume.
Sem jeito, me afastei. Era melhor manter certa distância dele.
—Obrigado, linda. – Edward tocou meu rosto ao agradecer. —Já que você me ajudou a escolher a casa, nada mais justo do que me ajudar a decorar também. – jogou charme com um sorrisinho torto. —Não sou muito bom com essas coisas.
—A menos que você queira que sua casa tenha mil tons de rosa, acho que melhor convidar outra pessoa. – respondi recebendo uma deliciosa gargalhada como resposta. —É sério, quando fui decorar meu apartamento eu meio que exagerei no rosa....
—Deve ser a sua cara. – proferiu colocando meu cabelo atrás da minha orelha. Seus olhos eram tão carinhosos quanto atenciosos.
—Chamativo?
—Eu diria charmoso. – brincou me fazendo rir baixo. —Mas chamativo também se enquadra, porque você chama a atenção por onde passa. – o tom mais sério fez minhas bochechas esquentarem ainda mais. Edward sorriu, afagou minhas bochechas e voltou a aproximar a boca da minha. Usando da última gosta de sanidade que corria por meu corpo, virei o rosto evitando que a gente se beijasse de novo.
—Edward, não faz isso. – pedi vendo uma careta se formar em seu rosto.
—Porque não? – sua voz inocente quase me convenceu. Tomei fôlego pela boca e com certa dificuldade, consegui me desvencilhar do seu abraço e abrir uma distância segura entre nós dois.
—Se Heidi nos pega aqui, assim.... – usei as mãos para gesticular. —Nós somos demitidos por justa causa. – Edward mordeu o lábio inferior enquanto refletia sobre minhas palavras. —Além do mais eu sou noiva.
Noiva.
Aquela palavra nunca soou tão estranha como naquele momento. No fundo, o que eu mais queria era puxar aquele anel do meu dedo e voltar a esquecer que haviam outras pessoas no mundo, a não ser Edward e eu.
—Posso te fazer uma pergunta? – Edward deu dois passos em minha direção, a voz mais sóbria estava livre de qualquer brincadeira. Mordiscando meus lábios, apenas concordei com a cabeça. —Você ama o Jacob?
Aquelas quatro palavrinhas ecoaram dentro da minha cabeça, batendo de um lado para outro, vasculhando cada parte do meu cérebro, tudo para encontrar a resposta. Não a resposta que eu tinha, mas a que eu queria dar.
Abri a boca várias vezes, pronta para afirmar que sim, que eu amava meu noivo. Mas aquilo era uma mentira tão grande que até meu corpo se recusava a proferi-la.
—Seja sincera. – Edward pediu e quando o olhei, olhei em seus belos e únicos olhos azuis, não consegui mentir para ele. Também quem poderia dizer alguma mentira quando estava diante de duas safiras tão preciosas?
—Não, eu não o amo. – assumi com os ombros encolhidos.
Dizer aquilo era absurdo, afinal, ele era o meu noivo. Um grande silencio se instalou na sala de reuniões, com os olhos baixos vi Edward se aproximar.
—E vai se casar com um homem que você não ama? – Edward perguntou quando parou a minha frente. —Porque?
Porque? Nem eu sabia o porquê. Comodismo? Dependência? Medo de ficar sozinha?
Eu não sabia ao certo.
—É complicado. – minha voz se uniu a um suspiro. —Eu gosto dele, Jacob é uma boa pessoa e apesar de estarmos passando por uma crise, sei que ele gosta de mim também.
—E esse “gostar” para você é suficiente?
E mais uma vez ele me colocara contra a parede. Era suficiente? Não sabia se era. Não mais, porque antes de Edward aparecer, aquilo parecia o bastante.
—Às vezes sim, às vezes não... – dei de ombros. —Onde você quer chegar, Edward? – indaguei querendo mudar de assunto. Aquele terreno não era estável o suficiente para mim.
—No ponto em que você diz que vai terminar com seu noivo super “simpático” para ficar comigo. – usou os dedos para desenhar aspas no ar. Sua sinceridade me fez engolir a seco.
—Edward....
—Tudo bem, tudo bem. – arqueou as mãos abrindo um sorriso torto. —Não vou te pressionar. – completou se aproximando mais um passo de mim. —Só me diz que vai considerar a ideia. – seus dedos colocaram meu cabelo atrás da orelha, a intensidade do seu olhar me fez suspirar. —Por favor?
Como é que alguém poderia negar alguma coisa para Edward? Ainda mais quando ele fazia aquela carinha fofa, com os olhos brilhantes e um sorriso encantador?
Soltando o ar pela boca, puxei meu cabelo para o lado e concordei com a cabeça.
—Vamos descer agora... – desviando de seu corpo dei alguns passos em direção a porta. —Já devem estar sentindo a nossa falta.
Edward contorceu seu rosto deixando claro que aquilo o desagradava, também não queria descer, até porque a ideia de ficar ali, beijando Edward, era muito mais tentadora.
—Jacob sabe cozinhar? – perguntou enquanto caminhávamos até o restaurante do escritório.
Estranhei sua pergunta, o encarando com os olhos cerrados, apenas neguei com a cabeça.
—Eu sei. – sua voz saiu orgulhosa e então, compreendi o que ele estava fazendo. —Um a zero para mim. – continuou me fazendo rir. —Jacob gosta da sua mãe?
—Isso é golpe baixo! – acusei empurrando-o pelo ombro. —E você ainda não conhece minha mãe, então...
—Não conheço mais já gosto dela. – me cortou com uma piscadela. —Dois a zero. – usou os dedos para fazer o placar, não contive o riso. —Jacob esbarrou em você e depois descobriu que iriam trabalhar na mesma empresa, em uma segunda-feira? – sua última pergunta me fez rir com vontade.
Algumas pessoas que caminhavam pelo corredor me encararam com estranheza. Apenas as ignorei enquanto respondia a Edward com um chacoalhar de cabeça.
—Três a zero! – ergueu os braços comemorando uma “possível vitória”. —Está vendo, baixinha? O placar não mente. – deixei um tapa em seu ombro, Edward era muito bobo.
—Engraçadinho. – ele sorriu charmoso e me lançou uma piscadela no momento em que entramos no restaurante. O assunto fora encerrado e logo encontramos o restante do pessoal, eles estavam todos reunidos em uma só mesa e o assunto rendia altas risadas. —As coisas estão animadas por aqui... – observei parando ao lado de uma das cadeiras vazias, antes mesmo de eu a tocá-la, Edward a puxou e a ofereceu a mim.
Olhei-o rapidamente por cima do ombro e lhe agradeci com um sorriso, sua piscadela divertida fora a resposta perfeita.
Alice e Embry me fitavam atentamente, ambos com sorrisinhos maliciosos no rosto. Pigarreei evitando encará-los, sabia que teria de dar explicações, mas elas poderiam ficar para mais tarde.
—Estamos combinando de sair no fim de semana. – Ângela cantarolou com animação.
—Não, estamos combinando de nos reunirmos na casa de Embry para beber. – Jéssica a corrigiu virando o resto do suco de melancia que havia em seu copo.
—Dá no mesmo. – Ângela deu de ombros. Maneando a cabeça, puxei o cardápio desocupado que estava sobre a mesa, meus olhos passaram por cada um dos pratos servidos.
—Edward, você vai não é? – Embry deixou a voz levemente manhosa, erguendo os olhos fitei os dois por baixo dos cílios.
—Claro, é só me passar o endereço. – Edward respondeu com um sorriso grande.
—Você pode ir com a Bella. – Alice deu a ideia, engolindo seco, prendi a respiração na garganta por longos segundos. —Ele é novo na cidade, pode acabar se perdendo. – explicou para os quatro pares de olhos curiosos que se voltaram para ela.
—Se a Bella for, não é? – Erick puxou uma das batatas que residia no prato da porção e a levou até a boca. —Bella nunca sai com a gente...
—Isso não é verdade. – retruquei rolando os olhos. —Saio com vocês sim!
A maioria das festas que eles iam, ou faziam, era composta por solteiros. O clima de pegação sem compromisso não combinava muito com uma mulher comprometida e Jacob se recusava veemente a me acompanhar.
—Só quando o Jacob deixa, não é? – Mike provocou. —Podemos ligar para ele e pedir! – deu a ideia me fazendo bufar.
—Rá, rá. – soltei deixando o cardápio sobre a mesa. —Jacob não manda em mim. – o silencio que compôs a mesa tinha um teor de descrença. A verdade é que nem mesmo eu conseguia acreditar naquelas palavras. Jacob sempre me barrava de sair com o pessoal, alegando que eles bebiam e farreavam demais.
—Muito bem! – Embry exclamou quebrando o clima chato que se apossou. —Vamos deixar marcado para sexta-feira, as nove, certo? – ele pareceu satisfeito quando todos nós concordamos com a cabeça.
Com a programação de sexta-feira à noite marcada, o assunto fora direcionado para outros lugares. Edward e eu pedimos nossos almoços, terminando de comer em cima da hora de voltar ao trabalho.
Nós voltamos para a sala de reunião e dar continuidade aos detalhes finais para a campanha da Avon, fora um tanto quanto difícil para mim, porque bastou entrar no cômodo para me lembrar do que havia acontecido ali.
Quando o horário do café da tarde chegara, Heidi me chamara em sua sala e me entregara uma pilha de briefings, como sempre, todos com um prazo curtíssimo de entrega.
—Então está tudo certo? Todos concordam? – perguntei olhando para cada um dos rostos a minha frente. Não ouve nenhuma negação e aquilo me fez suspirar de alívio. —Ótimo. Agora é só torcer para que a Heidi aprove...
—Ela vai aprovar. – Mike proferiu batendo os lápis na beirada da mesa como se estivesse tocando bateria.
—Estamos liberados? – Ângela soou esperançosa e cansada, eu estava da mesma forma. Cansada e confusa.
—Sim. – concordei com um sorriso leve. —É bom virem preparados para amanhã, temos muito trabalho. – apontei para as pastas sobre a mesa e foi difícil escolher qual deles pareceu mais desanimado.
Observando por baixo dos cílios reparei que Alice e Embry continuaram sentados. Edward se levantou assim que pegou suas coisas, acompanhei cada um dos seus passos, as batidas do meu coração ficavam cada vez mais intensas conforme ele se aproximava.
—Até amanhã gente. – acenou para os dois assim que parou ao meu lado. —Bella? – ergui os olhos assim que ele me chamou. —Não esquece do placar. – Edward ergueu a mão e afagou meu rosto. —Até amanhã, linda. – se despediu com uma piscadela me deixando ali, completamente abobalhada.
Alice e Embry entraram em um coro animado e malicioso. Maneando a cabeça eu os encarei e sentindo minhas bochechas arderem tentei conter o sorriso que se formou em meus lábios.
—Até amanhã, linda? – Embry repetiu as palavras de Edward, seu tom era provocador.
—O que foi isso? – Alice questionou se colocando de pé e praticamente correndo para se sentar na cadeira ao meu lado. —Tocando seu rosto... Te chamando de linda... O que aconteceu?
—E que história é essa de placar? – Embry se aproximou igualmente curioso.
Respirando fundo joguei a cabeça para trás, esfreguei as mãos no rosto e tentei controlar toda a euforia que residia dentro de mim.
—Ele me beijou na hora do almoço! – aquelas palavras surtiram como um furacão dentro da sala. Embry pareceu estar sofrendo uma crise asmática, enquanto Alice pulava alegremente na cadeira.
Era como se fosse o dia quatro de julho, todo mundo vibrando e comemorando.
—O que foi que eu disse, Embry? – se virando para encará-lo, Alice o questionou. —Pode me passar as cem pratas!
Cerrei os olhos ficando descrente diante a cena que se passou a minha frente. Embry bufou, rolou os olhos e após retirar a carteira do bolso deu uma nota de cem dólares para uma Alice vitoriosa.
—O que é isso?
—Nós apostamos, baby. – explicou com descaso. —Estava tão na cara que você e o boy magia iam se pegar, que Alie e eu fizemos uma leve apostinha... – encarou as unhas parecendo chateado com o resultado.
—Eu disse que vocês se beijariam em dois ou três dias, Embry achou que iria demorar de cinco a sete. – Alice disse enquanto guardava o dinheiro na bolsa. —E eu ganhei!
—Ganhou porque eu acreditei que a Bella fosse mais difícil. – Embry contestou antes de respirar fundo. —Enfim, nos conte tudo gata! Ele beija bem? Tem pegada?
—Vocês dois nãos prestam. – acusei cruzando os braços. —Mas sim, ele beija muito bem e tem muita pegada. – suspirei com a lembrança. —Ai gente, ele me deixa tão confusa! – confidenciei falando mais baixo. —Juro que eu não sei o que pensar! Nem me arrepender eu consigo.
Alice e Embry se entreolharam trocando um sorriso suave.
—E nem tem que se arrepender. – Embry alegou prontamente. —Edward parece ser um cara legal e bem diferente do Jacob.
—Concordo. – Alice maneou a cabeça. —Eu vejo você sorrir quando está com ele, você parece feliz só de estar perto dele.... Amiga, posso contar nos dedos quantas vezes te vi tão para cima ao lado do Jacob.
Aquilo era um fato incontestável, não podia discutir, até porque não tinha argumentos suficientes ou se quer, verdadeiros.
—O que ele disse depois que te beijou? – a pergunta de Embry me fez suspirar, retirando o cabelo do meu rosto me deliciei ao recordar as palavras. —Perguntou sobre Jacob, se eu o amava... E depois disse como queria que eu ficasse com ele.
—E você respondeu...? – Alice deixou a pergunta no ar.
—Que iria considerar a ideia. – respondi com cuidado. —Mas gente, isso é uma loucura! Eu mal o conheço e estou com Jacob há tanto tempo...
—É como Alice disse, raramente te vi tão sorridente ao lado de Jacob. Com Edward, você não para de sorrir. – Embry proferiu mais sério. —Não tem que levar em conta o tempo da relação, mas a intensidade.
Soltei o ar pela boca concordando mentalmente. Embry tinha razão, concordava plenamente.
—Como está se sentindo? – ele perguntou quebrando o silencio que se instalou na sala.
—Confusa. Já disse, ele me deixa confusa. – puxei o ar com força para soltá-lo pela boca. —Jacob e eu já não estamos bem há um tempo, mas antes de Edward aparecer eu conseguia levar e aceitar essa crise. – os dois me encaravam fixamente. —Agora... Agora eu não sei se quero isso. Se aguento isso.
Os dois respiraram fundo acho que pensando e algo certo para me dizer.
Sabia que vinha conselhos e estava pronta para recebe-los, mas o misto de vozes animadas e conhecidas no corredor, fez com que ambos ficassem em silencio.
—Ai meu Deus, isso é sério? – cerrei os olhos reconhecendo a voz de Renée, sem entender encarei aos dois a minha frente antes de me virar, encarei a porta a tempo de ver minha mãe entrar na sala e ser seguida por Edward. —Filha! – exclamou aumentando a voz. Ela saltitou em minha direção e mal me deu tempo de levantar, simplesmente me pegou em um abraço apertado. —Que saudade, que saudade, que saudade!
Estava atônita demais para corresponde-la, tudo o que eu conseguia formular era que ela e Edward vieram até mim juntos e pelo visto, estavam em plena harmonia.
—Mãe? – perguntei assim que ela se afastou. —O que você está fazendo aqui?
Ela soltou um riso baixo, puxou os óculos do rosto e correu para cumprimentar Alice e Embry. Odiava quando ela ignorava minhas perguntas. Rolando os olhos vi Edward se aproximar, ele sorria grandiosamente.
—Onde encontrou a minha mãe? – perguntei mais baixo.
—Lá em baixo, acredita se eu disser que a gente se esbarrou? – brincou me fazendo rir suavemente.
—É sério, Ed. – o empurrei com o ombro.
—Vi ela perguntando por você na recepção. – explicou tirando o cabelo do meu rosto. —E resolvi acompanhar minha futura sogra. – jogou charme com um sorrisinho torto.
Não tive tempo de responde-lo, visto que minha mãe logo se aproximou, ela voltara ainda mais doida do México.
—Bella, você não me contou que estava trabalhando com um homem tão educado e simpático. – proferiu parando entre Edward e eu. —E bonito, diga-se de passagem. – completou quase matando de vergonha.
Edward riu com vontade e mesmo estando com as costas viradas para eles, consegui ouvir os risos de Alice e Embry também.
—Além de você Embry, é claro. – inclinou o pescoço para poder olhá-lo. —Agora eu entendo o porquê ela vem se produzindo tanto para trabalhar.... – cobri o rosto com a mão.
—Mãe! – aumentei um pouco a voz para ver se ela segurava a língua dentro da boca. —Já deu, não é?
Ela bufou, rolou os olhos e deu de ombros.
—Chatinha.... Está passando muito tempo com a mala do Jacob. – pelo canto dos olhos, vi o sorrido de Edward ficar ainda maior.
Erguendo a mão, ele voltou a
usar os dedos para elaborar o placar. Três a zero. É, ele estava ganhando de lavada.
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