Notas iniciais
Olá amores! Não me matem, não me matem, não me matem! Eu sei, estou sumida pra caralho, mas genteee, vida está muito corrida! :( Bom, antes de mais nada, eu queria desejar a toooodas vocês um lindo ano novo (vamos fingir que hoje é dia um :P ) kkkk Espero que todas tenham tido boas festas e começado o ano com o pé direito!!! o/ Agora, falando da fic, queria agradecer a recomendação deixada pela minha querida leitora Greenurse! Amor, muito obrigada por ter recomendado, fiquei muito feliz, sério mesmo e até me motivou a voltar a escrever! Muito obrigada mesmo! Mil beijões :* Agoraaaa, vamos ao capítulo o/ Tá postado gatinhas, vão ler haha Espero que gostem e boa leitura :D

Sendo sincera, não estava nos meus planos me apaixonar. Ou estava. Mas eu não lembrava que era assim. Eu não lembrava as regras do jogo, as cláusulas do contrato que a gente finge não ler. Aquilo tudo sobre enxergar o que não existe e nunca existiu, ouvir além do que foi dito, achar ter mais do que tem. Eu tinha esquecido das borboletas que provocam meu estômago quando ele se aproxima ou quando alguém se aproxima dele. Acho que eu tinha esquecido de tudo o que significa estar apaixonada, estar andando nessa corda bamba de possibilidades ou na montanha russa que é decifrá-lo.

Não estava nos meus planos um olhar que confundisse tanto, que me procurasse enquanto o corpo fugisse; estava nos meus planos a objetividade, fora desses jogos que nunca foram “minha praia”.

Não estava nos meus planos esbarrar com ele naquele dia comum e nunca mais conseguir desviar o olhar.

Edward não estava nos meus planos, mas chegou, de uma forma ou outra; seja verdade ou invenção: chegou.

E agora, eu me encontrava ali, perdidamente apaixonada por aquele cara que a cada dia que passava, mais incrível se mostrava a mim.

Com ele ao meu lado, as coisas ficaram mais fáceis. Bem mais fáceis. Edward me dava todo apoio que eu precisava, me compreendia e era o alicerce que eu precisava para me reerguer.

Sendo sincera, há um certo tempo atrás, duvidava que fosse conhecer novos sogros, e quando o convite para passar o fim de semana no Tennessee surgiu, foi impossível recusar. Porque a verdade é que eu estava morrendo de vontade de conhecer as pessoas mais importantes da vida do cara mais importante da minha vida.

A família de Edward era incrível, disso eu não tinha a menor dúvida, mas mesmo tendo ouvido maravilhas de todos eles, me sentia imensamente nervosa. Afinal, o que sua mãe ia achar de mim? Ou será que sua irmã ia gostar de mim? E o seu pai ou o seu cunhado?

Mil alternativas desagradáveis corriam por minha cabeça e manter a calma era realmente impossível.

—Amor, relaxa. – a voz de Edward saiu doce, voltei meus olhos para os seus no momento em que ele beijou meus dedos.

Respirei com força soltando o ar pela boca com calma.

—Estou nervosa. – murmurei me acomodando no banco do taxi. Um sorriso torto, emoldurado por lindas covinhas, surgiu em seu rosto. A risada rouca ecoou prazerosamente dentro do veículo. —Não ria!

—Não precisa ficar nervosa, minha família vai adorar você. – sua voz soou com bastante confiança. Voltei a respirar fundo sem saber se deveria crer naquilo. —Você vai ver, vai dar tudo certo.

Fechei os olhos por um breve momento, a brisa fresca entrou pelo vão da janela aberta e refrescou meu rosto.

Admirar aquela cidadezinha não era algo difícil, ainda mais quando as nuances de um lindo pôr do sol coloria o céu com as mais lindas cores.

A cidade mais parecia uma maquete. Tudo extremamente organizado, limpo, bonito. Collierville era pequena, segundo Edward, tinha uma população inferior a cinquenta mil habitantes, e onde, praticamente, todos se conheciam, pois a maioria ainda era composta de pessoas nascidas e criadas na ali.

—Ainda bem que não é alérgica a pólen, senão estaria perdida. – Edward brincou um segundo antes de beijar o meu pulso. Soltei um suspiro e lhe abri um sorriso leve.

A “neve primaveril”, outra característica forte da cidade. Enquanto corríamos as ruas, podia enxergar floquinhos e mais floquinhos brancos, pairando no ar.

O carro fez a volta e adentrou em uma rua curvilínea onde todas as casas eram iguais. Tijolos a vista em um tom de cinza de claro, janelas brancas e quadradas, teto claro que se reclinava do segundo andar até cobrir a pequena varanda da porta de entrada.

Um bairro simples, mas tão charmoso que me fez suspirar. Por um mero momento, imaginei como seria levar a vida naquela cidade, sem trânsito, sem grosseria, sem correria.

—Chegamos. – Edward anunciou ansioso assim que o veículo fora estacionado. Desviei os olhos da rua que seguia longínqua a minha frente para olhá-lo. A felicidade, reluzida em seus belos olhos azuis, era hipnotizante. Sua expressão me remeteu a de um menino em véspera de natal. Ele estava tão feliz, que foi impossível não ser contagiada por aquela magia única.

Desci do carro com a ajuda de Edward, o sol quente começou a pinicar minha pele. Estava muito quente e minha roupa não era muito apropriada para o clima. Estava com uma saia de couro preta, rodada e de pregas, ela começava em minha cintura e acabava um pouco a cima do meu joelho. A blusa de véu rosada que eu vestia era fina, mas o blaser branco não me refrescava em nada.

—Me deixa te ajudar. – pedi me aproximando do bagageiro do carro, de onde Edward descia nossas malas.

Seus olhos se voltaram para mim com uma perplexidade fora do comum.

—Qual é, amor... Dou conta disso sozinho. – proferiu exibindo um atraente sorriso torto, retribuindo, afaguei rapidamente seu rosto.

Tão lindo, tão cavalheiro, tão perfeito....

Um suspiro profundo escapou por minha garganta no momento em que voltei a encarar as casas a nossa frente. O taxista havia estacionado entre duas residências e mentalmente, comecei a me perguntar qual seria aquela em que Edward cresceu.

Foi então que, perdida em uma dúvida irrelevante, vi uma das portas de entrada se abrir e revelar a figura alta de um homem loiro. Não precisei encarar muito para reconhecer. Era ele: Carlisle.

Sorridente e juvenil, ele praticamente saltou pelos degraus da varanda e veio em nossa direção. Ele podia não ser pai biológico de Edward, mas a beleza dos dois era totalmente compatível. Uma risada alta e grossa fora emitida pelos dois no momento em que os corpos fortes se encontraram. Foi impossível não sorrir diante a tanta cumplicidade e amor.

—Meu filhão está de volta! – Carlisle comemorou ainda agarrado ao filho. —Tem noção de quanta falta você faz, moleque? – quando os dois se separaram, ele passou os dedos pelos cabelos desgrenhados de Edward, que rolou os olhos, sem deixar é claro, de sorrir abertamente ao pai.

—Também senti sua falta, pai. – com uma leve batida, ele fechou o porta-malas do taxi. Foi então que a atenção se voltou para mim e claro, minhas bochechas protestaram imediatamente. —`Pai... – Edward começou chegando até mim e passando o braço por minha cintura. —Essa é a garota. – pronunciou e quanto eu o encarei, notei que aquelas palavras refletiam muito mais do que eu fui capaz de entender.

Carlisle soltou um risinho e se postou a minha frente.

—É realmente um prazer conhecer você, Isabella. – sua mão grande e levemente calejada se estendeu a mim. Engoli a vergonha e lhe abri um sorriso aceitando seu cumprimento.

—O prazer é todo meu senhor. – minha voz tremeu um pouco. —E por favor, me chame apenas de Bella.

O sorriso aumentou no rosto de Carlisle, que maneou a cabeça em concordância e logo, me lançou uma piscadela.

—Ok, Bella. E nada de senhor, não sou tão velho assim. – sua brincadeira me fez rir e claro. Mentalmente concordei com suas palavras. E sendo sincera, ele não era nada velho. —Vamos entrar, vamos entrar! – chamou com uma animação estupenda. —Deixe-me te ajudar com isso. – proferiu pegando duas das quatro malas que trouxemos.

Edward sorriu a mim e com um aceno de cabeça me convidou para segui-lo, e mesmo que ainda estando sem jeito, eu o fiz.

—Bella, pode ficar à vontade. – Carlisle murmurou assim que passamos pela porta de entrada. O hall era pequeno, havia apenas uma mesa alta e quadrada com um vaso de flores silvestres e na parede oposta a escada, um quadro com uma enorme foto em família. —Sem vergonha, sem restrições.... Sinta-se em casa.

—Obrigada. – agradeci, desviando a atenção da decoração clean e simples para o meu sogro.

—Onde está a mamãe? – Edward indagou deixando as malas no canto da porta, assim como seu pai havia feito.

—Lá no fundo. Estamos cuidado do churrasco, Emm e Rose logo, logo chegarão. – Carlisle respondeu ao filho, a animação que ele sentia era quase palpável, era nítido como ele gostava de ter todos em casa. —Vamos lá, ela já está surtando de ansiedade.

Edward entrelaçou seus dedos aos meus e com carinho, me puxou para acompanhar o pai. O percurso pela casa fora curto, e mesmo simples, eu podia sentir quando amor aquelas paredes guardavam. Uma sensação única de aconchego acolheu meu peito.

Nós passamos por uma cozinha grande, com bancadas em mármore branco e armários igualmente nevados. Tudo muito limpo e impecável. Mais flores silvestres enfeitavam o cômodo, e mais uma vez, me imaginei vivendo a vida em uma casa como aquela.

Simples e tão acolhedora.

O jardim não era muito grande, havia uma pequena área gourmet com churrasqueira, um canteiro de flores, de onde certamente saíram todas aquelas que embelezavam a casa.

E ali, parada em meio ao balanço desgastado pelo tempo e a sexta de basquete presa na cerca de madeira branca, estava a figura formosa de Esme.

Ela aguava suas plantas e parecia perdida em uma lembrança boa. Mesmo sem conhece-la, mesmo sem ter olhado em seu rosto ainda, pude sentir todo o ar maternal que ela exalava.

—Amor. – Carlisle chamou com um pigarro alto. —Temos visita.

O barulho da água jorrando cessou pouco tempo depois e quando ela se virou, seu rosto belo se iluminou com o maior dos sorrisos.

—Oh, meu Deus! – exclamou me permitindo ouvir o doce som de sua voz. —Não acredito. –esticou os braços um segundo após Edward soltar minha mão e correr para abraça-la. —Que saudade!

Edward enlaçou os braços na cintura fina e então, ergueu a mãe do chão despejando um caminhão de beijos no rosto branco. A cena me fez suspirar.

—É bom ver que não sou o único que suspira ao ver esses dois. – a voz de Carlisle soou mais próxima e quando me dei conta, seu braço já havia passado por meus ombros.

Olhando-o, lhe emiti um leve sorriso, meio sem jeito e retraído, contudo, bastante sincero.

—Então essa é a famosa Isabella. – quando a voz doce de Esme voltou a soar, soube que estava sendo direcionada a mim. Erguendo os olhos eu a vi se aproximar ao lado do filho. Ela era absurdamente linda e a foto que Edward me mostrara dela, não fazia jus a sua beleza.

—Só Bella. – pedi tentando mandar a timidez embora. Ela sorriu parecendo encantada com algo que deixei passar. —É um prazer conhecer a senhora.

—É um prazer te conhecer também e por favor, apenas Esme. – ela foi educada e quando se aproximou, tocou meu rosto rapidamente antes de me dar um leve abraço. —Vem, vamos sair desse sol. – então seu braço ocupou o lugar do seu marido e carinhosamente, ela me guiou até a área fresca. —Então, como foi a viagem? – perguntou após me indicar educadamente um dos banquinhos para que eu me sentasse.

Sendo sincera, demorei para perceber que a pergunta de Esme fora direcionada a mim, Edward precisou pigarrear e só então me dei conta de que estava “boiando” entre os três.

—Me desculpe. – pedi ainda sem entender com o motivo que a fazia me olhar com tanto encantamento. —Estou meio nervosa. – assumi arrancando um risinho de Edward, que apoiou e afagou a mão em minhas costas. —Mas foi ótima a viagem, tudo tranquilo.

—Não precisa ficar nervosa. – Carlisle foi o primeiro a se pronunciar, enquanto amarrava o avental de churrasco na cintura. —Já assistiu aquele filme... Com a Jennifer Lopez... Qual o nome mesmo... – tentando relembrar, ele estalou os dedos.

—A Sogra? – minha voz saiu levemente tremula.

—Isso. – soltou uma piscadela divertida. —Esme tem o jeito parecido com o da Jane Fonda no filme. – seu tom brincalhão me fez rir, assim como Edward que deixou um rápido beijo em minha testa antes de se sentar num banquinho ao meu lado.

—Carlisle é tão engraçado. – Esme murmurou deixando duas garrafas de cerveja sobre o balcão. —Não acho que eu seja uma sogra ruim... Emmet poderá lhe dizer quando chegar.

—Escutei meu nome! – a voz grossa se sobressaiu sobre todas, instantaneamente girei a minha cabeça a tempo de ver a irmã de Edward passar pela porta.

Eu podia afirmar com toda a certeza do mundo, que nunca tinha visto uma mulher tão linda em toda a minha vida. Rosalie, era o tipo de mulher perfeita, daquelas que a gente via em revistas de moda intima, ou de alguma campanha de maquiagem e ficava se perguntando se aquele ser existia mesmo, porque era muita beleza para uma pessoa só.

O cabelo loiro, era quase cinza, de tão claro, passava um pouco dos ombros e delineava perfeitamente o contorno de sua face. A pele branca dava todo o destaque para os olhos azuis que além de refletirem um brilho incomum, ainda eram grandes e charmosos. A boca rosada que exibia um sorriso estonteante, o que deixava o rosto ainda mais belo.

—Olha só quem está de volta. – a voz assim como a dona dela, era linda, elegante e feminina ao extremo. —Achei que não fosse mais voltar para casa. – sua atenção se voltou toda para Edward e quando ele se levantou, a pegou em um abraço totalmente cumplice.

O sorriso surgiu em meus lábios novamente. Era uma cena tão linda, um momento tão lindo, que me fez desejar ter filhos para que eles tivessem uma relação tão boa quanto a que os dois me aparentaram ter.

—E ficar longe da minha anjinha? – Edward segurou o rosto da irmã entre as mãos, seu olhar não estava direcionado a mim, mas podia sentir todo o amor que ele nutria. —Jamais.

Rosalie sorriu ainda mais, se esticou e beijou o queixo do irmão antes de voltar a abraça-lo.

—Voltou e trouxe finalmente uma garota com ele. – a voz estrondosa voltou a soar, mas dessa vez, mais perto rompendo aquela bolha que percebi não ser só minha. —É realmente muito bom te conhecer. – o cara alto, grande e forte se curvou a minha frente, fazendo uma reverencia hilária.

O riso voltou a escapar por minha garganta e quando ele se colocou de pé, pude avaliar seus traços. Ele era realmente lindo, dono de olhos verdes, cabelo castanho escuro e uma pele tão branca quanto a mais fina porcelana.

—Bella, esse é Emmet, meu genro. – Esme apresentou ao me oferecer uma das garrafas de cerveja.

—Ah, obrigada. – agradeci. —E é muito bom te conhecer também, Emmet.

Mentalmente, imaginei uma criança vinda dele e de Rosalie, ou pelo menos tentei, porque era muita beleza para caber em um mero pensamento.

—Sério, já estava achando que Edward era gay.... Aw! – exclamou um segundo antes de cobrir a cabeça com a mão.

—Pare de falar besteira, você que sempre morreu de vontade de dar a rosca. – a resposta de Edward arrancou um riso alto de mim.

—Tão maduros! – se colocando entre o marido e o irmão, Rosalie rolou os olhos. —Não ligue para Emmet, ele ama encher o saco do Edward. – proferiu com o timbre divertido. —É um prazer conhecer você, Bella. – ela se aproximou, toda simpática e educada, e então, deixou um rápido beijo em meu rosto.

—O prazer é meu, Rosalie.

—Só, Rose, por favor. – pediu me lançando uma piscadela. —Uh, Budweiser.— comemorou saltitando até o frigobar de inox.

—Não encho o saco de ninguém. – Emmet proferiu com um sorriso sacana no rosto. —Já te falaram que você é muito bonita para o Edward? – se debruçando no balcão de pedra, Emmet abriu ainda mais o sorriso deixando claro a provocação.

—Sai fora, Emmet... – Edward se postou atrás de mim e enlaçou minha cintura com os braços, mesmo sem olhá-lo, pude apostar que ele estava rolando os olhos.

Esme, que abria um pote de picles nos olhou com um sorriso terno antes de suspirar profundamente.

—Bella é a garota, não é? – sua pergunta foi simples, as palavras comuns, mas havia algo embutido no sentido delas. Algo que fez todos os outros me encararem com expectativa.

Cerrei os olhos e então, olhei Edward por cima do ombro. Ele sorria, exibindo aquelas covinhas fofas em suas bochechas.

—Sim. Bella é a minha garota. – confirmou um segundo antes de beijar minha bochecha.

—Eu já sabia disso! – Carlisle se glorificou enquanto colocava alguns bifes na grela.

—Soube porque eu te disse, pai. – Edward contestou, apoiando o queixo em meu ombro.

—Eu soube no momento em mamãe disse.... – Rosalie virou a garrafa de cerveja na boca e tomou um grande gole antes de continuar. —Que Edward ia trazer alguém para cá. – completou e abriu um sorriso esperto.

Mordisquei o canto dos meus lábios e então, não contive a curiosidade.

—Eu não entendo... – soltei com um suspiro. —Vocês sabiam do que? – meu tom refletiu exatamente como eu estava me sentindo: perdida.

O riso que Edward contou fez seu peito vibrar em minhas costas, ele respirou fundo e beijou minha cabeça, ainda sem me explicar qualquer.

—Quem vai contar a ela? – Emmet indagou roubando uma uva do belo cacho que estava sobre o balcão.

—Eu contei a você. – Rosalie se pronunciou caminhando calmamente até a rede pendurada na lateral da área. —Então, Edward deve contar a ela.

—Uh, vou adorar ouvir essa história pelo ponto de vista do Edward. – Carlisle comemorou antes de beber sua cerveja, Esme que estava ao seu lado, pareceu concordar com tal fato.

—Contar o que, gente? – voltei a perguntar, não fazia ideia do que eles estavam falando. —Edward? – afastei seus braços e girei no banco para poder olhá-lo. Seus olhos azuis refletiram um brilho único e indecifrável.

—Vou te explicar, princesa. – sua mão tocou meu rosto e seus dedos colocaram meu cabelo atrás da minha orelha. —Bom... Rose e eu crescemos ouvindo nosso pai contar como foi o dia que ele conheceu a mamãe. – começou com calma. —Era uma noite como outra qualquer, mas algo incomparável estava para acontecer. – por alguns segundos, ele encarou o pai, acho que para ter a certeza de que havia começado corretamente. —Carlisle estava numa mesa rodeado de amigos, o salão repleto de gente... A música estava alta, a pista estava cheia e a conversa animada, mas de repente uma coisa aconteceu. A temperatura aumentou, a música diminuiu... Na verdade pareceu que tudo estava em câmera lenta. – fez suspense. —Quando Esme e suas amigas chegaram no salão. Para a maioria ali eram apenas mais uma parte dos convidados. Mas para ele não. – parou por um segundo. —Quer dizer, quatro meninas ali eram sim apenas mais alguns dos convidados. Mas não ela. – seus olhos focaram rapidamente em sua mãe. —Ela era a peça que faltava naquele salão, era o complemento da alegria. O que o papai não podia imaginar era que a partir dali ela seria a grande fonte de alegria da vida dele.

Edward fez uma pausa, sabia que a história ainda não havia chegado ao fim, mas mesmo assim, já abri um sorriso encantado.

—E você deve estar pensando que ela era a menina mais bonita, com um vestido elegante e gestos exagerados. – Carlisle tomou a vez, chamando por minha atenção. —Mas não, ela era justamente o contrário. Estava longe de ser a mais bonita daquele salão, o vestido não era lá grandes coisas, sua risada era tímida, seus olhos misteriosos.... – ele parou por um segundo, seus olhos brilharam com a nostalgia. —Mas havia algo, além do seu sorriso que me prendeu de tal forma.... – o sorriso cresceu em minha boca. —E eu fiquei ali, parado, encarando ela fixamente...

—Claro que eu notei que estava sendo observada. – Esme admitiu, participando do conto também. —E quando olhei em seus olhos, percebi que ele não era apenas um dos menininhos que estavam soltos por aí. – gesticulou com a mão de um modo divertido. —Eu vi nos olhos daquele garoto estranho que ele tinha um algo mais.

—E eu vi nos olhos dela a vontade de tentar algo novo, junto com o medo de se machucar.

A sinceridade de ambos me tocou, e um suspiro longo escapou por minha garganta.

—Pai, mãe... – Rosalie atraiu a atenção dos dois. —Deixem o Edward contar. – pediu apoiando o pé no chão e impulsionando a rede para trás.

—Chatice! – Esme exclamou, lançando o pano de prato na direção da filha que apenas riu sapeca. —Continue filho. – pediu sem se chatear.

Edward pigarreou e então, voltei a olhá-lo. As palavras de Esme repercutiram dentro de mim.

E quando olhei em seus olhos, percebi que ele não era apenas um dos menininhos que estavam soltos por aí. Eu vi nos olhos daquele garoto estranho que ele tinha um algo mais.

Um sentimento bom aqueceu meu peito. Eu a entendia. A entendia muito bem.

—Eles se buscaram juntos, como imas. Para eles não existia ninguém naquele salão, apenas quatro olhos que se liam e quatro mãos que buscavam incessantemente se tocar. A música e as conversas cessaram completamente. As pessoas pararam pra assistir. – continuou a contar, afagando rapidamente meu rosto. —E ficaram assim por muito tempo. As pessoas voltaram a fazer o que faziam antes, a música voltou a tocar e eles ficaram lá, esquecidos, naquela conexão, sem nenhuma palavra a dizer, mas com a certeza de que tinham encontrado aquela pessoa que por muito tempo procuravam. – suspirou abrindo um sorriso de canto. —E ficaram assim, conectados, entrelaçados... Foi então que o papai sentiu que não havia encontrado uma garota, e sim a garota... A garota da sua vida.

A história se encaixou em minha cabeça com um tique quase mudo e então tudo fez sentido.

—Nunca entendi muito bem esse estado que ele ficou ao vê-la, até a gente se esbarrar naquela segunda-feira mal planejada. – abaixando os olhos, ele sorriu meio tímido. —Quando eu te olhei, senti como se o mundo tivesse parado. Mas não foi qualquer mundo que parou. – disse convicto. —Não foi o mundo de todo mundo. – voltou a me olhar. —Foi o meu mundo. Só o meu mundo, que naquele momento deu uma freada brusca para observar o que acabara acontecer. – seus dedos correram por minha bochecha. —Eu nem sabia o seu nome ainda, mas já sabia que você era a garota. A minha garota.

Boquiaberta. Era assim que eu me encontrava naquele momento. E sendo sincera, eu não fazia ideia do que responder.

—Muito lindo. – Emmet proferiu aplaudindo, novamente, provocando a Edward.

—Lindo mesmo. – concordei após pigarrear e forçar minha mente a “acordar”. —Então eu sou a sua garota? – questionei, tentando ocultar os efeitos da emoção que me dominava.

Edward sorriu maroto, coçou a nunca e então assentiu com a cabeça. Tudo o que eu fiz, foi sorrir e me inclinar para beijar seu queixo.

A verdade, era só uma: Edward, era o meu cara. O cara da minha vida. E sendo sincera, eu também soube disso, no momento em que nos esbarramos naquela segunda-feira mal planejada.

Notas finais
Bella conheceu a família do Edward o/ Próximo capitulo teremos mais Cullens e revelações bombásticas do passado do nosso Publicitário mais lindo *---* Amores da minha vida, desculpem a ausencia, vou voltar a postar com frequencia, juro!! Greenurse, mais uma vez obrigada pela recomendação :* É isso ai lindas, espero que tenham gostado! Nos vemos em breve, beijões :*