Segunda-Feira

3 O dom de me fazer sorrir


Notas iniciais
Olá amores! Tudo bem com vocês? Espero que esteja tudo certo porque hoje é dia de capítulo o/ E aí, prontas para se encantarem ainda mais com o Edward? haha Vamos lá, tá postado, bora ler! Espero que gostem, boa leitura :D

Eu sempre amei meu trabalho, meus colegas e a Valanstain, mas já tinha um bom tempo em que eu não me sentia tão animada para ir trabalhar.

Ter discutido com Jacob, por incrível que pareça, não interferiu em meu sono como sempre acontecia. E isso, não se devia ao fato de ele ter saído do banheiro com a cara contorcida pelo arrependimento, ter me pedido mil e uma desculpas e prometido tentar manter a paz.

Mesmo que tentasse me convencer a cada instante que não, sabia que toda aquela disposição extra e ansiedade, eram motivadas pela presença do novo publicitário.

Naquela manhã de terça-feira, onde o sol brilhava timidamente no céu nublado, me arrumei para ir trabalhar com vontade redobrada. Tomei cuidado ao escolher as roupas que iria vestir, cantarolando uma música alheia da minha cantora favorita, Adele, separei a calça flare bege, uma body branco de mangas longas e minhas ankle strap de tom chocolate.

Jacob fora embora apressado por conta de uma conferência agendada de ultima hora e só soube agradecer aos céus por ele e Renée não terem se esbarrado, visto que, minha mãe estava um pouco mais maluca que o normal naquela manhã.

—Vai fazer o que no México, mãe? – a olhei rapidamente, rodava a pequena colher de prata na café enquanto tentava digerir as informações que ela me passara.

Assim que desci o último degrau da escada e cheguei ao primeiro piso, já pude avistar as malas acumuladas no canto da porta de entrada. Renée não demorou a aparecer e após fazer suas críticas diárias sobre Jacob, disse que embarcaria para o México antes do meio dia.

—Não sei exatamente.... Conhecer, explorar. – deu de ombros limpando o canto de suas unhas, os quais foram borrados pelo esmalte preto que ela passava.

—Quanto é a passagem? – puxei a bolsa de couro castanho a acomodando no colo. —E as diárias no hotel? – a risada alta de Renée me obrigou a erguer a cabeça. —O que foi?

—Gatinha, não vamos de avião. – disse como se fosse algo óbvio. Estreitei os olhos abandonando minha carteira sobre a mesa. —O primo do Phil, tem um amigo, que conhece o cara que vai nos emprestou o Maverick. – narrou de olhos fixos em seus dedos.

—Quem?

—Maverick. — repetiu e diante ao meu silencio, respirou fundo voltando a me olhar. —É um carro filha.

Fechei os olhos enchendo os pulmões de ar e o soltando pela boca.

—Você vai para o México de carro, mãe?

—Vou. – confirmou com descaso, como se aquilo fosse comum.

—E como vão passar pelas fronteiras? – o brilho do desafio brilhou em seus olhos caramelos, um segundo depois, tive a reposta. —Me diz que não vão tentar atravessar ilegalmente. – pedi com a voz fraca.

—Vai ser a parte mais divertida! – exclamou com a voz vibrante de excitação. —Se quiser ir pode vir com a gente, ainda tem lugar no carro.

Rolei os olhos bebericando o café que estava quase gelado. Fiz uma careta deixando a xícara de lado, com um suspiro voltei a pegar a carteira.

—Mas e então, qual o valor da diária do hotel? – a encarei por um longo momento esperando que ela terminasse de cobrir suas unhas com o esmalte para enfim me olhar.

—Não vamos ficar em hotel. – abanando as mãos ela assoprou cada um dos seus dez dedos. —Waylon está levando barracas.

Discutir com Renée e tentar colocar algum pingo de juízo em sua cabeça era o mesmo que dar murro em ponta de faca, então a única coisa que fiz antes de sair de casa foi pedir que ela tomasse cuidado.

Apesar de sua completa falta de noção, ela era minha única família e eu a amava.

Renée me criara sozinha, sem ajuda de ninguém, se quer do homem que a engravidara. Aos olhos de alguns preconceituosos, a culpada era ela, afinal, que moça decente engravida aos dezessete?

Todos falaram dela e de sua gravidez precoce, mas o garoto que a abandonara grávida não recebeu nenhum dedo em riste.

Era por isso, por toda sua batalha, todas as dificuldades que ela passara para me ter e criar, que eu nunca contestava o modo que ela vivia sua vida. Até bancava suas aventuras ou como Jacob dizia, dava cordas para suas maluquices, mas tudo o que eu queria, era que Renée aproveitasse tudo o que lhe foi tirado.

Maneei a cabeça deixando aqueles pensamentos fluírem para longe de mim. Pela janela do carro observei o grande movimento na quinta avenida. Estava uma loucura, como sempre, mas era divertido sempre encontrar um olhar fascinado, um sorriso exalando felicidade.

Vladmir, que não se atrasara naquela manhã, abrira a porta do carro e me ajudara a descer.

—Tenha um bom dia, Petit. – desejou com um sorriso doce e uma piscadela.

—Você também, Vlad. – lancei um beijo no ar para ele antes de entrar no Empire State. Eu amava trabalhar lá, amava o prédio, a arquitetura, a história, mas ter de nadar todos os dias por um mar de pessoas era cansativo.

A recepção estava tranquila, meu trio preferido, estava todo ocupado. Bree falava ao telefone, Claire estava concentrada no computados e Lucy arrumava uns papeis sobre o balcão de pedra.

—Bom dia, meninas. – cumprimentei apoiando o dedo na máquina de biometria. As três desviaram sua atenção do trabalho para me responder.

Era raro vê-las tão concentrada daquele jeito, então resolvi não estender o assunto.

Olhei para a máquina que ainda não havia reconhecido minha digital, era sempre a mesma demora, e aquilo causava uma impaciência sem tamanho.

—Bella, acabei de falar com Heidi. – Bree deixou o telefone do gancho mantendo os olhos em mim. —Ela disse para você ir para a sala dela, assim que o... – algo a fez parar de falar e roubou totalmente sua atenção.

Cerrei os olhos voltando minha cabeça para o ponto que ela encarava, a tempo de ver Edward entrar na recepção.

Seu rosto lindo exibia o sorriso torto que encantava mais que um arco-íris no fim de tarde, os olhos tão brilhantes, que conseguiam iluminar mais que as estrelas lá do céu, vieram para mim após passar por Bree, Claire e Lucy —as duas últimas que pararam seus afazeres para olhá-lo.

O sorriso nasceu em minha boca instantaneamente, era uma coisa de doido, mas Edward tinha o dom de me fazer sorrir. Ele correu a mão por seu lindo cabelo dourado que me pareceu extremamente macio, mordeu o lábio inferior deixando-o ainda mais vermelho. Alguém deveria proibi-lo de fazer aquilo.

—Bom dia. – ele desejou exalando simpatia, recebeu um coro de suspiros e um grupo de sorrisos fascinados. Dessa vez eu não pude julgar o trio a minha frente, visto que, estava tão encantada quanto elas.

Hollywood não sabia o que estava perdendo. Não mesmo!

—Bom dia. – quando nós quatro respondemos juntas, fui obrigada a pigarrear e me recompor. Eu tinha mesmo que parar com aquilo!

Edward veio em minha direção e me permiti admirá-lo rapidamente. Ele usava uma camisa de flanela branca e o colete preto esportivo por cima dava um ar mais descontraído. A calça jeans era cinza claro e o tênis converse preto. Ele estava lindo.

—Você está bem? – perguntou mais baixo assim que parou ao meu lado. Tomei ar pela boca ouvindo o apito da máquina que finalmente captara meu ponto.

—Estou sim. – puxei meu cabelo para atrás da orelha enchendo os pulmões de ar e os esvaziando com lentidão. —E você?

—Estou bem, linda. – se olhos, encantadores e profundos como o mar, saíram dos meus quando Bree chamou por mim.

—Bella. – pigarreou alto. Maneando a cabeça, eu a encarei. —Heidi pediu para você ir até sala dela junto de Edward. Ela está aguardando por vocês dois.

Assenti com a cabeça agradecendo com um sorriso. Edward acenou para as três antes de me acompanhar pelo corredor.

—Você tem sorte por não precisar passar por aquela máquina. – murmurei apontando para trás, como se a máquina de biometria estivesse a nossas costas. —Ela é muito lerda.

O longo corredor estava vazio, somente nossos passos emitiam os sons que pareciam ecoar entre as duas paredes.

Edward riu e eu amei o som de sua risada.

—Fugirei dela até ser registrado no sistema. – proferiu movendo seus olhos até os meus. Algo me dizia que aquele olhar, envolvente e profundo, ainda iria me surpreender. Edward respirou fundo, girou a cabeça e encarou por um bom tempo a parede preta onde nosso logo estava destacado em amarelo, branco e laranja. —Aqui é tão incrível...

—É, é muito incrível. – só após proferir as palavras que me dei conta do sentido delas. Pigarrei sentindo meu rosto esquentar.

—O Empire State é demais... Deveria estar na lista das maravilhas do mundo.

Edward soou com um impressionismo quase que infantil. Vi ali ao meu lado, um garotinho deslumbrado com o parque da Disney. Voltei a sorrir.

Mas é claro que todos nós do Group Valanstain ficamos impressionados e extremamente orgulhosos quando nosso novo local de trabalho fora divulgado, fora que de chamar um edifício tão icônico de “nossa casa” era maravilhoso.

Quando a escolha do novo endereço fora passada para nós, fiquei impressionada com todos os dados que foram levantados. Analisaram o endereço de cada dos, mais de trezentos, funcionários até descobrirem que o Empire State iria fazer com que toda a equipe economizasse pelo menos três minutos de tempo do seu trajeto para o trabalho —ida e volta. Também analisaram sete meses e cinquenta mil horas de reuniões para determinar o número perfeito de salas de conferências para o novo escritório —nos deram tantas opções que iam desde salinhas para reuniões rápidas a espaços gigantes.

Além disso tudo, ainda havia espaços para diversão e descanso. Havia duas salas de jogos nomeadas, por voto coletivo, “Alice no País das Maravilhas” e “8-Bit”, uma biblioteca secreta, espaço para cafeteria e muito espaço para sair da mesmice. Criatividade era a nossa cara, em absolutamente tudo.

Nós dois descemos a escada que levava até a sala de Heidi, como um exímio cavalheiro, Edward abriu a porta permitindo que eu entrasse no cômodo primeiro.

—Obrigada. – agradeci olhando-o rapidamente.

Edward apenas alargou seu sorriso, em silencio, nós paramos em frente a Elise, secretária de Heidi.

Seus olhos varreram todo o corpo de Edward, os orbes verdes delineados pelo interesse. Respirei fundo rolando os olhos diante a total falta de descrição vinda de Elise.

—Vou avisar que chegaram. – se pondo de pé ela faltou descer a blusa e deixar os seios a mostra. —Com licença. – Elise rebolou tanto, que mais pareceu um javali na lama.

Bufei puxando meu cabelo e o prendendo em um coque no alto da minha cabeça. Alguns fios rebeldes caíram, mas não me incomodei.

—Já se sentiu como um bife suculento a frente de leões famintos? – ele perguntou atraindo minha atenção para seu rosto contraído. Seu semblante pensativo era, além de encantador, bastante engraçado.

—O que? – indaguei cruzando os braços. —Vai dizer que não gosta de toda essa “atenção” que recebe? – meus dedos fizeram aspas no ar.

Edward curvou os lábios em um biquinho fofo, maneou a cabeça e correu a mão por seu cabelo dourado.

—Não, na verdade, fico até meio sem jeito. – assumiu coçando a nuca. Cerrando os olhos o encarei por um momento longo.

Seus olhos eram tão verdadeiros que nem ousei em duvidar. Então ele era tímido... E porque aquilo parecia tão encantador?

A vontade que eu tive foi de erguer as mãos e apertar suas bochechas, mas me resguardei apenas rindo com a revelação.

—O que foi?

—Você. – cruzando os braços, Edward estreitou o olhar. —Não parece ser o tipo de cara que se envergonha fácil. – acusei vendo-o rolar os olhos. —Parece muito mais com aqueles que se glorificam por ter filas e filas de mulheres ao seus pés... – narrei gesticulando com a mão.

—Está enganada, baixinha. – seu tom fora refletiu diversão.

—Não sou baixinha. – bufei o empurrando levemente. Edward riu, deixou os braços caírem ao lado do corpo e então assumiu uma postura mais séria.

—Para ser sincero, não entendo esses homens que se glorificam por ter filas e filas de mulheres ao seus pés. – usou minhas palavras. —Um homem não precisa ter mil mulheres. Na verdade, a gente só precisa de uma.

Suas palavras me deixaram totalmente abobalhada. Não sabia o que dizer, mas meus pensamentos estavam a mil.

Edward só poderia ser fruto da imaginação de alguma mulher sonhadora, porque, não parecia nem um pouco real. Ele era bom demais para ser real.

—E sim, você é baixinha. – ele sussurrou um minuto antes de entrarmos na sala de Heidi. Tentei demonstrar como estava afetada, afinal, Heidi era um tanto quanto implicante.

Ela estava de pé em frente à janela, bebericava seu café enquanto lia alguma matéria no jornal do The New York Times.

—Com licença. – pedi e seu olhar analítico veio instantaneamente em minha direção. Heidi permitiu que nós entrássemos com um aceno de cabeça. Ela puxou sua cadeira, sentou e deixou o jornal junto do copo plástico com o café sobre a mesa.

—Sentem. – esticou a mão nos oferecendo as poltronas de couro clara. Edward tomou a iniciativa, puxou uma das poltronas e a ofereceu a mim.

Contive o sorriso ao me sentar, ele logo se colocou ao meu lado.

Heidi nos encarava de um modo estranho, a cabeça baixa fazia deixavam os óculos caídos e os olhos ficavam ainda mais perturbadores por estarem livres das lentes.

O silencio incomodo fora quebrado por seu pigarro alto.

—Muito bem. – arrumou a postura. —Bella, eu quero que você coordene a elaboração da campanha para a Durex. — disse aquilo com descaso olhando diretamente para a tela do seu computador. —Todos os dados estão com Embry, pegue com ele e dê o seu melhor.

Mal humor. Heidi não estava boa.

—Mas e o comercial para a Avon? – perguntei com certo temor. Heidi me olhou e suspirou profundamente.

—É sobre isso que vou falar agora. – seu tom ecoou repreensão. —Como quero que você cuide da conta da Durex e do comercial para a Avon, vou reforçar seu time englobando Edward nele.

Respirei fundo em pleno contentamento, Edward era um grande profissional e sabia que tento ele ao meu lado, nós iríamos longe.

—Algum problema para você, Edward? – Heidi perguntou e assim que ele negou com a cabeça, soltei o ar aliviada.

—Não, tudo certo.

—Ótimo. – era bem nítido que ela queria agradá-lo. —Passe aqui mais tarde, temos algumas pendencias contratuais para resolver.

—Certo.

Heidi nos liberou logo em seguida e mesmo que eu quisesse continuar a conversar com Edward, precisava me concentrar no trabalho.

Reunir toda nosso grupo na sala de reuniões ten fora o primeiro passo para começarmos a elaboração do comercial para o perfume. Embry me entregou o Briefing ao entrar na sala.

—Que sorte a nossa. – ouvi seu murmúrio enquanto verificava se estava tudo certo com a papelada. —Ter o prazer de trabalhar com essa beldade não é para qualquer um.

Rolei os olhos o encarando. Embry sorria com uma malícia gigante.

—Deixe de ser tarado. – deixei um tapa em seu braço recebendo sua risada escandalosa. —Vai se sentar.

Embry maneou a cabeça como se jogasse o cabelo para o lado, pigarreando ele puxou o paletó o ajeitando em seu corpo.

—Vou me sentar ao lado daquela delícia. – sussurrou e piscou antes de me dar as costas. Mordi meu lábio inferior contendo o riso ao vê-lo puxar a cadeira vaga e se colocar ao lado de Edward, esse que conversava animadamente com Erick.

—Gente. – tive de erguer a voz para atrair todas as atenções. Aos poucos os seis pares de olhos se voltaram para mim. Respirei fundo me controlando para não focar apenas nos orbes azulados. —Sei que está faltando a Alice, mas precisamos começar a criar o comercial para a Avon.

Pigarreando fui até o projetor de imagens, acionando o play e dando início ao slideshow.

—Já estou com o Briefing e todos os dados. – voltei a olhá-los. —Não é nada muito difícil, o perfume se chama Immortal, tem um designer bem bacana...

A frente da sala e com toda a atenção voltada para mim, comecei a explicar detalhadamente cada nota que deveríamos tomar. Mas era tanta coisa, tanto detalhe, tanta informação que a hora do almoço chegara e nós ainda estávamos repassando o Copy Strategy.

—Bella! – a voz cantarolada de Embry soou as minhas costas. —Edward e eu vamos descer até o restaurante, nos acompanha? — recolhendo as pastas com os papeis do projeto logo me virei para ele, ou melhor, para eles.

Edward estava parado ao lado de Embry, os dois me encaravam com expectativa. É claro que havia certa malícia em Embry, mas tratei de descarta-la.

—Claro. – concordei observando de soslaio o sorriso nascer no canto dos lábios de Edward.

Um sentimento de contentamento cresceu dentro de mim. Gostei de fazê-lo sorrir, era bom saber que eu dera o motivo para algo tão lindo nascer em seu rosto.

Os corredores da Valanstain estavam movimentados, afinal, era hora do primeiro grupo ir almoçar. Nós descemos até o restaurante do escritório ainda comentando sobre o comercial que precisávamos bolar, a campanha para a Durex e como estávamos cheios de trabalho.

—Heidi é meio maluca. – Embry abaixou a voz para dizer aquilo. O riso de Edward se misturou ao meu. —Pode perguntar a Bella, ela nunca nos deixa livres. É conta em cima de conta, campanha em cima de campanha.... — parou de falar por um momento para respirar fundo. —Às vezes temos que levar o trabalho para casa.

Nós paramos na primeira mesa vaga, Edward puxou a cadeira para que eu sentasse, sorri para ele e ignorei os olhares nada discretos de Embry.

—Isso é verdade. – concordei deixando minha bolsa na cadeira vaga que estava entre Edward e eu. —Ela é bem exigente.

—E bipolar. – Embry completou. —Só porque não tem uma vida fora dessa agência, ela não quer que nós tenhamos também.

Mordi meu lábios inferior voltando a rir do que ele dissera. Claro que, descontando o exagero, o que Embry dizia era verdade.

Heidi sempre chegava com mais trabalho e sempre exigia que nós nos dedicássemos cento e dez por cento em todos os projetos.

—Vocês me dão licença um minutinho? – Embry perguntou com uma falsa gentileza. Rolei os olhos. —Preciso ir ao banheiro. – explicou se fazendo de inocente.

—Claro, vai lá. — assim que Edward concordou, Embry se virou para mim e sorriu maquiavelicamente. Não sabia o porquê de ele querer nos deixar sozinhos.

Ele saiu da mesa e logo se perdeu entre as várias pessoas que caminhavam pelo restaurante. Respirei fundo e soltei o ar lentamente, tamborilando os dedos sobre a mesa, me distraí por um segundo com os barulhinho ritmados.

—Então você é noiva. – ergui os olhos para Edward. Ele me encarava com um sorrisinho torto na boca.

Tomei fôlego pela boca evitando a vontade de negar. Mordendo meu lábio inferior apenas assenti com a cabeça.

Edward soltou um riso suave, abaixou a cabeça por um momento e se arrumou na cadeira.

—Como sabe?

—Não sei. – deu de ombros. —Acho que esse diamante de quatro quilos em seu dedo me fez suspeitar. – aquilo me fez rir, mas um teor amargo chegou até minha boca.

Pela primeira vez me senti desconfortável. Era como se o fato de eu estar noiva me afastasse dele. Barrasse nossa amizade.

—Não tem quatro quilos, exagerado. – puxei a mão de cima da mesa e a acomodei em meu colo. De um momento para o outro, o anel pareceu pesar muito mais que quatro quilos, se fazendo notar de um jeito incomodo em minha mão.

—Mas e então, faz quanto tempo?

—Seis meses. – respondi de imediato.

—E quando vai ser o grande o dia? – cruzando os braços Edward questionou. Sorri meio sem jeito enquanto negava com a cabeça.

—Ainda não falamos sobre isso. – a garçonete finalmente chegou até nossa mesa, entregou um cardápio para cada um de nós e aguardou que fizéssemos o pedido.

Edward pedira um cheeseburger com fritas e Coca-Cola, eu me reservei em uma salada de folhas verdes e um suco natural.

—Não o conheço, mas sei que não é muito esperto. – sua alegação me fez estreitar os olhos.

—Porque acha isso?

Edward respirou fundo, correu a mão pelo cabelo e então abriu um sorriso sedutor.

—Se ele fosse esperto já teria casado com você e não estaria dando esse mole. – proferiu naturalmente. —Sabe, outros caras podem chegar e se interessar por você. – beliscou o lábio inferior com os dentes antes de continuar. —E roubar você dele.

Um brilho estranho correu por seus olhos e só desviei o olhar de seus orbes por conta do queimar que se apossou em meu rosto.

Ah, como eu odiava corar!

Edward riu com prazer e quando voltei a olhá-lo, recebi sua piscadela divertida. O sorriso nasceu em minha boca de imediato. Nem tentei contê-lo, afinal, era como se Edward mandasse e desmandasse em minha boca. Ele sempre arrancava sorrisos de mim quando queria.

Notas finais
"Edward só poderia ser fruto da imaginação de alguma mulher sonhadora" #BellaEsperta #BellaObservadora kkkkk Eu sei que a relação entre eles pode estar se desenvolvendo com rapidez, mas também sei que algumas relações são trabalhadas no acelerador, então, é isso ai kkkk Gente espero que tenham gostado, nos vemos quartaaa! Beijões e se cuidem!