Segunda-Feira

4 Capacidade de entendimento


Notas iniciais
Oláa amores ❤ Voltei o/ Primeiramente, eu gostaria de agradecer a Susa Santos por ter feito a primeira recomendação em Segunda-feira *--* Minha linda, muito obrigada, eu ameei, amei e amei ❤ Fico muito feliz por estar gostando da fic, sério, muito obrigada por ler, comentar e recomendar :* Voltando, capítulo disponível, bora ler e se apaixonar ainda mais pelo o Edward *---* Nos vemos lá em baixoo, boa leitura :D

Tem certas coisas na vida que simplesmente fogem da nossa capacidade de entendimento. Como algumas ligações que a gente cria, por exemplo.

Elas não se baseiam em tempo, como a maioria das pessoas crê. Elas podem até crescer e evoluir com o passar dos dias, mas desde o primeiro momento, desde o primeiro olhar ou o primeiro sorriso, elas já são intensas.

Elas chegam, acontecem e tiram nosso sono.

Exatamente o que Edward fizera comigo. Era estranho pensar que eu o conhecia há apenas quatro dias, porque parecia que ele sempre esteve em minha vida.

De repente eu poderia ler cada uma de suas expressões, entender o sentido que cada um dos seus sorrisos trazia, e claro, decifrar os brilhos dos seus lindos olhos azuis.

É certo que Edward também fazia o mesmo comigo e, as vezes, eu até me surpreendia com a facilidade que ele tinha. Era como se eu estivesse ali, aberta e totalmente acessível para que ele me folheasse e captasse cada palavrinha que me formava.

Percebi que ele era incrível no momento em que nos esbarramos naquela segunda-feira mal planejada, mas o convívio diário me permitiu ver além da sua bela aparência. Edward era educado e gentil, tratava as pessoas com os sorrisos mais bonitos e os olhares mais simpáticos. Dizer que em menos de cinco dias, ele conquistara a todas as pessoas do nosso escritório que conhecera, não era um exagero.

Edward era muito mais que um rosto bonito, ele era uma pessoa bonita.

—Bella. – a batida na porta unida a voz de Jéssica me despertou completamente do transe que havia me enfiado. Havia um bom tempo que eu estava ali, sentada em minha poltrona e virada para a janela, apenas observando o movimento na quinta avenida.

—Oi, Jéss. – limpei a voz em um pigarro. —Entra. – ela sorriu com o canto da boca e com dois passos, adentrou em minha sala.

—Trouxe o esboço do designer da campanha para a Durex. ­— erguendo a mão, ela chacoalhou o tablet preto antes de me entregar. Com um suspiro aliviado deixei o eletrônico sobre a mesa. —Você precisa ver ainda hoje, sabe nosso prazo está curto. – senti uma leve pitada de preocupação em sua voz.

Jéssica era responsável pelo Designer Gráfico de cada um de nossos projetos. Tinha total confiança em seu trabalho, porque ela era uma excelente profissional, mas com a ausência de Alice, sabia que as coisas estavam pesando para o lado dela.

—Pode ficar tranquila, vai dar tudo certo. – ela não pareceu crer no que eu disse, seus olhos castanhos claros ainda estavam tensos. —Até a hora do almoço eu te dou uma resposta. – Jéssica exibiu um mero sorriso, aquela resposta havia lhe agradado mais.

Ela soltou o ar pela boca, passou as mãos no rosto e assumiu uma postura cansada. Quando voltou a me olhar, vi o estresse em seus orbes. Aquela aparência era absurdamente comum entre nós.

—Preciso que Alice volte rápido. – lamuriou puxando o cabelo castanho e o prendendo em um coque. —Estou a ponto de surtar.

Eu a entendia completamente. Todos nós estávamos pressionados, dando o máximo possível, entregando até a última gota de suor para que tudo ocorresse bem.

Nós formávamos uma boa equipe. Alice e Jéssica, comandavam o designer; Erick e Mike eram os roteiristas; Ângela e Embry tinham as ideias e eu, coordenava todo o projeto. Isso sem contar com Edward, que era, um grande presente para nosso grupo.

Coordenar o projeto era a parte mais arriscada. Se algo saísse da linha e desse errado, toda a responsabilidade era colocada em uma mochila e dada para eu carregar. Era uma pressão enorme, mas não posso mentir, amava aquilo.

—Segunda-feira ela estará de volta. – ficava realmente feliz por dizer aquilo. Alice era uma grande amiga e ela me fazia uma falta enorme. Fazia quinze dias que não dava as caras por aqui, desde que sua mãe falecera vitimada por uma cirrose, ela pedira alguns dias de férias e praticamente sumira do mapa.

Sua história era bem parecida com a minha. Era filha única, criada apenas pela mãe, a diferença é que Renée nunca se envolveu com drogas ou álcool —não em excesso, pelo menos. Eram apenas as duas e quando Mary se fora, Alice praticamente perdeu o chão. Era horrível ver uma amiga tão querida sofrer tanto.

—Será que ela está bem? Estou tão preocupada...

Meus ombros pesaram diante sua pergunta, queria tanto saber a resposta, mas Alice havia se isolado do mundo nas últimas semanas.

—Não sei Jéss, ela não retorna minhas ligações, nem responde as mensagens que eu mando. – o semblante de Jéssica se contorceu em uma careta. —Só nos resta esperar até segunda e dar todo o apoio para ela.

Jéssica maneou a cabeça em concordância tomando um grande gole de fôlego pela boca.

—Sim, ela vai precisar da gente. – beliscou o canto de seus lábios com os dentes e então se afastou um passo. —Nossa reunião é as duas, certo?

A mudança de assunto deixou o ambiente mais leve, se é que falar de trabalho aliviasse as coisas.

—Certo.

—Ok, vou aproveitar essas horinhas vagas e montar planos extras, caso não goste desse designer.

Jéssica era assim. Precavida. Sempre tinha um plano B, um C, um D e mesmo que se esgotassem todas as letras do alfabeto, ela aparecia com uma nova carta na manga.

Era imprevisível e um tanto quanto sensível. Qualquer frase bonita a deixava emocionada, qualquer problema a deixava desesperada. Mas, além disso tudo, ela era uma amiga maravilhosa.

Adele e o seu vocal robusto, ao som de Set Fire To The Rain, tomaram conta da acústica da minha sala assim que Jéssica saiu. O nome de Jacob unida a uma foto de nós dois piscava na tela do iPhone.

—Oi amor. – atendi estranhando ao ouvir o barulho alto de buzinas e falatório do outro lado da linha.

—Oi, Bella. – sua voz soou meio distante. —Tudo bem?

—Tudo e com você? – cerrei os olhos apoiando os braços na mesa. Jacob não estava em seu escritório, podia ouvir os passinhos das formigas quando ele me ligava de lá.

—Tudo bem. Nós combinamos de almoçar juntos, não é? – perguntou, mas não me deu espaço para responder. —Só que surgiu um imprevisto no trabalho... Uma proposta irrecusável, aliás. – pude sentir a excitação em sua voz. —Mas eu te conto quando chegar de Buffalo.

Buffalo? – não consegui esconder a surpresa. —Está indo para Buffalo?

Sim, ele estava. Jacob nem precisou confirmar com palavras, visto que eu conhecia bem os sons do aeroporto John F. Kennedy International Airport.

—Amor, me desculpe por desmarcar com você em cima da hora... É que isso apareceu do nada e é uma grande oportunidade. – quieta deixei que ele continuasse seu discurso. —Como eu disse, te conto quando voltar.

Respirei fundo passando a mão por meu cabelo.

—E quando você volta?

—Amanhã cedo. – Jacob ficou um bom tempo sem falar comigo, podia ouvir sua voz sendo direcionada a outra pessoa, certamente um funcionário do aeroporto.

—Ok, então. Faça uma boa viagem.

—Obrigado, querida. – agradeceu. —Eu amo você e irei te recompensar, juro.

Jacob tinha uma péssima mania de jurar em falso. Aquilo me irritava tanto, mas preferi não brigar, afinal, ele estava viajando a trabalho.

—Preciso desligar amor, já estou morrendo de saudades. Beijos.

Não sabia do que se tratava essa proposta irrecusável que Jacob se referira tanto, mas levado em conta todo o amor que ele tinha pelo trabalho, sabia que podia não ser grande coisa. Do mesmo jeito que outras “propostas irrecusáveis” apareceram e não passavam de um jogo esperto da empresa querendo que ele trabalhasse mais e ganhasse menos.

Tentei não me chatear com o cancelamento do nosso almoço, contudo, já tinha mais de duas semanas que não nos reuníamos para almoçar em paz. Meu relacionamento com Jacob havia dado uma boa esfriada, no fundo, sentia que nossos trabalhos e a relação conturbada que ele tinha com Renée provocaram tal mudança. Eu queria, me esforça e tentava a todo custo fazer com que as coisas voltassem ao normal, mas estava a cada vez mais difícil.

Minha manhã se arrastou pelas horas, por mais incrível que pareça, a única obrigação que tive foi a de analisar o designer que Jéssica criara para a campanha da Durex. Como sempre, ela mandara muito bem e após aprovar o projeto, o mandai para Erick e Mike, era hora dos nossos roteiristas entrarem em ação.

—Com licença.

As batidas na porta aberta, antecederam a voz aveludada. Nem precisava erguer a cabeça para saber quem era, mas deixar de encarar aqueles lindos olhos, ou aquele lindo sorriso, era bem complicado. Erguendo os olhar avistei Edward. Ele estava parado a minha frente, sorridente e alegre, como sempre.

Devo dizer que ele estava ainda mais bonito naquele fim de manhã. Usava uma camisa de botões azul marinho, as mangas estavam arregaçadas até seus cotovelos, e aquele ar descontraído extremamente charmoso. Sua calça caramelo era justa e marcava bem cada uma das voltas de suas pernas torneadas. O tênis chocolate dava o toque final.

—Bom dia, baixinha. – seus olhos eram tão lindos e grandes que através deles eu via várias possibilidades. Era impossível ficar para baixo quando eu tinha duas safiras tão incríveis voltadas para mim.

—Bom dia, Ed. – respondi vendo-o entrar na sala, as mãos dentro dos bolsos da calça o deixava ainda mais relaxado.

Edward estreitou o olhar, pendeu a cabeça para o lado e me estudou por um longo momento.

—Você está bem? – ele se aproximou de mim, sua voz soou a mesma preocupação de sempre. Edward tinha isso também: não perguntava apenas por educação, ele realmente se interessava em saber a resposta, ele se importava.

—Sim. – concordei com um suspiro. —E você? – Edward ergueu a mão tocando meu rosto. A pele macia da sua palma pressionou minha bochecha seus dedos rastejaram até encontrar meu cabelo e o colocar atrás de minha orelha.

Ele sempre fazia aquilo, já havia se tornado uma mania, um costume. Mas jamais me acostumaria com as sensações que seu toque causavam em mim.

—Estou bem. – me lançou uma piscadela, sua mão caiu ao lado do corpo. —O que foi, hein? Parece tão desanimada.

Respirei fundo soltando o ar lentamente pela boca. Um sorriso amarelo estampou minha boca e soube, através daqueles espelhos límpidos, que Edward não havia gostado da minha postura.

—Ah, não é nada demais. – meu tom saiu mais leve. —Jacob e eu tínhamos combinado de almoçar juntos, mas ele desmarcou em cima da hora. – Edward puxou o lábio inferior e o prendeu entre os dentes, seus braços subiram e cruzaram em frente ao peito largo. —Teve um imprevisto no trabalho e está indo para Buffalo.

Edward ergueu as sobrancelhas, curvou os lábios em um biquinho, e desvencilhou seus braços para poder correr os dedos por seu cabelo dourado.

Seus olhos me estudaram por um longo momento. Era incrível como nosso silencio nunca era algo incômodo.

—Ok. – soltou o ar pela boca. —A cada dia que se passa, mais eu tenho certeza que seu noivo não é muito inteligente. – rolei os olhos erguendo a mão e o empurrando pelo ombro.

—Para com isso. – pedi caminhando até minha mesa, recostei o copo nela apoiando as mãos no tampo de vidro.

Edward riu se aproximando uns passos de mim.

—Tudo bem, tudo bem! – arqueou as mãos em sinal de paz. —Agora são onze horas e nós temos três horas até a reunião...

—Muito bem. – o interrompi em tom irônico. Edward que encarava o relógio em seu pulso, me observou com os olhos cerrados. —Você sabe contar! – bati palmas vendo-o girar os olhos. Não contive o riso.

—Engraçadinha. – com mais dois passos, ele se postou a minha frente.

É, Edward tinha razão em me chamar de baixinha, porque perto dele, eu era quase uma anã. Ele era bem mais alto que eu, mesmo estando de salto, não alcançava seus ombros. E o fato de ter todo o corpo definido, coberto por deliciosas camadas de músculos, só o deixava ainda maior.

—Falando sério. – deixou claro, esticando os braços e pegando minhas mãos. Eu jamais me acostumaria com a quentura e maciez de seu toque. Um arrepio subiu por meus braços eriçando todos os pelinhos até os meus ombros. —Eu te levo para almoçar, mas você vai ter que ir em um lugar comigo antes.

Era difícil prestar atenção no que ele falava quando suas mãos estavam em mim, seu corpo estava tão perto e seu perfume me embriagando totalmente.

—Onde seria esse lugar? – indaguei desafiando-o com o olhar.

Edward voltou a cerrar os olhos, um sorriso misterioso apareceu em seu rosto.

—Surpresa!

Quem poderia resistir aqueles olhos que pareciam saber todos os segredos do mundo? Quem recusaria o convite de ficar ao lado de uma pessoa tão apaixonante?

Edward pareceu surpreso quando lhe disse que tinha um motorista particular, mas não recusou a ideia de irmos com Vladmir ao invés de tentar parar um taxi em plena quinta avenida.

O endereço que ele passara a Vlad, me deixara pensativa. Era em West Village, um dos bairros mais queridinhos da cidade, e um mar de possíveis destinos se abriu em minha cabeça. Onde será que Edward estava me levando?

Nós entramos em uma ruazinha pitoresca, de arquitetura europeia e um tanto quando charmosa. Prédios pequenos e geminados de tijolos a vista corriam rua abaixo, algumas arvores enfeitavam os passeios de cimento queimado.

Olhando pela janela do carro eu me surpreendi com a limpeza. Não havia lixo no chão, se quer folhas secas das árvores. Era tudo limpo, calmo e quieto. Parecia tudo, menos Nova York.

—O que viemos fazer aqui? – indaguei quando Edward estendeu a mão e me ajudou a descer do carro. Ele sorriu piscando em minha direção.

—Já vai descobrir, baixinha.

Rolei os olhos alisando o tecido negro do meu vestido. Ainda segurando minha mão, Edward me puxou para o lado norte da rua. Uma boa sensação aqueceu meu peito fazendo meu coração disparar.

Respirei fundo abaixando momentaneamente a cabeça e tentando me convencer de que ele estava apenas me guiando. Erguendo os olhos, logo avistei uma senhora parada em frente a um dos prédios. Ele sorria grandiosamente em nossa direção. Seu cabelo loiro estava preso em um elegante coque loiro, usava blaser e uma saia lápis, ambos de tom cinza escuro.

Quando paramos a sua frente, pude ver que havia o emblema de uma empresa em seu casaco.

—Olá, bom dia! – saldou com animação. Passou a segurar com apenas uma mão a bolsa preta e o celular, para poder apertar a de Edward. —Senhor Cullen, certo?

—Bom dia e apenas Edward, por favor. – ele pediu com um sorriso ameno nos lábios. —Essa é Isabella. – indicando em minha direção, Edward fez com que a mulher voltasse sua atenção para mim.

—Olá, como vai? – perguntou me estendendo a mão.

Os dedos de Edward soltaram os meus para que eu pudesse cumprimentar a mulher. Uma sensação chata e incomoda se apossou de mim. Queria que ele continuasse a segurar minha mão!

—Bem e você?

A mulher sorriu concordando com a cabeça, respirando fundo ela intercalou seu olhar entre nós dois. A curiosidade já queimava dentro de mim. Quem era ela? Onde nós iriamos?

—Então, vamos entrar?

Quando a mulher nos indicou o caminho até a casa de três andares, comprida, de tijolos a vista e janelas quadradas, finalmente entendi o que estávamos fazendo ali.

A mulher loira, se chamava Renata e era uma corretora de imóveis. Edward estava avaliando casas e aquela era uma das primeiras visitas que ele fazia.

Não posso negar, gostei de estar com ele em um momento tão importante, afinal, ele estava escolhendo a casa que iria comprar para morar. Era uma grande ocasião.

A residência em questão era incrível. Aberta, arejada e ampla, um ar contemporâneo que impressionava, sem contar o design inovador de escala impressionante.

O pé direito alto era dramáticos e ligavam todos os andares da casa. Um átrio de vidro center e claraboias banhavam as paredes da casa com luz indireta natural.

O primeiro andar era incrível. Possuía uma galeria de entrada, uma sala de mídia separado de áreas de estar e jantar pelo pátio do átrio. Uma moderna cozinha e um pequeno, mas charmoso jardim, encerravam o primeiro piso.

Nós passamos pelos três quartos grandes e claros do segundo andar, havia ainda dois banheiros completos, ambos muito bem planejados e bonitos. Um escritório com vista para a outra parte do bairro, pareceu encantar Edward.

—Gostei desse espaço. – proferiu olhando fixamente cada ponto do cômodo.

—Tem uma vista incrível. – murmurei, Edward assentiu com a cabeça se virando para me olhar. —Vai ser bom para você relaxar quando tiver que trazer o trabalho para casa. – brinquei fazendo-o sorrir.

Edward se aproximou e colocou meu cabelo atrás da orelha, sorrindo para ele, senti meu coração dar saltos dentro de mim.

—Acho que a suíte máster supera este espaço. – a voz brincalhona de Renata fez a gente se afastar.

Edward mexia demais comigo e aquilo estava começando a me assustar.

Nós subimos para o terceiro andar e Renata finalmente nos apresentou a suíte máster. Sofisticada e de grandes dimensões, haviam dois enormes closets e uma bela varanda. O banheiro continha uma enorme banheira, branca e elegante.

Também no terceiro andar ficava uma sala de mídia e mais um escritório, que como Renata mesmo disse, poderia servir como quarto extra.

—Gostei do estilo da casa, é bem privada, mas ao mesmo tempo tão aberta e clara. – comentei com Renata enquanto Edward avaliava os detalhes do banheiro.

—É muito boa, não é? – se virou para me olhar, tirando o cabelo do rosto, confirmei com a cabeça. Os olhos curiosos dela fitaram um ponto fixo em mim por um breve momento. —Acho que Edward também gostou.

—Também acho.

—Vocês estão juntos a muito tempo? – sua pergunta fez minha espinha gelar. Tive de pigarrear para limpar a voz. Minhas bochechas começavam a queimar.

—Não estamos juntos. – disse apressada. —Somos apenas amigos. – a mulher quase ficou roxa a minha frente e eu teria rido, se não estivesse igualmente sem jeito.

—Oh, me desculpe! – cobriu o rosto com as mãos por um momento. —Os dois estavam olhando a casa e vi o anel em seu dedo... Achei que estivessem noivos. – sua explicação fora muito convincente.

Quem não pensaria aquilo? Eu havia mostrado tanto interesse que realmente pareceu que iria morar ali também... Não poderia culpar a pobre corretora, por isso tratei de tranquiliza-la.

Um clima chato pairou entre nós duas e quando Edward se aproximou, ambas suspiramos de alívio. O foco voltou totalmente para a casa, o que foi muito bom.

Edward não disse com todas as letras, mas só de olhar sua expressão soube que ele havia amado, quando nos despedimos de Renata ele lhe dera a promessa que iria pensar e logo entraria em contato com a imobiliária.

—O que achou? – Edward perguntou enquanto caminhávamos até o carro onde Vladmir nos esperava.

Mordi meus lábios erguendo os ombros. Olhando rapidamente para Edward maneei a cabeça.

—Eu achei bonita, clara e ampla... Mas isso não importa. – soltei o ar pela boca. —É você que tem de gostar.

Edward bufou e segurou meu braço me impedindo de continuar a andar. Estreitando os olhos o encarei sem entender.

—É claro que importa. – seus olhos criaram uma conexão inquebrável com os meus. Aquilo me deixou com o estômago gelado. —Você é minha amiga. Eu sei que a gente se conhece a pouco tempo, mas já sinto um enorme carinho por você.

Edward abriu um lindo sorriso torto, ergueu a mão livre e tocou meu rosto. Fechei os olhos por um momento sentindo seu toque expandir meu universo, era um frenesi suave e vicioso. Não conseguia entender como era sutil e ao mesmo tempo arrebatador um simples carinho.

—Sua opinião é importante para mim, baixinha. – sua voz era carinhosa e tão atenciosa que arrancaram um suspiro de mim. —Você é importante para mim.

O sorriso brotou em meus lábios feito flor em primavera. Outro suspiro escapou de minha garganta quando Edward se inclinou e beijou minha testa.

Eu queria dizer que que ele também era importante para mim, mas de repente, desaprendi a falar. Edward abriu a porta do carro e me ajudou a entrar nele, um cavalheiro, como sempre.

—Agora, levarei você para almoçar. – proferiu passando o cinto por seu corpo. —Só preciso que você indique um bom restaurante.

Minha risada saiu alta e estonteante, Edward era um fofo, até mesmo quando não queria.

—Gosta de frutos do mar? – perguntei já tendo uma ideia de onde ir.

—Sim. – Edward concordou fazendo o sorriso se expandir em meu rosto.

—Então já sei onde vamos. – Edward sorriu e o mundo inteiro deveria parar e ficar olhando por um tempo. Me inclinei um pouco para poder dizer o endereço a Vladmir.

Quando voltei a encostar no banco, notei que Edward me olhava, aquele mesmo olhar doce de sempre fazendo meu corpo reagir instantaneamente e entrar em estado de "Ecstasy".

Tem muitas coisas que fogem da minha capacidade de entendimento. O que Edward causava em mim, era uma delas.

Notas finais
Ah, meu deus, esse Edward! *---------* Concordo super com ele, Jacob não é nada inteligente (e legal), porque se um bom namorado já fica ameaçado com essa coisa linda do Edward, imagina um namorado que além de chato é um descaso? hehehe Minhas lindas, espero que tenham gostado, principalmente você Suu (Mais uma vez, obrigada pela recomendação ❤) Nos vemos Segunda-Feira! Mil beijos e se cuidem :* ❤ ❤ ❤