Segunda-Feira
12 Me faz tão bem
Notas iniciais
Me disseram uma vez que vale a pena estar ao lado de alguém nos faz bem. Nos faz sorrir e ser feliz com as coisas mais simples.
Claro que as vezes, estar perto de pessoas assim, trazia alguns riscos. Contudo, o medo de arriscar era bem menor, do que a vontade de estar junto e prolongar aquele sentimento tão bom.
Edward me fazia bem. Bem demais. Ele me fazia feliz sem fazer esforço e eu simplesmente amava estar ao seu lado, ter sua companhia. E quando ele me convidara para ir até seu apartamento, tomar uma bebida e jogar conversa fora, aceitei sem pestanejar.
Era tudo o que eu queria. Ficar ao lado dele o máximo que fosse possível.
Edward abriu a porta e deixou com que eu entrasse primeiro. A primeira coisa que notei era que os ambientes eram conjugados, a frente fica a sala de estar com charmosos sofás de cor cinza claro e um pouco ao lado, a cozinha com a sala de jantar. As luzes apagadas não me deixaram ver mais que as sombras de inox dos eletrodomésticos.
Quieta ouvi a porta ser fechada e o ruído da chave rodar dentro da fechadura, um segundo depois e estava tudo claro.
Fitei Edward por cima do ombro, ele me lançou um sorriso torto o qual retribuí rapidamente.
—Então, o que vamos beber? – ele perguntou se direcionando até a pequena cozinha, a qual eu pude enxergar melhor. Era toda branca, paredes brancas, armários brancos, piso branco... Aquilo fazia com que o brilho do inox se destacasse.
—O que você tem? — Edward abriu a porta da geladeira e encarou por um longo momento o interior do eletro.
—Cerveja. – sua reposta me fez rir.
—Vamos de cerveja então. – proferi lhe lançando uma piscadela.
Ele retirou duas garrafas, deixou uma sobre a pia e segurou a outra com a tampa rente a pedra da pequena ilha. Em um gesto rápido e bem sucedido, Edward abrira a primeira garrafa.
—Como você fez isso? – não escondi meu impressionismo, aquilo o fez rir e esticando o braço, me entregou a cerveja. —Obrigada.
—Disponha, linda. – seu sorriso viera acompanhado de um olhar carinhoso. —É bem fácil. – disse ao pegar a garrafa de cima da pia. —É só ajeitar a tapinha na pedra, dar uma batidinha com a mão e puxar a garrafa em sentindo contrário da tampa.
Repassei suas palavras tomando um gole da minha cerveja.
—Posso tentar? – Edward pareceu meio surpreso com o meu pedido, mas não colocara obstáculos. Se afastou e deu espaço para que eu tomasse seu lugar.
—Ajeitar, bater, puxar. – proferi me preparando para efetuar o grande truque. —Vamos lá...
—Só tome cuidado para não...
As palavras de Edward saíram um pouco tarde demais, a garrafa já havia sido quebrada e o liquido espumante já jorrava no chão.
—Bater no gargalo. – completou com a voz mais baixa.
—Ai meu Deus. – soltei sentindo meu rosto começar a arder. —Ai meu Deus, olha o que eu fiz... – a risada alta de Edward calou meu discurso. Rolei os olhos deixando a garrafa sobre a ilha. —Pare de rir, não tem graça! – mandei chacoalhando a mão fazendo com que pingos de cerveja voassem para todos os lados. —Edward! – sua crise de riso não passava, não podia negar, amava vê-lo rindo e o som de sua risada era muito agradável.
—Ok, parei. – usou os dedos para limpar o canto dos olhos. —Você se machucou? – esticando as mãos, Edward pegou as minhas, encarando-as de modo analítico.
—Não. – soltei um suspiro. —Só fiz a maior bagunça. – olhando para baixo encarei a poça de cerveja que ainda espumava no piso e ostentava vários cacos de vidro. É foi uma sorte eu não ter me machucado.
Edward soltou um riso e aquilo me fez olhá-lo, cerrei os olhos vendo-o morder os lábios na vaga tentativa de conter a risada.
—Você veio tão animada... – seu comentário antecedeu a nova crise de riso que o abateu. Rolei os olhos puxando minhas mãos das suas, já estava quase cedendo e rindo da situação também, mas seria bom se eu fizesse algo.
Um estalo clareou meus pensamentos, olhando para o lado encarei minha cerveja praticamente intacta sobre a pia. Só precisei esticar o braço para pegá-la e então, a virei contra Edward.
O liquido escorreu por seu cabelo, desceu por seu pescoço e seguiu molhando toda sua camisa, então quando Edward estava todo molhado pela cerveja, foi a minha vez de cair na risada.
E eu ri. Ri até minha barriga doer, até ficar sem fôlego, até lágrimas começarem a brotar no canto dos meus olhos.
—Você não fez isso, Isabella. – apoiei as mãos na mesa, tentando cessar a risada que ainda explodia por minha garganta.
—Fiz sim. – concordei respirando fundo várias vezes, tentando recuperar o fôlego perdido. —Cerveja faz bem para pele, bebê.
Edward estreitou os olhos e me fitou por um longo momento antes de esfregar a mão no rosto para limpar as gotas que corriam por sua pele.
—Certo. – concordou com aceno. —Faz bem não, é? – indagou, maneei a cabeça em concordância observando-o se aproximar lentamente. —Então acho que não teria problemas se eu te agarrasse agora não é? – mordendo meu lábio inferior comecei a deslizar para o lado, já planejando minha fuga. —Afinal, cerveja faz vem para a pele, não é bebê?
Seus braços vieram em minha direção e em um reflexo incomum, consegui desviar deles.
—Edward. – proferi me afastando ainda de frente para ele com passos receosos, seus olhos brilhavam exibindo a arte que estava prestes a fazer. —Edward!
—Não adianta fugir, eu vou te pegar. – soltei um risinho tamanha a adrenalina que corria por minhas veias, Edward deu mais um passo em minha direção e me baseando em sua aproximação, lhe dei as costas pronta para correr.
Mas é claro que aquilo foi uma péssima ideia. O piso estava encharcado e não ofereceu nenhuma firmeza para os meus saltos altos, que derraparam e me fizeram dar um belo escorregão. Fechei os olhos quando o frio tomou todo meu corpo. E esperei a pancada contra o chão. E esperei. E esperei. E esperei.
—Pode abrir os olhos. – a voz de Edward soou ao pé do meu ouvido. —Eu peguei você. – o arrepio que correu meu corpo eriçou cada pelo presente em mim. Abri os olhos com cuidado, não sabia se era de temor por causa do acidente evitado, ou por conta dos efeitos que Edward causava em mim. —Agora eu posso me vingar.
Não tive nem tempo de implorar, porque Edward me girou em seus braços com agilidade, e em questão de milésimos estava com os olhos nos meus.
—Ai, Edward... – eu não queria rir da situação, mas já não aguentava prender a risada, então quando ele começou a se apertar contra mim, me deixando tão molhada quanto estava, cedi a crise de risos. —Olha só o que você fez... – lamuriei quando ele me soltou, era difícil saber quem rira mais, Edward ou eu. —Bobo! – exclamei puxando o pano do meu vestido que por conta de estar molhado, começava a grudar em mim.
—Linda. – ergueu a mão afagando meu rosto. Soltei o ar pela boca e sorri, sem conseguir resistir aos seus encantos.
—Bom... – deixei o pano do vestido escorrer por meus dedos. —Me arrume um pano para eu limpar isso...
—De jeito nenhum. – Edward me cortou se aproximando um passo de mim. —Você vai tomar um banho, eu cuido disso aqui.
—Edward...
—Não tem nada de “Edward” – seus dedos desenharam aspas no ar. —Você vai tomar banho e eu limpo isso aqui. – seus olhos decididos não abriram espaço para discussão. Inalei o ar com força, mordicando meu lábio e ponderando diante a ideia.
—Não tenho roupas aqui, não tem como tomar banho.
—Acho que minhas camisas dão em você. – se afastou um pouco para olhar meu corpo. —Baixinha do jeito que é, vai ficar como um vestido.
Ergui a mão para estapear seu ombro, Edward riu com vontade antes de beijar minha testa.
—O banheiro é ali. – apontou para a porta entreaberta assim que entramos no quarto. Não era um cômodo muito grande, nem luxuoso, mas era tão aconchegante que me senti super a vontade. Edward soltou a mão da minha e passou pela abertura oval que ligava até o closet. —Aqui estão a toalha e a camiseta. – me entregou com cuidado.
—Obrigada. – agradeci esticando um pouco o corpo para poder beijar seu rosto. O sorriso que Edward direcionara a mim me deixara com o coração disparado.
Suspirei profundamente me livrando do vestido que já começava a incomodar.
Era incrível como Edward me fazia tão bem. Ele era tudo o que eu precisava, queria e sonhava.
Meu banho fora rápido, regado a risadas involuntárias e espuma com o aroma do sabonete. Sequei o cabelo por cima, apenas tirando o excesso da água com a toalha e só notei que não havia trago a camiseta, no momento em que fui vesti-la.
—Saco! – soltei o ar pela boca mordiscando meu lábio inferior enquanto pensava no que fazer. Colocar o vestido sujo não era uma boa opção e sair apenas de toalha também não parecia nada agradável.
Recostei na bancada da pia encarando meu reflexo no espelho.
Você não pode ficar aqui para sempre, Bella.
Meu subconsciente alertou.
Edward quer tomar banho também e logo ele te levará embora.
Suguei meu lábio inferior ponderando.
É, talvez se eu saísse e vestisse a camiseta rapidamente, ele nem me notaria, talvez, ainda estivesse ocupado limpando a bagunça que nós dois fizemos.
Com um suspiro profundo, tomei a coragem que precisava e abri a porta do banheiro. Estava tão decidida e firme quanto alguém que deseja conquistar o mundo, porém, tudo aquilo diluiu assim que meus olhos focaram no corpo forte a minha frente.
Edward estava de costas a mim, vestia apenas uma boxer preta e aquilo me dava uma linda visão de sua bunda cheia e arredondada. Senti o ar faltar encarando suas costas largas, vendo os músculos relaxarem e tencionarem conforme ele se mexia.... Então ele se virou e o mundo girar em câmera lenta.
Seu tórax perfeito fora se revelando aos poucos, primeiro o braço forte, o peito definido, e por fim, toda a silhueta dos ombros largos.
Meus olhos desceram pelos gominhos de sua barriga e quando encontraram o cós da cueca negra, precisei respirar com força. O volume que saliente me deixou com agua na boca e pernas bambas. Edward era grande. E tudo o que eu mais queria era cair de joelhos a sua frente.
Ele notou minha presença, prendendo o ar na garganta acompanhei a subida da sua cabeça até que nossos olhos se encontraram. Desde o momento em que nos conhecemos que me encantei por seus olhos, eles sempre foram incrivelmente lindos, mas naquele momento, aquelas duas poças marítimas estavam ainda mais incríveis.
Nós nos encaramos. Nos encaramos por um longo momento. Era como se todas as outras pessoas no mundo tivessem desaparecido. Restava apenas nós dois.
—Me desculpe. – pedi quando o silêncio se personificou no quarto. —Não sabia que estava trocando de roupa...
Edward pigarreou duas vezes, ergueu a mão e a esfregou no rosto por um longo momento. Seus dedos abriram caminho por seu cabelo dourado, um segundo antes de ele voltar a me olhar. Sim, eu mexia com ele, tanto quanto ele mexia comigo.
—Tudo bem, não tem problemas. – acompanhei a descida de seus olhos, eles saíram dos meus e varreram todo meu corpo. Aquilo fez algo quente e pulsante correr por minhas veias.
De repente o quarto ficara quente. Muito quente.
—Eu esqueci a camiseta. – voltei a falar, dando um passo cauteloso em sua direção. Eu precisava me aproximar. Precisava sentir o calor convidativo que seu corpo oferecia ao meu.
Edward fitou a cama de soslaio e capturou a camiseta assim que a encontrou. Precisei de dois ou três passos para me aproximar. Ele estava a menos de dez centímetros de mim, podia ouvir sua respiração ofegante e o pulsar do seu coração.
Seu olhar voltou a se encontrar com o meu e só li uma coisa nos orbes cristalinos: Desejo. Mordisquei o lábio inferior, pelo canto dos olhos o vi arquear o braço e me estender a camiseta.
Meu coração bateu rápido no segundo que ponderei sobre o que eu poderia fazer.
Poderia pegar a camiseta, lhe dar as costas e me enfiar naquele banheiro, ou, poderia deixar aquela camiseta de lado e abraçar de vez tudo o que estava acontecendo entre nós dois.
Pulsação alta, uma piscadela rápida, uma respiração profunda e uma decisão. Talvez não fosse a mais certa, mas era certamente a que me faria mais bem.
Peguei a camiseta de sua mão e a abandonei no chão, Edward encarou a peça que descansou em um bolo mal feito no carpete claro, logo seus olhos voltaram para os meus.
—Bella... – começou e consegui ver a dúvida em seu olhar. Meu indicador alcançou e descansou sobre seus lábios, com um meio passo uni nossos corpos.
—Não fala nada. – pedi deixando minha mão cair até seu ombro. Sentir a quentura de sua pele me deixou ainda mais sedenta. —Só me ame.
Seus olhos brilharam durante o longo e torturante segundo em que Edward pareceu refletir. Então um sorriso nasceu no canto dos seus lábios, sua mão tocou e afagou meu rosto.
—Você é linda. – seu elogio me fez suspirar e quando sua boca cobriu a minha, um longo arrepio correu por minha coluna.
Edward me beijou com vontade, segurando minha cintura e me sustentando no ar. Minhas mãos subiram para seu cabelo e pude enfim, explorar aqueles fios macios.
Ele se virou e me levou junto, Edward estava com o total controle da situação, mas aquilo não incomodava nem um pouco. O anseio que eu sentia ia além de qualquer descrição, era uma vontade insuportável.
Minhas costas repousaram sobre o colchão macio, o corpo forte e atlético me cobrira no mesmo instante. Não consegui reprimir o gemido quando percebi como nossos corpos se encaixavam, era como se eles tivessem sido programados para viverem juntos, como se fossem duas metades de um todo.
Sua mão passou por meu braço, seus dedos se arrastaram por minha pele em uma caricia envolvente.
Enrolei meus dedos em seu cabelo movendo o corpo contra o seu, tentando nos deixar ainda mais colados.
Era uma urgência inarrável. Um desejo incomum.
Tinha tanta necessidade de sentir seus toques, seus beijos, suas caricias, quanto tinha por respirar.
Era algo absurdo até.
Meu baixo ventre vibrou mandando recados diretos a minha boceta que se contraiu em uma piscada de suplica desesperada.
Já estava molhada, praticamente encharcada. Fodidamente pronta para receber Edward por inteiro.
O pensamento fez uma expectativa imensa surgir dentro de mim, me fez saltar no colchão, abrir as pernas e as passar por seu quadril, com um impulso forte eu o trouxe para mais perto.
Nós dois gememos juntos quando seu pau duro se encontrou com meu centro molhado e mergulhando de vez naquela loucura, comecei a convulsionar meu quadril contra o seu.
Os panos da sua boxer e a toalha enrolada por meu corpo atrapalhavam um pouco, mas não eram capazes de diminuir toda a excitação que aqueles movimentos de vai e vem me proporcionavam.
Ainda segurando em minha cintura, Edward infiltrou sua mão vaga por baixo da toalha. Seus dedos correram por toda a lateral do meu corpo eriçando cada pelinho que residia em mim.
Apertando os olhos, mordi minha boca tentando recuperar o folego quando Edward interrompeu nosso beijo.
Respirando fundo, mantive os olhos fechados enquanto ele beijava meu queixo. Com os lábios entreabertos, apenas arfava raspando minhas unhas em seu coro cabeludo.
—Minha baixinha, linda. – seu sussurro em meu ouvido arrancou um longo arrepio de mim. Mordisquei minha boca antecedendo os lábios de Edward que cobriram os meus em um beijo ainda mais urgente.
Minhas pernas se estreitaram ao redor de sua cintura o que ajudou a pressionar ainda mais seu pau duro contra minha boceta.
Nós dois gememos em meio ao beijo, um resfolegando na boca do outro.
Meu corpo queimava diante seu toque, implorava por mais. Ofegante, separei minha boca da sua na vaga tentativa de recuperar o folego.
Mas como eu podia fazer isso quando tinha a boca macia e quente de Edward em meu pescoço?
Ele mordia, chupava, lambia... Me deixava ainda mais cega de desejo.
Chegava a doer. Eu o queria tanto que doía.
A pressa tomou conta de mim e em meio a ânsia de saciar toda aquela luxuria que queimava em minhas veias, desci minhas mãos por suas costas até encontrar o cós da sua cueca.
Senti um sorriso nascer contra minha pele quando pressionei o pano para baixo, no mesmo instante, a toalha fora abaixada deixando meus seios à mostra.
Nossos corpos se separaram e desgostei instantaneamente. Não queria me separar dele. Não mais.
Ofegante, abri os olhos para logo encontrar os dele.
Estavam intensos, mais escuros e fodidamente brilhosos.
Ah, eu amava aquele brilho sedutor que rodeava aqueles orbes azulados.
O sorriso brincava no canto dos lábios vermelhos, não consegui conter a retribuição. Seu sorriso torto era fascinante e único.
Edward se inclinou, deixou um rápido beijo sobre a minha boca antes de puxar a toalha do meu corpo.
Então lá estava eu. Nua e completamente entregue, ao colega de trabalho mais gostoso que alguém poderia ter.
Minha visão estava turva, embaçada, eu sabia que era só uma consequência de todo aquele tesão que me consumia, mas consegui ver e muito bem a mordida sexy que Edward deixara em seu lábio inferior.
—Eu vou amar você. – sua voz estava arrastada. —A noite toda. – erguendo a mão, Edward segurou meu rosto.
Meus olhos se fecharam com o toque quente, mordi meu lábio inferior soltando um suspiro longo.
Aquilo me tocou completamente fazendo-me perceber como Edward era único e especial. Não era apenas sexo para ele, assim como não era para mim. Era mais, bem mais.
Sua boca pousou sobre a minha com calma, subi as mãos por suas costas entreabrindo meus lábios. Sua língua quente deslizou por eles até esbarrar com a minha.
Suspirei profundamente passando minhas unhas por sua pele macia.
Interrompendo nosso beijo, Edward desceu sua boca por meu queixo deixando uma mordidinha provocante. Engoli a seco sentindo meus pelos se arrepiarem. Sua boca continuou a correr por meu pescoço com beijos molhados.
Eram deliciosos.
Seu hálito quente colidia contra a minha pele que estava absurdamente sensível. Ele deixou beijos por todo meu colo e conforme ia descendo, eu ia inclinando meu corpo para trás deixando seu caminho ainda mais livre e fácil.
Mordi meu lábio quando sua língua molhada contornou meu mamilo rijo, seus lábios entreabertos pousaram sobre ele e então, o sugaram lentamente.
Não contive o gemido.
Edward sustentou todo o peso do meu corpo enquanto sugava com calma o bico do meu seio, passando a língua e os dentes por ele.
Minhas mãos foram para seu cabelo, puxando-o no ritmo em que ele chupava meu peito.
Meu quadril parecia ter vida própria, rebolava incansavelmente de encontro ao dele na tentativa desesperadora de bater com o volume duro que residia entre as pernas de Edward.
Deixando uma última mordida em meu mamilo, ele mudou para o outro dando a mesma atenção divina e prazerosa.
Minhas unhas desceram por suas costas largas, eu sentia seus músculos se tencionando e relaxando conforme ele ia se movendo sobre mim.
Eu precisava me livrar da última peça que impedia o contato mais íntimo com Edward. Meus dedos esbarraram novamente no cós da sua boxer, dessa vez eu pude empurrá-la com mais êxito. Percebendo minha ideia aflita, ele se afastou de mim, ajoelhando a minha frente e então se livrando da cueca.
Toquei as nuvens com os dedos e voltei para a cama em questão de milésimos, assim que seu pau saltou para fora, duro, firme e prontinho para entrar em mim.
Eu quis tocá-lo, beijá-lo, chupá-lo, lamber aquela cabeça rosada e apetitosa, mas Edward não me permitiu. Não consegui reclamar, afinal, quando ele voltara a deitar sobre mim, pude senti-lo por completo. Não havia roupas, não havia distância. Era pele contra pele.
Edward voltou a descer sua boca por meu pescoço, sua língua quente e húmida deslizava por minha pele sensível me causando arrepios de prazer. Minha boceta estava tão molhada e sensível que qualquer toque de Edward, a fazia pulsar. Era um nível tremendo de excitação.
Estava cega, surda e muda, para tudo aquilo que não envolvia Edward e eu.
Quando ele se abaixou de novo e voltou a sugar meu seio, meu corpo todo começou a pulsar. O calor voltou a embrenhar cada célula que me formava, eu estava queimando, ardendo sobre a cama diante seus toques precisos.
Eu me remexia no colchão a cada lambida que sua língua deixava em meu mamilo, sentia meus seios inchados e mais carentes do que eles nunca estiveram em toda a minha vida.
Soltei todo o ar que eu prendia pela boca quando a de Edward desceu pelo vale entre meus seios, escorrendo por meu abdômen em chupadas lentas e longas.
Apertando os dentes, eu gemi sem conseguir conter a ansiedade e vontade.
Mergulhei meus dedos no seu cabelo, sentindo sua mão esquerda pousar sobre minha coxa e deixar carinhos em um leve e prazeroso vai e vem.
Mordi o lábio inferior me arrepiando diante a mordidinha provocante que Edward deixara no pé da minha barriga.
Senti seu sorriso nascer contra a minha pele, enquanto seus dedos atrevidos correram para minha virilha.
—Mm, está molhadinha...
Eu não sei o que me atiçou mais: a voz rouca, as palavras usadas, a respiração quente contra minha boceta ou ter os dedos de Edward em mim.
Eu sentia suas digitais quentes rasparem contra meus lábios maiores que por conta da posição, estavam separados, me deixando livre para seu toque.
Prendi a respiração quando seu dedo finalmente mergulhou em mim, correndo toda minha extensão, contornando minha entrada e então subindo para tocar meramente meu clitóris.
Soltei o ar pela boca deixando minhas costas caírem sobre o colchão.
—Molhadinha, quentinha.... – narrou enquanto subia seu corpo, deixando beijos pelo meu.
Mais um dedo fora posto na missão de acariciar minha boceta, eles passavam pelos meus lábios maiores, desciam para os menores e então rodeavam meu clitóris.
Segurando na nuca de Edward, eu o puxei, colando nossas bocas em um beijo urgente. Mordi seu lábio inferior, sugando-o com fúria, quando ele enfiou seus dedos em mim.
Foram fundo, entraram lentamente escorregando pouco a pouco pelo canal.
Eu gemi em sua boca e ele na minha.
Seu corpo se colou mais ao meu, e enquanto eu rebolava em sua mão, ele esfregava seu pau em minha perna, me fazendo sentir toda a rigidez.
—Edward... – pedi apertando os olhos. —Droga!
Exclamei quando ele mais uma vez, impediu que eu obtivesse o que queria.
—Calma, meu amor. – sussurrou em meu ouvido, sugando e mordendo meu lóbulo. —Eu vou dar o que você quer, do jeito que você quer, mas com meu pau aí dentro. – engoli o folego com suas palavras.
Ele se inclinou e me beijou antes de tirar a mão de mim. Um gemido de desgosto começou a sair pela minha boca, mas logo fora abafado por um beijo.
Gemi de desgosto quando ele voltou a se afastar de mim, meu corpo pulsava sobre o colchão e mal consegui respirar quando o vi abrir a gaveta do criado mudo, puxar uma camisinha e a vestir em seu pau, após rasgar a embalagem com os dentes.
Merda de homem sexy!
Ele voltou a deitar sobre mim, seus olhos vieram para os meus e me hipnotizaram como da primeira vez.
—Minha baixinha linda. – voltou a murmurar, fazendo meu coração bater mais forte, antes de deixar um beijo em minha testa, meu nariz e por fim, minha boca.
Sua mão desceu pela lateral do meu corpo até ir para o seu próprio, pude senti-la perto da minha boceta e sabia exatamente o que ele estava fazendo: guiando para mim.
Ofeguei alto quando senti a cabeça dura e pulsante contra a minha entrada molhada. As mãos de Edward subiram e capturaram as minhas, mantendo-as presas no colchão, ao lado da minha cabeça.
Mordi meu lábio, sentindo seus beijos ao redor do meu rosto quando ele começou a entrar aos poucos em mim.
Eu sentia minha pele abrindo para recebe-lo, meu lubrificante permitindo que ele deslizasse com mais facilidade. Ele me preencheu por completo e nossos gemidos saíram em pura sincronia.
—Caralho amor! – exclamou quando deu a primeira estocada, tão lenta, tão provocante, tão prazerosa.
Arqueei o quadril, apertando as unhas nas costa de suas mãos sentindo-o se afastar, quase retirar seu pau por completo de mim, para entrar novamente.
Meu estomago estava gelado, bem diferente de todo o resto de mim que pulsava e queimava.
Edward afundou o rosto na volta do meu pescoço, sugando e mordendo.
Indo de encontro a suas investidas, eu fiz com que ele perdesse toda a calma que sentia, ficando tão descontrolado e afoito, quanto eu.
Seu pau entrava e saia com mais força, sua pele raspando na minha e suas bolas batendo contra minha bunda.
Minhas pernas se estreitaram ainda mais ao seu redor, fazendo com que Edward alcançasse o meu “fundo mais fundo”.
Arqueando o corpo, eu gemia sem pudor, sem contenção alguma.
Havia uma entrega plena, completa e não era unilateral. Edward também estava do mesmo modo.
O suor brotava em meu rosto, meu corpo já tremia e meus gemidos estavam ainda mais longos.
Erguendo o rosto, Edward beijou meu queixo após morde-lo.
—Vem comigo amor, vem.... Goza para mim.
Seu pedido fora literalmente uma ordem. Sua boca cobriu a minha e no segundo seguinte eu me permiti ter o melhor, dos melhores orgasmos.
Meu corpo tremeu, convulsionando na cama, sob o de Edward que também reagia ao intenso clímax.
Era uma sensação quase indescritível de supremo êxtase, uma sensação corporal e subjetiva completa de prazer.
Era algo inarrável, mas poderia tentar definir como a experiência única da sensação única de morte e vida, unificadas.
Você pensa que vai morrer de tanto prazer e renasce plena de vida, de paz.
Ainda de olhos fechados, aproveitei cada sensação embriagadora até que elas se dissipassem por completo.
Aos poucos, fui tragada para o mundo real, era como chegar a superfície após um longo mergulho.
Jamais saberia explicar o que havia acontecido ali.
Era muito mais que prazer carnal. Era muito mais que o encontro de dois corpos excitados. Era sentimento, era um envolvimento de almas.
Me senti verdadeiramente amada, no ato mais delicioso e prazeroso de toda a minha vida. E enquanto nós dois nos recuperávamos do orgasmo intenso, trocando um beijo deliciosamente lente e envolvente, tudo o que eu conseguia pensar, era como ele me fazia bem.
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