Segunda-Feira

13 Caixinha de supresas


Notas iniciais
Oii gente! Tô de volta o/ Espero que todas estejam bem! Bora curtir o capítulo? Então vamos lá que tá postado!!! Espero que gostem, boa leitura :D

Aquele havia sido o melhor sexo da minha vida. E não se tratava apenas de prazer carnal. Era mais, muito mais. Era um misto único de sentimento e desejo. Eu havia amado e não via a hora de repetir. Mas havia um problema: Edward.

Ele ficara absurdamente quieto e um tanto quanto pensativo.

Aquilo, obviamente, estava me preocupando. E se ele tivesse se arrependido? Ou se não tivesse gostado?

Um arrepio ruim correu por meu corpo, maneando a cabeça, me virei para poder olhá-lo e contestá-lo.

—Você está arrependido? – minha voz saiu tão baixa que passei a duvidar que Edward tivesse me escutado.

Edward respirou fundo, virou o rosto e me encarou. Seus olhos passaram por cada ponto do meu rosto até encontrarem meus olhos.

Meu coração bateu forte, latejou dolorosamente dentro de mim, somente com a ideia de que ele tivesse mesmo arrependido.

—Não. – prendi o ar diante sua resposta, ele se virou até deitar de frente para mim. —É claro que eu não estou arrependido. – seus dedos tocaram meu rosto, fechei os olhos soltando o ar pela boca, o alívio correu por todo meu corpo. —Eu quis e quero muito você, Bella. – quando voltei a abrir os olhos, encontrei os seus, mais sinceros do que nunca. —Só não gosto do que espera a gente lá fora.

Mordi meu lábio inferior sentindo a realidade pressionar minhas costas. Apoiei os cotovelos na cama, erguendo o tronco e respirando fundo várias vezes. De repente, o ar havia ficado escasso.

—Estou preocupado, Bella. – voltou a falar. —Estou preocupado com você, com a relação que mantém com Jacob.

—Eu vou terminar com ele. – murmurei erguendo a cabeça para olhá-lo. —Já faz tempo que as coisas estão ruins. – tive de parar para respirar fundo. —É só que... É complicado, Edward. – engoli seco fitando as dobras no lençol amassado.

Ainda de olhos baixos, o ouvi respirar fundo. Nós caímos em um silencio chato, que perdurou sobre o quarto durante um longo momento.

—Tudo o que a sua mãe me disse, é verdade, não é? – sua voz saiu mais baixa e centrada. Apertei os olhos e a boca. Realmente odiava falar sobre aquilo, mas não queria mais esconder nada de Edward. Queria que, seja lá o que for que estivesse começando a acontecer entre nós dois, fosse o mais sincero possível.

—É verdade. – confirmei baixinho. —Jacob é um pouco difícil, ele é meio controlador, ciumento e possessivo. – puxei o ar pela boca prendendo-o na garganta por um breve momento. —Ele quer escolher minhas roupas, o modo como eu prendo o cabelo.... Quer controlar minhas amizades, minhas relações.... Mas no fundo, ele não é uma má pessoa. – minha voz tremulou um pouco nas últimas palavras. —Ele foi traído uma vez, tem medo que aconteça de novo...

—E isso justifica o fato de ele ser um idiota com você? – quando Edward me cortou, senti toda a revolta por trás de suas palavras. Era a mesma revolta que Alice, Embry, Renée e até Vladmir expunham. —Porque você o defende, Bella?

Sua pergunta me deixou calada. Ainda fitando o pano fino e amaçado abaixo de mim, pensei. No fundo, nem eu tinha a resposta. Porque eu o defendia? Porque não assumia para todos como ele era de verdade?

Talvez fosse para evitar a vergonha da loucura que eu estava vivendo, a vergonha de ser uma mulher independente e forte que não conseguia se livrar de uma situação tóxica. E também, como eu poderia explicar que achava que a culpa também era minha? Ninguém realmente entendia.

—Renée exagerou um pouco. – sussurrei sentindo as lágrimas pesarem em meus olhos. —Ela não o conhece como eu.... Ele só se altera quando está estressado, o trabalho exige muito dele... Mas ele nunca me bateu.

Mas ele nunca me bateu.

Aquela, era uma justificativa tão absurda, tão escrota, que senti raiva de mim mesmo. Senti raiva da pessoa que eu era, que eu havia me tornado.

—Pare de defende-lo. – Edward pediu com a voz controlada. —Bella, você não tem medo do que isso pode virar? – apertando os lábios, permaneci em silencio, meu coração batia forte, chegava a incomodar. —Hey, olhe para mim.

Seu tom carinhoso me desarmara, mas ainda não senti a coragem suficiente para encará-lo nos olhos. Sabia que assim que eu o fizesse, iria ceder a toda aquela pressão de sentimentos ruins que me cercavam.

—Bella. – Edward voltou a chamar e daquela vez, segurou meu queixo virando-o em sua direção.

Quando eu o olhei, não encontrei apenas um olhar amoroso, encontrei muito mais. Carinho, proteção, senti através daqueles brilhosos olhos azuis, que ele estava disposto a cuidar de mim, que ele me estenderia a mão quando eu precisasse.

Então as lágrimas caíram. O choro se libertou. O baú onde guardei todos aqueles sentimentos e pensamentos ruins, fora aberto e tudo ficara exposto.

—É tão complicado. – assumi baixinho. —É como se eu estivesse caindo em um abismo sem fim. – as lágrimas caíram dos meus olhos deixando traços húmidos por meu rosto. —Você não faz ideia de como é difícil ter de reconhecer que o próprio relacionamento é uma merda. – minha voz vacilou um pouco. —Não imagina como é ruim ouvir os julgamentos das pessoas... Todo mundo vem e diz que eu preciso terminar, que eu preciso sair disso.... Mas ninguém sabe como é. – o desespero cresceu em meu peito, me obrigando a parar de falar para respirar. —Não me reconheço quando me olho no espelho, e só consigo odiar a mulher que me encara de volta. – ergui a mão limpando os olhos com os dedos.

Porque enxergar o problema doía tanto? Porque reconhecer tudo aquilo causava um aperto dilacerante em meu peito? Porque tudo aquilo me envergonhava?

—Às vezes eu acho o problema não está em Jacob. – falei assim que controlei o choro. —Eu é que trago à tona esse lado dele....

—Não diga uma bobagem dessas. – Edward me cortou pela primeira vez. —Você não tem culpa nenhuma. Ouviu? – ele se aproximou de mim, colocou meu cabelo atrás da orelha e continuou a fitar como se eu fosse a pessoa mais importante de sua vida. —Você não tem culpa nenhuma. – repetiu pontuando as palavras. —Ele é um idiota, um filho da puta que não merece nem estar perto de você. – seus olhos refletiram por um segundo todo o ódio que ele estava sentindo de Jacob.

Edward respirou fundo fechou os olhos e eu o acompanhei, deixando que mais lágrimas rolassem por meus olhos.

—Não chora. – pediu se inclinando e me fazendo virar na cama. Minhas costas repousaram sobre o colchão e Edward viera por cima de mim. —Não chora, baixinha. – repetiu o pedido segurando meu rosto com as duas mãos, sua boca tocou cada parte do meu rosto, secando cada resquício que as lágrimas poderiam ter deixado. —Você é maravilhosa, é uma mulher incrível, jamais duvide disso, entendeu? – seu polegar contornou minha boca.

Suas palavras, unidas ao tom carinhoso e sincero, me relaxaram instantaneamente. Era incrível como ele mexia tanto comigo, de um jeito tão bom e único.

—Eu gosto de você. – assumiu antes de beijar a ponta do meu nariz. —E te ver assim, realmente me preocupa. – ele apoiou o corpo em um dos braços, sua mão desceu por meu pescoço, contornou meu ombro, desceu por minha pele até alcançar meus dedos e entrelaça-los aos seus. —Não sei o que eu faço se aquele idiota for agressivo com você. – cerrou o maxilar diante a possibilidade. —Já queria te roubar dele, agora então...

Aquilo me fez rir, havia um teor de ciúme por trás das suas palavras e achei super fofo. Minha mão livre tocou seu rosto, suspirei quando Edward voltou a me olhar. Ele era lindo demais, especial demais, maravilhoso demais... Não entendia como ele estava sozinho.

—E você roubou, no segundo em que esbarrou em mim, naquela segunda-feira. – um sorriso brotou no canto dos seus lábios.

—Linda. – sussurrou abaixando a cabeça, seu nariz tocou o meu um momento antes de sua boca cobrir a minha. Nossos dedos foram desvencilhados, as mãos de Edward se infiltraram por debaixo do lençol e se apossaram da minha cintura.

Ele era maravilhoso. Em tudo. E me provara aquilo durante toda a noite.

Não sabia se daria certo. Não sabia se ficaria com um coração quebrado ou com o peito ainda mais repleto de felicidade. Não sabia no que ia dar. Mas naquela manhã, quando acordei eu estava decidida a não esperar mais.

Precisava pôr um fim naquele noivado. Precisava dizer a Jacob que já não aguentava mais, que eu já não queria ficar mais com ele... Não queria mais viver de suposições. Precisava me expor. Precisava dizer. Jacob precisava saber e eu precisava me libertar.

Ia bater na porta, fazer todos os telefones tocarem, escrever no céu, publicar mensagens nos outdoors. Encheria sua caixa de e-mail, se preciso... Eu só precisava que ele soubesse. E não desistiria até contar. Se fosse loucura, seria mesmo uma louca. Se fosse suicídio, morreria dizendo. Só não podia mais viver assim. Minha vida não tinha mais cor e eu já estava cansada de ficar no preto e branco. Queria viver no arco-íris que Edward estava me oferecendo.

—Bom dia, baixinha. – a voz de Edward invadiu o silêncio do quarto e interrompendo o meu bocejo, sentei na cama de imediato.

Foi impossível não sorrir com a cena a minha frente, Edward vestia apenas uma boxer vermelha, trazia no rosto um sorriso sedutor e nos braços uma bandeja cheia de comida.

—Bom dia, Ed. – arrumei o lençol sobre meus seios antes de puxar meu cabelo, que estava um desastre, e prendê-lo em um coque mal feito.

Fiz um lembrete mental de nunca mais dormir com o cabelo molhado. Ou melhor, fazer sexo com o cabelo molhado, porque eu mal dormi.

—Não acredito. – murmurei assim que ele deixou a bandeja a minha frente. —Trouxe café na cama para mim? – Edward riu de alguma piada que eu perdi, beijou minha testa e só se deu conta de que a minha pergunta fora séria, quando se sentou à minha frente.

—Trouxe. – ele respondeu pegando um dos morangos da tigela e trazendo até minha boca. —Já fizeram isso por você, certo? – mordi a fruta e me deliciei com o gosto adocicado antes de negar com a cabeça.

—Nunca. – limpei o canto dos lábios com a ponta do indicador. —Você é mesmo um príncipe.

—Não. – negou maneando a cabeça e se aproximando de mim. —Você que é uma princesa. – ergueu o morango e me permitiu dar mais uma mordida na fruta. —A minha princesa. – sua voz amorosa me fez suspirar, erguendo minhas mãos, segurei seu rosto e uni minha boca a sua.

Meu mundo havia ganhado forma desde que Edward chegara em minha vida, ele passou a dominar todos os meus pensamentos ao amanhecer e todos os meus sonhos ao adormecer. Edward já existia em cada parte de mim.

—Tenho um convite para te fazer. – preferiu beijando meu ombro. Puxei uma das uvas verdes do cacho e coloquei na boca, quando voltei meus olhos para Edward, recebi um lindo sorriso torto.

—Que convite?

—Tenho umas coisas para resolver na minha casa, mas não quero me afastar de você. – aquilo me fez sorrir, me inclinando deixei um beijo em seu queixo. —Então, gostaria de te convidar para vir comigo.

—Aceito. – respondi de imediato. —Só vou precisar ir até o meu apartamento antes. – observei as apetitosas panquecas de chocolate sobre o pequeno prato.

—Ótimo, assim você já pega umas roupas, porque vai ficar comigo o resto do fim de semana. – ergui os olhos meio surpresa com sua alegação.

—Eu vou, é? – arqueei as sobrancelhas, encarando-o.

—Vai. – Edward assentiu a cabeça. —Agora come, linda. – pediu após deixar um beijo em minha bochecha.

Eu não sabia se Edward era real, ou se era tudo resultado da minha imaginação fértil. Eu sabia que era com ele que eu queria perder aquele medo de me libertar. E de me entregar. E de amar. Era com ele que eu queria dividir meus pesadelos e segredos. Era só com ele que eu queria dividir meu milk shake, meus arco-íris, minhas estrelas de estimação. Era só com Edward, com mais ninguém.

—Se dermos sorte, a gente entra e sai sem ela nos ver. – disse para Edward ainda meio temerosa com a ideia de mamãe estar em casa. Não queria encontrar com Renée naquele momento, as coisas haviam acabado de acontecerem e ela só colocaria pressão.

—Ainda não sei o porquê de você querer fugir da sua mãe. – Edward respondeu enquanto caminhávamos pelo corredor.

Respirei fundo antes de lhe encarar com ironia. Edward riu com gosto.

—Acho ela bem engraçada. – continuou, rolando os olhos abri minha bolsa e puxei as chaves do meu apartamento. Ignorei meu celular no canto, a tela piscava mostrando as notificações de chamadas perdidas e novas mensagens. Maneei a cabeça o abandonando ali.

Jacob era um assunto que eu só iria tratar segunda-feira, não queria que ele atrapalhasse meu fim de semana com Edward.

—Renée é louca, isso sim! – aleguei destrancando a porta e abrindo. Edward gesticulou com a mão, deixando que eu entrasse primeiro.

Com a respiração presa na garganta entrei em meu apartamento, o primeiro andar estava, aparentemente, vazio. Soltei um suspiro de alívio, Edward fechou a porta com cuidado e logo se aproximou de mim.

—É, acho que ela não está. – comentei me virando para olhá-lo. —Melhor, assim a gente....

Passos na escada fizeram minha voz morrer aos poucos, soltei o ar pela boca e praguejei mentalmente quando a voz Renée ecoou pelo cômodo.

—É só um baseado, não uma plantação de maconha.

Fechei os olhos recostando a cabeça no peito de Edward, sua risada causou uma vibração gostosa, ainda recebi seu beijo no alto da cabeça antes de me afastar. Renée foi a primeira a aparecer no campo de visão e logo atrás, surgiu Phil, seu namorado.

—E você sabe como eu... – ela parou de falar no momento em que notou nossa presença ali. Seus olhos ficaram focalizados em nós dois por um bom tempo, então um sorriso malicioso nasceu em sua boca. —Uh, a Bella desaparecida e o príncipe Edward! – bateu palminhas saltitando em nossa direção.

Rolei os olhos quando ela me pegou em um abraço apertado.

—A noite foi boa? – questionou alto, fazendo minhas bochechas arderem. —Não precisa responder. – continuou segurando meu rosto com as mãos. —Essa expressão cansada diz tudo.

—Mãe! – bufei diante seus risos provocativos, esses que uniram a risada de Edward.

—Edward, querido! – saindo de perto de mim, Renée foi até ele. Os dois, que mais pareciam amigos de infância, trocaram um rápido abraço. —Cuidou bem da minha filha, não cuidou?

—Cuidei sim. – ele abriu um sorriso maroto e logo o direcionou a mim. Voltei a bufar, me afastando daqueles dois para poder cumprimentar Phil.

Ele era tão maluco e perturbado quanto Renée, mas de tudo, não era má pessoa. Ele era bem alto e extremamente forte, segundo uma de suas histórias malucas, ele já praticara até halterofilismo.

Phil tinha um ar meio bronco, os braços cobertos por tatuagens, era careca e uma barba que era um pouco grande. Quem não o conhecia, nem imaginava como ele era super simpático e amoroso.

—Como andam os negócios? – perguntei a ele ao som das risadas de Edward e Renée que se aproximaram de nós.

—Tudo na boa. – Phil tirou o boné da cabeça e o deixou sobre o braço do sofá. —Ainda estou te esperando lá. – recebi sua piscadela arqueando as mãos e deixando claro que aquilo seria bem difícil. Phil era dono de um estúdio especializado em piercings e tatuagens, desde que nos conhecemos que ele insistia para que eu fosse até lá.

—Quem sabe um dia, não é?

—Do que estão falando? – Renée indagou parando ao meu lado. —Ah, não importa. – completou soltando um risinho sapeca. —Phil, esse é o Edward. – pelo tom de sua voz, sabia que minha mãe já havia falo e muito, de Edward para seu namorado. —Edward, querido, esse é Phil, meu namorado.

Os dois trocaram um aperto de mão.

—Como vai? – Edward perguntou emitindo um sorriso simpático e totalmente livre de preconceitos.

Suspirei pesarosa diante a lembrança de quando Jacob conhecera Phil. Suas palavras foram as mais arrogantes e duras possíveis, segundo ele, Phil tinha cara de ex presidiário.

—Vou subir para tomar banho e pegar minhas coisas. – informei a Edward após manear a cabeça e mandar para longe aqueles pensamentos, ele pausou a conversa entrosada que estava mantendo com Phil, para sorrir.

—Tudo bem, te espero aqui em baixo. – me estiquei até conseguir beijar seu rosto, tratei de ignorar os olhares e sorrisos maliciosos, que vinham de minha mãe e do seu namorado, ao me virar e ir em direção a escada.

Não olhei para trás em momento nenhum, mas sabia que Renée estava me seguindo.

—Já pode começar a falar. – cantarolou assim que entramos no quarto, deixei a bolsa sobre a cama e me sentei para tirar as botas.

—Falar o que? – tentei me fazer de desentendida. Renée bufou antes de se jogar na cama.

—Não se faça de sonsa. – mandou deixando um tapinha em minha perna. —Saiu daqui ontem à noite com Edward e só aparece agora, quase onze da manhã.... Com Edward. – narrou começando a ligar os pontos. —Vocês dois...

—Sim, mãe. – a cortei soltando o ar pela boca. —Passei a noite com ele e nós transamos. – apertei os olhos e tapei os ouvidos quando ela soltou um gritinho agudo. —Mãe! – a olhei por cima do ombro para poder ralhar.

—Não creio! – ela se sentou batendo palmas, o sorriso em seu rosto era tão grande quanto sincero. —Deus, é pai. – falou incorporando a religiosa. —Deus é pai!

—Ok, mãe. – rolei os olhos puxando meu cabelo. —Abre o zíper do vestido para mim. – pedi e ela prontamente me atendeu. —Não sei porque está tão surpresa com isso.

Me pondo de pé, deixei o vestido escorrer por meu corpo e cair em um bolo mal feito aos meus pés.

—Porque você quando quer, é muito careta. – deu de ombros. —Ainda mais quando se trata de fidelidade.

Engoli seco entrando no banheiro. Fidelidade. Aquela palavra causou arrepios em mim.

Maneei a cabeça ligando colocando a banheira para encher.

Não ia pensar naquilo, não ia estragar meu fim de semana.

—Não quero falar sobre isso, mãe. – avisei a ela, assim que sua imagem surgiu na porta do closet. —Vou deixar para pensar e tratar desse assunto somente na segunda-feira. – puxei a maior bolsa que encontrei na prateleira para colocar minhas roupas.

—Certo. – Renée concordou. —E o que você vai fazer quando segunda-feira chegar?

—Sério? – parei de vasculhar minhas roupas, para encará-la. Renée concordou com a cabeça, sabia que ela não me deixaria em paz enquanto eu não falaçasse o que ela queria ouvir. —Vou conversar com Jacob e.... Terminar.

Renée ficou ali, parada, me olhando, por um longo momento. Mordisquei meu lábio inferior começando a me preocupar.

—Mãe? – chamei, me aproximando e estalando os dedos à frente de seus olhos.

Renée piscou, desencostou o corpo do batente e me encarou, ainda incrédula.

—Por favor, por favor, por favor. – pediu já entrando no estado da euforia. —Me diz que eu não delirei e você disse mesmo que vai terminar com o mala do Jacob. – estava começando a achar que ela estava exagerando, contudo, quando suas mãos agarram as minhas e eu senti o quão geladas elas estavam, soube que Renée não estava fazendo drama.

—Eu disse sim. – minha voz soou mais baixa.

—Ah, meu Deus! – exclamou alto, com felicidade. Seus braços passaram por mim e me prenderam em um abraço fortíssimo. —Não acredito nisso, só pode ser um sonho!

Soltei o ar pela boca retribuindo seu abraço, o riso escapou por minha garganta e deixei um beijo em seu rosto antes de me afastar.

—Não torne o meu término o dia da independência, por favor.

—Mas é. – Renée alegou sorridente. —Será o dia da independência sim.... O dia da sua independência! – ela parou por um instante, suspirou profundamente. —Oh, meu Deus! Estou tão feliz.... – voltou a me abraçar, dessa vez o ato fora mais curto. —Vou deixar você se arrumar, ficar linda e ir aproveitar o fim de semana! – cantarolou segurando meu rosto e beijando minhas bochechas. —Ai como eu estou feliz!

Maneei a cabeça indo tomar banho. Renée desgostava muito mais de Jacob do que eu imaginava.

Não demorei no banho e também me arrumei rapidamente, vesti um short jeans e uma bata branca de alças finas e decote em V. Prendi meu cabelo no alto e calcei meu dockside rosa pink, antes de pegar minhas coisas e descer até a sala.

Edward, Phil e Renée conversavam animadamente e foi até difícil interromper o papo que girava em torno de tatuagens, bebida e viagens.

—Phil é tão divertido quanto sua mãe. – Edward comentou de olhos nas ruas. —Disse que está me esperando no estúdio para fazer uma tatuagem ou colocar algum piercing.

—Gostou dele mesmo? – indaguei virando o rosto para olhá-lo.

—Claro. Ele é muito gente boa.

Tomei fôlego pela boca me acomodando no banco. Edward sorriu esticou a mão livre e capturou a minha, entrelaçando nossos dedos.

Um sorriso nasceu em minha boca e satisfeita, aproveitei o silencio cômodo que pairou entre nós dois, durante o breve percurso até sua casa.

—Pode entrar. – Edward disse, assim que abriu a porta. Pondo os óculos escuros sobre a cabeça, adentrei em sua casa, contraindo o rosto com o cheio de tinta.

—O que veio fazer aqui? – questionei analisando os materiais que indicavam a reforma, o piso estava coberto por um carpete manchado, havia uma escada no canto, latas de tintas e lixas no chão.

—O pintor me deixou na mão ontem. – me virei quando ele começou a contar. —Disse que não poderia terminar de pintar as paredes que faltam e segunda-feira, meus móveis vão ser entregues. – fitei as rugas de preocupação em sua face. —Resumindo, eu vou ter que pintar!

—Você também, hein? – me aproximei alguns passos dele. —Contratou um ótimo profissional. – bati as mãos em seu peito. Edward soltou um risinho coçando a nuca.

—A mãe dele está hospitalizada, sei como é passar por isso. – sua voz ficou mais séria. —E não iria obriga-lo a ficar aqui... É desumano. – seu jeito fofo me fez sorrir. —Até porque eu posso terminar de pintar.

Maneei a cabeça assentindo diante suas alegações.

—Ok, vamos lá! – murmurei olhando-o de soslaio. —Vou te ajudar a pintar. – seus olhos ficaram meio descrentes e surpresos. —O que foi?

—Você. – proferiu afagando meu rosto. —Sempre me surpreendendo. – virando o rosto, beijei a palma de sua mão.

—Eu sou uma caixinha de surpresas, bebê. – ele riu assentindo com a cabeça. —Agora vamos, você só vai precisar me ensinar a pintar que o resto eu faço sozinha!

A ideia de pintar uma casa, era tão simples, mas ao mesmo tempo tão divertida! Tive de controlar a ansiedade enquanto Edward preparava os materiais que iriamos usar. Estava animada e mal via a hora de começar.

—Tem certeza que quer fazer isso? – ele perguntou meio receoso. —Vai acabar manchando suas roupas...

—Ai, Edward! – rolei os olhos tomando o rolo de pintura de sua mão. —São só roupas, deixe de bobagem. – mandei batendo o pé. —Agora vai, me explica como se pinta.

O deslumbre fugiu do rosto de Edward no momento em que ele maneou a cabeça, ele se postou ao meu lado e com toda a paciência do mundo, começou a me dar as dicas.

—É muito fácil. – proferiu passando o rolo na parede de cima para baixo e deixando uma faixa grossa de tom cinza claro. —É só manusear o rolo na direção vertical, parando um pouco antes do teto. – mostrou fazendo a pausa. —E do rodapé.

Assenti com a cabeça, repassando as instruções com calma.

—Ok, posso fazer isso. – Edward me entregou o rolo e se afastou um pouco. Ele era mais pesado do que eu pensava que fosse e também, mais difícil de manusear.

Com cuidado, o passei na caçamba onde estava a tinta, tirei o excesso como deveria e então, o apoiei na parede. Cerrei as sobrancelhas assim que não encontrei a mesma facilidade que Edward demonstrou ter, para deslizar o rolo na parede.

—Isso é meio difícil... – soltei fazendo um pouco de força. Edward soltou um risinho, no entanto, eu o ignorei completamente. Eu ia conseguir, ia sim.

—Deixa eu te ajudar. – proferiu parando atrás de mim e então, toda a minha atenção dedicada a pintura, fora por agua a abaixo.

Edward colou nossos corpos, esticou os braços nas mesmas direções que os meus, suas mãos cobriram as minhas e então, ele tomou todo o controle da situação.

—Viu, amor? – sussurrou no pé da minha orelha. —É bem fácil....

Engoli a seco quando seus lábios correram por minha nuca.

—Edward....

—Eu já disse que amo seu pescoço? – perguntou me calando. Suas mãos vieram até a minha cintura, ele me puxou para mais perto e inclinando a cabeça, beijou meu pescoço demoradamente. —Porque eu amo.... É muito sexy.

Fechei os olhos tomando ar pela boca, meu corpo já reagia aos seus toques. Edward tomou o rolo das minhas mãos e o abandonou no carpete manchado.

—Acho que podemos deixar a pintura para mais tarde. – justificou apenas, me puxando pela cintura e tomando a minha boca com luxuria.

Notas finais
Esses dois :3 hehehe Tô pensando em voltar sexta, pra compensar o atraso de semana passada, mas não é certeza... Então não esperem! Bom, é isso! Espero que tenham gostado, nos vemos lindas! Beijões :*