Segunda-Feira

2 Mágicos olhos azuis


Notas iniciais
Oi gente :D Não, isso não é uma miragem! É capítulo novo, sim senhoritas! Eu ia postar só nas segundas, mas como estou de férias o/ e sou super ansiosa, resolvi unir o ultil ao agradável e passarei a postar 2X por semana. Então teremos capítulo toda segunda e quarta! Antes de seguir para o capítulo eu queria agradecer a duas leitoras muito especiais, Amanda B Salvatore, pela recomendação em De Volta Para Você e Samara Stefaan, pela recomendação em Desafios. Eu fico muito feliz quando recomendam minhas fics, mas o melhor de tudo é ler que vocês conseguem sentir o que eu tento passar. Saber disso é muito bom, me deixa muito satisfeita e realizada. Meninas, muito obrigada :* Seguindo, capítulo meio 'surpresa' bora ler kkk Espero que gostem, boa leitura.

Era só mais um dia quatro de abril para a maioria das pessoas lá fora. Os carros continuavam a passar nas ruas, os professores se mantinham em suas salas, os navios navegavam no mar, cada um seguindo sua vida, a levando sabe-se lá para onde. Era só uma segunda-feira comum com promessa de tempo ruim.

Mais uma segunda-feira. E mais rostos fechados espalhados pelas ruas. Eu queria poder parar um a um e questioná-los: Por que tanto ódio, tanta preguiça de levantar e encarar a vida?

Será que eles nunca encontraram uma nota generosa na calçada, um olhar promissor na janela do prédio da esquina, ou um estrangeiro em terras estranhas precisando de salvação?

Maneei a cabeça ao som alto do pigarro que a garçonete soltara a minha frete, ela me encarava com certa impaciência segurando a bandeja de prata entre nós duas. Sem jeito pela aparente demora segurei uma das taças. O champanhe branco estava deliciosamente gelado.

Correndo os olhos pela sala de conferencia, que estava mais informal que de costume, não levei muito tempo para encontrar o dono de toda aquela mudança.

Edward.

Ele estava rodeado por várias pessoas da nossa equipe, sorria grandiosamente e assim como fizera comigo, encantara a todos com seu jeito. Claro que não era difícil se render para aqueles olhos azulados, aquele sorriso charmoso ou as covinhas fofas, contudo, Edward era muito mais que um rosto bonito. Ele era uma pessoa bonita.

Educado, gentil, simpático, alegre. Ele não representava estar feliz, como a maioria das pessoas fazia, Edward era feliz e aquilo contagiava.

Mas é assim mesmo, não é? A gente gosta de ficar ao lado de pessoas com alto-astrais, pessoas felizes que espalham energias boas e sorrisos por onde vão.

—Baby, disfarce o olhar ou as pessoas vão começar a reparar que você não tira os olhos do novo galã do pedaço. – Embry murmurou ao pé do meu ouvido, causando-me um leve susto.

Pigarrei me desconcertando com o queimar que se apossou em minhas bochechas. Odiava esse ato involuntário de corar.

Os olhos de Embry eram maliciosos. Respirei profundamente soltando o ar pela boca.

—Só estava pensando... – proferi debilmente, mas de tudo, não era mentira. Embry riu passando o braço por meus ombros e me puxando para o canto da sala.

Bebendo meu champanhe desviei meus olhos do seus que eram um tanto quanto irônicos.

—Pensando em que? – me desafiou. —Em como os ombros dele são largos ou como a bunda dele é deliciosamente redonda?

Suas palavras ousadas me deixaram boquiaberta. Já deveria ter me acostumado com seu jeito nada sutil de ser, mas Embry sempre se superava.

Nós nos conhecemos quando entrei na Valanstain e nos tornamos grandes amigos. Embry era alto, magro, tinha o cabelo tão escuro quanto os olhos e sua pele achocolatada causava inveja. As mulheres que não o conheciam tão bem quanto eu, se jogavam aos seus pés com a esperança inocente de ele as notar. No entanto, Embry só notava os homens.

—Pensando em como o acaso é estranho. – respondi por fim soltando um suspiro. Ele me encarou sem entender. —Conheci Edward hoje de manhã, ele estava perdido na primeira avenida e eu o levei até a lanchonete onde tinha um compromisso.

Embry arqueou as sobrancelhas bebendo um grande gole do seu whisky.

—Acaso? Isso me parece obra do destino. – proclamou como se fosse o dono da razão. —Pelo menos agora eu sei o porquê de ele não parar de te olhar. – se aproximou um passo dizendo as palavras como um sussurro.

—O que?

—Não olhe agora, mas o bonitão está te encarando. – voltou a proferir após virar discretamente a cabeça para o lado. Não me contive, a curiosidade me dominara e com isso, girei a cabeça encontrando os olhos bonitos de Edward.

Seus olhos eram tão lindos e grandes que através deles eu via várias possibilidades. Edward tinha os olhos mais lindos que já havia visto, eram lindamente coloridos com o azul do céu e rajados pelos mistérios do mar.

Um sorriso brotou no canto de seus lábios e foi impossível não retribuir.

—Hm, já estão de sorrisinhos. – Embry soltou atraindo minha atenção. Perverso, bebericou seu whisky e me lançou uma piscadela. —Adoro! – cantarolou me fazendo rolar os olhos.

—Para com isso, você sabe que eu sou comprometida. – deixei um tapa em seu braço. —E eu não quero ter problemas.

—Não fiz nada, baby. – se fez de inocente. —Vem, vamos falar com nosso novo colega. – passou o braço por meus ombros e me puxou pela sala. Erguendo o rosto o encarei com repreensão. —Heidi vai ficar zangada se não o tratarmos bem, você sabe como ele é valioso.

Soltei o ar pela boca sem ter o que falar. Embry tinha razão, Heidi deixara claro como queria que nós o tratássemos bem. Edward era mesmo uma preciosidade no mundo da publicidade.

—Então meu amigo me indicou. Logo eles me ligaram e perguntaram se eu queria fazer um teste. – Edward parou de falar por um segundo quando notou que Embry e eu nos aproximávamos. Me olhou rapidamente e sorriu, antes de retomar sua história. —Me passaram todos os dados, o que eles esperavam e eu bolei a campanha para a Gillette.

Assim que o nome da empresa fora citada, tive consciência do que ele estava falando: Sua brilhante carreira de publicitário.

—Claro que eu não acreditava que eles iam aceitar minhas ideias. – sorriu de canto, algo em sua voz demonstrou que ele ainda estava descrente. —Enfim, depois veio Cannes, a indicação para o prêmio e desde então meu celular não parou mais de tocar. – soltou um riso parecendo meio sem jeito.

—Você recebeu muitas propostas, não é? – Will perguntou fascinado.

—Muitas. – Edward concordou. —O que é incrível porque há um ano ninguém queria me contratar.

Ele tinha mesmo uma história e tanto, a qual eu queria ouvir desde o começo. Claro que muito se comentara a respeito do publicitário desempregado que ganhara o Grand Prix no Festival de Cannes, mas ouvir os detalhes contados pelo próprio Edward era muito melhor.

—E o que te fez aceitar a proposta da Valanstain? – o vibrar que o peito de Embry provocou quando ele perguntou, estourou minha bolha de pensamentos.

Edward o encarou por alguns segundos antes de respirar fundo.

—Possibilidades.

Possibilidades.

Aquela palavra ecoou dentro da minha cabeça abrindo mil e um caminhos diferentes. O que Edward quis dizer?

Várias outras empresas publicitárias tentaram contratá-lo, algumas até maiores que a nossa, mas ele as descartara.

Então, que tipos de possibilidades a Valanstain oferecia a ele?

—Olá. – a voz rouca pronunciada próxima ao meu ouvido me pegara de surpresa. Engoli o champanhe usando mais força que o necessário ao som das risadas de Edward.

—Besta, me assustou. – apoiei a mão em seu braço, empurrando-o levemente. —Então você é o novo publicitário da Valanstain. – proferi observando-o de soslaio.

Edward respirou fundo erguendo os ombros como se assumisse a culpa.

—E você é a minha colega de trabalho. – sua voz soou brincalhona. —Olha, se a gente tivesse combinado...

—Não teria dado tão certo. – completei dessa vez, acompanhando sua risada. —Vou querer ouvir sua história depois, viu? – virando o rosto vi uma careta se formar em sua face.

—Não, por favor. – pediu dando um passo e ficando a minha frente. —Odeio ficar contando isso, sei lá... Parece que eu estou me exibindo. – seu semblante assumira traços tímidos e aquilo aqueceu meu peito.

—Ah, qual é! – murmurei após manear a cabeça. —Não vai estar se exibindo, só contando para sua nova-yorkina favorita, como foi receber um prêmio tão grandioso. – usei de alguns de seus argumentos para tentar convencê-lo.

Sua risada alta e gostosa me contagiara.

—Foi legal. – Edward disse simplesmente, erguendo a mão e tocando meu rosto. A pele macia da sua palma pressionou minha bochecha seus dedos rastejaram até encontrar meu cabelo e o colocar atrás de minha orelha. —Prometo que um dia eu te conto, cada detalhe. – deixando a mão cair ao lado de seu corpo, ele respirou fundo.

—Me disse mais cedo que veio para Nova York por causa de uma proposta irrecusável. – não consegui conter a curiosidade. —A Valanstain te proporcionou isso?

Edward me olhou, seus olhos pareciam esconder alguns fatos.

—Sim. – confirmou com um aceno de cabeça. —Mas isso não se resume ao lado financeiro. Há outras coisas.... – parou coçando a nuca. —Bom, um dia eu te conto isso também.

Soltei um suspiro longo. Se ele pretendia me contar, é porque confiava em mim. Aquilo me agradou.

—Vou cobrar. – disse em tom brincalhão. Edward riu tomando o restante do seu champanhe. —Mudando de assunto, conseguiu encontrar o Empire State sem problemas?

Achei uma delícia quando ele esqueceu os olhos em cima dos meus e sua risada se confundiu com a minha.

—Foi mais fácil do que eu pensei. – bebendo um pouco do meu champanhe, o vi suspirar. —Hoje cedo foi o maior sufoco. Meu celular travou completamente, não consegui parar um taxi.... Já estava desesperado.

Seus fatos me deixaram cismada. Praticamente tudo dera errado, impedindo-o de encontrar o destino pretendido.

—Ainda bem que eu encontrei você, meu GPS ambulante.

—Rá, rá, rá. – seus olhos deixavam claro como ele estava se divertindo. —Bobo!

Ele me lançou um sorriso lindamente perturbador, contudo fiquei ainda mais sem chão quando Edward pegara minha mão livre e a levara até seus lábios, beijando meus dedos com carinho.

Um ato tão singelo, íntimo e carinhoso.... Tive de respirar fundo várias vezes para recuperar a postura.

—Sei que já agradeci centenas de vezes, mas obrigado por me ajudar. – seu olhar era tão sincero que me deixou de estômago gelado.

—Ah, imagina... Não precisa agradecer. – abaixando o olhar observei seus dedos que ainda seguravam os meus. —Como eu disse, sempre gostei de ajudar as formiguinhas. – pisquei a ele recebendo em troca sua risada rouca.

Seus dedos soltaram os meus quando alguém o puxou para longe. A ausência que sua pele provocava me deixou desconfortável.

Tinha que parar com aquilo. Parar de reparar no sorriso dele, de admirar seus olhos e me encantar até com a sua respiração. Aquilo não era nem um pouco certo.

—Finalmente! – Jacob exclamou afrouxando a gravata no pescoço. —Odeio as segundas-feiras. São tão chatas, cansativas e maçantes.

Rolei os olhos ignorando sua amargura.

Lendo os e-mails na minha caixa de entrada eu o segui pelo corredor até a porta do meu apartamento, nem precisamos entrar para ouvir a voz animada de Renée e meu estômago se embrulhou diante o que me esperava. Ela e Jacob, juntos, em plena noite de segunda-feira.

—Você disse que sua mãe não estava. – Jacob parou em frente a porta para me olhar. Sua postura era acusatória e emburrada.

—Ela disse que não estaria. – proferi com um suspiro. —Vamos lá, Jake. – ergui a mão livre e toquei seu rosto. —Minha mãe não é tão ruim assim. – seu rosto se contorceu em uma careta. —Só tente não provocar ou brigar, ok? Por mim?

Seu silencio me deixou meio aflita, porém ele não durou muito. Jacob respirou fundo e então soltou o ar pela boca. Virando o rosto ele beijou a palma da minha mão antes de sorrir.

—Ok. Por você.

Aproveitei que estávamos parados para beijá-lo rapidamente. Ele fez questão de entrelaçar nossos dedos e manter nossas mãos unidas enquanto caminhávamos pela sala de estar.

Renée estava sentada na mesa e mantinha uma conversa animada com Tia, nossa empregada. O papo não durou muito, assim que ambas perceberam nossa presença, ficaram mudas, cessaram os rios e as vozes.

—Boa noite, meninas. – cumprimentei estranhando tal atitude.

—Boa noite, Bella. Boa noite, Jacob. – Tia respondeu arrumando nossos pratos sobre a mesa. Me sentei a frente de Renée que se demonstrou profundamente incomodada com a presença de Jacob.

—Boa noite, Tia. – ele murmurou se postando ao meu lado. —Boa noite, Renée. – sua voz saiu crispada, era claro que não havia vontade nenhuma de sua parte.

Mamãe ergueu o queixo e o encarou por debaixo dos cílios. O rosto indiferente e um sorriso frio.

—Boa noite, Jacob. – seu timbre pareceu veneno destilado. —Boa noite, gatinha. – me lançou uma piscadela levando a xícara até os lábios.

Um longo silencio se instalou entre nós três. Os únicos barulhos emitidos eram os que as facas e os garfos provocavam quando usados.

Nossas respirações podiam ser ouvidas e cronometradas. O transito na vigésima terceira rua podia ser ouvido. Até o cantar dos passarinhos que residiam no Central Park podia ser escutado.

—Então, como foi seu dia? Ainda não me disse. – perguntei a Jacob tentando quebrar aquele silencio insuportável.

Ele terminou de comer o pedaço da lasanha e limpou os lábios com o guardanapo de linho, antes de me responder.

—Foi cansativo, tive várias reuniões. – deu de ombros.

Arqueei as sobrancelhas soltando o ar pela boca de modo pesaroso, remexia a salada de folhas em meu prato tediosamente.

Jacob era economista e seu emprego no Citigroup não era exatamente uma festa. Ele participava de reuniões, conferencias, palestras... Não podia culpa-lo por ficar estressado, porque, o que ele fazia, era muito chato

—Estou responsável pelos cálculos econômicos desse mês, sabe monitorar os custos, rentabilidade, consumo, gastos....

—Tédio... – Renée cantarolou interrompendo-o. Erguendo a cabeça vi a paz fugir pela janela da cozinha. —Desculpe, mas o que você faz é muito chato. – alegou com desdém.

—Mãe. – pedi a encarando. Renée era impossível. Não queria mesmo conviver tranquilamente com Jacob.

—O que? – se fez de desentendida. Bufei alto massageando minhas têmporas com as pontas dos dedos.

—Pode parar, por favor...

—Não. Está tudo bem, amor. – Jacob acenou com a mão me calando. —Sua mãe não sabe como é o meu trabalho, por isso ela o acha entediante. – prendi a respiração diante seu tom irônico. —Aliás, não sabe o que é trabalhar, certo? Porque até onde eu sei, ela nunca o fez.

E a confusão se armou. Farpas trocadas, provocações infantis. Chegava a ser cômico ver um tentando tocar em cheio a ferida do outro. Era sempre assim, porque eu nunca me acostumava?

Abri as persianas que cobriam as janelas do meu quarto.

O céu estava limpo, estrelado e iluminado por uma grandiosa lua cheia. Os prédios que resplandeciam, só incorporavam mais beleza a paisagem. Minha vista era tão maravilhosa, nunca me cansaria dela.

—Não sei o que ela tem contra mim. – a voz amargurada de Jacob ecoou pelo quarto. Com um suspiro me virei em direção a cama onde ele estava deitado. Os olhos fixos nos canais da TV, os quais ele os mudava freneticamente. —Nunca fiz nada para ela.

—Se tirarmos as críticas... – erguendo os lençóis o olhei rapidamente. Sua careta exibiu o descontentamento que minhas palavras causaram.

Afofei os travesseiros com as mãos antes de arrumá-los sobre o colchão e enfim, me deitar.

—Só falo a verdade. Se ela não gosta, deveria mudar seus atos e calar minha boca. – alegou bufando alto. —Parar de se comportar como uma adolescente é um bom começo.

Esfreguei as mãos no rosto sentindo a impaciência gritar dentro de mim.

—Cada um leva a vida do jeito que quer, Jacob. Do jeito que acha melhor. – o encarei seriamente. —Não pode sair por aí apontando o dedo e julgando, só porque não concorda.

Aquelas palavras já estavam tão repetitivas que não havia mais graça nenhuma em proferi-las.

Jacob se sentou na cama cruzando os braços e me encarando emburrado.

—Agora o errado sou eu? – questionou com cinismo. —Sua mãe me provoca, enche o meu saco e o errado sou eu?

Rolei os olhos. Era incrível como Jacob sempre se colocava como a vítima da situação. Era como se fossem duas crianças briguentas, uma tentando colocar a culpa na outra.

—Não disse que o errado é você. – deixei claro vendo-o bufar novamente. —Eu sei que ela vive te alfinetando, mas você também não colabora. – tentei soar mais calma e delicada, mas ter paciência com Jacob não era fácil.

Ele esfregou as mãos no rosto em gesto claro de irritação.

—A culpa sempre é minha. – esbravejou aumentando o tom da sua voz. —Tenho que ficar quieto e aceitar as provocações dela, não é?

Soltei o ar pela contando mentalmente. Odiava quando ele erguia a voz para mim.

—Ok, em primeiro lugar, fale baixo. – pedi apoiando os braços na cama e me sentando. —Em segundo, em momento algum eu disse que você tem que aceitar as provocações dela e se manter calado. – via a ira brilhar em seus olhos, mas aquilo não me abateu nem um pouco. —Tudo o que eu quero, é que você pare de dar cordas a ela. Se você a ignorar...

—Ignorar? – sua voz saiu perplexa, ele jogou os lençóis para o lado e se levantou. —Eu venho ignorando, engolindo a seco, mordendo a ponta da língua desde que nos conhecemos. Tudo isso, para evitar brigar com ela.

Recostei na cabeceira da cama esperando que ele terminasse sua peça dramática. Era sempre assim, Jacob sempre se fazia de vítima, como se não fizesse piadinhas, ironias ou provocações sobre a vida que Renée levava.

—Já estou cansado disso. Cansado! – exclamou alto antes de me dar as costas, caminhar até o banheiro e fechar a porta com uma brutalidade totalmente desnecessária.

Soltei o ar pela boca assim que os ecos, causados pelo impacto da batida, se dissolveram.

Jacob estava cansado, mas eu já me encontrava em um nível de esgotamento insuperável, por conta da tal situação.

Ele se jugava como o injustiçado, o inocente, o que mais sofria com tudo aquilo.... Em certos momentos, essas desavenças entre os dois, a falta de compreensão e tentativa de melhora, me deixavam perdida.

Eu realmente odiava me sentir assim, tão confusa, sem saber o que fazer, que decisão tomar.

Outra coisa que eu odiava: tomar decisões.

Acho que deveríamos deixar as coisa irem, deixar acontecer, ia ser mais fácil, mas infelizmente a vida é feita de escolhas e decisões, e cada uma delas tem o poder de mudar a nossa vida.

Talvez o problema maior é o medo, o medo que eu tinha de errar, de fazer a coisa errada, de não acertar, de estragar tudo, e de ficar pior do que estava, porque quando a gente acha que não tem como piorar, sempre piora.

O celular vibrou duas vezes sobre a madeira clara do criado mudo, o barulho causado me despertara dos pensamentos. Respirei fundo, mantive o ar nos pulmões por um momento e então o soltei pela boca desenhando a senha na tela de bloqueio.

Um número desconhecido me chamara no whatsapp, a foto de perfil me fizera ignorar as opções de marcar como spam ou bloquear.

Era ele. Edward.

Reza a lenda que a gente nunca esquece aquilo que nos salva em uma segunda-feira chuvosa.... Talvez seja por isso que eu não consiga parar de pensar em você haha
Tenha um boa noite, minha nova-yorkina preferida.

Incrível o que apenas uma mensagem causou em mim. Um suspiro profundo, uma felicidade crescente e aquela sensação gostosa de cócegas no estômago.

Mordi o lábio inferior, meus dedos foram rápidos ao digitar a mensagem de resposta.

Ouvi isso em algum lugar...rs
Boa noite e tente não se perder amanhã!

Deixei o celular sobre o criado mudo praticamente no mesmo lugar que ele estava antes. Correndo a mão por meu cabelo encarei um ponto qualquer do carpete, como se algo majestoso fosse saltar do chão.

Edward era perigoso. A gente sempre se apega demais as pessoas que nos fazem sorrir em momentos ruins e eu já havia perdido as contas de quantos sorrisos ele roubara de mim.

Notas finais
Esse Edward... ai, ai, ai.. Quem acha que a Bella está com problemas? Eu acho! kkk Se bem que namorando essa mala do Jacob, Edward tá mais pra salvação kkkk Gente, agora é só segunda mesmo... Espero que tenham gostado. Mais uma vez muito obrigada as meninas que recomendaram! Nos vemos em brevee.... Se cuidem e beijões :*