Segunda Chance

1 ♪ No more


Notas iniciais
Hey, pessoal! Aqui está o primeiro capítulo dessa história que eu estou escrevendo há um tempinho já, e finalmente criei coragem para postar. Espero que gostem! ♥

Comentários e críticas construtivas alegram meu coração! Fico esperando por vocês, hehe.

Aproveitem a leitura! ^.^

“Give me reason to stay here

Cause I don't wanna live in fear

I can't stop the rain

But I can stop the tears”

ღ

“Tudo tem um porquê de acontecer”, minha mãe costumava dizer. Eu sempre acreditei nessas palavras. Mesmo que fosse algo ruim, eu tentava ter em mente que nada era por acaso.

Mas será que era preciso sofrer muito para entender o significado?

— Lucas não está no altar, Lara… — Minha melhor amiga, Luana, disse. Assim que eu coloquei os pés na igreja eu soube que havia algo errado. Mas ignorei aquilo e coloquei a culpa no nervosismo. Meu irmão apertou o meu braço, claramente tenso. Eu estava paralisada, sem saber o que dizer ou fazer.

— Lara — Gabriel me chamou e virou-me de frente para ele. — Vamos embora, tu não merece passar por isso, eu…

— Gabriel. — O parei, olhando séria. Com a voz trêmula, falei: — Eu preciso ver com meus próprios olhos. Doa o que doer.

Ele respirou fundo e me soltou. Virei novamente em direção às portas. Olhei para Luana, que chorava baixinho. Tomando toda a coragem do mundo, abri as portas, fazendo o barulho ecoar pelas estruturas do local. O ar pareceu faltar na igreja, e eu senti que estava hiperventilando.

Olhei para frente, para o altar. E de fato, como minha amiga havia me alertado, não havia noivo. Apenas o padre, as madrinhas e os padrinhos.

Os convidados começaram a levantar e me olhar apreensivos. Eu, tentando conter todos os meus sentimentos, caminhei apressada até o bendito altar. Mais precisamente, corri até Gustavo, o irmão de Lucas.

— Lara… — Ele começou, mas eu logo o interrompi.

— Por favor, não minta para mim. Você sabe onde ele está, não sabe? Por favor, eu preciso saber… — Minha voz começou a falhar e senti as primeiras lágrimas escorrerem. Meu, então, cunhado, abaixou a cabeça e apertou as mãos em punhos.

— Sinto muito. Não queria que as coisas tivessem tomado esse rumo. Mas.. — Ele respirou fundo e deu a facada. — Lucas foi embora. Com a Luiza.

O mundo, de repente, havia perdido o som, as cores, as formas. Não sei em que momento comecei a chorar tudo o que estava segurando. Mas não era um choro de tristeza. Era raiva. Era dor. Senti que uma parte de mim, naquele momento, havia morrido.

Eu não lembro de muita coisa depois daquilo. Apenas que joguei o buquê no chão com todo o meu ódio e sai correndo da igreja, com dezenas de vozes me chamando. Eu corri até minhas pernas se cansarem. Eu corri até que nuvens escuras surgissem. Eu corri até que o céu chorou junto comigo.

Parei de correr, me sentindo um lixo, esgotada. Fiquei de joelhos, o vestido branco com as bordas cheias de barro, rasgado. Meu cabelo, delicadamente trançado, estava completamente bagunçado. Sem forças, caí de joelhos, deitando no chão, deixando a chuva cair sobre meu corpo.

Enquanto olhava a chuva levar as folhas das árvores, fechei minhas mãos em punho, trinquei os dentes e gritei de raiva, minha voz se misturando no barulho das gotas batendo no asfalto. Naquele momento, de dor, de cansaço, eu disse para mim mesma:

— Nunca mais… Nunca mais eu vou entregar meu coração.



Notas finais
É isso pessoal, espero que tenham gostado e que deem uma primeira chance à "segunda chance", hehe

Muito obrigada por ter lido até aqui, até a próxima! ^^/