Segunda Chance
23 Capítulo 21 - Nova pista
Notas iniciais
Cap.21 – Nova pista
(Bella)
Senti algo passando pelo meu cabelo e acabei acordando, vendo Edward sentado ao meu lado
– Posso saber o que aconteceu para você sair de casa com as crianças? – ele perguntou.
– O que você está fazendo aqui? – perguntei me sentando.
– Cheguei em casa e não tinha ninguém e vi a sua parte do guarda-roupa e do banheiro totalmente vazios. Deduzi que vocês estavam aqui.
– Vou ficar aqui até você resolver a sua vida. – disse me levantando. – Toda essa sua história com a Tanya está me fazendo muito mal. Eu tô precisando ficar sozinha.
– Então porque trouxe as crianças?
– O Robert é totalmente dependente de mim e a Marie escolheu vim comigo.
– Então é isso mesmo que você quer? A separação? De novo? – ele perguntou com os olhos cheios d’água.
– Eu não disse nada sobre separação! – disse. – Só disse que precisava ficar sozinha.
– Talvez tenha sido melhor que a gente não tenha se casado de novo. Seria outro erro.
– Foi um erro casar comigo? – perguntei já chorando.
– Entenda como quiser! – ele disse.
– Já que eu fui um erro na sua vida, porque se deu ao trabalho de vim atrás de mim?
– Eu vim atrás dos meus filhos e não atrás de você!
Engoli o choro.
– VOCÊ NÃO VAI TIRAR OS MEUS FILHOS DE MIM! – gritei.
– Eu quero ficar com a mamãe! – Marie entrou no quarto e abraçou as minhas pernas.
– Eu não vou tirar você da sua mãe filha. – Edward ajoelhou-se diante dela. – Mas a sua mãe não quer ficar comigo e eu não quero ficar sem você de novo.
Comecei a chorar mais ainda.
– É tudo culpa da tia Tan. – Marie disse. – Eu quero falar com ela. Me leva pra falar com ela. Agora!
– Marie ninguém tem culpa de nada. Isso é uma coisa entre a sua mãe e eu!
– Eu quero falar com ela! – Marie começou a fazer birra.
– Tudo bem eu vou te levar! – ele disse levantando-se. – Vai colocar seu sapato.
Marie saiu e logo depois voltou com um bico do tamanho do mundo.
– Eu já trago ela de volta. – disse, mas eu não respondi.
(...)
– Mamãe tem uma pessoa querendo falar com você. – Marie disse da porta do quarto.
– Que bom que você voltou filha! – corri para abraçá-la. – Pensei que não voltaria mais!
– Eu disse que ficaria com você mamãe! – disse risonha. – Mas não adianta fugir! Tem uma pessoa querendo falar com você!
– Eu não quero falar com o seu pai!
– Não é o papai! Ele já foi pra casa.
– Então quem é? – perguntei.
– Vem mamãe! – Marie me puxou para a sala, onde encontrei Tanya com a minha mãe.
– O que você está fazendo aqui? – perguntei.
– Eu não vim para brigar, só vim conversar com você a pedido da sua filha. – disse.
– Escuta o que ela tem a dizer primeiro filha. – minha mãe pediu. – Vem Marie! Vamos deixa-las a sós.
Minha mãe foi para o quarto ficar com o Rob.
– Então o que quer conversar comigo? – perguntei sentando-me no sofá.
– Quero deixar bem claro que não tenho mais nenhum interesse no seu marido! – Tanya disse. – O meu único interesse é encontrar a minha filha.
– Sei... – disse.
– Sei que você não acredita, mas eu não faria isso de novo. Eu sei o quanto vocês sofreram com a separação e sei o quanto a Marie sofria de ver os pais separados. Eu jurei que jamais faria isso de novo.
– Então porque você precisa ficar grudada no Edward 24 horas por dia? – questionei.
– O fato de termos nos encontrado em Tampa foi realmente uma coincidência. Fomos atrás da mesma pista. – explicou. – Ele não sabia, mas o detetive já havia me contatado e dito sobre essa pista, mas o Edward não queria que eu fosse justamente por conta do seu ciúme.
– Mas é claro que eu vou ficar com ciúmes! – me exaltei. – Eu sei que vocês tiveram um caso no passado, quem me garante que você não vai se jogar pra cima do meu marido de novo?
– O fato de eu ter me apaixonado por outro homem não conta? – perguntou de volta. – Eu encontrei um homem que me ama da forma que eu mereço. O Edward nunca esteve comigo de verdade, ele sempre amou você!
– Foi ele quem quis se separar. – disse.
– Eu sei. Ele teve a hombridade de assumir que errou. Eu também errei, pois sabia que ele era um homem casado e mesmo assim quis aquele homem pra mim. – disse. – Ele também está sofrendo, longe de você, dos filhos. Pensa bem Bella, vale mesmo a pena?
Fiquei pensativa sem saber o que responder.
– Tenho certeza de que se ele tiver o seu apoio vamos encontrar a nossa filha mais rápido e eu vou sumir da vida de vocês!
– Não! Você não pode sumir! – disse. – Você sabe como o Edward é apaixonado pelos filhos, ele não vai querer ficar longe da filha.
– Ele também não quer ficar longe da Marie e do Robert.
– Eu vou... Pensar sobre isso. – disse.
– Bem, acho que já fiz o que podia, agora é com você Bella! – disse indo embora.
– Então mamãe? – Marie perguntou.
– Vamos voltar para casa! – disse.
– Eba! – Marie pulou de alegria.
(Edward)
Estava trancado no quarto, sem animo nenhum. Essa casa, esse quarto ficava tão vazio sem a Bella e as crianças. Sentia falta de Marie correndo pela casa e do chorinho de manha de Robert, quando queria colo.
De repente ouvi o barulho da porta.
– Será que você pode me ajudar com as malas? – ouvi Bella perguntar.
Dei um pulo da cama e corri em sua direção.
– Você voltou meu amor! Você voltou! – agarrei-a beijando-a em seguida.
– A Tanya foi conversar comigo. – disse.
– A Tanya? O que foi que ela inventou dessa vez? – perguntei colocando-a no chão.
– Ela não inventou nada, muito pelo contrário, ela me fez ver que eu estava perdendo o amor da minha vida por um ciúmes besta. Ela não quer mais nada com você, ela gosta do Tyler! – disse olhando nos meus olhos.
– Tive tanto medo que você não voltasse mais! – disse fazendo carinho em seu rosto.
– E você acha mesmo que a sua princesinha iria deixar? – perguntou rindo.
– E por falar nela, onde estão as crianças?
– Cada uma em seu devido quarto. Não quer aproveitar que estamos sozinhos? – perguntou me ajudando a tirar a camisa.
– Claro! – disse tirando sua blusa.
(...)
Acordei sentindo a cama vazia.
– Será que ela foi embora de novo? – perguntei, mas sorri ao ver as roupas dela espalhadas pelo chão.
Levantei colocando o roupão e fui procurá-la pela casa, até que a encontrei no quarto do Rob.
– Achei você! – disse.
– Precisava amamentá-lo! – disse sorrindo.
– Pensei que tivesse ido embora de novo! – disse ajoelhando-me ao seu lado.
– Eu não vou mais embora, a menos que queira que eu vá.
– Nunca! – disse beijando-a.
Ela terminou de alimentar nosso filho e fomos tomar banho para jantarmos com a nossa filha.
– O que acha de uma macarronada? – ouvi Bella perguntar para Marie.
– Aquela sua macarronada cheia de queijo? – ela perguntou feliz.
– Essa mesma!
– Êba!!!! – Marie correu para os meus braços.
Ficamos sentados no sofá assistindo desenho, enquanto Bella fazia a macarronada.
Alguns dias depois...
Acabamos descobrindo que Alicia não era minha filha. Isso foi um alivio, já que os avôs dela acabaram tendo a impressão errada de Bella. Apesar de Marie e Alicia terem se dado tão bem, decidimos cortar relações com eles, seria melhor assim.
Estávamos tomando café para levar a Marie para a escola, quando a campainha toca.
– Deixa que eu atendo. – disse levantando e indo até a porta. – Detetive! Alguma informação nova? – perguntei.
– Bom dia Sr Cullen. Posso entrar? – ele perguntou.
– Claro! – dei passagem para ele entrar.
– Bom dia detetive! – Bella o cumprimentou. – Aceita um café?
– Não obrigado! Venho trazendo novas noticias sim, Sr Cullen.
– Bem, vou deixar vocês a sós. – Bella disse. – Vem Marie!
– Amor... – tentei chamá-la.
– Vou trocar a fralda do Rob e vou levar a Marie na escola. – ela disse bem tranqüila.
– Tudo bem. – disse. – Sente-se detetive. Então quais são as novidades?
– Descobrimos que tem um casal que vive no Brooklin, em Nova York e eles adotaram uma menina com a mesma idade da sua filha e com características bem semelhantes as do Sr e da Srta Denali.
– E você sabe esse casal é suspeito ou é um casal normal? – perguntei.
– De acordo com as informações que obtive, se trata sim de um casal suspeito: eles são traficantes de drogas.
– Meu Deus do céu! Como o James foi capaz de entregar uma criança pra esse tipo de gente? – me perguntei. – A Tanya já sabe?
– Ainda não! Fiz como o Sr pediu, vim conversar com o senhor primeiro. – ele disse.
– Tudo bem. Eu vou conversar com o Tyler e pedir que ele mesmo conte, ele terá mais jeito. – disse. – E agora como eu vou tirar a minha filha deles?
– Bem, pelo o que eu apurei a adoção não foi legalizada, a criança só foi entregue para eles sem nenhuma documentação. Talvez o James tenha feito algum acordo com eles, em troca de droga ou para pagamento de alguma divida.
– Sim faz sentido detetive, mas eles estariam fazendo o que com a criança até hoje, depois de quatro anos?
– Isso eu já não sei responder Sr Cullen.
– Certo! Eu vou providenciar passagens para que possamos ir até Nova York. Precisamos tirar essa historia a limpo!
(...)
– O que é isso? – Bella perguntou entrando em casa, depois que foi levar Marie na escola.
– Passagens para Nova York. – disse. – O detetive encontrou uma menina que pode ser a minha filha com um casal de traficantes.
– Traficantes? Isso é muito perigoso Edward! – disse desesperada.
– Por isso vou levar seu pai comigo.
– E eu? – perguntou fazendo bico.
– Exatamente por ser perigoso que decidi que não vou levá-la! Nem mesmo a Tanya vai, o Tyler vai representá-la.
– Você pode arriscar a sua vida e ela não? – Bella perguntou debochadamente.
– Ela disse que já que eu ia, seria melhor que ela ficasse, já que ela vai precisar de um dos dois vivos!
– E os meus filhos? Não vão ter o pai vivo? Eu tenho dois filhos seus e ela só um!
– Bella você está sendo muito egoísta! – disse sério. – O que Tanya disse tem fundamento! Ela com certeza vai estar assustada e vai precisar do pai ou da mãe.
– Aí meu Deus! Você tem razão! – ela começou a chorar. – Eu só estou pensando em mim e em nossos filhos, essa menina com certeza deve ter sofrido muito esses anos todos. Desculpe-me!
– Esquece! Você só ficou nervosa e com medo que algo aconteça comigo, mas pode ficar tranqüila que se precisar o seu pai vai agir como policial.
– Tudo bem, mas promete que vai se cuidar e voltar inteirinho para mim?
– É claro que sim Princesa! – disse e a beijei.
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