Segunda Chance
24 Capitulo 22 - Filha
Notas iniciais
Cap.22 – Filha
(Edward)
Chegamos em Nova York já tarde da noite e nos hospedamos em um hotel, iríamos até o Brooklin pela manhã.
Tomei um banho e pedi um lanche. Liguei para Bella, para avisar que estava tudo bem.
– Mas você já comeu alguma coisa? – Bella perguntou preocupada.
– Acabei de comer um lanche. E as crianças? Já estão dormindo? – perguntei.
– Marie sim. O Robert está acordado fazendo companhia para a mamãe.
Sorri.
– Na minha ausência, ele é o homem da casa, acho bom ele cuidar direitinho das minhas meninas!
– E por falar em menina, não acha melhor você ir dormir? Assim, você acorda cedo, resolve a questão da sua filha e volta logo pra mim!
– Está com saudades? – perguntei.
– Que pergunta Edward! – exclamou. – É claro que estou com saudades! Morrendo de saudades!
– Então vou fazer o que disse. Vou dormir, pra resolver tudo cedo amanhã.
– Isso mesmo!
– Boa noite meu amor.
– Boa noite Gatinho. Volta logo! – disse e desligamos.
(...)
Assim que amanheceu troquei de roupa e desci para tomar café.
Já estava terminando meu café quando o restante do povo apareceu.
– Caiu da cama Edward? – meu sogro perguntou.
– Quero resolver logo essa situação e voltar para a minha família! – disse.
– A Bella deve tá te enchendo com isso né? – Tyler perguntou.
– Ela só está preocupada. – disse. – Vou esperar vocês no carro.
Fui para o carro que alugamos e depois de meia hora eles apareceram.
– Vamos lá? – perguntou o detetive.
– Vamos logo! – disse.
Ele seguiu para a casa da minha suposta filha. Realmente era um lugar medonho, ruas esburacadas, pessoas consumindo drogas nas ruas, homens altamente armados, parecia até filme, mas era realidade, a realidade de uma menina.
– É aqui. – o detetive disse.
– Tem certeza? – perguntei.
– Absoluta! Vamos lá?
– Charlie você fica aqui para não intimidarmos eles, se precisarmos a gente te chama. – disse saindo do carro. – Tyler acho melhor você ficar também. Deixa que eu resolvo isso.
– Tudo bem! – ele disse.
Bati na porta e esperamos alguém abrir.
– Olá! Em que posso ajudar? – uma mulher perguntou quando abriu a porta.
– Olá sou Olavo Bernard, sou detetive a gente pode conversar com a senhora? – o detetive perguntou.
– Sobre o que? – ela perguntou assustada.
– Sobre a sua filha. – disse.
– O que querem saber sobre a Anne? – ela perguntou.
– Ela é realmente sua filha ou a entregaram para você? – perguntei.
– O que vocês querem? Levá-la de mim?
– Só queremos saber a verdade. Foi o James que te entregou ela? – o detetive perguntou.
– Entrem, por favor! – disse nos dando passagem.
Entramos na casa, que era bem simples por sinal.
– Sentem-se, por favor! – ela disse nos apontando o sofá. – De onde conhecem o James?
– Eu tive um relacionamento com a irmã dele há algum tempo atrás, mas só agora fiquei sabendo que ela teve uma filha minha e que o James havia sumido com ela. – expliquei.
– Então a Anne é sua filha! – ela exclamou assustada.
– Então é verdade senhora? – o detetive perguntou. – O James realmente te entregou uma menina?
– Sim. Anne tinha poucos dias de vida quando James apareceu aqui com ela, dizendo que era para pagamento de uma divida que ele tinha com o meu marido. – ela respondeu. – Mas meu marido perguntou o que ele faria com aquela menina.
– E o que ele respondeu? – o detetive perguntou de novo.
– Disse que de inicio poderia usá-la para transportar droga na roupa ou na bolsa dela e quando ela chegasse a adolescência poderia usá-la para fazer programas.
– DESGRAÇADO! – gritei.
– Mamãe o que tá acontecendo? – ouvi uma garotinha perguntar.
Fiquei admirado ao olhar aquela menina, ela se parecia muito com a Tanya, mas tinha os meus olhos verdes. Era simplesmente linda!
– Está tudo bem Anne. – ela disse a menina. – Me espere lá dentro.
– Então essa é a menina que o James te entregou? A minha filha!
– O senhor nem sabe se ela é realmente sua filha! – ela disse. – O James pode ter pegado essa menina de qualquer mãe.
– Eu tenho absoluta certeza de que é a minha filha! Ela se parece muito com a mãe.
Ouvimos um barulho na porta.
– Vocês precisam ir agora. É o meu marido!
– Posso saber o que tá pegando aqui? – ele perguntou armado até os dentes.
– Calma Carlton! – a mulher pediu.
– Calma o cacete Meredith! Como você deixa esses riquinhos metidos a besta entrar na nossa casa? – disse com raiva para a mulher. – Então o que querem aqui?
– Eu suspeito que sou o pai da Anne. – disse.
– Então essa menina é sua filha? – perguntou. – Então é você quem vai pagar a divida do otário do James, já que essa menina não pagou nem a metade do que ele me deve, ainda mais agora que ele morreu.
– E quanto ele te deve? – perguntei.
– US$ 500 mil dólares. – disse sorrindo.
– Vou buscar no carro. – disse.
Sai da casa e fui até o carro, onde Charlie aguardava o chamado.
– Ele disse que só entrega a menina se pagarmos a divida do James. – expliquei.
– E de quanto é essa divida? – Tyler perguntou.
– US$ 500 mil dólares.
– E agora? – Tyler voltou a perguntar.
– Vou chamar reforço. – Charlie disse.
– Eu já contava com isso. – disse sorrindo. – Vamos entrar!
Tyler ficou no carro e Charlie entrou comigo.
– Cadê o dinheiro? — Carlton perguntou.
– Bom dia. Sou Charlie Swan sogro do Edward e chefe de policia de Forks.
– Chefe de policia? – perguntou pegando a arma da cintura. – Você tá maluco meu irmão? Trazer a policia pra dentro da minha casa!
– É o seguinte, se você entregar a menina não vai te acontecer nada.
– E eu vou ficar sem o meu dinheiro?
Ouvimos um barulho de sirene.
– Você tem pouco tempo para decidir. – Charlie disse.
(Bella)
Edward chegaria em poucos minutos, ele havia acabado de ligar dizendo que estava indo para casa.
Tinha preparado o almoço e Marie não quis ir para a escola para esperar pelo pai.
– O papai vai trazer a minha irmã? – minha filha perguntou toda animada.
– Não sei filha. – respondi.
Ouvimos a campainha.
– Deve ser ele! – ela disse.
– Ele não tocaria a campainha filha. – disse abrindo a porta e dando de cara com Tanya.
– Olá Bella! Desculpe aparecer assim, mas o Tyler me ligou dizendo que eles estavam vindo para cá.
– Ainda não chegaram Tanya. – disse. – Entre. Fique a vontade.
Ela entrou, deu um beijo na Marie e sentou ao lado dela.
Depois de mais alguns minutos, finalmente a porta foi aberta e por ela passou meu marido segurando a mão de uma menininha.
– Edward! – disse e corri para os seus braços. – Estava morrendo de saudades.
– Eu também meu amor. – disse me dando um selinho. – Deixa eu te apresentar a Anne. – disse me soltando e olhando para a menina ao seu lado. – Anne essa é a Bella, minha esposa.
– Ela que é a minha mamãe? – perguntou com os olhinhos cheios d’água.
– Não querida. – disse limpando suas lágrimas. – Ela que supostamente seja a sua mãe. – disse apontando para Tanya, que chorava desesperadamente.
– Minha filha! – Tanya disse chorando.
– Vai lá dar um beijo nela querida. – Edward disse.
Meio relutante Anne se aproximou de Tanya.
– Minha filha! – Tanya disse abraçando-a e chorando ao mesmo tempo.
– Está tudo certo? Ela é sua filha mesmo? – perguntei.
– Ao que tudo indica sim, mas faremos o exame de DNA amanhã.
– Eu fiz o almoço. Você fica pra almoçar com a gente Tanya? – perguntei.
– Fico sim Bella. Obrigada! – disse abraçada a filha.
– E você mocinha não devia estar na escola? – Edward perguntou a Marie.
– Eu fiquei para te ver. Estava com saudades. – disse fazendo bico.
– Papai também estava morrendo de saudades de você princesinha. – disse beijando seu rostinho. – Cadê o Rob?
– Vai indo para a mesa que eu vou pegá-lo. – disse.
Voltei para a cozinha com meu príncipe no colo e ele sorriu assim que viu o pai.
(...)
Alguns dias depois...
Estava saindo para levar Marie na escola quando Edward abriu a porta.
– Oi amor. – disse lhe dando um selinho. – Já estava saindo. Vou levar a Marie para a escola.
– Deixa o Rob comigo? – pediu.
– Tudo bem. – disse lhe entregando nosso filho.
– Quando voltar precisamos conversar. – disse.
Apenas assenti, sem ao menos saber do que se tratava.
– Vamos filha! – apressei Marie.
– Já estou indo. – disse. – O papai vai me levar?
– Não filha. Vou ficar com o seu irmão, mas eu vou te buscar. – disse.
Levei Marie para a escola e voltei para casa, ainda apreensiva pelo o que Edward queria conversar comigo.
Cheguei em casa e não encontrei Edward na sala e nem na cozinha. Segui para o quarto do Rob e nosso filho dormia tranquilamente em seu berço, mas nada de Edward. Fui até nosso quarto, mas quando abri a porta me surpreendi.
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