Seguindo em Frente

18 O Natal na casa Robbins-Torres – Callie Torres


Tim nasceu algumas semanas antes do natal, estou de férias por um mês para estar com minha família em tempo integral acompanhando essas primeiras semanas de Tim e toda mudança que estava ocorrendo em nossa rotina diária, essa manhã fui chamada pelo chefe Hunt para uma cirurgia de emergência um homem de 27 anos caiu de sua embarcação pesqueira e teve o braço amputado o médico ortopedista responsável achou inviável uma cirurgia de recolocação do braço, esse Carlson é mesmo um imprestável preguiçoso como Arizona esbravejou esta manhã quando disse que atenderia essa emergência, anotei para colocar na próxima reunião do conselho a sugestão de substituirmos tal médico. Faltavam quatro dias para o Natal estava ali em uma cirurgia com Shepherd quando tocamos no assunto natal.

– Então Callie planos para o natal?

– Arizona ainda está se recuperando do parto, meus sogros estão em nossa casa, minha sogra vai fazer um carneiro, então ficaremos por lá mesmo.

– Sua sogra faz carneiro com especiarias? Gostaria de comer um carneiro com especiarias, mas Mer não sabe cozinhar.

– Sim e muito bom, sabe de uma coisa Derek você e Mer são bem vindos para ceia de natal em nossa casa, Owen e Bailey vão estar lá.

– Obrigado Callie eu aceito.

Acabamos a cirurgia colocamos o braço do rapaz no lugar, estava no posto de enfermagem atualizando o prontuário do paciente louca para ir pra casa beijar minha esposa e ficar mimando meus filhos quando Yang me abordou.

– Callie vou levar o presente de Sofia na noite de natal, primeiro vou levar o de Zola e Bailey e depois o de Sofia e Tim vou ficar para ceia, na casa da Mer não tem comida.

– Você é bem vinda Cristina sempre e poupe trabalho leve todos para minha casa Mer vai estar lá.

Alex que vinha chegando e ouviu parte da conversa disse.

– Se Yang e Mer vão para sua casa na noite de natal eu também vou, sou padrinho de Tim e também tenho presentes e direitos.

– Alex você também e bem vindo e contamos com sua presença.

– Vou levar Jo.

– Imaginei que sim.

Bem fui para casa pensando que Arizona não ficaria muito feliz nossa pequena ceia de natal agora era uma festa de natal, cheguei em casa, minha esposa estava sentada no sofá alimentando nosso filho com Sofia sentada ao lado olhando. Meus sogros não estavam tinham saído para uma volta na cidade e tirar uma folga de nós.

– Hey família mama em casa.

Beijei Arizona nos lábios, Sofia pulou em meu colo e me abraçou e me beijou, depositei um beijo na testa do nosso garotão e sentei-me ao lado deles com Sofia em minhas pernas.

– Como foi o dia de vocês meus amores?

– Bem eu e Sof fizemos biscoitos deliciosos e o seu? Conseguiu religar o braço do paciente?

– Perfeitamente, você acha que seria possível sua mãe conseguir um carneiro maior para o natal?

Olhei para Arizona com aquele sorriso culpado.

– O que você fez Calliope?

– Vamos ter mais convidados do que nós combinamos.

– E quem seriam esses convidados.

– Convidei Bailey, Hunt e Shepherd, Yang e Karev se convidaram.

– Então terá que ser bem maior porque eu convidei April que vai trazer Webber e Catherine.

Caímos na risada, gostávamos de receber os amigos em nossa casa e principalmente por eles se sentirem bem conosco e com nossa família.

A noite de natal foi perfeita estávamos todos em clima de harmonia a mãe de Arizona cozinhou um belo carneiro, eu fiz uma bela paella a lá México com uma belíssima salada e tínhamos torta de maça e várias outras guloseimas, Arizona fez muitos biscoitos e tínhamos muito vinho.

Ter nossos amigos reunidos e se divertindo em nossa casa, não tem preço, nós formamos uma família diferente com pessoas de várias raças, credo e lugares o que nos uniu não foi o sangue ou nome e sim nosso amor pela medicina, a ciência e vontade louca de salvarmos vidas, meus pais e minha irmã me faziam falta mas se eles não podem ver e fazer parte da minha felicidade eu não ficaria triste por isso não essa noite em que as pessoas que nos amam e respeitam estavam ali reunidos para comemorarmos essa data tão mágica, nós passamos muitas coisas juntos nesse anos todos e temos o direito de comemorar a nossas vitórias.

O bom de nossa casa é que na reforma nós mandamos quebrar as paredes, então temos uma grande área dividida em cozinha e sala de jantar, sala de estar e home office, sala de tv sem paredes que permite a todos ficarmos confortáveis em espaços separados e ao mesmo tempo juntos em uma mesma área.

A enorme TV que Arizona tanto implicou quando decidi comprar agora era palco de uma disputa entre Alex e Derek, Ben e Turk de um jogo de golfe no Xbox do Alex. Mer, Bailey e Arizona sentadas ao redor da mesa bebendo vinho e discutindo alguma coisa sobre filhos enquanto Cristina e Jo inventavam brincadeiras perigosas para as crianças, Owen, Webber e Daniel discutiam algo sobre jogos de baisebol sentados em nossa sala de estar.

Enquanto eu e Barbara ouvíamos Catherine Avery sentada em nossa bancada tentado fazer a cabeça de Kepner a engravidar logo e dar um herdeiro para o legado Avery, ela corria dela como o diabo da cruz. Ela falava sobre o legado Avery e o que os filhos dos dois iriam herdar.

– Mãe pare com isso, falando assim parece que April casou-se com uma pilha de dinheiro e não comigo.

Caímos na gargalhada, Avery e eu somos parecidos nesse quesito, vimos de famílias de muitas posses, mas não ostentamos o seu poder, por que queremos conquistar nosso próprio espaço e ser reconhecido por nós mesmo sem a interferência da família rica.

Meu pai é dono de uma cadeia de financeiras que se espalha a cada dia pelo mundo todo, quase toda a família trabalha na empresa seus irmãos, cunhados, meus primos inclusive minha irmã Ária e seu esposo e minha mãe que nunca concordou muito com minha escolha pela medicina, quando decidi ir para o corpo da paz logo depois da faculdade foi um Deus nos acuda, eu tinha um escritório com uma mesa enorme me esperando nas empresas da família e estava entrando em um avião indo para o outro lado do mundo ajudar pessoas pobres e dormir em uma tenda de lona, ela nunca entendeu minha visão de mundo, quando terminei a escola de medicina e decidi vir para Seatlle foi outra loucura tinha uma vaga no Hospital Santa Clarice de Miami, onde meus pais são os maiores doadores, mas escolhi trilhar meu próprio caminho diferente de todos os outros da família.

Se ela visse quantas vidas eu já salvei talvez mudasse de ideia quanto a medicina, mas isso estava cada dia mais longe de acontecer.

Tive meus pensamentos interrompidos pelos braços de Arizona me enlaçando por trás.

– Ei um doce pelos seus pensamentos.

– Acho que meus pensamentos merecem mais que um doce.

– Então dois doces.

– Só estava divagando sobre como estou feliz em tê-los aqui hoje.

– Eu também fico feliz em ter nossos amigos aqui, aproveitando das coisas legais que temos olhe só Alex, Ben e Derek eles estão se divertindo mais que as crianças.

– Com certeza.

– Você estava pensando em sua família não é?

– Minha família são você, Sofia e Tim e estou muito feliz por poder compartilhar essa família linda que construímos com nossos amigos que de certa forma nos tornamos uma família maior e mais barulhenta, olha para cara da Bailey quanto de vinho ela já bebeu?

– Não tenho idéia, como estou de fora da bebedeira eu não contei as taças, vou amamentar nosso piculiko antes que ele abra um berreiro e já volto.

Beijou meus lábios e saiu rumo ao quarto do Tim.

Nossa pequena festa de natal foi muito divertida nossos convidados meio bêbados e empanturrados de comida se dirigiram para suas casas no início da madrugada. Tim e Sofia já estavam dormindo e logo estávamos em nossa cama também, Arizona ainda não tinha recuperado sua plena forma depois do parto, mas estava chegado lá pra mim isso não importava eu a amava de qualquer jeito e aquela noite não teve horas de sexo quente apenas abraços e beijos como na época da escola.