Seguindo em Frente
12 O Ciúmes – Arizona Robbins
Depois de alguns dias tumultuados no hospital estávamos tendo uma manhã tranquila andando pelos corredores do hospital enquanto fazia minha ronda matinal recebi vários parabéns pela equipe, não estava entendendo nada até que cheguei ao posto de enfermagem da pediatria e Jenny minha enfermeira favorita veio me cumprimentar.
– Parabéns Dra. Robbins.
Fiquei meio sem graça na hora, mas me atrevi a perguntar.
– Jenny, porque desde que cheguei hoje várias pessoas vieram me dar parabéns?
– Pelo bebê Dra.
– Como? O hospital todo já sabe sobre o bebê?
– A Dra. Yang desconfiou primeiro ela é uma grande observadora e continuou observando os sintomas e comentou com Dra. Grey que comentou com o Dr. Karev e que comentou com Dra. Wilson e...
– Já entendi Jenny, ai a fofoca se espalhou.
– Desculpa Dra. seus peitos estão maiores, os mal estar, a fome a Dra. tem comido tudo que vem pela frente e depois que vomitou no PS, Dra. Bailey pressionou a Dra. Torres a confirmar o que não foi muito difícil de fazer, por causa das apostas.
– Apostas?
– Sim tem muitas apostas acontecendo no hospital e uma delas era para saber se estava realmente grávida e de quantos meses, agora são pelo sexo do bebê, e outros detalhes do parto.
– As pessoas desse hospital estão apostando sobre minha vida e do meu bebê, eles não tem mais o que fazer?
Sai da pediatria furiosa e fui atrás da minha esposa, se Callie sabia dessas apostas e não me contou ela estaria em maus lençóis, estava indignada com essas apostas e invasão de privacidade, a encontrei no corredor indo para a cafeteria.
– Hey querida, estou indo tomar um café tem um tempo pra me acompanhar em um chá é claro?
– Callie, hoje recebi vários parabéns da minha equipe de trabalho pelo nosso bebê?
– Sério, querida, que bom?
– Você não parece surpresa.
Callie me olhou com aqueles olhos culpados, apertando o botão chamando o elevador.
– Como todos no hospital sabem do bebê, se nós combinamos não contar até completarmos o terceiro mês.
Callie fez aquela cara de quem estava em apuros.
– Por que será né Dra. Robbins talvez porque você não consegue conter seus enjoos ou fome e esses peitos lindos e enormes?
Coloquei minhas mãos sobre meus peitos e olhei para ela indignada.
– As pessoas ficam olhando pros meus peitos.
– Arizona eles são lindos e gostosos quem não olharia.
– Callie! Você acha que eles estão mais gostosos?
– Muito mais gostosos.
E fez aquela cara de safada. Então sorri pra ela.
– Callie você sabia das apostas?
– Fiquei sabendo ontem.
– Porque não me contou?
– Desculpa, não sei, porque não dei importância na hora.
– Tudo bem, mas tudo sobre nós e nossos filhos são importante e você não está isenta da culpa então ainda posso te castigar.
– Que tipo de castigo você tem em mente, Dra. Robbins?
Callie me pressionou contra a parede do elevador e mordeu o lóbulo da minha orelha, mas teve que interromper, pois ele parou para que mais pessoas entrassem e a brincadeira ficou sem continuidade.
– Vou pensar em algo bem sádico e te falo mais tarde, sussurrei em seu ouvido antes de sair.
– Mal posso esperar, ela respondeu de volta.
Callie e eu havíamos mudado, agora conversávamos sobre todas as coisa que nos incomodava, mesmo que muitas vezes acabávamos na cama, fizemos uma promessa de nunca mais escondermos nada uma da outra, nem tudo que era importante pra mim era pra ela, por isso precisava lhe falar o que sentia principalmente quando algo me incomodava.
Completei os três meses e fizemos a primeira ultrassonografia, ouvimos seu coraçãozinho bater nessa tarde foi lindo, contamos a Sofia sobre o bebê, depois que a colocamos na cama fomos para nosso quarto eu estava tão emocionada que não conseguia dormir então Callie teve a brilhante ideia de relaxarmos um pouco na banheira.
Eu estava sentada na sua frente com às costa apoiada em seu corpo, mergulhada naquela água maravilhosa cheia de espuma tendo minha esposa fazendo massagem no meu pescoço, quando suas mãos maravilhosas começaram a fazer um caminho diferente.
– Amo esses seios durinhos e gostosos.
– Você é uma safada Calliope.
Senti sua respiração no meu ouvido quando ela mordeu o lóbulo da minha orelha e enfiou sua língua quente em meu ouvido.
– Você adora essa minha safadeza.
– Seja mais específica Calliope, preciso de mais demonstração de safadeza.
Sua língua quente desceu pelo meu pescoço, suas mãos se moveram em direção a minha vagina, senti todo meu corpo estremecer, Callie tem um dom com mãos que me deixa em êxtase, fizemos amor na banheira e na cama durante boa parte da noite, os hormônios da gravidez me deixa constantemente excitada, muitas vezes acordo Callie no meio da noite para transar.
Meu primeiro trimestre de gravidez foi muito tranquilo tudo estava correndo bem com a gravidez e com nossa vida, nossos erros do passado parece que estão definitivamente enterrados, estou no quarto mês de gravidez, minha barriga esta cada dia mais saliente e precisei de roupas novas estou muito feliz nosso bebê começou a se mexer, ele dorme a maior parte do dia e seus movimentos acontecem mais quando Callie estava por perto ele gosta de ouvir a sua voz.
Além de roupas novas compramos alguns móveis para o quarto do bebê que estava lá meio inacabado os móveis eram unissex e muitas roupas de bebês de todas as cores, mas ainda não sabemos que cor pintar as paredes, estou indecisa não consigo me decidir e cada dia gosto de uma cor diferente meus hormônios estão me enlouquecendo e sei que a minha esposa também, as vezes a via contar até dez antes de responder, para Callie seria branco e depois que nascer personalizaríamos de acordo com o sexo, e a personalidade dele ou dela apesar que ela acha que vamos ter um garoto.
Prometi a Sofia uma festa de aniversário os preparativos estam me sugando tenho muitas coisas para fazer e o aniversário é dentro de duas semanas deveria ter ouvido Callie e não planejar algo tão grande, pra ajudar um fantasma do passado voltou ao hospital. Era para ser só mais um dia comum de trabalho estava eu e Grey na sala de exame enquanto eu examinava o pequeno Bailey ele andava tendo refluxos durante a alimentação, quando Yang entrou na sala esbaforida.
– Hey vocês sabem o que Érica Hahn está fazendo no hospital?
– Érica Hahn está no hospital?
– Sim a vi conversando com Callie lá na cafeteria.
– Cristina!
Grey na hora a repreendeu. Mas não me contive.
– Érica Hahn está no hospital e na cafeteria com minha esposa?
Yang me olhou culpada.
– Desculpa Arizona eu me esqueci de que ela e Callie já tiveram algo.
– Não deve ser nada Arizona, ou saberíamos somos membro do conselho.
– Isso me preocupa mais. O que Érika Hahn está fazendo aqui que não seja profissional.
Eu tinha lágrimas nos olhos,
– Desculpa tudo nesses meses para mim se torna grande e o fato de Hahn está andando pelo hospital com Calliope mexeu comigo.
– São os hormônios, eles ficam a flor da pele, comigo também foi assim, tenho certeza que Callie tem uma explicação.
Balancei a cabeça em concordância e me foquei na consulta.
– Bem o pequeno Bailey, tem uma pequena disfunção gástrica que produz esses refluxos, nada cirúrgico, como você vê aqui, vou prescrever um remédio e com toda certeza vai melhorar.
Grey e Yang sairam, não me contive, fui a cafeteria atrás de Callie, elas não estavam mais lá, em minha mente eu já imaginava elas saindo para um encontro amoroso ou até mesmo em uns dos quartos de plantão, era melhor eu parar de pensar e focar no trabalho com Callie resolveria depois, segui meu caminho em direção a pediatria, encontrei com Bailey no elevador.
– Bom dia Robbins.
– Bom dia Bailey.
– Ow só bom dia, o que houve com os comentários e a risadinhas?
– Dia ruim Bailey.
Enquanto falávamos o elevador parou no andar anterior a pediatria e pudemos ver a cena que me desesperou.
Érica Hahn e Callie estavam abraçadas.
Imediatamente entrei em pânico.
– Você viu aquilo?
Meus olhos novamente encheram-se de lágrimas e dessa vez elas escorreram, Bailey apertou o botão de emergência do elevador e me segurou pelos braços.
– Hey acalme-se, não deixe sua mente cheia de hormônios ver coisas que não existem, Callie é a pessoas mais integra e honrada que conheço e tenho certeza que o que vimos é apenas um abraço de amizade, vocês estão vivendo um momento lindo e feliz não estrague com coisas infundadas, apenas converse com ela, e convenhamos se fosse algo mais que um abraço de amizade ela faria isso em um lugar menos movimentado, certo, posso fazer o elevador voltar a andar.
– Sim.
– Então enxugue as lágrimas que o hospital inteiro não precisa saber que você está tendo uma crise de ciúmes.
– Obrigado Bailey é que tudo tem ficado tão intenso que não consigo controlar.
– Filhos são assim Arizona te sugam desde o momento que entram em seu ventre, espere até eles começarem a sair sozinhos para balada, vai enlouquecer. Nem sei o porquê de os querermos.
– Não quero nem pensar nisso, fico em pânico só de pensar em Sofia saindo com amigos e namorados ou namoradas.
O dia se arrastou não entendo porque quando temos algo em nossa mente fervilhando o dia demora mais a passar e não vi mais Callie até no final do expediente nossos horários ficaram desencontrados.
Encontrei com Callie e Sofia no saguão do hospital na saída do nosso turno, quando cheguei ela se aproximou e me abraçou de um jeito carinhoso e me deu um beijo nos lábios.
– Calliope não podemos fazer isso aqui, as regras.
– Que se dane essa regra estúpida, “Eu te amo Arizona” não duvide nunca disso.
– Eu também te amo Caliiope, vamos pra casa?
E saímos de mãos dadas.
– Callie o que Érica Hahn estava fazendo no hospital hoje, ou melhor porque você a estava abraçando no quarto andar.
– Ow, Ow, vamos com calma, Érica está acompanhando o irmão, ele tem um tumor nos ossos, depois que a encontrei essa manhã tomamos um café e selamos uma amizade foi só isso.
– Só isso? E precisava de um abraço?
– Arizona! Nada mais eu juro e foi só um abraço, e foi ela que me abraçou.
– Então Callie com tantos hospitais nesse país porque ela veio para esse, claro ela veio atrás de você só pode.
– Arizona o irmão dela está com câncer nos ossos ela veio ter uma segunda opinião comigo que sou um Rock Star da ortopedia.
– Sei! E qual foi seu diagnóstico?
– Não posso fazer nada, o câncer está muito avançado e os aconselhei a aproveitarem o tempo que lhes restam até que ele parta, eles vão embora amanhã.
– Isso é triste, coitados.
– Sim muito triste.
– Sim é. Vamos para casa tenho planos para quando chegarmos.
– E quais são eles.
– Pizza porque estou muito cansada pra cozinhar e depois ficar curtindo minhas duas meninas no sofá.
Esses planos parecem bons.
– Eles são ótimos.
Caminhamos de mãos dadas com Sofia para o estacionamento.
– Porque sempre pensa que vou te trair?
– Porque você é linda e tem um monte de gente querendo ter uma chance com você.
Entrei no carro e tomei a direção, Callie colocou Sofia na cadeirinha e entrou ao lado do passageiro.
– Arizona!
– Sim!
– Eu te amo e não quero estar com ninguém mais além de você.
– Eu também te amo Calliope.
– Podemos passar na pizzaria no caminho?
– Claro e compre sorvete.
– Comprarei.
Callie é linda eu sempre tive muito ciúmes dela, não sei se, porque, ela é bissexual, não que eu não me garanta, não sei explicar só sei que, sinto esse ciúmes louco, fico louca só de pensar na possibilidade dela se interessar por outra pessoa, só sei que ela é maravilhosa, mágica uma deusa.
O dia da festa de Sofia chegou ela está tão feliz, eu estou tão cansada, mas ver o brilho em seus olhos não tem preço, me faz querer fazer tudo de novo, meus pais chegaram alguns dias antes o que nos ajudou muito, papai tem muitas habilidades e mamãe com sua experiência, de trinta anos lecionando para o jardim de infância, tem muitas ideias boas para decoração, durante o último mês nós nos falamos todas as noites para planejarmos tudo, Callie me ajudou em quase tudo, apesar de algumas vezes fazer protestando, meu sogro também está aqui ele chegou ontem e ajudou bastante na organização é até engraçado de ver dois homens acostumados a dar ordem receber de uma mulher grávida senti que as vezes eles iriam jogar tudo para o alto e desistir.
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